A Revista Digital da Sétima Arte fundada em 06/02/2016
Bem-Vindos a Panorama do Cinema"
Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).
Editorial
Estamos de Volta!
Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades.
Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts.
Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo".
Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês.
Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza.
Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre.
Boas leituras e boa diversão!
Quem não conhece o fusca, um dos carros mais populares e amados do mundo? O nome "fusca" (em Portugal é chamado de "carocha") é derivado da palavra alemã Volkswagen, cuja sigla é VW, que significa literalmente "carro do povo". Criado pelo projetista e engenheiro automobilístico alemão Ferdinand Porsche, desde o início de sua produção, em 1938, o fusca conquistou corações, mentes e almas do público por seu preço acessível à classe trabalhadora, sua mecânica ao mesmo tempo robusta, simples e inovadora (o seu famoso motor refrigerado a ar marcou época) e seu design único.
A II Guerra Mundial interrompeu a produção do fusca, que foi retomada em 1948. No ano seguinte, começou a ser exportado para os EUA, onde tornou-se uma febre entre os consumidores. Os primeiros fuscas chegaram no Brasil em 1950, importados da Alemanha. A produção oficial do fusca em nosso país começou em 1959, foi interrompida em 1986, retomada em 1993 e encerrada novamente em 1996. O México continuou fabricando o fusca até 2003, quando a produção do amado carro foi encerrada definitivamente. O fusca vendeu em todo mundo mais de 21 milhões de cópias e é, até hoje, o carro mais vendido de sempre.
O cinema, mais especificamente a Walt Disney Pictures, percebeu o potencial do simpático carinho e, em 1968, lançou o filme Se Meu Fusca Falasse (The Love Bug) com o ator Dean Jones (franquia Beethoven). Voltado para o público familiar, a crítica torceu o nariz para a premissa simples do filme, mas o público amou, principalmente seu grande astro, o fusquinha Herbie. Se Meu Fusca Falasse foi a terceira maior bilheteria do ano, perdendo apenas para o clássico 2001, Uma Odisseia no Espaço e Funny Girl - A Garota Genial.
Herbie fez tanto sucesso que apareceu em mais quatro filmes para o cinema; As Novas Aventuras do Fusca (1974), O Fusca Enamorado (1977), As Novas Diabruras do Fusca (1980) e, Herbie, Meu Fusca Turbinado (2005), com Lindsay Lohan (Meninas Malvadas) à frente do elenco. Apesar do intervalo de 25 anos entre os filmes, Herbiemostrou estar em plena forma, o que fez o filme ser um novo sucesso.
Herbie também apareceu na televisão com a minissérie Herbie, The Love Bug (1982), novamente com Dean Jones no papel principal. Em 1997, houve um reboot de Se Meu Fusca Falasse feito para a TV, cuja história era narrada por Jones e, no papel principal, nada mais nada menos que o rei dos canastrões, Bruce Campbell (veja sua biografia aqui). Além disso, apareceu em dois games.
Neste ano da graça de 2020, Herbie pode ser visto no Brasil, mais especificamente em São Paulo. O Shopping Frei Caneca, na capital paulista, em parceria com o Fusca Clube Brasil, iniciou em 6 de março último, a Exposição do Fusca, na qual são expostos vários modelos do fusca das décadas de 1960, 70, 80, 90, até o chamado New Beetle ou "o novo fusca".
Entre os fuscas expostos há uma réplica fiel de nosso querido Herbie, como vocês podem checar nas fotos abaixo. Quem quiser ver a Exposição do Fusca, cuja entrada é gratuita, o Shopping Frei Caneca fica Rua Frei Caneca 569, Consolação, São Paulo-SP, e funciona de segunda à sábado das 10hrs até as 22hrs e, domingos e feriados, das 14hrs até às 20 hrs. A exposição vai até o próximo dia 5 de abril.
Veja abaixo as fotos da réplica de Herbie:
Veja aqui o trailer do filme Se Meu Fusca Falasse (original em inglês):
Veja aqui um trecho de Herbie, Meu Fusca Turbinado ao som de "Born to Be Wild" (original em inglês):
Ouçam este podcast nas plataformas Spotify, Deezer, Google Podcasts, Anchor, Castbox, Spreaker e Podcast Addict. Como todos sabem, o dia 31 de outubro é conhecido nos países de língua inglesa - em especial nos EUA - como Halloween, chamado no Brasil de "Dia das Bruxas". Nesse dia, a criançada sai fantasiada de bruxa, monstro, vampiro, lobisomem, etc., batem à porta das residências, dizem "Trick or Treats" ("Travessuras ou Gostosuras", em tradução livre) e ganham doces dos adultos.
