Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
Mostrando postagens com marcador Josh Harnett. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Josh Harnett. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Crítica: O Poder e O Impossível | Homem x Natureza


Verdade seja dita: o bicho-homem sempre se sentiu desconfortável em meio à natureza. Sempre teve dificuldades em interagir em um local ermo e o clima e os animais que vivem lá. As cidades que vemos atualmente, principalmente as grandes metrópoles tais como São Paulo, Nova York, Moscou, Xangai, Tóquio, entre outras, são a prova disso. É uma tentativa do ser humano de submeter a natureza à sua vontade por meio de concreto, aço e vidro.

Porém, mesmo em megalópoles, a natureza mostra quem realmente manda. Para quem não acredita, basta ver, por exemplo, as chuvas torrenciais que todos anos caem em São Paulo, na época do verão, causando inundações que os governos locais não conseguem conter por mais obras públicas que realizem (e, em todas as eleições, aparece um político demagogo e coxinha prometendo "acelerar" a solução do problema).

O bicho-homem não consegue entender que a mãe natureza, na verdade, está a enviar um recado: "Conviva em harmonia comigo ao invés de lutar contra mim". Mas o orgulho humano é grande demais...

Eric LeMarque (Josh Harnett, da série Penny Dreadful) é um ex-jogador de hóquei no gelo, que deixou esse esporte e tornou-se um praticante de snowboard (uma espécie de "surf na neve"), vive sempre no limite e é viciado em drogas (principalmente em metanfetamina, também conhecida como "cristal" e que, segundo o Dr. Drauzio Varella, tem ocupado o lugar da heroína na Europa). O seu estilo de vida fez com que sofresse um acidente de automóvel e fosse preso. Sua mãe, Susan (Mira Sorvino, de Romy e Michele), deu-lhe uma última oportunidade de se redimir com ela: deve ficar limpo das drogas e comparecer ao tribunal para o julgamento do acidente.

Eric vai passar um fim-de-semana em uma cabana nas montanhas para descansar e refletir. Depois de acordar, decide praticar um pouco de snowboard e, no caminho conhece a guarda florestal Sarah (Sarah Dumont, de Como Sobreviver a Um Ataque Zumbi). Durante sua descida pela montanha, Eric é surpreendido por uma grande nevasca, perde-se e inicia uma desesperada luta pela sobrevivência.

As artes sempre retrataram o embate homem x natureza. Na literatura, o exemplo mais famoso é o do clássico Robinson Crusoé, escrito pelo inglês Daniel Defoe (1660-1731), no qual nos é contada a história do personagem-título que sofreu um naufrágio, ficou muitos anos perdido, lutou para adaptar-se à sua nova situação sozinho até encontrar o indígena Sexta-Feira e, por fim, voltar ao seu lar. O livro fez um sucesso enorme e teve várias adaptações para o cinema, em filmes e desenhos animados, sendo que uma das mais recentes foi em 1997, estrelada pelo irlandês Pierce Brosnan (franquia James Bond 007).  O romance de Defoe também inspirou o grande sucesso Náufrago, lançado em 2000, estrelado por Tom Hanks (Forrest Gump) e com direção de Robert Zemeckis (A Travessia).

Outro exemplo recente de filme desse embate é 127 Horas (2010), de Danny Boyle (Trainspotting), com James Franco (franquia Homem-Aranha) à frente do elenco e indicado para três Globos de Ouro e seis Oscars. O filme é baseado na autobiografia do alpinista Aron Ralston que, durante uma prática de alpinismo, ficou preso em uma rocha e foi obrigado a cometer atos extremos, o que incluía a automutilação.

É com premissa semelhante à dos filmes acima citados que O Poder e O Impossível se apresenta ao público. O filme é também baseado em uma autobiografia, a de Eric LeMarque (escrita com a colaboração do jornalista Davin Seay), um ex-atleta olímpico (jogou na seleção de hóquei no gelo da França nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1994) com uma infância difícil, que incluía um pai extremamente exigente (Jason Cottle, de Ato de Valor) que abandonou a família quando Eric ainda era criança.

