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Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
Mostrando postagens com marcador Sam Neill. Mostrar todas as postagens
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segunda-feira, 13 de julho de 2026

Morreu o ator Sam Neill

 


Sam Neill em 2024

O mundo do cinema teve hoje uma perda impossível de se repor. Morreu neste mesmo dia, aos 78 anos de idade, o ator norte-irlandês de nacionalidades inglesa e neozelandesa Sam Neill.

 com imensa tristeza que a família de Sam Neill partilha a notícia da sua morte, ocorrida na segunda-feira, 13 de julho, em Sydney, na Austrália. Sam estava rodeado pela família e morreu com a dignidade que sempre caracterizou toda a sua vida. A perda foi súbita e inesperada, mas abençoada pelo fato de Sam se ter mantido livre do câncer. A família gostaria de expressar a sua mais profunda gratidão à equipe do St. Vincent’s Private Hospital pelos cuidados extraordinários prestados”informou a família de Sam Neill num comunicado publicado no Instagram.

Em 2023, Neill revelou ter sido diagnosticado com câncer, que descreveu como um linfoma não Hodgkin “de um tipo feroz e agressivo”. Em abril deste ano, anunciou que estava livre da doença depois de se submeter a terapia com células CAR-T (Chimeric Antigen Receptor T-cell).

Neill ficou mundialmente famoso em filmes como Parque dos Dinossauros (1993), de Steven Spielberg; O Piano (1993), de Jane Campion e O Enigma do Horizonte (1997), de Paul Anderson.

Sam Neill, cujo nome verdadeiro era Nigel John Dermot Neill, nasceu em 14 de setembro de 1947 em Omagh, Condado de Tyrone, Irlanda do Norte, filho de pai neozelandês e mãe inglesa, o que fez com que tivesse três nacionalidades.

Em 1954, a família mudou-se para a Nova Zelândia e estabeleceu-se no subúrbio de Cashmere, na cidade de Christchurch. Um ano depois, seus pais e sua irmã mais nova, Juliet, mudaram-se para a cidade natal do pai, Dunedin, enquanto Neill permaneceu em Christchurch frequentando uma escola preparatória. Foi nessa época que começou a chamar a si mesmo de "Sam" porque vários outros meninos também se chamavam Nigel, além de achar esse nome "um pouco efeminado demais para um parquinho da Nova Zelândia". 

Sam estudou na Universidade de Canterbury, mas ainda não estava certo sobre a carreira a seguir, mas sabia que não queria ser militar como o pai. Tentou a faculdade de Direito, mas foi reprovado nas quatro matérias do primeiro ano. Nessa época atuou em várias produções teatrais universitárias, inclusive Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare, no papel de Teseu, e também atuou na peça Marat/Sade, de Peter Weiss, no papel de Jacques Roux. Sam disse que essa foi a melhor época de sua vida e que as artes "eram o tecido da cidade".

Sam transferiu-se para a Universidade Victória de Wellington para concluir seu Bacharelado em Artes e atuou em outra peça de Shakespeare, Macbeth, no papel-título. Iniciou sua carreira profissional de ator na companhia teatral Downstage, onde ganhava 25 dólares neozelandeses por semana mais a comida que sobrava da cozinha após a refeição da plateia. 

Seu primeiro trabalho nas telas foi um telefilme neozelandês chamado The City of No, em 1971. Seguiram-se outras produções para a TV e, em 1974, fez sua estreia como diretor no curta-metragem Telephone Etiquette. Sua estreia na tela grande deu-se com Landfall, em 1975. Em 1977, atuou sob a direção do australiano Roger Donaldson (de Sem Saída) no filme Força Selvagem, primeiro filme da Nova Zelândia a ser amplamente exibido no exterior. Em 1979, atuou no drama romântico As Quatro Irmãs junto de Judy Davis (Desconstruindo Harry), que foi indicado à Palma de Ouro do Festival de Cannes nesse mesmo ano. Dois anos depois, o filme chegou aos EUA, foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e ao Oscar de Melhor Figurino e chamou a atenção de Hollywood para Sam Neill.

Em 1981, atuou no filme australiano de ação e guerra Força de Ataque Z ao lado de Mel Gibson (franquia Mad Max) e John Phillip Law (Barbarella) e fez sua estreia hollywoodiana no filme de terror A Profecia III: O Conflito Final no papel do filho do demônio, Damien Thorne. Apesar do filme não ter sido bem recebido pela crítica não ter ido bem nas bilheterias, a partir daí a carreira de Sam deslanchou.

