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Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Crítica: Legado Explosivo | Ação banal, clichês e Liam Neeson


Tom Noland (interpretado por Liam Neeson, de O Passageiro. Veja a crítica aqui) é um ex-fuzileiro naval que tornou-se um habilíssimo ladrão de bancos que nunca foi pego. Após seu último roubo, conhece a funcionária de uma firma de estocagens e estudante de pós-graduação em psicologia Annie Wilkins (Kate Walsh, da série The Umbrella Academy) e iniciam um relacionamento. Após um ano juntos, Tom decide parar definitivamente com a vida de roubos e entregar-se ao FBI para que não tenha que mentir mais à Annie e na esperança que, após cumprir a pena, ela aceite viver com ele.

Tom telefona para o FBI, fala com o agente especial Samuel Baker (Robert Patrick, da série Arquivo X) a quem diz que deseja entregar-se e devolver todo o dinheiro roubado nas seguintes condições: pena reduzida em um local próximo à cidade de Boston com direito a visitas. Para confirmar a veracidade da história, Baker envia os agentes subalternos John Nivens (Jai Courtney, de Exterminador do Futuro: Gênesis. Veja a crítica aqui) e Ramon Hall (Anthony Ramos, de Nasce Uma Estrela) para falar com Tom e este, em um gesto de boa vontade, indica a eles onde está parte do dinheiro. Nivens e Hall decidem ficar com o dinheiro e matar Tom. Porém, Baker aparece, Nivens mata-o e Tom consegue fugir. Agora, o ladrão quer não só provar sua inocência como entregar os agentes corruptos à justiça. Para isso pede ajuda ao agente especial Sean Meyers (Jeffrey Donovan, de J. Edgar).

À medida que assistimos Legado Explosivo ficamos com a mesma opinião de vários personagens quanto à premissa do filme: é difícil acreditar que um ladrão vai entregar-se às autoridades e devolver toda a dinheirama que roubou por causa de amor a uma mulher. Essa mesma premissa seria mais crível se o filme tivesse um diretor melhor que Mark Williams (Um Homem de Família), também autor do roteiro e história junto com Steve Allrich.

Conhecido mais como produtor e roteirista, Legado Explosivo é apenas o segundo trabalho na direção de Williams e é um trabalho no máximo comum, em que as cenas de ação, que poderiam ser um dos pontos fortes do filme, são apenas banais, não entusiasmam. E a história, que, como dito antes, tem uma premissa dura de engolir, é também cheia de clichês que vão desde um vilão cruel até um cachorrinho engraçadinho para dar um toque de fofura à trama. Até mesmo pretensas críticas ao governo estadunidense e às injustiças do sistema capitalista não convencem muito.

Após o sucesso de A Lista de Schindler (1993), dirigido por Steven Spielberg (A Ponte dos Espiões), o ator norte-irlandês Liam Neeson tornou-se um astro de pleno direito, tendo papéis em produções variadas tais como dramas, romances, comédias e, principalmente nos últimos anos, em filmes de ação. Isso não chega a ser surpreendente pois, com 1,93 m de altura e tendo sido boxeador em sua juventude, Neeson sempre teve boa forma física, o que, aliado ao seu talento de ator, fazia dele a escolha ideal para filmes como Darkman, Vingança Sem Rosto (1990), de Sam Raimi (franquia Homem-Aranha), no papel-título; em Star Wars Episódio I – A Ameaça Fantasma (1999), de George Lucas (o criador da saga), quando interpretou o Mestre Jedi Qui-Gon Jinn; e em Batman Begins (2005), de Christopher Nolan (Tenet), como o vilão Rãs Al-Ghul.

E é Liam Neeson o principal motivo para ver Legado Explosivo, pois ele consegue dar credibilidade ao personagem que interpreta. Foi o prestígio e carisma do ator que fez com que Legado Explosivo fosse líder de bilheteria nas suas duas primeiras semanas após o lançamento.

Entretanto, Neeson corre o risco de tornar-se um Charles Bronson do século 21. Após o sucesso do primeiro filme da franquia Desejo de Matar (1974), Bronson fez durante a década de 1980 e início da década de 1990, filmes muito semelhantes a este, no qual é um justiceiro armado de revólver que sai à caça de marginais sedento para fazer justiça com as próprias mãos (e os marginais fazem por merecerem a morte, no melhor estilo bolsominion-coxinha-olavete). A diferença é que nos filmes de Neeson, seus personagens geralmente somente pegam em armas para autodefesa ou quando não tem outra escolha. São argumentos mais inteligentes, mas a chance de ficar estereotipado com esse tipo de personagem existe.