Entrando no clima dessa festa, Panorama do Cinema fez uma seleção de filmes de "Terrir" que, como os cinéfilos sabem, é a mistura de terror com humor. Então, as crianças - e também os adultos - podem saborear as gostosuras enquanto riem das hilárias travessuras dos monstros e criaturas fantásticas do cinema. De modo ufanista, começamos esta seleção com um filme brasileiro:
Bacalhau (1976)
Em um balneário do litoral de São Paulo, vários banhistas sofrem ataques de uma misteriosa criatura marinha. O oceanógrafo português Matos (Adriano Stuart, da franquia Boleiros, também diretor e roteirista do filme) descobre que a criatura é um Bacalhau da Guiné e quer capturar o peixe para acabar com os ataques e servi-lo como refeição no jantar. Além de ser uma típica pornochanchada, gênero que mistura erotismo e humor, Bacalhau é uma sátira descarada do filme Tubarão (1975), de Steven Spielberg (A Ponte dos Espiões). O peixe feroz de Spielberg impressionou os espectadores da época pelo seu realismo - e até os dias de hoje continua convincente. Já o peixe malandro de Adriano Stuart é propositalmente mal feito de modo que é impossível não rir. De quebra, ainda há a presença das musas da pornochanchada tais como Helena Ramos (Mulher Objeto) e Matilde Mastrangi (Amor, Estranho Amor) no auge da beleza, vestindo biquínis mais do que minúsculos e doidas para que o Bacalhau apareça. Adivinhem porque... Veja aqui, na íntegra, o filme Bacalhau (original em português):
Amor à Primeira Mordida (1979)
O Conde Drácula (George Hamilton, de O Poderoso Chefão III) é expulso da Romênia pelo governo comunista que quer usar seu castelo como centro de treinamento de ginástica olímpica. Junto com seu servo, Renfield (Arte Johnson, de Um Rally Muito Louco), vai para Nova York em busca de seu grande amor, a top model Cindy Sondheim (Susan Saint James, da série O Casal McMillan). Porém, o namorado da moça, o psiquiatra Jeffrey Rosemberg (Richard Benjamin, de Desconstruindo Harry), sabe quem Drácula realmente é e, com a ajuda de um policial medíocre (Dick Shawn, de Primavera Para Hitler), fará tudo para destruir o conde vampiro. Amor à Primeira Mordida foi o sucesso-surpresa daquele ano com uma mistura de humor sutil e escrachado e com duas cenas impagáveis: a dança de Drácula e Cindy na discoteca ao som da música "I Love The Nightlife" ("Eu Amo a Vida Noturna") interpretada por Alicia Bridges e o assalto que Drácula e Renfield fazem ao banco de sangue. O galã canastrão George Hamilton faz um Drácula esnobe e irônico, mas elegante e muito romântico. A top model interpretada por Susan Saint James é bonita, mas esculachada, ninfomaníaca, fumante inveterada e beberrona. Richard Benjamin faz de Jeffrey Rosemberg um psiquiatra mais louco que seus pacientes. E o Renfield de Arte Johnson segue a tradição do fiel servo de seu mestre: quer comer todos os insetos que aparecem na sua frente.
