Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Penny Dreadful | Será Mesmo o Fim?


A série de TV anglo-estadunidense Penny Dreadful fez sua estreia na telinha em 2014 e apresentava uma história de terror e suspense passada na Londres da Era Vitoriana e que, de um modo bastante original e verossímil, misturava na trama personagens clássicos das literaturas romântica e gótica tais como Drácula (de autoria do irlandês Bram Stoker), Frankenstein (da inglesa Mary Shelley), O Retrato de Dorian Gray (do também irlandês Oscar Wilde) e O Médico e O Monstro (do escocês Robert Louis Stevenson) com personagens novos criados especialmente para o seriado.

Para aqueles que não sabem, o nome Penny Dreadful vem de uma publicação popular da época de histórias de horror e que custavam um penny, uma subdivisão do sistema monetário britânico que também tinha a libra e o shilling (somente muitos anos depois a divisão em centavos seria adotada). Em uma tradução livre, Penny Dreadful pode ser traduzido como "Penny Assustador".

A série contava a história de Vanessa Ives (a atriz francesa Eva Green, de Os Sonhadores), uma bela jovem com fortes ligações com o mundo sobrenatural que vive na mansão do aristocrata e caçador Sir Malcolm Murray (o ator galês Timothy Dalton, da franquia James Bond 007), que tem como seu criado e aliado o africano Sembene (o inglês Danny Sapani, de Em Transe). A melhor amiga de Vanessa e filha de Sir Malcolm, Mina (a inglesa Olivia Llewellyn, de Beethoven), foi raptada por estranhas criaturas e, para resgatá-la e enfrentar as tais criaturas, o veterano caçador contrata um pistoleiro de passado obscuro vindo dos EUA, Ethan Chandler (o estadunidense Josh Harnett, de Falcão Negro em Perigo), e o jovem médico e cientista brilhante Victor Frankenstein (o inglês Harry Treadaway, de O Cavaleiro Solitário), que faz macabras experiências de ressureição de cadáveres. 

O monstro criado e abandonado por Frankenstein (o inglês Rory Kinnear, de O Jogo da Imitação) - chamado nos países de língua inglesa de "criatura" - retorna para atormentar e vingar-se de seu criador por condená-lo a uma vida solitária e miserável e, ao mesmo tempo, exigir que este faça uma companheira para ele. Chandler - que revela ser um lobisomem - envolve-se emocionalmente com a prostituta irlandesa Brona Croft (a inglesa Billie Piper, da série Dr. Who), que sofre de tuberculose, na época uma doença incurável, e termina por falecer devido à sua enfermidade sendo, posteriormente, ressuscitada por Frankenstein, que rebatiza-a como Lily. Simultaneamente, Vanessa envolve-se com o rico, belo, amoral e vaidoso Dorian Gray (o estadunidense Reeve Carney, de A Tempestade), que possui a vida eterna, mas, como preço a ser pago, sofre de modo infinito com o tédio, a melancolia e a desilusão pela vida - sentimentos esses que podem ser resumidos e reunidos na palavra inglesa Spleen

Após seu relacionamento com Gray, Vanessa apaixona-se por Chandler - que corresponde - e, durante esse tempo, é alvo de várias investidas sobrenaturais e descobre que o grande responsável pelo seu sofrimento é ninguém menos que Drácula (o estadunidense Christian Camargo, da série Dexter). A jovem compreende que o único modo de deter o mal é entregar-se a ele, mesmo que isso custe-lhe a própria vida.

Essa era a premissa básica e, à medida que o seriado continuava, outros personagens - novos ou clássicos - foram incorporados à trama tais como a bruxa Evelyn Poole, também chamada Madame Kali (a inglesa Helen McCrory, da franquia Harry Potter); a eremita e feiticeira Joan Clayton (a estadunidense Patti LuPone, de Conduzindo Miss Daisy), a Dra. Seward (novamente Patti LuPone), o Dr. Abraham Van Helsing (o inglês David Warner, de Titanic), o chefe índio apache Kaetenay (o estadunidense Wes Studi, de Dança Com Lobos) e o Dr. Henry Jekill (o inglês de ascendência paquistanesa Shazad Latif, de O Exótico Hotel Marigold 2). 

Penny Dreadful teve aceitação, elogios e sucesso imediatos com o público e a crítica especializada graças a uma produção impecável com uma excelente reprodução de época, roteiros muito bem elaborados e escritos, uma direção firme e segura e a seu elenco de primeiríssima linha.


De seu excelente elenco, aliás, dois nomes, para mim, se destacaram de sobremaneira: Eva Green e Rory Kinnear. Eva fez de Vanessa Ives uma heroína não apenas bonita, mas também sexy, inteligente e muito carismática. Já o respeitado Rory fez de seu Monstro/Criatura um personagem de uma sensibilidade ímpar, talvez a interpretação mais próxima do original imaginado por Mary Shelley.