E, apesar de Neeson sempre procurar manter-se em forma, é possível notar que a idade já começa a pesar nas cenas que exigem mais vigor físico (o ator está atualmente com 68 anos). Mas, isso não é culpa dele, pois a passagem do tempo é algo que, inevitavelmente, acontece com todos nós.

Aos 53 anos, Kate Walsh continua bonita, charmosa e simpática e, com seu talento de atriz, ajuda a dar a já citada credibilidade ao personagem de Neeson assim como ao seu próprio, embora também seja difícil de engolir que uma psicóloga que acaba de formar-se na pós-graduação não consiga perceber algo de estranho com seu namorado. Mas, isso faz parte das bobeadas de Williams.

Robert Patrick, o eterno andróide T-1000 de O Exterminador do Futuro 2 (1991), é utilizado como um coadjuvante de luxo em Legado Explosivo. Patrick – que está com uma aparência bastante envelhecida - é um daqueles casos de um bom ator que é desperdiçado em uma produção cinematográfica. Seu personagem, Sam Baker, sai de cena cedo demais e, na minha opinião, é Baker quem deveria ajudar Tom Noland ao invés Sean Meyers, cujo intérprete, Jeffrey Donovan, atua de modo insosso.

Jai Courtney e Anthony Ramos, nos papéis dos agentes Nivens e Hall, tentam utilizar o tema “bandido bom e bandido mau” para seus personagens, mas, sob a batuta da direção e do roteiro, acaba por não funcionar como deveria.

O compositor musical Mark Isham (Bill & Ted – Encare a Música. Veja a crítica aqui) é bastante experiente, já compôs trilhas sonoras de vários filmes de sucesso, mas aqui está pouco inspirado, sem nenhum tema que desperte a atenção e fique na memória. Deve ter sido contaminado pelas baboseiras de Mark Williams.

Uma das poucas coisas que salva-se em Legado Explosivo é a boa fotografia de Shelly Johnson (Capitão América, o Primeiro Vingador), que mostra a bonita cidade de Boston, no norte dos EUA, pouco conhecida pelos brasileiros e que vale a pena estes a descobrirem.

Em contrapartida, o título escolhido para a comercialização do filme no Brasil, Legado Explosivo, é, seguindo a tradição no país, simplesmente horroroso. Em Portugal, o título escolhido não foi muito melhor: “Um Último Golpe”. O título original do filme, “Honest Thief”, significa, literalmente, “Ladrão Honesto”, o que tem tudo a ver com a história mostrada. Alguém deve ter explodido a cabeça para bolar esses nomes…

Legado Explosivo vai agradar aos fãs de carteirinha de Liam Neeson, mas pouco mais além deles. Apesar da ação banal e dos clichês, poderia até ter uma boa bilheteria por aqui, mas com a segunda onda da pandemia do Covid-19, é provável que vários cinemas voltem a serem fechados para evitar contaminações. Restam os serviços de streaming, mas, ainda assim, há opções bem melhores que esta.


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Honest Thief
  • Direção: Mark Williams
  • Elenco: Liam Neeson (Tom Noland), Kate Walsh (Annie Wilkins), Robert Patrick (Agente Sam Baker), Jai Courtney (Agente John Nivens), Anthony Ramos (Agente Ramon Hall), Jeffrey Donovan (Agente Sean Meyers)
  • RoteiroMark Williams, Steve Allrich
  • Música: Mark Isham
  • Fotografia: Shelly Johnson
  • Duração: 98 minutos
  • País: EUA
  • Ano: 2020
  • Lançamento comercial no Brasil: 07/01/2021

RESUMO DO FILME
Por amor a uma mulher, o ladrão de bancos Tom Noland decide entregar-se ao FBI e devolver todo o dinheiro roubado na esperança de, depois de cumprida pena, viver com sua amada. Porém, dois agentes corruptos do FBI decidem ficar com o dinheiro e culpam Tom de um assassinato que não cometeu. O ex-ladrão tenta provar sua inocência.

COTAÇÃO
✪✪½

Veja abaixo o trailer oficial de Legado Explosivo (legendado - HD):


Publicado no AdoroCinema em 07/01/2021.

#PanoramaDoCinema

#ForaBolsonaro

#BolsonaroOut

segunda-feira, 5 de março de 2018

Crítica: O Passageiro | Dilema moral em uma viagem alucinante sobre trilhos


Neste mundo atual mergulhado em diversas crises - política, econômica, financeira, social e, em particular, moral - não raro nos perguntamos se fazer as coisas do jeito certo realmente adianta e vale a pena. Este dilema moral é a linha-mestra que conduz o filme O Passageiro

Michael MacCauley (o norte-irlandês Liam Neeson, de A Lista de Schindler) é um imigrante irlandês que vive em Nova York. Ex-policial, atualmente trabalha como corretor de seguros em uma vida rotineira, mas tranquila junto com a esposa Karen (a estadunidense Elizabeth McGovern, de Era Uma Vez na América) e os filhos. Todos os dias pega o trem suburbano para ir ao trabalho, de modo que acaba por conhecer, ainda que superficialmente, os outros passageiros que fazem o mesmo trajeto como, por exemplo, o velho Walt (o estadunidense Jonathan Banks, da série de TV Better Call Saul).

