Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Filmes de "Terrir" para rachar o bico no Halloween


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Como todos sabem, o dia 31 de outubro é conhecido nos países de língua inglesa - em especial nos EUA - como Halloween, chamado no Brasil de "Dia das Bruxas". Nesse dia, a criançada sai fantasiada de bruxa, monstro, vampiro, lobisomem, etc., batem à porta das residências, dizem "Trick or Treats" ("Travessuras ou Gostosuras", em tradução livre) e ganham doces dos adultos.

Entrando no clima dessa festa, Panorama do Cinema fez uma seleção de filmes de "Terrir" que, como os cinéfilos sabem, é a mistura de terror com humor. Então, as crianças - e também os adultos - podem saborear as gostosuras enquanto riem das hilárias travessuras dos monstros e criaturas fantásticas do cinema.

De modo ufanista, começamos esta seleção com um filme brasileiro:

Bacalhau (1976)


Em um balneário do litoral de São Paulo, vários banhistas sofrem ataques de uma misteriosa criatura marinha. O oceanógrafo português Matos (Adriano Stuart, da franquia Boleiros, também diretor e roteirista do filme) descobre que a criatura é um Bacalhau da Guiné e quer capturar o peixe para acabar com os ataques e servi-lo como refeição no jantar. 

Além de ser uma típica pornochanchada, gênero que mistura erotismo e humor, Bacalhau é uma sátira descarada do filme Tubarão (1975), de Steven Spielberg (A Ponte dos Espiões). O peixe feroz de Spielberg impressionou os espectadores da época pelo seu realismo - e até os dias de hoje continua convincente.

Já o peixe malandro de Adriano Stuart é propositalmente mal feito de modo que é impossível não rir. De quebra, ainda há a presença das musas da pornochanchada tais como Helena Ramos (Mulher Objeto) e Matilde Mastrangi (Amor, Estranho Amor) no auge da beleza, vestindo biquínis mais do que minúsculos e doidas para que o Bacalhau apareça. Adivinhem porque...   

Veja aqui, na íntegra, o filme Bacalhau (original em português):




Amor à Primeira Mordida (1979)


O Conde Drácula (George Hamilton, de O Poderoso Chefão III) é expulso da Romênia pelo governo comunista que quer usar seu castelo como centro de treinamento de ginástica olímpica. Junto com seu servo, Renfield (Arte Johnson, de Um Rally Muito Louco), vai para Nova York em busca de seu grande amor, a top model Cindy Sondheim (Susan Saint James, da série O Casal McMillan). Porém, o namorado da moça, o psiquiatra Jeffrey Rosemberg (Richard Benjamin, de Desconstruindo Harry), sabe quem Drácula realmente é e, com a ajuda de um policial medíocre (Dick Shawn, de Primavera Para Hitler), fará tudo para destruir o conde vampiro.

Amor à Primeira Mordida foi o sucesso-surpresa daquele ano com uma mistura de humor sutil e escrachado e com duas cenas impagáveis: a dança de Drácula e Cindy na discoteca ao som da música "I Love The Nightlife" ("Eu Amo a Vida Noturna") interpretada por Alicia Bridges e o assalto que Drácula e Renfield fazem ao banco de sangue. 

O galã canastrão George Hamilton faz um Drácula esnobe e irônico, mas elegante e muito romântico. A top model interpretada por Susan Saint James é bonita, mas esculachada, ninfomaníaca, fumante inveterada e beberrona. Richard Benjamin faz de Jeffrey Rosemberg um psiquiatra mais louco que seus pacientes. E o Renfield de Arte Johnson segue a tradição do fiel servo de seu mestre: quer comer todos os insetos que aparecem na sua frente.