Penny Dreadful teve o último episódio da terceira temporada exibido em 19 de junho passado. Este último episódio teve tudo aquilo que seus fãs esperavam: combate explosivo entre heróis e vilões, reviravoltas e um final emocionante e comovente como há muito tempo não se via tanto na tela pequena quanto na tela grande.

O que ninguém esperava  e que causou igualmente igual comoção é que o último episódio da temporada também foi o último da série. Essa decisão surpreendente foi tomada pelo produtir do seriado, John Logan. Este alegou que, com a morte de Vanessa Ives não há mais história a ser contada. Mas, será que é mesmo assim?

Alguém que esteja lendo estas linhas pode pensar que seu autor é um fã inconformado com o fim da série. Bem, não nego que, de fato, sou um grande fã de Penny Dreadful e que, como todos os outros admiradores do seriado, senti-me órfão com o fim do mesmo. Não obstante, os leitores que acompanharem as próximas linhas poderão ver que a pergunta feita no parágrafo anterior, assim como no título deste texto, tem fundamento.


Não é a primeira vez que alguém anuncia oficialmente o fim de uma série ou franquia e acaba por voltar atrás. Por exemplo: em 1982, o astro estadunidense de filmes de ação Sylvester Stallone, logo após as filmagens de Rocky III - o grande sucesso daquele ano - anunciou oficialmente que era o fim dessa série de cinema. Sly admitiu que sentiria falta de Rocky Balboa (do mesmo modo, Eva Green disse que sentiria falta de Vanessa Ives). Porém, como sabemos, o ator e diretor voltou atrás e não só realizou mais três filmes dessa franquia como também o spin-off Creed, que lhe valeu neste ano a conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante além de uma indicação ao Oscar nessa mesma categoria.

"E o que faz você pensar que Penny Dreadful tem chance de retornar?", pode perguntar alguém. Antes de responder essa pergunta, quero deixar claro que estou perfeitamente ciente que qualquer seriado, por melhor que seja, um dia, mais cedo ou mais tarde, tem o seu encerramento definitivo (a exceção é o seriado britânico Coronation Street, um fenômeno que está no ar há mais de 60 anos e sobre o qual Panorama do Cinema pretende falar futuramente). E, respondendo à pergunta feita no início deste parágrafo, Penny Dreadful deixou muitas brechas e lacunas que fazem acreditar em um possível retorno.

Vamos começar por Lily e Dorian Gray. Após ter sido poupada por Victor Frankenstein de se tornar uma zumbi dócil e ter seus planos de um movimento revolucionário conduzido por mulheres frustrado por seu amante Dorian, ela o abandonou deixando-o com seu Spleen eterno. Porém, como ambos são imortais, eles não só podem reencontrarem-se futuramente como também virem a se relacionar com outros personagens que tem a sua mesma condição de imortalidade tal qual veremos adiante.


Ainda que suas experiências conjuntas com Henry Jekill tenham sido bem sucedidas, Victor Frankenstein não conquistou quem mais desejava: Lily. Embora Jekill o tivesse estimulado a continuar com o trabalho, Victor,  amargurado e triste, decidiu partir logo após os funerais de Vanessa Ives. Mas, com sua obsessão em vencer a morte, o solitário médico e cientista pode muito bem usar seus conhecimentos e habilidades cirúrgicas para ressuscitar a amiga recém-falecida.

O Monstro/Criatura de Frankenstein, não atendeu o pedido de sua esposa, Marjorie, de levar Jack, o pequeno filho falecido de ambos, até Victor para que este o ressuscitasse. Entretanto, com a ameaça da esposa de renegá-lo caso não levasse o menino ao laboratório de seu criador, conseguirá o angustiado ser continuar negando o pedido-exigência feito por ela?

Sir Malcolm Murray e Ethan Chandler foram, de longe, os que mais sofreram com a morte de Vanessa Ives. Com a decisão de Ethan de permanecer na Inglaterra, ele e Sir Malcolm podem partir em uma caçada para vingarem-se do vampiro, que fugiu logos após ver o corpo morto de Vanessa nos braços de Chandler. 

E o próprio Príncipe das Trevas pode retornar para encontrar uma substituta para Vanessa e aliados em sua luta contra Sir Malcolm e Ethan. Essa substituta pode ser Lily, que, assim como ele, é imortal. Um dos aliados pode ser o sem escrúpulos e igualmente imortal Dorian Gray. Outro possível aliado pode ser, como disse um dos servos de Drácula, o menino-vampiro, "o velho Jack, o Estripador". 

Uma grande sacada desta temporada de Penny Dreadful foi o de tornar o Dr. Henry Jekill um amigo de infância de Victor Frankenstein que, anos depois, seria seu colega de faculdade. Também foi uma grande sacada torná-lo um filho mestiço de um nobre inglês, que o despreza, com uma humilde mulher indiana, que o ama, condição essa que o faz sofrer todo o preconceito racial da sociedade britânica do século XIX (algo que, infelizmente, em pleno século XXI, ainda está longe de acabar), mesmo sendo, como seu amigo Victor, um médico e um cientista brilhante. Tudo isso faz crescer uma grande raiva em seu interior. Jekill - que tornou-se Lorde Hyde após herdar os bens e o título de nobreza de seu pai - pode continuar suas experiências sobre raiva e loucura, mesmo sem a ajuda de Frankenstein, com consequências imprevisíveis.