A premissa não parece manjada, ela é manjada: jovem perde o rumo na vida e se afunda nas drogas. E quando, logo no início do filme, aparece uma citação da Epístola de Paulo aos Romanos, começa-se a pensar de se tratar de um filme evangélico, aliado por uma cena de leitura da Bíblia Sagrada por Susan, em outra cena na qual aparece um Eric revoltado pedindo explicações a Deus ("O que quer de mim?") e reforçado pelo título em português, mas acaba por sair pela tangente.

O diretor e ex-dublê Scott Waugh (Need For Speed - O Filme) aproveitou sua experiência em substituir atores nas tomadas mais perigosas e fez boas cenas de snowboarding, mas, no geral, seu trabalho na direção do filme é bastante convencional. Não compromete, mas também não mostra nada que já não tenha sido mostrado antes, até mesmo nas surpresas.

A fotografia de Michael Svitak também vai pela trilha do convencional com paisagens bonitas, mas banais e peca em algumas cenas por ser muito escura.

O elenco coadjuvante também foi contaminado por esse "vírus" do convencional. Jason Cottle está apenas adequado ao papel de pai tirano que exige tudo e algo mais do filho; enquanto Sarah Dumont está bonita, mas apagada, com presença meramente discreta.

O que salva o filme do total convencionalismo são as atuações do elenco principal.

Mira Sorvino é um nome consagrado desde a conquista do Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, em 1995, por Poderosa Afrodite e confirma as perspectivas com uma boa atuação no papel de Susan LeMarque: uma mãe amorosa e sensível. Mira não precisa apelar para qualquer tipo de pieguice e apresenta uma performance honesta e sincera. O que ás vezes fica difícil de engolir é que ela seja a mãe de Josh Harnett no filme, pois a diferença de idade entre ambos é de apenas 11 anos.

Assim como Mira, Josh Harnett tem uma performance honesta e sincera. E graças a essa atuação, somada ao carisma de seu intérprete, é difícil não simpatizar com Eric, mesmo sendo alguém de vida tão turbulenta e com atitudes por vezes questionáveis. Há três cenas de Josh que, para mim, se destacam: ao ter uma miragem (sim, também há miragens em climas frios), o desespero de Eric em recuperar o "cristal" quando caiu no lago, e ao comer sua própria carne congelada.  Em todas essas cenas, assim como no restante do filme, atuou sempre de modo crível, mostrando muita competência.

É preciso dizer uma coisa sobre Josh Harnett: ele poderia ter sido um superastro de Hollywood, e sua carreira caminhava nessa direção com sucessos como Pearl Harbour e Falcão Negro em Perigo. Não quis. Preferiu ser mais ator e menos astro dedicando-se ao teatro (trabalhou em uma adaptação do filme Rain Man, de 1988, no papel de Charlie Babbitt, feito originalmente por Tom Cruise) e ao cinema independente, seja na atuação ou na produção (aliás, O Poder e O Impossível é uma produção independente com Josh como um dos produtores). E, sabem de uma coisa? Ele acertou.

Quem já leu minhas críticas anteriores sabem o que penso dos títulos nacionais dados aos filmes estrangeiros. Está certo que o título original pode não ser muito atrativo (6 Below: Miracle On The Mountain, em uma tradução livre, significa 6 Abaixo de Zero: Milagre na Montanha), mas o título brasileiro consegue ser ainda pior!

Apesar de seu convencionalismo - salvo por Josh e Mira - O Poder e O Impossível cumpre seu objetivo em contar a experiência de Eric LeMarque (que aparece no final com as sequelas dessa mesma experiência), e é um tipo de filme que agrada ao público brasileiro com sua história de luta pela sobrevivência, superação e redenção após passar por grandes sofrimentos (uma característica que tem em comum com 127 Horas). A platéia irá, de uma forma geral, sair satisfeita das salas de cinema, mesmo que esta película não seja uma obra-prima.