Em um dia normal de trabalho, é chamado pelo diretor da firma que o informa que está demitido, mesmo tendo trabalhado corretamente no local por dez anos. Arrasado, Michael vai até um bar e é consolado pelo amigo e ex-colega policial, Alex Murphy (o também estadunidense Patrick Wilson, de Prometheus). Lá, também encontra outro ex-colega policial recentemente promovido a capitão, David Hawthorne (o neozelandês Sam Neill, da franquia Parque dos Dinossauros).

Michael pega o trem para casa e uma mulher chamada Joanna (a também estadunidense Vera Farmiga, de Amor Sem Escalas) senta-se perto dele e pergunta: se fosse-lhe pedido para fazer algo a qual houvesse consequências que ele não saberia quais seriam, mas que afetaria um dos passageiros do trem, o faria? Nessa hipotética situação receberia uma quantia em dinheiro e, se realizar o pedido, receberá uma quantia extra maior. Joanna diz que, se aceitar a proposta, deve encontrar um passageiro que viaja no mesmo trem. 

Joanna se retira e Michael encontra a primeira quantia em dinheiro no banheiro do trem, mas reluta em continuar com a proposta. Ele recebe um telefonema de Joanna que diz que, se não fizer o que foi proposto, isto custará a vida de todos os passageiros e de sua família.

Este é o quarto trabalho realizado por Liam Neeson em conjunto com o cineasta espanhol Jaume Collet-Serra (de Águas Rasas). Os anteriores foram Desconhecido (2011), Sem Escalas (2014) e Noite Sem Fim (2015). Todos tem em comum serem thrillers de ação com recepção morna por parte da crítica, mas que vão bem na bilheteria. O Passageiro segue essa linha, mas difere dos outros em dois pontos.

O primeiro ponto é a continuação do resgate de uma antiga tradição do cinema: filmes cujas histórias ocorrem durante uma viagem de trem. Esse resgate foi iniciado o ano passado com Assassinato no Expresso do Oriente, do ator e cineasta norte-irlandês Kenneth Branagh (franquia Thor), que é o remake do filme homônimo de 1974 do cineasta estadunidense Sidney Lumet (Um Dia de Cão). 

Esse é um tipo de filme que sempre agradou o público de cinema em geral, pois vários temas podem ser encaixados nele. Podemos citar como exemplos Noite Tenebrosa (1946), da série de filmes de Sherlock Holmes interpretado pelo ator sul-africano Basil Rathbone (Farsa Trágica); Expresso do Horror (1973), com os Mestres do Terror Christopher Lee (saga O Hobbit) e Peter Cushing (saga Star Wars); o thriller Expresso Para o Inferno (1985), do cineasta russo Andrei Konchalovsky (Ray) e com Jon Voight (Animais Fantásticos e Onde Habitam), Eric Roberts (Batman, o Cavaleiro das Trevas) e Rebecca de Mornay (A Mão Que Balança o Berço) no elenco; e a comédia Jogue a Mamãe do Trem (1987), dirigido e estrelado por Danny DeVito (Irmãos Gêmeos) e com Billy Crystal (O Comediante). 

Sempre que possível, as grandes produções procuram incluir cenas passadas em um trem como, por exemplo, no primeiro filme da franquia Missão Impossível (1996), dirigido por Brian De Palma (Dublê de Corpo) e estrelado por Tom Cruise (Feito na América). 

O segundo ponto, que pode passar desapercebido para alguns espectadores devido às movimentadas cenas de ação, mas mostra-se atual e importante nos dias de hoje: o dilema no qual nos perguntamos se vale a pena viver e agir do modo correto, se ser "certinho" realmente compensa.

As confrontações de Michael com esse dilema também são as nossas, pois muitos de nós já passamos pela experiência de sermos descartados de um emprego no qual foram dedicados muitos anos de nossas vidas e o fato de termos sido leais à empresa, seguido as normas tais como nos foram passadas são coisas irrelevantes para uma típica companhia de um sistema capitalista, neoliberal e, no caso do Brasil, de "reforma" trabalhista.