E, finalmente, vem a pergunta que não quer calar: Vanessa Ives, realmente, descansa em paz?

É claro que tudo isso, embora possível, é mera especulação, um exercício de imaginação. Penny Dreadful pode realmente ter acabado definitivamente. Mas, como dizem, sonhar é de graça, e os fãs de Penny Dreadful sonham muito com a volta desse incrível seriado com seus personagens maravilhosos. Quem sabe John Logan não pode dar um jeitinho...

Veja aqui um supertrailer com as três temporadas de Penny Dreadful (original em inglês - HD):



Publicado no LinkedIn em 06/07/2016.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

13 filmes Clássicos de Terror para assistir na Sexta-Feira 13



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Nas civilizações de cultura cristã a sexta-feira é considerada como um dia de mau agouro e se esse dia for o 13º do mês, pior ainda! Não se sabe ao certo o porquê dessa crença, mas desconfia-se ser devido ao fato de a Última Ceia celebrada por Jesus Cristo e Seus apóstolos ter sido celebrada nesse dia e de haver 13 pessoas à mesa - além de Jesus e dos discípulos, estava o traidor Judas Iscariotes. Todo cristão sabe que duas pessoas que participaram dessa ceia morreram: Judas e Jesus, embora este último tenha ressuscitado três dias depois.
Recentemente, essa crença de dia de mau agouro para a Sexta-Feira 13 foi reforçada devido aos tristes e trágicos atentados terroristas ocorridos em Paris, capital da França, em 2015, na qual 130 pessoas morreram e cerca de 400 ficaram feridas.
Entretanto, para alguns, Sexta-Feira 13 é um dia de sorte, e se você, leitor, é fã de cinema e, especialmente, de filmes de terror, então é como se tivesse acertado na mega sena. Panorama do Cinema fez uma seleção de 13 filmes de terror para se assistir em uma Sexta-Feira 13, curtir e sentir um calafrio na espinha. E, se depois de assistir todos esses filmes arrepiantes você conseguir passar pela Sexta-Feira 13 sem pegar um mau olhado, considere-se uma pessoa de corpo fechado...

Drácula (1931)


Não foi a primeira vez que o romance de terror criado pela imaginação do escritor irlandês Bram Stoker (1847-1912) foi adaptado para o cinema. Em 1922, o cineasta alemão F. W. Murnau realizou o clássico Nosferatu, com seu conterrâneo Max Schreck no papel principal. Porém, devido a um problema de direitos autorais, o nome do personagem foi trocado para Orlok.
Mas foi esta adaptação, dirigida pelo estadunidense Tod Browning (de A Trindade Maldita), que fez o conde vampiro famoso em todo o globo e se tornasse parte da cultura mundial. O advogado Renfield (Dwight Frye, de Relíquia Macabra), após uma longa viagem, chega aos Montes Cárpatos, na Romênia, para realizar a venda da Abadia de Carfax, localizada na Inglaterra, ao Conde Drácula (o ator romeno Béla Lugosi, de O Gato Preto). O que Renfield não sabe é que Drácula é um vampiro que sai somente à noite, se transforma em morcego e/ou lobo e alimenta-se de sangue humano. Drácula escraviza Renfield e faz com que este o leve para Londres onde espalhará o seu terror.
Tod Browning criou um excelente clima gótico para o filme que influenciou gerações de cineastas e cinéfilos em todo o mundo. Béla Lugosi repetiu nas telas o papel que representava no teatro com uma impressionante presença em cena, a ponto de ser considerado até hoje o melhor Drácula do cinema ao lado do ator inglês Christopher Lee.

Veja aqui o trailer oficial de Drácula (original em inglês):




O Médico e o Monstro (1931)


Esta foi a oitava adaptação - anteriormente foram feitos cinco filmes nos EUA, um na Dinamarca e um na Alemanha - do romance clássico Dr. Jekill and Mr. Hyde escrito pelo escocês Robert Louis Stevenson (1850-1894), autor do igualmente clássico A Ilha do Tesouro, também com várias adaptações para o cinema.
O Dr. Henry Jekill (o estadunidense Fredric March, de As Pontes de Toko-Ri) é um brilhante químico inglês que vive na Londres vitoriana e que está convencido que cada ser humano tem tanto um lado bom quanto um lado mau. Para provar sua teoria, elabora uma poção que experimenta em si mesmo e transforma-se no animalesco Sr. Edward Hyde que, ao contrário de Jekill, não possui nenhuma consciência ou moral e passa a cometer maléficos em toda a parte.
O diretor armênio naturalizado estadunidense Rouben Mamoulian (de A Marca do Zorro) usou com grande talento técnicas narrativas, com o tema do conflito emocional, e de imagens, com destaque para a transformação de Jekill em Hyde. Fredric March foi um dos poucos atores que conseguiu fazer a transição do cinema mudo para o falado sem perder o sucesso e neste filme podemos conferir isso. Sua atuação marcou época e foi recompensada com o Oscar de Melhor Ator, em 1932, além do prêmio de Melhor Ator no Festival de Veneza (Itália).