Veja aqui o trailer de Amor à Primeira Mordida (original em inglês):





A Pequena Loja dos Horrores (1986)


Seymour Krelborn (Rick Moranis, de Querida, Encolhi as Crianças) é um nerd tímido que trabalha na floricultura do Sr. Mushinik (Vincent Gardenia, de Feitiço da Lua), cujo negócio vai muito mal. Na floricultura também trabalha a gentil Audrey (Ellen Greene, de O Profissional), por quem Seymour é apaixonado, mas ela namora o dentista sádico e violento Orin Scrivello (Steve Martin, de Roxanne). Após um eclipse, Seymour encontra uma estranha planta que logo torna-se a grande atração da floricultura, que fica lotada de clientes. Porém, ele descobre que a planta (dublada pelo cantor Levi Tubbs, do grupo The Four Tops) não só fala como tem estranhos hábitos alimentares. 

Dirigido por Frank Oz (Os Safados), A Pequena Loja dos Horrores é a adaptação do musical da Broadway que, por sua vez, é a adaptação do filme de mesmo nome, lançado em 1960, com a direção do mestre dos filmes B, Roger Corman (A Queda da Casa de Usher) e que tem no elenco um então jovem Jack Nicholson (Marte Ataca!), em início de carreira.

A Pequena Loja dos Horrores é um filme muito divertido e com um ritmo dinâmico, no que é ajudado pela sua ótima trilha sonora - que teve uma de suas canções indicadas ao Oscar - e seu igualmente ótimo elenco, que tem também participações especiais de John Candy (Jamaica Abaixo de Zero), James Belushi (série O Jim é Assim) e Bill Murray (franquia Os Caça-Fantasmas), que está simplesmente hilário como um paciente masoquista do Dr. Scrivello. E, claro, Levi Tubbs, que está demais dando uma voz de malandro à planta falante - que é totalmente mecânica, mas muito ágil e fez com que o filme também tivesse uma indicação ao Oscar de efeitos especiais.  

Veja aqui o trailer de A Pequena Loja dos Horrores (Original em inglês):





Frankenhooker - Que Pedaço de Mulher! (1990)


Jeffrey Franken (James Lorinz, de O Irlandês) é um eletricista que sonha em ser um cientista. Tem a chance de testar seus conhecimentos quando sua noiva, Elizabeth Shelley (a top model Patty Mullen, da série The Equalizer) é morta acidentalmente por um cortador de grama e sobra somente sua cabeça. No melhor estilo de médico louco, Jeffrey junta a cabeça da noiva com partes de corpos de prostitutas mortas na ruas e a traz de volta á vida. Mas, ao invés de sua amada Elizabeth, surge uma estranha criatura que pergunta-lhe se não está a fim de um programinha...

Como já devem ter percebido, Frankenhooker é uma sátira de Frankenstein e está cheio de referências ao clássico como, por exemplo, o sobrenome do anti-herói e o nome de sua noiva, Elizabeth Shelley, que é uma junção do nome da noiva de Frankenstein com o sobrenome de Mary Shelley (1797-1851), a autora da obra.

Dirigido por Frank Henenlotter (O Soro do Mal), Frankenhooker é um típico filme B, trash, mas que ganhou status de cult e fãs ilustres como o comediante Bill Murray, que chegou a ser convidado para atuar na película, mas sua agenda apertada não permitiu. Sorte ou azar? Depende do ponto de vista de cada um...

Veja aqui o trailer de Frankenhooker - Que Pedaço de Mulher! (original em inglês):





Ash vs Evil Dead (2016-2018)


30 anos após ter sobrevivido ao eventos ocorridos na velha cabana abandonada na floresta, Ash Williams (Bruce Campbell, de Bubba-Ho-Tep) trabalha como balconista em uma loja de materiais de construção e mora em um velho trailer. Em uma noite repleta de fumaça de maconha junto com uma mulher, Ash, "mucho loco", lê um trecho do Necronomicon, o livro dos mortos, e liberta os deadites, os demônios sumérios que querem acabar o mundo. Agora, Ash deve enviar os deadites de volta ao inferno e, para isso, terá ajuda do medroso Pablo (Ray Santiago, de O Preço do Amanhã), da bonita e durona Kelly (Dana DeLorenzo, de O Natal Maluco de Harold e Kumar) e da misteriosa e traiçoeira Ruby (Lucy Lawless, da série Xena, a Princesa Guerreira). 