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: 6 Below: Miracle On The Mountain
  • Direção: Scott Waugh
  • Elenco: Josh Harnett (Eric LeMarque), Mira Sorvino (Susan LeMarque), Sarah Dumont (Sarah), Jason Cottle (David LeMarque)  
  • Fotografia: Michael Svitak
  • Duração: 98 minutos
  • Ano: 2017
  • Estreia no Brasil: 14/12/2017

              RESUMO DO FILME
O esportista Eric LeMarque perde-se durante uma nevas ca nas montanhas e inicia uma luta desesperada pela sobrevivência.
COTAÇÃO
                   ½

Veja aqui o trailer oficial de O Poder e O Impossível (dublado - HD):

Publicado no LinkedIn, em 12/12/2017, e no Adoro Cinema, em 03/01/2018.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Penny Dreadful | Será Mesmo o Fim?


A série de TV anglo-estadunidense Penny Dreadful fez sua estreia na telinha em 2014 e apresentava uma história de terror e suspense passada na Londres da Era Vitoriana e que, de um modo bastante original e verossímil, misturava na trama personagens clássicos das literaturas romântica e gótica tais como Drácula (de autoria do irlandês Bram Stoker), Frankenstein (da inglesa Mary Shelley), O Retrato de Dorian Gray (do também irlandês Oscar Wilde) e O Médico e O Monstro (do escocês Robert Louis Stevenson) com personagens novos criados especialmente para o seriado.

Para aqueles que não sabem, o nome Penny Dreadful vem de uma publicação popular da época de histórias de horror e que custavam um penny, uma subdivisão do sistema monetário britânico que também tinha a libra e o shilling (somente muitos anos depois a divisão em centavos seria adotada). Em uma tradução livre, Penny Dreadful pode ser traduzido como "Penny Assustador".

A série contava a história de Vanessa Ives (a atriz francesa Eva Green, de Os Sonhadores), uma bela jovem com fortes ligações com o mundo sobrenatural que vive na mansão do aristocrata e caçador Sir Malcolm Murray (o ator galês Timothy Dalton, da franquia James Bond 007), que tem como seu criado e aliado o africano Sembene (o inglês Danny Sapani, de Em Transe). A melhor amiga de Vanessa e filha de Sir Malcolm, Mina (a inglesa Olivia Llewellyn, de Beethoven), foi raptada por estranhas criaturas e, para resgatá-la e enfrentar as tais criaturas, o veterano caçador contrata um pistoleiro de passado obscuro vindo dos EUA, Ethan Chandler (o estadunidense Josh Harnett, de Falcão Negro em Perigo), e o jovem médico e cientista brilhante Victor Frankenstein (o inglês Harry Treadaway, de O Cavaleiro Solitário), que faz macabras experiências de ressureição de cadáveres. 

O monstro criado e abandonado por Frankenstein (o inglês Rory Kinnear, de O Jogo da Imitação) - chamado nos países de língua inglesa de "criatura" - retorna para atormentar e vingar-se de seu criador por condená-lo a uma vida solitária e miserável e, ao mesmo tempo, exigir que este faça uma companheira para ele. Chandler - que revela ser um lobisomem - envolve-se emocionalmente com a prostituta irlandesa Brona Croft (a inglesa Billie Piper, da série Dr. Who), que sofre de tuberculose, na época uma doença incurável, e termina por falecer devido à sua enfermidade sendo, posteriormente, ressuscitada por Frankenstein, que rebatiza-a como Lily. Simultaneamente, Vanessa envolve-se com o rico, belo, amoral e vaidoso Dorian Gray (o estadunidense Reeve Carney, de A Tempestade), que possui a vida eterna, mas, como preço a ser pago, sofre de modo infinito com o tédio, a melancolia e a desilusão pela vida - sentimentos esses que podem ser resumidos e reunidos na palavra inglesa Spleen

Após seu relacionamento com Gray, Vanessa apaixona-se por Chandler - que corresponde - e, durante esse tempo, é alvo de várias investidas sobrenaturais e descobre que o grande responsável pelo seu sofrimento é ninguém menos que Drácula (o estadunidense Christian Camargo, da série Dexter). A jovem compreende que o único modo de deter o mal é entregar-se a ele, mesmo que isso custe-lhe a própria vida.