Veja aqui um trecho de O Médico e o Monstro (original em inglês);




A Bolha Assassina (1958)


Este é um caso de um filme totalmente despretensioso que acaba por se tornar um grande sucesso de bilheteria e um clássico em seu gênero.
Em uma pequena cidade do estado da Pensilvânia, nos EUA, o adolescente Steve Andrews (Steve McQueen, de Sete Homens e Um Destino) e sua namorada vêm um meteorito cair perto do local onde estão se beijando e decidem averiguar. Ao chegarem ao local, descobrem que, no interior desse meteorito, há uma substância gosmenta que ataca e consome totalmente as pessoas. Steve tenta avisar as autoridades, mas estas não acreditam nele. A Bolha finalmente chega à cidade e instala o caos e o terror nela.
A Bolha Assassina era um filme independente que teve sua distribuição feita pelos estúdios Paramount e destinado ao público adolescente frequentador de cinemas Drive-In, nos quais há um imenso estacionamento onde as pessoas param seus automóveis e assistem ao filme dentro deles (ainda hoje são bastante populares nos EUA), mas que, devido ao seu sucesso, acabou sendo dirigida às salas tradicionais e ao grande circuito comercial.
A Bolha Assassina era o típico filme B com ritmo dinâmico, roteiro bem simples, produção barata e dirigido por um especialista do gênero, o estadunidense nascido na Alemanha, Irvin Yeaworth (de Quarta Dimensão). As críticas foram razoáveis, mas a produção se tornou uma referência e uma influencia para várias produções posteriores e ficou nas retinas e memória do público. O filme transformou Steve McQueen, que estava em seu primeiro trabalho como protagonista principal, em astro. Uma curiosidade: embora estivesse fazendo o papel de um adolescente, McQueen tinha, na ocasião, 27 anos de idade.
Em 1972, foi feita a sequência d’ A Bolha Assassina que se chamou Beware! The Blob. Indo mais para a linha do “Terrir” (mistura de terror como humor), o filme tinha a direção do ator Larry Hagman (das séries de TV Jeannie é Um Gênio e Dallas). Foi um fracasso de público e crítica.
Em 1988, em comemoração aos 30 anos d’ A Bolha Assassina, foi feito um remake do filme com direção de Chuck Russel (de O Máskara) e com Kevin Dillon (da série de TV Entourage) à frente do elenco. Embora tenha recebido boas críticas, não teve o mesmo sucesso e impacto do original.
Atualmente, está sendo preparado um reboot d’ A Bolha Assassina que terá a direção do inglês Simon West (de Os Mercenários 2) e com elenco ainda a ser definido.

Veja aqui o trailer oficial de A Bolha Assassina (original em inglês):




Psicose (1960)


Psicose pode até não ser o melhor filme do Mestre do Suspense, o inglês Alfred Hitchcok (de Um Corpo Que Cai), mas é, sem dúvida, o mais popular.
Baseado no romance do escritor estadunidense Robert Bloch, o filme conta a história da jovem secretária Marion Crane (Janet Leigh, de A Marca da Maldade) que decide roubar uma alta soma em dinheiro para poder se casar com seu namorado endividado (John Gavin, de Spartacus). Após o roubo, Marion foge em seu carro, até que uma tempestade a obriga a parar no Bates Motel, dirigido pelo estranho Norman Bates (Anthony Perkins, de Assassinato no Orient Express), que também vive no local juntamente com sua mãe. Marion se hospeda no motel e, enquanto toma banho, é brutalmente assassinada. Enquanto isso, um detetive (Martin Balsam, de Cabo do Medo) e a irmã de Marion, Lila (Vera Miles, de Um Romance Muito Perigoso) procuram pela secretária sem desconfiarem do destino da jovem nem do perigo que correm.
Produzido e financiado de forma independente pelo próprio Hitchcock, Psicose, a princípio, não agradou a crítica devido às cenas consideradas muito violentas para a época, além de sua sexualidade, ainda que implícita. Mas o público adorou, as críticas foram revistas, e o filme foi um grande sucesso de bilheteria, tendo recebido quatro indicações para o Oscar, dentre estas a de melhor diretor e de melhor atriz coadjuvante para Janet Leigh – que conquistou o Globo de Ouro nessa categoria por esse mesmo trabalho.
Mas o grande destaque de Psicose é, sem dúvida, Anthony Perkins. Norman Bates tornou-se um dos maiores vilões da história do cinema, graças à atuação de Perkins, que marcou a carreira do ator pelo resto de sua vida. Aliás, foi um papel tão marcante para Perkins a ponto de, em uma entrevista, perguntarem a ele se pudesse voltar no tempo, aceitaria novamente a oferta de fazer papel de Norman Bates. A resposta foi um enfático “sim”.
Psicose teve três sequências para o cinema, um filme e uma série feitos para a TV, além de outras duas versões feitas em “Bollywood” (a versão da Índia de Hollywood) e foi escolhido pelo Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos EUA para preservação por ser culturalmente, historicamente e esteticamente significante. E não poderia ser diferente. Só a famosa “cena do chuveiro” é daquelas que entrou para a história cinema a ponto de todas as pessoas ao redor do mundo a conhecerem mesmo sem ter assistido ao filme.