Ash vs Evil Dead é a sequência da trilogia Uma Noite Alucinante - Evil Dead, no original em inglês - estrelada por Campbell e dirigida pelo seu amigo e chapa Sam Raimi (franquia Homem-Aranha). Com produção de Raimi, que também dirigiu alguns episódios, Ash vs Evil Dead é o "terrir" perfeito com seus efeitos especiais competentes, seu humor negro (o segundo episódio da segunda temporada é daqueles que você fica sem saber se ri ou vomita) e bom elenco, que conta inclusive com Lee Majors. Sim, ele mesmo, o eterno Homem de Seis Milhões de Dólares, que é Duro na Queda, faz o papel de Brock Williams, pai de Ash.

Porém, o principal responsável pelo sucesso da série é, sem dúvida alguma, o Rei dos Canastrões, Bruce Campbell (veja sua biografia aqui), sempre ótimo na sua canastrice que consagrou o personagem que criou: o desbocado, machista, sexista, racista, grosseirão, burro e engraçadíssimo Ash Williams, que fez com que conquistasse o Prêmio Saturn (o Oscar dos filmes de terror, ficção científica e fantasia) de melhor ator de TV. Pena que a série teve só três temporadas... 

Veja aqui o trailer da primeira temporada de Ash vs Evil Dead (dublado - HD):



quarta-feira, 6 de julho de 2016

Penny Dreadful | Será Mesmo o Fim?


A série de TV anglo-estadunidense Penny Dreadful fez sua estreia na telinha em 2014 e apresentava uma história de terror e suspense passada na Londres da Era Vitoriana e que, de um modo bastante original e verossímil, misturava na trama personagens clássicos das literaturas romântica e gótica tais como Drácula (de autoria do irlandês Bram Stoker), Frankenstein (da inglesa Mary Shelley), O Retrato de Dorian Gray (do também irlandês Oscar Wilde) e O Médico e O Monstro (do escocês Robert Louis Stevenson) com personagens novos criados especialmente para o seriado.

Para aqueles que não sabem, o nome Penny Dreadful vem de uma publicação popular da época de histórias de horror e que custavam um penny, uma subdivisão do sistema monetário britânico que também tinha a libra e o shilling (somente muitos anos depois a divisão em centavos seria adotada). Em uma tradução livre, Penny Dreadful pode ser traduzido como "Penny Assustador".

A série contava a história de Vanessa Ives (a atriz francesa Eva Green, de Os Sonhadores), uma bela jovem com fortes ligações com o mundo sobrenatural que vive na mansão do aristocrata e caçador Sir Malcolm Murray (o ator galês Timothy Dalton, da franquia James Bond 007), que tem como seu criado e aliado o africano Sembene (o inglês Danny Sapani, de Em Transe). A melhor amiga de Vanessa e filha de Sir Malcolm, Mina (a inglesa Olivia Llewellyn, de Beethoven), foi raptada por estranhas criaturas e, para resgatá-la e enfrentar as tais criaturas, o veterano caçador contrata um pistoleiro de passado obscuro vindo dos EUA, Ethan Chandler (o estadunidense Josh Harnett, de Falcão Negro em Perigo), e o jovem médico e cientista brilhante Victor Frankenstein (o inglês Harry Treadaway, de O Cavaleiro Solitário), que faz macabras experiências de ressureição de cadáveres. 

O monstro criado e abandonado por Frankenstein (o inglês Rory Kinnear, de O Jogo da Imitação) - chamado nos países de língua inglesa de "criatura" - retorna para atormentar e vingar-se de seu criador por condená-lo a uma vida solitária e miserável e, ao mesmo tempo, exigir que este faça uma companheira para ele. Chandler - que revela ser um lobisomem - envolve-se emocionalmente com a prostituta irlandesa Brona Croft (a inglesa Billie Piper, da série Dr. Who), que sofre de tuberculose, na época uma doença incurável, e termina por falecer devido à sua enfermidade sendo, posteriormente, ressuscitada por Frankenstein, que rebatiza-a como Lily. Simultaneamente, Vanessa envolve-se com o rico, belo, amoral e vaidoso Dorian Gray (o estadunidense Reeve Carney, de A Tempestade), que possui a vida eterna, mas, como preço a ser pago, sofre de modo infinito com o tédio, a melancolia e a desilusão pela vida - sentimentos esses que podem ser resumidos e reunidos na palavra inglesa Spleen