Essa era a premissa básica e, à medida que o seriado continuava, outros personagens - novos ou clássicos - foram incorporados à trama tais como a bruxa Evelyn Poole, também chamada Madame Kali (a inglesa Helen McCrory, da franquia Harry Potter); a eremita e feiticeira Joan Clayton (a estadunidense Patti LuPone, de Conduzindo Miss Daisy), a Dra. Seward (novamente Patti LuPone), o Dr. Abraham Van Helsing (o inglês David Warner, de Titanic), o chefe índio apache Kaetenay (o estadunidense Wes Studi, de Dança Com Lobos) e o Dr. Henry Jekill (o inglês de ascendência paquistanesa Shazad Latif, de O Exótico Hotel Marigold 2). 

Penny Dreadful teve aceitação, elogios e sucesso imediatos com o público e a crítica especializada graças a uma produção impecável com uma excelente reprodução de época, roteiros muito bem elaborados e escritos, uma direção firme e segura e a seu elenco de primeiríssima linha.


De seu excelente elenco, aliás, dois nomes, para mim, se destacaram de sobremaneira: Eva Green e Rory Kinnear. Eva fez de Vanessa Ives uma heroína não apenas bonita, mas também sexy, inteligente e muito carismática. Já o respeitado Rory fez de seu Monstro/Criatura um personagem de uma sensibilidade ímpar, talvez a interpretação mais próxima do original imaginado por Mary Shelley.

Penny Dreadful teve o último episódio da terceira temporada exibido em 19 de junho passado. Este último episódio teve tudo aquilo que seus fãs esperavam: combate explosivo entre heróis e vilões, reviravoltas e um final emocionante e comovente como há muito tempo não se via tanto na tela pequena quanto na tela grande.

O que ninguém esperava  e que causou igualmente igual comoção é que o último episódio da temporada também foi o último da série. Essa decisão surpreendente foi tomada pelo produtir do seriado, John Logan. Este alegou que, com a morte de Vanessa Ives não há mais história a ser contada. Mas, será que é mesmo assim?

Alguém que esteja lendo estas linhas pode pensar que seu autor é um fã inconformado com o fim da série. Bem, não nego que, de fato, sou um grande fã de Penny Dreadful e que, como todos os outros admiradores do seriado, senti-me órfão com o fim do mesmo. Não obstante, os leitores que acompanharem as próximas linhas poderão ver que a pergunta feita no parágrafo anterior, assim como no título deste texto, tem fundamento.


Não é a primeira vez que alguém anuncia oficialmente o fim de uma série ou franquia e acaba por voltar atrás. Por exemplo: em 1982, o astro estadunidense de filmes de ação Sylvester Stallone, logo após as filmagens de Rocky III - o grande sucesso daquele ano - anunciou oficialmente que era o fim dessa série de cinema. Sly admitiu que sentiria falta de Rocky Balboa (do mesmo modo, Eva Green disse que sentiria falta de Vanessa Ives). Porém, como sabemos, o ator e diretor voltou atrás e não só realizou mais três filmes dessa franquia como também o spin-off Creed, que lhe valeu neste ano a conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante além de uma indicação ao Oscar nessa mesma categoria.

"E o que faz você pensar que Penny Dreadful tem chance de retornar?", pode perguntar alguém. Antes de responder essa pergunta, quero deixar claro que estou perfeitamente ciente que qualquer seriado, por melhor que seja, um dia, mais cedo ou mais tarde, tem o seu encerramento definitivo (a exceção é o seriado britânico Coronation Street, um fenômeno que está no ar há mais de 60 anos e sobre o qual Panorama do Cinema pretende falar futuramente). E, respondendo à pergunta feita no início deste parágrafo, Penny Dreadful deixou muitas brechas e lacunas que fazem acreditar em um possível retorno.