Veja aqui o trailer oficial de Psicose com apresentação de Alfred Hitchcock (legendado – HD): 


O Homem de Palha (1973)


Desde que o cinema começou que os britânicos têm tradição em filmes de terror, como pode ser vista nesta pérola do gênero: O Homem de Palha.
Baseado na novela Ritual, de autoria do escritor inglês David Pinner, O Homem de Palha conta a historia do policial sargento Howie (o ator e cantor Edward Woodward, da série de TV The Equalizer) recebe uma carta que o informa sobre o desaparecimento de uma garota e viaja para remota ilha Hebridean para investigar. Lá encontra uma comunidade liderada por Lord Summerisle (Christopher Lee, das sagas Star Wars e O Senhor dos Anéis) e que segue antigos ritos e rituais pagãos dos celtas. O principal rito é o de queimar um homem de palha gigante com seres humanos dentro um em um sacrifício aos deuses.
O Homem de Palha já foi chamado de “O Cidadão Kane dos filmes de horror” dada a sua importância para o gênero. Embora tenha um visual considerado camp, tem uma direção segura por parte de Robin Hardy, as doses exatas de suspense e terror que prende a atenção do espectador, além de boas atuações de seu elenco, especialmente de Edward Woodward e Christopher Lee.
Quando foi lançado, o filme não foi bem de bilheteria, embora tenha sido altamente elogiado pela crítica. Até o fim de sua vida, Christopher Lee queixou-se da falta de divulgação e distribuição por parte dos produtores, que fez com que o filme não tivesse o devido sucesso entre o público. Apesar disso, Lee considera O Homem de Palha como seu melhor trabalho no cinema.
O Homem de Palha ganhou o prêmio de Melhor Filme de Terror no Saturn Awards – considerado o Oscar dos filmes de terror, ficção científica e fantasia – mais uma indicação de Melhor Ator para Lee e tornou-se um Cult Movie, com uma verdadeira legião de fãs e seguidores. Inspirado pelo filme, o grupo de Heavy Metal Iron Maiden gravou a canção The Wicker Man, que consta em seu álbum Brave New World (2000). Em 2006, teve um remake com direção de Neil LaBute (Morte no Funeral) e com Nicolas Cage (O Motoqueiro Fantasma) à frente do elenco e que foi um fracasso de público e crítica.

Veja aqui o trailer oficial de O Homem de Palha (original em inglês – HD):




Exorcismo Negro (1974)


José Mojica Marins, o maior nome do terror nacional não podia ficar de fora desta lista. E ele está representado por um de seus maiores sucessos: Exorcismo Negro, no qual, além de aparecer como si mesmo, também temos a presença do seu alter-ego, o coveiro Josefel Zanatas, mais conhecido como Zé do Caixão.
Após uma cansativa jornada de filmagens e de uma entrevista na qual nega a existência de seu personagem Zé do Caixão, Mojica vai passar férias no sítio de seu amigo Álvaro (Walter Stuart, de Os Três Mosqueteiros Trapalhões) e sua família, perto da época do Natal. Ao chegar lá, vê estranhos fenômenos sobrenaturais acontecerem. O pai de seu amigo, Júlio (Jofre Soares, de Baile Perfumado), é possuído por um demônio que diz que tem uma dívida a cobrar. Mojica descobre que a filha mais velha de Álvaro, Wilma (Ariane Arantes, de Já Não Se Faz Amor Como Antigamente), foi prometida ao diabo em uma missa negra. Para a sua grande surpresa e choque, descobre que quem conduziu essa missa negra foi ninguém menos que Zé do Caixão. Para salvar a jovem e sua família, o criador deve enfrentar sua criatura.
Assim como no resto do mundo, o filme O Exorcista fez grande sucesso no Brasil. Mojica decidiu embarcar na onda e fez o seu filme de possessão diabólica com um elenco de atores “globais” (que atuam em telenovelas da rede Globo) de apoio e um orçamento mais generoso. Na época de seu lançamento, Exorcismo Negro recebeu críticas mornas, mas melhorou com o passar do tempo e mostra Mojica no seu melhor com grandes cenas de horror regadas com muito sangue e depravação. Mostrando pela primeira José Mojica Marins em papel duplo, o filme foi um sucesso de bilheteria