E o fato de Michael estar com 60 anos (Liam Neeson tem, na verdade, 65 anos), faltando apenas cinco anos para a sua aposentadoria, não só aumenta nossa identificação com o personagem (devido à infame "reforma" da previdência proposta pelo "presidente vampirão" Michel Temer, cuja legitimidade no cargo é constantemente contestada), como também mostra o descaso e a crueldade do "estado mínimo" neoliberalista para com pessoas da Melhor Idade.*

E, devido a tudo isso, vem a pergunta: Vale a pena ser honesto? Devemos mesmo fazer as coisas direito com tanta corrupção ao nosso redor vindo de instituições que, teoricamente, deveriam nos proteger como, por exemplo, a polícia?

Em O Passageiro a resposta para essas perguntas é sim. A verdade é que o filme é cheio de clichês, tal como os bandidos cruéis que matam sem dó nem piedade e que, ao final, tem um fim merecido. Mas, esses mesmos clichês são usados corretamente. O diretor Collet-Serra mostra bastante competência nas cenas de ação e suspense e na direção de atores, principalmente de Liam Neeson.

Liam Neeson está no seu período de maturidade como ator e sua atuação reflete essa maturidade. Ele está muito bem no papel de homem trabalhador e honesto que, ao sofrer as intempéries da vida e estar com poucas condições de enfrentá-las, tem sua consciência torturada entre continuar no caminho certo ou seguir a trilha sedutora, rápida e fácil do "lado negro da Força". E nas cenas de ação demonstra boa forma física (foi pugilista amador na sua juventude).

Vera Farmiga faz um tipo de personagem que eu aprecio muito em filmes: fisicamente não aparece o tempo todo, mas sente-se a presença dela por toda a trama, seja falando ao celular ou não. E ela interpreta uma vilã muito dura, implacável, do tipo que ao se olhar pergunta-se: "Como ela pode ser tão má sendo tão bonita?".

Sam Neill e Elizabeth McGovern poderiam ter sidos os coadjuvantes de luxo da fita, mas, tiraram o "de luxo" e ficaram apenas como coadjuvantes. Neill ainda fica com algum destaque como o chefe de polícia que aparece quase ao final da história durante um momento de tensão. Já Elizabeth está tão discreta como a esposa de Liam que mal aparece. Desperdício de talentos.

Jonathan Banks está bem como idoso resmungão Walt e o britânico Shazad Latif (da série Star Trek: Discovery) também chama a atenção como o arrogante e insuportável corretor da bolsa de valores. Quanto a Patrick Wilson e ao restante do elenco, estão adequados aos papéis designados e não comprometem.

A trilha sonora do espanhol Roque Banõs (O Homem nas Trevas) também está adequada para um thriller de ação. Já a fotografia do canadense Paul Cameron (da franquia Piratas do Caribe) achei um tanto escura, mas acredito que isso deva mais ao equipamento que exibiu o filme do que ao trabalho de Paul em si.

Uma curiosidade: o título original em inglês, The Comutter, que foi traduzido como O Passageiro não está incorreto, mas é mais usado para definir um passageiro costumaz ou habitual, isto é, que tem o hábito de pegar o transporte público em dias e horários de forma regular.

O Passageiro entrega ao público o que promete: uma viagem de trem alucinante com boas atuações do seu elenco principal. E, de quebra, em sua premissa oferece temas para pensar e refletir, de modo que acaba por se tornar um filme acima da média no gênero e que vai agradar o público brasileiro assim como o fez no exterior - foi bem nas bilheterias, recuperou o investimento e deu lucro. Podem assistir sem receio de desperdiçar tempo e dinheiro.


*Quem quiser aprofundar-se mais sobre o assunto, sugiro o documentário Capitalismo: Uma História de Amor (2009), do polêmico e genial documentarista estadunidense Michael Moore (Fahrenheit 9/11). 
 

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: The Commuter
  • Direção: Jaume Collet-Serra
  • Elenco: Liam Neeson (Michael MacCauley), Vera Farmiga (Joanna), Patrick Wilson (Detetive Alex Murphy), Jonathan Banks (Walt), Elizabeth McGovern (Karen MacCauley), Sam Neill (Capitão David Hawthorne)
  • RoteiroByron Willinger, Philip de Blasi
  • Música: Roque Baños
  • Fotografia: Paul Cameron
  • Duração: 105 minutos
  • Ano: 2018
  • Lançamento comercial no Brasil: 08/03/2018

          RESUMO DO FILME

Um ex-policial que tornou-se vendedor de seguros é obrigado a descobrir a identidade de um passageiro do trem no qual viaja. Se não o fizer, pode custar a vida dos outros passageiros e de sua família.

COTAÇÃO
✪✪✪ ½


Veja aqui o trailer oficial de O Passageiro (legendado - HD):



Publicado no LinkedIn em 05/03/2018 e no AdoroCinema em 08/03/2018.