Vamos começar por Lily e Dorian Gray. Após ter sido poupada por Victor Frankenstein de se tornar uma zumbi dócil e ter seus planos de um movimento revolucionário conduzido por mulheres frustrado por seu amante Dorian, ela o abandonou deixando-o com seu Spleen eterno. Porém, como ambos são imortais, eles não só podem reencontrarem-se futuramente como também virem a se relacionar com outros personagens que tem a sua mesma condição de imortalidade tal qual veremos adiante.


Ainda que suas experiências conjuntas com Henry Jekill tenham sido bem sucedidas, Victor Frankenstein não conquistou quem mais desejava: Lily. Embora Jekill o tivesse estimulado a continuar com o trabalho, Victor,  amargurado e triste, decidiu partir logo após os funerais de Vanessa Ives. Mas, com sua obsessão em vencer a morte, o solitário médico e cientista pode muito bem usar seus conhecimentos e habilidades cirúrgicas para ressuscitar a amiga recém-falecida.

O Monstro/Criatura de Frankenstein, não atendeu o pedido de sua esposa, Marjorie, de levar Jack, o pequeno filho falecido de ambos, até Victor para que este o ressuscitasse. Entretanto, com a ameaça da esposa de renegá-lo caso não levasse o menino ao laboratório de seu criador, conseguirá o angustiado ser continuar negando o pedido-exigência feito por ela?

Sir Malcolm Murray e Ethan Chandler foram, de longe, os que mais sofreram com a morte de Vanessa Ives. Com a decisão de Ethan de permanecer na Inglaterra, ele e Sir Malcolm podem partir em uma caçada para vingarem-se do vampiro, que fugiu logos após ver o corpo morto de Vanessa nos braços de Chandler. 

E o próprio Príncipe das Trevas pode retornar para encontrar uma substituta para Vanessa e aliados em sua luta contra Sir Malcolm e Ethan. Essa substituta pode ser Lily, que, assim como ele, é imortal. Um dos aliados pode ser o sem escrúpulos e igualmente imortal Dorian Gray. Outro possível aliado pode ser, como disse um dos servos de Drácula, o menino-vampiro, "o velho Jack, o Estripador". 

Uma grande sacada desta temporada de Penny Dreadful foi o de tornar o Dr. Henry Jekill um amigo de infância de Victor Frankenstein que, anos depois, seria seu colega de faculdade. Também foi uma grande sacada torná-lo um filho mestiço de um nobre inglês, que o despreza, com uma humilde mulher indiana, que o ama, condição essa que o faz sofrer todo o preconceito racial da sociedade britânica do século XIX (algo que, infelizmente, em pleno século XXI, ainda está longe de acabar), mesmo sendo, como seu amigo Victor, um médico e um cientista brilhante. Tudo isso faz crescer uma grande raiva em seu interior. Jekill - que tornou-se Lorde Hyde após herdar os bens e o título de nobreza de seu pai - pode continuar suas experiências sobre raiva e loucura, mesmo sem a ajuda de Frankenstein, com consequências imprevisíveis.

E, finalmente, vem a pergunta que não quer calar: Vanessa Ives, realmente, descansa em paz?

É claro que tudo isso, embora possível, é mera especulação, um exercício de imaginação. Penny Dreadful pode realmente ter acabado definitivamente. Mas, como dizem, sonhar é de graça, e os fãs de Penny Dreadful sonham muito com a volta desse incrível seriado com seus personagens maravilhosos. Quem sabe John Logan não pode dar um jeitinho...

Veja aqui um supertrailer com as três temporadas de Penny Dreadful (original em inglês - HD):



Publicado no LinkedIn em 06/07/2016.