Veja aqui o trailer de Amor à Primeira Mordida (original em inglês):
A Pequena Loja dos Horrores (1986)
Seymour Krelborn (Rick Moranis, de Querida, Encolhi as Crianças) é um nerd tímido que trabalha na floricultura do Sr. Mushinik (Vincent Gardenia, de Feitiço da Lua), cujo negócio vai muito mal. Na floricultura também trabalha a gentil Audrey (Ellen Greene, de O Profissional), por quem Seymour é apaixonado, mas ela namora o dentista sádico e violento Orin Scrivello (Steve Martin, de Roxanne). Após um eclipse, Seymour encontra uma estranha planta que logo torna-se a grande atração da floricultura, que fica lotada de clientes. Porém, ele descobre que a planta (dublada pelo cantor Levi Tubbs, do grupo The Four Tops) não só fala como tem estranhos hábitos alimentares. Dirigido por Frank Oz (Os Safados), A Pequena Loja dos Horrores é a adaptação do musical da Broadway que, por sua vez, é a adaptação do filme de mesmo nome, lançado em 1960, com a direção do mestre dos filmes B, Roger Corman (A Queda da Casa de Usher) e que tem no elenco um então jovem Jack Nicholson (Marte Ataca!), em início de carreira. A Pequena Loja dos Horrores é um filme muito divertido e com um ritmo dinâmico, no que é ajudado pela sua ótima trilha sonora - que teve uma de suas canções indicadas ao Oscar - e seu igualmente ótimo elenco, que tem também participações especiais de John Candy (Jamaica Abaixo de Zero), James Belushi (série O Jim é Assim) e Bill Murray (franquia Os Caça-Fantasmas), que está simplesmente hilário como um paciente masoquista do Dr. Scrivello. E, claro, Levi Tubbs, que está demais dando uma voz de malandro à planta falante - que é totalmente mecânica, mas muito ágil e fez com que o filme também tivesse uma indicação ao Oscar de efeitos especiais. Veja aqui o trailer de A Pequena Loja dos Horrores (Original em inglês):
Frankenhooker - Que Pedaço de Mulher! (1990)
Jeffrey Franken (James Lorinz, de O Irlandês) é um eletricista que sonha em ser um cientista. Tem a chance de testar seus conhecimentos quando sua noiva, Elizabeth Shelley (a top model Patty Mullen, da série The Equalizer) é morta acidentalmente por um cortador de grama e sobra somente sua cabeça. No melhor estilo de médico louco, Jeffrey junta a cabeça da noiva com partes de corpos de prostitutas mortas na ruas e a traz de volta á vida. Mas, ao invés de sua amada Elizabeth, surge uma estranha criatura que pergunta-lhe se não está a fim de um programinha... Como já devem ter percebido, Frankenhooker é uma sátira de Frankenstein e está cheio de referências ao clássico como, por exemplo, o sobrenome do anti-herói e o nome de sua noiva, Elizabeth Shelley, que é uma junção do nome da noiva de Frankenstein com o sobrenome de Mary Shelley (1797-1851), a autora da obra. Dirigido por Frank Henenlotter (O Soro do Mal), Frankenhooker é um típico filme B, trash, mas que ganhou status de cult e fãs ilustres como o comediante Bill Murray, que chegou a ser convidado para atuar na película, mas sua agenda apertada não permitiu. Sorte ou azar? Depende do ponto de vista de cada um... Veja aqui o trailer de Frankenhooker - Que Pedaço de Mulher! (original em inglês):
Ash vs Evil Dead (2016-2018)
30 anos após ter sobrevivido ao eventos ocorridos na velha cabana abandonada na floresta, Ash Williams (Bruce Campbell, de Bubba-Ho-Tep) trabalha como balconista em uma loja de materiais de construção e mora em um velho trailer. Em uma noite repleta de fumaça de maconha junto com uma mulher, Ash, "mucho loco", lê um trecho do Necronomicon, o livro dos mortos, e liberta os deadites, os demônios sumérios que querem acabar o mundo. Agora, Ash deve enviar os deadites de volta ao inferno e, para isso, terá ajuda do medroso Pablo (Ray Santiago, de O Preço do Amanhã), da bonita e durona Kelly (Dana DeLorenzo, de O Natal Maluco de Harold e Kumar) e da misteriosa e traiçoeira Ruby (Lucy Lawless, da série Xena, a Princesa Guerreira). Ash vs Evil Dead é a sequência da trilogia Uma Noite Alucinante - Evil Dead, no original em inglês - estrelada por Campbell e dirigida pelo seu amigo e chapa Sam Raimi (franquia Homem-Aranha). Com produção de Raimi, que também dirigiu alguns episódios, Ash vs Evil Dead é o "terrir" perfeito com seus efeitos especiais competentes, seu humor negro (o segundo episódio da segunda temporada é daqueles que você fica sem saber se ri ou vomita) e bom elenco, que conta inclusive com Lee Majors. Sim, ele mesmo, o eterno Homem de Seis Milhões de Dólares, que é Duro na Queda, faz o papel de Brock Williams, pai de Ash. Porém, o principal responsável pelo sucesso da série é, sem dúvida alguma, o Rei dos Canastrões, Bruce Campbell (veja sua biografia aqui), sempre ótimo na sua canastrice que consagrou o personagem que criou: o desbocado, machista, sexista, racista, grosseirão, burro e engraçadíssimo Ash Williams, que fez com que conquistasse o Prêmio Saturn (o Oscar dos filmes de terror, ficção científica e fantasia) de melhor ator de TV. Pena que a série teve só três temporadas... Veja aqui o trailer da primeira temporada de Ash vs Evil Dead (dublado - HD):
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Nenhum
ator que se preze gosta de ser chamado de canastrão. Porém, quando
se trata de Bruce
Campbell,
esse é um baita de um elogio. Vamos, nas próximas linhas, conhecer
um pouco mais este exagerado e simpático ator estadunidense.