Veja aqui o trailer oficial de Exorcismo Negro (original em português):




 Halloween – A Noite do Terror (1978)



Este é outro filme independente que surpreendeu público e crítica e tornou-se um clássico.
Halloween – A Noite do Terror conta a história de Michael Myers que, aos seis anos de idade, no dia de Halloween (no Brasil, “O Dia das Bruxas’), assassinou sua irmã a facadas após esta ter feito amor com seu namorado em sua casa. Michael é enviado para um hospital psiquiátrico onde é tratado pelo Dr. Loomis (o inglês Donald Pleasence, de Com 007 Só Se Vive Duas Vezes). Após ficar 15 anos internado, Michael foge do hospital e volta para a sua cidade. Ao chegar lá, no dia de Halloween, começa uma chacina assassinando vários adolescentes e aterrorizando a jovem Laurie Strode (Jamie Lee Curtis, de True Lies, em sua estreia no Cinema). O Dr. Loomis vai ao encalço de Michael, mas conseguirá deter o assassino?
Halloween – A Noite do Terror fez um sucesso estrondoso, tornando-se um dos filmes independentes e de terror de maior sucesso em todos os tempos. A direção de John Carpenter (de Fuga de Nova York) – que também é o autor da trilha sonora que marcou época – é perfeita criando um clima de terror, tensão e suspense que chega a ser tangível.
Ao lado do sucesso, veio a polêmica. Alguns críticos diziam que o filme incentivava o sadismo e a misoginia (ódio contra as mulheres), devido ao fato das principais vítimas de Michael serem mulheres. Já outros diziam que o filme era uma crítica à imoralidade, à promiscuidade e ao abuso no uso de bebidas e drogas (que, no filme, são altamente consumidas) por parte da juventude da década de 1970.
Os atores Peter Cushing (de Expresso do Horror) e Christopher Lee chegaram a serem convidados para fazer o papel do Dr. Loomis, mas recusaram devido ao baixo salário. Mais tarde, Lee disse que recusar esse papel foi o maior erro de sua carreira. Já Jamie Lee Curtis, que voltaria a trabalhar com Carpenter em Fog – A Bruma Assassina, ficou durante muito tempo conhecida como “A Rainha dos Filmes de Terror”.
Halloween – A Noite do Terror gerou uma franquia bem sucedida comercialmente (embora não se possa dizer o mesmo da qualidade) tendo, inclusive, um remake do filme original dirigido pelo rockeiro Rob Zombie, em 2007, além de ter influenciado muitas produções posteriores, dentre estas a franquia Sexta-Feira 13.
Assim como Psicose, Halloween – A Noite do Terror foi escolhido pelo Registro Nacional de Filmes da Biblioteca do Congresso dos EUA para preservação por ser culturalmente, historicamente e esteticamente significante.

 Veja aqui o trailer oficial de Halloween – A Noite do Terror (original em inglês):





Nosferatu – O Vampiro da Noite (1979)


O filme alemão Nosferatu, de 1922, dirigido por F.W. Murnau e estrelado por Max Schreck, é um perfeito exemplar do Cinema Expressionista Alemão que fez a cabeça de muita gente, inclusive do diretor Werner Herzog (de O Enigma de Kaspar Hauser), que fez questão de fazer um remake deste grande clássico do Cinema mundial.
O corretor de imóveis Jonathan Harker (o ator suíço Bruno Ganz, de A Queda – As Últimas Horas de Hitler) é encarregado de ir até a Transilvânia para vender uma antiga casa para o sombrio Conde Drácula (o alemão Klaus Kinski, de Fitzcarraldo). Apesar dos avisos de sua esposa, Lucy (a francesa Isabelle Adjani, de Rainha Margot), Jonathan viaja e ao chegar ao castelo de Drácula, descobre que este é um vampiro e acaba por ser escravizado. Drácula segue para a cidade onde espalha a peste e o horror.
Ao contrário do filme original, Nosferatu – O Vampiro da Noite não teve problemas de direitos autorais e pode usar os nomes dos personagens da obra de Bram Stoker. Além de fazer uma refilmagem, Herzog fez uma homenagem ao mesmo tempo respeitosa e carinhosa a Murnau, reproduzindo o clima gótico e a atmosfera Expressionista de seu mestre. Estes aspectos aliados à sua direção firme e precisa resultaram em um filmaço a ponto de muitos dizerem que este é o filme de vampiros definitivo.
O elenco está excelente, especialmente o astro principal, Klaus Kinski (que sempre teve uma relação de amizade/hostilidade e amor/ódio com Herzog), cuja atuação não fica a dever nada a Max Schereck e lhe valeu o prêmio de Melhor Ator nos festivais Deutscher Filmpreis (Alemanha), Cartagena (Colômbia) e San Jordi (Espanha).