Com a aposentadoria de Roger Moore (série Persuaders) do papel de James Bond, Sam Neill era um dos nomes cotados para viver o papel do agente secreto mais famoso do cinema, mas perdeu a vaga para o ator galês Timothy Dalton (série Penny Dreadful).

Em 1988, veio mais um trabalho em um filme elogiado, Um Grito no Escuro, onde dividiu os créditos com a estadunidense Meryl Streep (A Dama de Ferro) sob a direção do australiano Fred Schepisi (Ferocidade Máxima).

A década de 1990 foi de grande sucesso para Neill. Foi a época de A Caçada ao Outubro Vermelho (1990), quando atuou ao lado de Sean Connery (franquia James Bond); o vencedor de três Oscars O Piano (1993); Parque dos Dinossauros (1993), provavelmente seu maior sucesso no cinema no papel do Dr. Alan Grant; o terror À Beira da Loucura (1994), do diretor John Carpenter (Fuga de Nova York); outro filme de terror, O Enigma do Horizonte (1997); a minissérie para a TV Merlin (1997) e O Homem Bicentenário (1999), junto de Robin Williams.

A partir do século XXI, embora continuasse bastante ativo no cinema, passou a trabalhar mais na televisão como, por exemplo, na minissérie Doutor Jivago (2002, remake do filme de 1965) e a série Peaky Blinders (2013-2014), no papel do inspetor Chester Campbell.

Antes de falecer, Sam Neill ainda realizou mais dois trabalhos: a aventura Godzilla e Kong: Supernova e a comédia romântica The Last Resort (ainda sem título em português). Ambos estão em processo de pós-produção e com lançamento previsto para 2027. 

Por volta de seus 20 anos de idade, Sam Neill teve um filho que foi entregue para adoção e com quem se reencontrou em 1994. Casou-se duas vezes: primeiro com a atriz neozelandesa Lisa Harrow, que conheceu durante as filmagens de A Profecia III, em 1980. Tiveram um filho e divorciaram-se em 1989. Nesse mesmo ano casou-se com a maquiadora nipônica Noriko Watanabe, com quem teve uma filha e adotou a filha do primeiro casamento de Noriko. Divorciaram-se em 2017.

Sam teve três indicações ao Primetime Emmy (considerado o "Oscar" da TV estadunidense), duas ao Globo de Ouro e venceu o prêmio de Melhor Ator da Australian Academy of Cinema and Television Arts Awards (AACTA Awards), em 1989. Em 1991, foi nomeado Oficial da Ordem do Império Britânico por serviços prestados à área da atuação.  

Sam Neill além de ser um ator muito ativo e prolífico, era um dos profissionais mais queridos da área e deixa um vazio impossível de se preencher. Que descanse em Paz.


Veja aqui o trailer oficial de Parque do Dinossauros, considerado o maior sucesso comercial de Sam Neill (legendado - HD):


 

segunda-feira, 5 de março de 2018

Crítica: O Passageiro | Dilema moral em uma viagem alucinante sobre trilhos


Neste mundo atual mergulhado em diversas crises - política, econômica, financeira, social e, em particular, moral - não raro nos perguntamos se fazer as coisas do jeito certo realmente adianta e vale a pena. Este dilema moral é a linha-mestra que conduz o filme O Passageiro

Michael MacCauley (o norte-irlandês Liam Neeson, de A Lista de Schindler) é um imigrante irlandês que vive em Nova York. Ex-policial, atualmente trabalha como corretor de seguros em uma vida rotineira, mas tranquila junto com a esposa Karen (a estadunidense Elizabeth McGovern, de Era Uma Vez na América) e os filhos. Todos os dias pega o trem suburbano para ir ao trabalho, de modo que acaba por conhecer, ainda que superficialmente, os outros passageiros que fazem o mesmo trajeto como, por exemplo, o velho Walt (o estadunidense Jonathan Banks, da série de TV Better Call Saul).

Em um dia normal de trabalho, é chamado pelo diretor da firma que o informa que está demitido, mesmo tendo trabalhado corretamente no local por dez anos. Arrasado, Michael vai até um bar e é consolado pelo amigo e ex-colega policial, Alex Murphy (o também estadunidense Patrick Wilson, de Prometheus). Lá, também encontra outro ex-colega policial recentemente promovido a capitão, David Hawthorne (o neozelandês Sam Neill, da franquia Parque dos Dinossauros).