Após seu relacionamento com Gray, Vanessa apaixona-se por Chandler - que corresponde - e, durante esse tempo, é alvo de várias investidas sobrenaturais e descobre que o grande responsável pelo seu sofrimento é ninguém menos que Drácula (o estadunidense Christian Camargo, da série Dexter). A jovem compreende que o único modo de deter o mal é entregar-se a ele, mesmo que isso custe-lhe a própria vida.

Essa era a premissa básica e, à medida que o seriado continuava, outros personagens - novos ou clássicos - foram incorporados à trama tais como a bruxa Evelyn Poole, também chamada Madame Kali (a inglesa Helen McCrory, da franquia Harry Potter); a eremita e feiticeira Joan Clayton (a estadunidense Patti LuPone, de Conduzindo Miss Daisy), a Dra. Seward (novamente Patti LuPone), o Dr. Abraham Van Helsing (o inglês David Warner, de Titanic), o chefe índio apache Kaetenay (o estadunidense Wes Studi, de Dança Com Lobos) e o Dr. Henry Jekill (o inglês de ascendência paquistanesa Shazad Latif, de O Exótico Hotel Marigold 2). 

Penny Dreadful teve aceitação, elogios e sucesso imediatos com o público e a crítica especializada graças a uma produção impecável com uma excelente reprodução de época, roteiros muito bem elaborados e escritos, uma direção firme e segura e a seu elenco de primeiríssima linha.


De seu excelente elenco, aliás, dois nomes, para mim, se destacaram de sobremaneira: Eva Green e Rory Kinnear. Eva fez de Vanessa Ives uma heroína não apenas bonita, mas também sexy, inteligente e muito carismática. Já o respeitado Rory fez de seu Monstro/Criatura um personagem de uma sensibilidade ímpar, talvez a interpretação mais próxima do original imaginado por Mary Shelley.

Penny Dreadful teve o último episódio da terceira temporada exibido em 19 de junho passado. Este último episódio teve tudo aquilo que seus fãs esperavam: combate explosivo entre heróis e vilões, reviravoltas e um final emocionante e comovente como há muito tempo não se via tanto na tela pequena quanto na tela grande.

O que ninguém esperava  e que causou igualmente igual comoção é que o último episódio da temporada também foi o último da série. Essa decisão surpreendente foi tomada pelo produtir do seriado, John Logan. Este alegou que, com a morte de Vanessa Ives não há mais história a ser contada. Mas, será que é mesmo assim?

Alguém que esteja lendo estas linhas pode pensar que seu autor é um fã inconformado com o fim da série. Bem, não nego que, de fato, sou um grande fã de Penny Dreadful e que, como todos os outros admiradores do seriado, senti-me órfão com o fim do mesmo. Não obstante, os leitores que acompanharem as próximas linhas poderão ver que a pergunta feita no parágrafo anterior, assim como no título deste texto, tem fundamento.


Não é a primeira vez que alguém anuncia oficialmente o fim de uma série ou franquia e acaba por voltar atrás. Por exemplo: em 1982, o astro estadunidense de filmes de ação Sylvester Stallone, logo após as filmagens de Rocky III - o grande sucesso daquele ano - anunciou oficialmente que era o fim dessa série de cinema. Sly admitiu que sentiria falta de Rocky Balboa (do mesmo modo, Eva Green disse que sentiria falta de Vanessa Ives). Porém, como sabemos, o ator e diretor voltou atrás e não só realizou mais três filmes dessa franquia como também o spin-off Creed, que lhe valeu neste ano a conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante além de uma indicação ao Oscar nessa mesma categoria.