Veja aqui o trailer oficial de Nosferatu – O Vampiro da Noite (original em alemão com legendas em inglês - HD):




Coração Satânico (1986)



Se há um filme capaz de gelar a espinha do espectador, este é, sem dúvida, Coração Satânico, baseado no romance Falling Angel, de William Hjortsberg.
Harry Angel (Mickey Rourke, de O Lutador) é um detetive particular que é contratado pelo misterioso Louis Cyphre (Robert De Niro, de Um Senhor Estagiário) para encontrar um cantor chamado Johnny Favorite, que teria rompido um contrato feito com Cyphre. As investigações de Harry tornam-se cada vez mais tensas e o levam até New Orleans, onde conhece Epiphany Proudfoot (Lisa Bonet, da série de TV The Cosby Show), uma filha de um caso de Favorite. Entretanto, este encontro irá resultar em um horror diretamente ligado a Louis Cyphre.
Embora tenha feito filmes como Asas da Liberdade e Expresso da Meia-Noite, a especialidade do diretor inglês Alan Parker (de Mississipi em Chamas) eram musicais como Bugsy Malone, Fama e Pink Floyd – The Wall, daí a surpresa quando foi anunciado que ele faria um filme de terror. Nessa sua única incursão no gênero, Parker conseguiu fazer um filme assustador e psicológico e com muitos elementos de filmes Noir, que consagrou obras como Relíquia Macabra (1941). Ganhou status de filme Cult.
Mickey Rourke está bem como o detetive particular decadente que se afunda cada vez mais em sua investigação e Lisa Bonet transpira sexualidade por todos os poros de seu corpo. A cena de sexo entre eles foi tão tórrida que tiveram que cortar alguns segundos para que a classificação do filme não se destinasse somente a adultos.
Mas é Robert De Niro o grande nome de Coração Satânico. O “tinhoso” de De Niro, com suas unhas crescendo ao longo do filme, consegue ser, simultaneamente, aterrorizante, cool e com um senso de humor sutil! É um daqueles personagens inesquecíveis.

Veja aqui o trailer oficial de Coração Satânico (original em inglês - HD):



Lobo (1994)


Durante um bom tempo, filmes de lobisomens ficaram meio por baixo, mas Lobo ressuscitou o gênero com muita classe.
Will Randall (Jack Nicholson, de Batman) é um editor de revistas que, um dia, perde o emprego para o seu jovem protegido, Stewart Switon (James Spader, de Sexo, Mentiras e Videotapes) e, como se não bastasse, Will descobre que sua esposa tem um caso com Stewart. Durante uma viagem de carro, Will, acidentalmente, atropela um lobo. Quando ele vai checar a carcaça do animal, este ainda está vivo, lhe dá uma mordida e foge. A partir daí, Will começa a sentir revitalizado e rejuvenescido, mas também mais agressivo e com lapsos de memória até que, horrorizado, descobre que se transforma em lobisomem e ataca as pessoas. Nesse meio tempo, Will começa a se relacionar com a rica herdeira Laura Alden (Michelle Pfeiffer, de As Bruxas de Eastwick) e consegue reaver seu emprego desmascarando Stewart. O que Will não sabe é que Stewart também foi mordido por um lobo e quer vingança.
O diretor Mike Nichols era conhecido por seus filmes sofisticados como, por exemplo, A Primeira Noite de Um Homem (1967, que lhe deu o Oscar de Melhor Diretor), e surpreende nesta sua primeira – e única – investida em filmes de terror. Com uma ótima direção, Nichols consegue fazer um grande clima sombrio tanto nas cenas diurnas como, principalmente, nas noturnas. O elenco está em grande forma, com destaque para o trio Nicholson-Pfeiffer-Spader. A cena de luta entre Will e Stewart, filmada em câmera lenta, é o ponto alto do filme.
Lobo conquistou o prêmio de Melhor Roteiro no Saturn Awards. A maquiagem usada por Jack Nicholson no filme, curiosamente, o deixou muito parecido com Wolverine, personagem da franquia X-Men interpretado pelo ator australiano Hugh Jackman.

Veja aqui o trailer oficial de Lobo (original em inglês):

 
Psicopata Americano (2000)