Michael pega o trem para casa e uma mulher chamada Joanna (a também estadunidense Vera Farmiga, de Amor Sem Escalas) senta-se perto dele e pergunta: se fosse-lhe pedido para fazer algo a qual houvesse consequências que ele não saberia quais seriam, mas que afetaria um dos passageiros do trem, o faria? Nessa hipotética situação receberia uma quantia em dinheiro e, se realizar o pedido, receberá uma quantia extra maior. Joanna diz que, se aceitar a proposta, deve encontrar um passageiro que viaja no mesmo trem. 

Joanna se retira e Michael encontra a primeira quantia em dinheiro no banheiro do trem, mas reluta em continuar com a proposta. Ele recebe um telefonema de Joanna que diz que, se não fizer o que foi proposto, isto custará a vida de todos os passageiros e de sua família.

Este é o quarto trabalho realizado por Liam Neeson em conjunto com o cineasta espanhol Jaume Collet-Serra (de Águas Rasas). Os anteriores foram Desconhecido (2011), Sem Escalas (2014) e Noite Sem Fim (2015). Todos tem em comum serem thrillers de ação com recepção morna por parte da crítica, mas que vão bem na bilheteria. O Passageiro segue essa linha, mas difere dos outros em dois pontos.

O primeiro ponto é a continuação do resgate de uma antiga tradição do cinema: filmes cujas histórias ocorrem durante uma viagem de trem. Esse resgate foi iniciado o ano passado com Assassinato no Expresso do Oriente, do ator e cineasta norte-irlandês Kenneth Branagh (franquia Thor), que é o remake do filme homônimo de 1974 do cineasta estadunidense Sidney Lumet (Um Dia de Cão). 

Esse é um tipo de filme que sempre agradou o público de cinema em geral, pois vários temas podem ser encaixados nele. Podemos citar como exemplos Noite Tenebrosa (1946), da série de filmes de Sherlock Holmes interpretado pelo ator sul-africano Basil Rathbone (Farsa Trágica); Expresso do Horror (1973), com os Mestres do Terror Christopher Lee (saga O Hobbit) e Peter Cushing (saga Star Wars); o thriller Expresso Para o Inferno (1985), do cineasta russo Andrei Konchalovsky (Ray) e com Jon Voight (Animais Fantásticos e Onde Habitam), Eric Roberts (Batman, o Cavaleiro das Trevas) e Rebecca de Mornay (A Mão Que Balança o Berço) no elenco; e a comédia Jogue a Mamãe do Trem (1987), dirigido e estrelado por Danny DeVito (Irmãos Gêmeos) e com Billy Crystal (O Comediante). 

Sempre que possível, as grandes produções procuram incluir cenas passadas em um trem como, por exemplo, no primeiro filme da franquia Missão Impossível (1996), dirigido por Brian De Palma (Dublê de Corpo) e estrelado por Tom Cruise (Feito na América). 

O segundo ponto, que pode passar desapercebido para alguns espectadores devido às movimentadas cenas de ação, mas mostra-se atual e importante nos dias de hoje: o dilema no qual nos perguntamos se vale a pena viver e agir do modo correto, se ser "certinho" realmente compensa.

As confrontações de Michael com esse dilema também são as nossas, pois muitos de nós já passamos pela experiência de sermos descartados de um emprego no qual foram dedicados muitos anos de nossas vidas e o fato de termos sido leais à empresa, seguido as normas tais como nos foram passadas são coisas irrelevantes para uma típica companhia de um sistema capitalista, neoliberal e, no caso do Brasil, de "reforma" trabalhista.

E o fato de Michael estar com 60 anos (Liam Neeson tem, na verdade, 65 anos), faltando apenas cinco anos para a sua aposentadoria, não só aumenta nossa identificação com o personagem (devido à infame "reforma" da previdência proposta pelo "presidente vampirão" Michel Temer, cuja legitimidade no cargo é constantemente contestada), como também mostra o descaso e a crueldade do "estado mínimo" neoliberalista para com pessoas da Melhor Idade.*

E, devido a tudo isso, vem a pergunta: Vale a pena ser honesto? Devemos mesmo fazer as coisas direito com tanta corrupção ao nosso redor vindo de instituições que, teoricamente, deveriam nos proteger como, por exemplo, a polícia?