Bruce
Lorne Campbell nasceu em 22 de junho de 1958 na cidade de Royal Oak,
no estado de Michigan, filho de uma dona de casa e de um inspetor de
outdoors, que também era um ator amador. E foi vendo o pai atuando
no teatro local que fez com que o jovem Bruce decidisse tornar-se um
ator profissional.
Bruce
Campbell
começou a atuar, junto com seus amigos, nos palcos de sua cidade e
em filmes feitos em câmera Super
8
(bastante popular na época) escritos e dirigidos por ele mesmo.
Ainda nos tempos de colégio, veio a conhecer aquele que viria a ser
não só o seu melhor amigo como também o seu parceiro de carreira
cinematográfica: Sam
Raimi.
Com
apenas U$ 1.600,00 no bolso e no melhor estilo “uma câmera na mão
e uma ideia na cabeça”, ambos realizaram em Super
8
um filme de terror de curta-metragem intitulado Within
The Woods
(Dentro
da Floresta,
em tradução livre) cuja trama era a de dois jovens casais que
decidem passar a noite em uma cabana na floresta e são atacados por
forças sobrenaturais. O filme servia como uma amostra para possíveis
investidores e como base para um projeto maior que tinham em mente.
Bruce
Campbell
e Sam Raimi fizeram sua estreia no cinema no filme It’s
Murder,
em 1977, com direção de Sam, e no qual Bruce faz uma ponta como um
policial em uma bicicleta. Em seguida fundaram a Renaissence
Pictures,
uma pequena e modesta companhia de filmes para realizar seus sonhos
cinematográficos. E o primeiro trabalho a sair do forno foi,
justamente, o projeto que os dois amigos vinham desenvolvendo há
algum tempo: o filme de terror Evil
Dead (no
Brasil, Uma
Noite Alucinante - A Morte do Demônio),
em 1981.
Evil
Dead
apresentava a história que acabaria tornando-se conhecida no mundo
inteiro: um grupo de amigos vai passar um fim de semana em uma velha
cabana localizada numa floresta sombria e, lá, encontram um gravador
de um pesquisador que traduzia um antigo livro sumeriano de magia
negra com capa feita de pele humana e escrito com sangue chamado
“Necronomicon Ex-Mortis”
ou “O Livro dos Mortos”. A gravação citava trechos do livro que
despertou forças malignas que passaram a atacar o grupo com fúria e
violência.
Evil
Dead
era uma produção barata, mas compensava a falta de recursos com um
roteiro, direção e recursos técnicos muito criativos que tornaram
essa mesma produção um sucesso e fizeram escola. E foi nesse filme
que Bruce
Campbell,
pela primeira vez interpretou o personagem que o consagraria: Ashley
J. “Ash” Williams.
Desde
então, começou uma longa e intensa carreira no cinema e na
televisão, sendo que muitos desses trabalhos seriam feitos com seu
chapa Sam Raimi como, por exemplo, as sequências de Evil
Dead:
Evil
Dead 2
(no Brasil, Uma
Noite Alucinante 2, 1987),
com financiamento do famoso produtor ítalo-estadunidense Dino
De Laurentis; e
Army
of Darkness
(Uma
Noite Alucinante 3, 1992).
Foram nesses filmes que apareceu o Ash Williams que todos passaram a
conhecer, amar, curtir e rir: o anti-herói da motosserra matador de
“Deadites” (ou “mortos-vivos”, como também são chamados no
Brasil) implacável, mas trapalhão, grosseirão, desbocado,
beberrão, encrenqueiro, machista metido a gostosão, racista, entre
outras “qualidades”.