"E o que faz você pensar que Penny Dreadful tem chance de retornar?", pode perguntar alguém. Antes de responder essa pergunta, quero deixar claro que estou perfeitamente ciente que qualquer seriado, por melhor que seja, um dia, mais cedo ou mais tarde, tem o seu encerramento definitivo (a exceção é o seriado britânico Coronation Street, um fenômeno que está no ar há mais de 60 anos e sobre o qual Panorama do Cinema pretende falar futuramente). E, respondendo à pergunta feita no início deste parágrafo, Penny Dreadful deixou muitas brechas e lacunas que fazem acreditar em um possível retorno.

Vamos começar por Lily e Dorian Gray. Após ter sido poupada por Victor Frankenstein de se tornar uma zumbi dócil e ter seus planos de um movimento revolucionário conduzido por mulheres frustrado por seu amante Dorian, ela o abandonou deixando-o com seu Spleen eterno. Porém, como ambos são imortais, eles não só podem reencontrarem-se futuramente como também virem a se relacionar com outros personagens que tem a sua mesma condição de imortalidade tal qual veremos adiante.


Ainda que suas experiências conjuntas com Henry Jekill tenham sido bem sucedidas, Victor Frankenstein não conquistou quem mais desejava: Lily. Embora Jekill o tivesse estimulado a continuar com o trabalho, Victor,  amargurado e triste, decidiu partir logo após os funerais de Vanessa Ives. Mas, com sua obsessão em vencer a morte, o solitário médico e cientista pode muito bem usar seus conhecimentos e habilidades cirúrgicas para ressuscitar a amiga recém-falecida.

O Monstro/Criatura de Frankenstein, não atendeu o pedido de sua esposa, Marjorie, de levar Jack, o pequeno filho falecido de ambos, até Victor para que este o ressuscitasse. Entretanto, com a ameaça da esposa de renegá-lo caso não levasse o menino ao laboratório de seu criador, conseguirá o angustiado ser continuar negando o pedido-exigência feito por ela?

Sir Malcolm Murray e Ethan Chandler foram, de longe, os que mais sofreram com a morte de Vanessa Ives. Com a decisão de Ethan de permanecer na Inglaterra, ele e Sir Malcolm podem partir em uma caçada para vingarem-se do vampiro, que fugiu logos após ver o corpo morto de Vanessa nos braços de Chandler. 

E o próprio Príncipe das Trevas pode retornar para encontrar uma substituta para Vanessa e aliados em sua luta contra Sir Malcolm e Ethan. Essa substituta pode ser Lily, que, assim como ele, é imortal. Um dos aliados pode ser o sem escrúpulos e igualmente imortal Dorian Gray. Outro possível aliado pode ser, como disse um dos servos de Drácula, o menino-vampiro, "o velho Jack, o Estripador". 

Uma grande sacada desta temporada de Penny Dreadful foi o de tornar o Dr. Henry Jekill um amigo de infância de Victor Frankenstein que, anos depois, seria seu colega de faculdade. Também foi uma grande sacada torná-lo um filho mestiço de um nobre inglês, que o despreza, com uma humilde mulher indiana, que o ama, condição essa que o faz sofrer todo o preconceito racial da sociedade britânica do século XIX (algo que, infelizmente, em pleno século XXI, ainda está longe de acabar), mesmo sendo, como seu amigo Victor, um médico e um cientista brilhante. Tudo isso faz crescer uma grande raiva em seu interior. Jekill - que tornou-se Lorde Hyde após herdar os bens e o título de nobreza de seu pai - pode continuar suas experiências sobre raiva e loucura, mesmo sem a ajuda de Frankenstein, com consequências imprevisíveis.

E, finalmente, vem a pergunta que não quer calar: Vanessa Ives, realmente, descansa em paz?

É claro que tudo isso, embora possível, é mera especulação, um exercício de imaginação. Penny Dreadful pode realmente ter acabado definitivamente. Mas, como dizem, sonhar é de graça, e os fãs de Penny Dreadful sonham muito com a volta desse incrível seriado com seus personagens maravilhosos. Quem sabe John Logan não pode dar um jeitinho...

Veja aqui um supertrailer com as três temporadas de Penny Dreadful (original em inglês - HD):



Publicado no LinkedIn em 06/07/2016.