Em O Passageiro a resposta para essas perguntas é sim. A verdade é que o filme é cheio de clichês, tal como os bandidos cruéis que matam sem dó nem piedade e que, ao final, tem um fim merecido. Mas, esses mesmos clichês são usados corretamente. O diretor Collet-Serra mostra bastante competência nas cenas de ação e suspense e na direção de atores, principalmente de Liam Neeson.

Liam Neeson está no seu período de maturidade como ator e sua atuação reflete essa maturidade. Ele está muito bem no papel de homem trabalhador e honesto que, ao sofrer as intempéries da vida e estar com poucas condições de enfrentá-las, tem sua consciência torturada entre continuar no caminho certo ou seguir a trilha sedutora, rápida e fácil do "lado negro da Força". E nas cenas de ação demonstra boa forma física (foi pugilista amador na sua juventude).

Vera Farmiga faz um tipo de personagem que eu aprecio muito em filmes: fisicamente não aparece o tempo todo, mas sente-se a presença dela por toda a trama, seja falando ao celular ou não. E ela interpreta uma vilã muito dura, implacável, do tipo que ao se olhar pergunta-se: "Como ela pode ser tão má sendo tão bonita?".

Sam Neill e Elizabeth McGovern poderiam ter sidos os coadjuvantes de luxo da fita, mas, tiraram o "de luxo" e ficaram apenas como coadjuvantes. Neill ainda fica com algum destaque como o chefe de polícia que aparece quase ao final da história durante um momento de tensão. Já Elizabeth está tão discreta como a esposa de Liam que mal aparece. Desperdício de talentos.

Jonathan Banks está bem como idoso resmungão Walt e o britânico Shazad Latif (da série Star Trek: Discovery) também chama a atenção como o arrogante e insuportável corretor da bolsa de valores. Quanto a Patrick Wilson e ao restante do elenco, estão adequados aos papéis designados e não comprometem.

A trilha sonora do espanhol Roque Banõs (O Homem nas Trevas) também está adequada para um thriller de ação. Já a fotografia do canadense Paul Cameron (da franquia Piratas do Caribe) achei um tanto escura, mas acredito que isso deva mais ao equipamento que exibiu o filme do que ao trabalho de Paul em si.

Uma curiosidade: o título original em inglês, The Comutter, que foi traduzido como O Passageiro não está incorreto, mas é mais usado para definir um passageiro costumaz ou habitual, isto é, que tem o hábito de pegar o transporte público em dias e horários de forma regular.

O Passageiro entrega ao público o que promete: uma viagem de trem alucinante com boas atuações do seu elenco principal. E, de quebra, em sua premissa oferece temas para pensar e refletir, de modo que acaba por se tornar um filme acima da média no gênero e que vai agradar o público brasileiro assim como o fez no exterior - foi bem nas bilheterias, recuperou o investimento e deu lucro. Podem assistir sem receio de desperdiçar tempo e dinheiro.


*Quem quiser aprofundar-se mais sobre o assunto, sugiro o documentário Capitalismo: Uma História de Amor (2009), do polêmico e genial documentarista estadunidense Michael Moore (Fahrenheit 9/11). 
 

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: The Commuter
  • Direção: Jaume Collet-Serra
  • Elenco: Liam Neeson (Michael MacCauley), Vera Farmiga (Joanna), Patrick Wilson (Detetive Alex Murphy), Jonathan Banks (Walt), Elizabeth McGovern (Karen MacCauley), Sam Neill (Capitão David Hawthorne)
  • RoteiroByron Willinger, Philip de Blasi
  • Música: Roque Baños
  • Fotografia: Paul Cameron
  • Duração: 105 minutos
  • Ano: 2018
  • Lançamento comercial no Brasil: 08/03/2018

          RESUMO DO FILME

Um ex-policial que tornou-se vendedor de seguros é obrigado a descobrir a identidade de um passageiro do trem no qual viaja. Se não o fizer, pode custar a vida dos outros passageiros e de sua família.

COTAÇÃO
✪✪✪ ½


Veja aqui o trailer oficial de O Passageiro (legendado - HD):



Publicado no LinkedIn em 05/03/2018 e no AdoroCinema em 08/03/2018.