Ash
Williams tornou-se tão popular que acabou aparecendo em vídeo
games, histórias em quadrinhos como as séries Zumbis
Marvel
(que foi publicada no Brasil), onde enfrenta heróis da editora
Marvel tais como Capitão América e Homem de Ferro que foram
transformados em zumbis; e Freddie
vs Jason vs Ash,
no qual combate dois grandes ícones dos filmes de terror: os vilões
Freddie
Krueger
(da franquia A
Hora do Pesadelo)
e Jason
Voorhees
(Sexta-Feira
13),
além de uma aparição especial no remake de Evil
Dead,
feito em 2013 (do qual também foi produtor).
A
partir de Evil
Dead,
Bruce
Campbell
ficou conhecido como astro exagerado e canastrão de filmes B como,
por exemplo, Missão
Lua – A Viagem do Terror
(1989), no qual atuou junto com Walter
Koenig
(o Sr. Chekov da série Jornada
nas Estrelas);
a franquia Maniac
Cop
(1988) e Um
Drink no Inferno 2
(1999). Bruce disse em uma entrevista que, nessa época, a alcunha de
“astro de filmes B” o chateava: ''Por um longo tempo eu ficava
constrangido ao dizer que eu era um ator de filmes B, mas agora eu
sei o que Hollywood quis dizer: eu descobri que o "B" quer
dizer “better” (“melhor”, em inglês).''
Bruce
Campbell
mostrou ao longo do tempo que não era apenas um ator de filmes B de
terror e ficção científica tendo atuado em filmes como Congo
(1995), Fargo
(1996, dirigido pelos Irmãos
Coen)
e Bubba-Ho-Tep
(2002), no qual interpretou o Rei do Rock, Elvis
Presley,
papel esse que lhe deu o prêmio de Melhor Ator no Fantasporto,
festival de cinema fantástico realizado na cidade do Porto, em
Portugal, e um dos mais prestigiosos do gênero. E, claro, sempre
aparecendo em filmes do amigão Sam Raimi como Darkman
– Vingança Sem Rosto
(1990), a franquia Homem-Aranha
(2002-2006) e Oz,
Mágico e Poderoso
(2013).
Bruce
Campbell também
tem uma carreira bem-sucedida na TV. Sua estreia na telinha foi em
1979, no seriado Knots
Landing.
Em 1993, estrelou a série As
Aventuras de Brisco County Jr.,
na qual interpretava um advogado do velho oeste que se tornou um
caçador de recompensas parte em busca do homem que matou seu pai. A
série fez sucesso, mas foi cancelada após a primeira temporada
devido aos altos custos.
Bruce
também fez aparições em séries populares como Lois
& Clark – As Aventuras do Superman
(1993-1997),
Arquivo
X
(1993-2002/2016-atualmente)
e Jovens
Bruxas
(1998-2006).
Apareceu também várias vezes em dois seriados de sucesso com
produção executiva de Sam Raimi: Hércules:
A
Lendária Jornada
(1995-1999)
e Xena,
A Princesa Guerreira
(1995-2001)
junto com a atriz e cantora neozelandesa Lucy
Lawless,
que se tornaria sua amiga. Nessas séries interpretava Autolycus,
o divertido Rei dos Ladrões. Ainda atuou no papel principal do
remake/reeboot de Se
Meu Fusca Falasse
(1997).
Entre
2007 e 2013, Bruce
Campbell interpretouum
de seus personagens de maior sucesso: o agente secreto Sam
Axe
da série Burn
Notice.
Esse papel lhe valeu uma indicação de Melhor Ator Coadjuvante do
prêmio Satellite
Awards,
em 2010. No ano seguinte, Sam Axe teve seu próprio filme que se
chamou Burn
Notice: A Queda de Sam Axe.
Fez vários outros trabalhos televisivos interpretando papéis que
iam de Ronald
Reagan
até… Papai
Noel!
Em
2002, Bruce fez sua estreia como diretor no filme Fanalysis,
um documentário sobre fãs de filmes Cult.
Em 2004, dirigiu outro documentário, A
Community Speaks,
sobre o mundo da moda. Esses dois trabalhos foram muito bem recebidos
pela crítica especializada, mas, infelizmente, ainda são pouco
conhecidos do grande público. No Brasil, permanecem inéditos.
Em
2005, Bruce
Campbell dirigiu,
produziu, escreveu o roteiro e atuou em Man
With The Screaming Brain
e, em 2006, produziu, dirigiu e estrelou Meu
Nome é Bruce,
uma divertida comédia na qual tira um sarro de seus filmes B e de si
mesmo. Em 2010, chegou a ser anunciada a sequência do filme, chamada
Bruce
vs Frankenstein,
mas, até agora, não foi lançada.