Mais uma produção independente que se tornou um sucesso-surpresa. Psicopata Americano é baseado na polêmica obra original do escritor estadunidense Breton Easton Ellis.
Patrick Bateman (vivido pelo inglês Christian Bale, de Império do Sol) é um Yuppie (executivo da bolsa de valores) na Nova York da década de 1980 e tem tudo aquilo que alguém de sua classe deseja: é rico, jovem, bem apessoado, janta nos melhores restaurantes, diverte-se nas casas noturnas mais badaladas, tem uma linda namorada (e uma amante igualmente linda) e toda a cocaína que quiser cheirar. Porém, por atrás dessa aparência de profissional bem sucedido, esconde-se um serial killer do pior tipo, que mata por tudo e por nada, sempre com requintes de crueldade.
O romance original criticava a vida artificial e vazia dos Yuppies, mas causou polêmica pelo modo como as mulheres – as vítimas preferenciais de Bateman - eram tratadas, além das cenas de violência e sadismo. A diretora do filme, a canadense Mary Harmon (Um Tiro para Andy Warhol) consegue levar toda essa polêmica para as telas com uma direção firme e segura. As cenas do ritual do banho de beleza de Bateman, a “guerra dos cartões de visitas” e do assassinato do rival de Bateman, Paul Allen (vivido por Jared Leto, de Esquadrão Suicida), ao som da banda pop Huey Lewis & The News, são algumas das várias cenas impagáveis e inesquecíveis de Psicopata Americano.
Christian Bale está com uma atuação excepcional como Patrick Bateman, além de mostrar uma excelente forma física. Tudo isso unido ao sucesso do filme valeu a Bale um convite para trabalhar na trilogia de Batman dirigida pelo seu conterrâneo, Christopher Nolan (de Interestelar).
Psicopata Americano uma continuação feita em 2002 e lançada diretamente em vídeo, mas passou despercebida.

Veja aqui o trailer oficial de Psicopata Americano (dublado – HD):



A Mulher de Preto (2012)


A produtora inglesa Hammer Films realizou grandes filmes de terror como A Maldição de Frankenstein (1956) e O Vampiro da Noite (1958), e tornou-se uma referência para os fãs do horror. Mas, na década de 1970, entrou em decadência e encerrou suas atividades em 1979. Porém, para a alegria desses mesmos fãs, a boa e velha Hammer voltou à ativa em 2007. Um dos filmes que marcaram essa volta foi A Mulher de Preto.
Baseada na obra da escritora inglesa Susan Hill, A Mulher de Preto conta a história do jovem advogado Arthur Kipps (o inglês Daniel Radcliffe, da franquia Harry Potter) que recentemente, perdeu a sua esposa após esta dar a lua ao seu filho, Joseph (Misha Handley, sobrinho de Radcliffe na vida real). Kipps recebe o trabalho de fazer o inventário de uma velha casa no interior da Inglaterra e, durante a viagem, conhece o rico fazendeiro Sam Daily (o norte-irlandês Ciarán Hinds, de Munique), de quem se torna amigo. Ao chegar ao seu destino, toma conhecimento da lenda da antiga proprietária da casa, conhecida como A Mulher de Preto. Segundo a lenda, A Mulher de Preto faz as crianças cometerem suicídio como vingança por ter perdido seu filho. Kipps não acredita até que uma série de acontecimentos o faz mudar de ideia.
O diretor James Watkins (Bastille Day), fez um terror psicológico dando ênfase à tensão, aos sustos repentinos e ao clima gótico. A Mulher de Preto não apela para cenas de muita violência nem para nudez ou erotismo, o que faz desse filme um terror de classe que, ajudado pela boa atuação de Radcliffe, foi bem recebido pela crítica.
Teve uma sequência lançada em 2014 chamada A Mulher de Preto 2: Anjo da Morte, que foi bem nas bilheterias, mas considerado pela crítica como inferior ao original.

Veja aqui o trailer oficial de A Mulher de Preto (legendado – HD):




Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive (1986)



 É claro que ele não poderia faltar! Esta seleção não estaria completa sem a presença de Jason Voorhees, o “herói” de uma das maiores franquias do Cinema, Sexta-Feira 13.
Em Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive, Tommy Jarvis (Thom Mathews, de A Volta dos Mortos Vivos), ainda sofre de alucinações com o falecido assassino Jason Voorhees e decide ir até o cemitério onde ele está enterrado para destruir seu corpo. Quando Tommy abre o caixão, enfia uma barra de ferro no peito Jason, mas um raio cai e traz de Jason de volta à vida e ao que mais gosta de fazer: matar pessoas. Tommy vai atrás de Jason e o enfrenta em um confronto explosivo.
Os fãs da franquia não gostam de admitir, mas Sexta-Feira 13 é, no fundo, uma cópia descarada de outra franquia de terror: Halloween. Entretanto, ganhou personalidade própria, fazendo de Jason um dos grandes vilões do cinema.
O diretor Tom McLoughlin (Minha Garota é Um Anjo) veio da televisão onde escrevia roteiros para comédias e achou que poderia por uma pitada de humor em Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive, o que se revelou uma decisão acertada. Muitas vezes, o terror acaba se tornando um “terrir”, o que fez com que os fãs de Sexta-Feira 13 considerem Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive o melhor filme da franquia até hoje. Na trilha sonora, destaque para o rockeiro Alice Cooper, que compôs a música tema do filme: He’s Back (The Man Behind The Mask).
E a cada novo filme da franquia, Jason se mostra cada vez mais imortal. Haja sangue...

Veja o vídeo oficial da música He’s Back (The Man Behind The Mask) de Alice Cooper, e com cenas de Sexta-Feira 13 Parte VI – Jason Vive (original em inglês):


Publicado no LinkedIn em 14/05/2016.