Além
de ator, diretor, produtor e roteirista, Bruce
Campbell também
é escritor. Em 2002, lançou uma autobiografia chamada If
Chins Could Kill: Confessions of a 'B' Movie Actor
(Se
Queixos
Matassem:
Confissões de Um Ator de Filmes B),
na qual fala de sua carreira em filmes de cinema e TV de baixo
orçamento. O livro foi um sucesso tendo entrado para a lista de best
sellers do jornal estadunidense The
New York Times.
Em
2005, lançou se segundo livro: Make
Love! The Bruce Campbell Way
(Faça
Amor! A Maneira de Bruce Campbell).
A trama, desenvolvida de modo cômico, envolve Bruce na luta para
fazer sucesso no mundo dos filmes A.
Em
2014, como parte da Comicon
(festival de quadrinhos e filmes de super-heróis) de Chicago, nos
EUA, foi lançado o Festival
de Filmes de Horror de Bruce Campbell,
com apresentação do astro de Evil
Dead
e que teve grande receptividade por parte do público, o que fez com
que, em 2015, houvesse uma segunda edição do festival com
convidados especiais como o diretor de filmes de terror Eli
Roth
(Canibais).
Novamente o público correspondeu.
Também
em 2015, a serpente alcançou o próprio rabo: Bruce
Campbel voltou
a interpretar seu alter-ego, o bronco Ash Williams na série de TV
Ash
vs Evil Dead.
Mais velho, mais gordo, mais banguela, mas ainda o Ash de sempre. O
balconista de mão decepada, serra elétrica e espingarda, durante
uma noite de embalo, fica chapado, lê o “Necromicon” em voz alta
e solta um bando de “Deadites” pelo mundo. Agora, contra a sua
vontade, terá que enviar todos esses demônios de volta para o
inferno e, para isso, terá a ajuda do medroso e desastrado Pablo
(Ray
Santiago,
de
O
Preço do Amanhã), da bonita e durona Kelly (Dana
DeLorenzo,
de
O
Natal Maluco de Harold e Kumar) e da
traiçoeira Ruby (Lucy Lawless).
A
nova série produzida pela Renaissence
Pictures
foi um sucesso e deu a Bruce
Campbel o
prêmio de Melhor Ator de TV do Saturn
Awards
(considerado o Oscar dos filmes de fantasia, ficção científica e
terror) e do Fangoria
Chainsaw Awards
(revista especializada em filmes de terror).
Atualmente
na sua segunda temporada, Ash
vs Evil Dead está
maior, melhor, mais sangrenta do que nunca e, como convidado
especialíssimo, um outro canastrão de sucesso: Lee
Majors
(das séries O
Homem de Seis Milhões de Dólares
e Duro
na Queda)
no papel de Brock Williams, pai de Ash. Se alguém pensou “tal pai,
tal filho”…
Bruce
Campbel casou-se
duas vezes. Sua primeira esposa foi Cristine
Deveau,
com quem casou-se em 1983. Tiveram dois filhos - Rebecca
e Andy
- e divorciaram-se em 1989. A atual esposa de Bruce chama-se Ida
Gearon,
uma designer de moda, com quem casou-se em 1991. Foi, aliás, por
inspiração da profissão de Ida que Bruce fez o documentário A
Community Speaks.
Bruce
também é um ministro ordenado, isto é, está autorizado a
oficializar casamentos religiosos. E já casou muitas pessoas!
Confessem: por esta vocês não esperavam, hein?
E
Ash, isto é, Bruce
Campbel, não
para. Além de Ash
vs Evil Dead
estar a todo vapor, para 2017 são aguardados os novos filmes de
Bruce, Dark
Ascension, Highly
Functional
e MallBrats
(ambos ainda sem título em português).
O
intérprete de Ash Williams pode até ser um canastrão, mas verdade
seja dita: em matéria de “canastrice”, principalmente do tipo
que nos diverte muito, não há ninguém “Better”
do que sua majestade, Bruce
Campbel, o
Rei dos Canastrões!
Veja
aqui o trailer oficial de Meu Nome é Bruce (original em inglês):
Veja
aqui o trailer oficial da segunda temporada de Ash vs Evil Dead
(original em inglês – HD):