Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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domingo, 12 de setembro de 2021

A saga do menino Fidel e seu cavalo, Che


Fidel Canteros é um menino paraguaio de 12 anos que imigrou para a Argentina, na província de Misiones, junto com seu irmão mais velho para ganhar dinheiro e enviá-lo para ajudar sua mãe e irmã que vivem no Paraguai. 

Fidel Canteros trabalha no campo como peão e participa de corridas de cavalos vestido com uma camiseta de futebol com o nome do futebolista argentino Diego Maradona (1960-2020) e conduz um veloz alazão que é chamado de Che.

É nessa premissa simples, mas com elementos impactantes, que baseia-se o documentário Fidel, Niño Valiente (literalmente Fidel, Menino Valente), dirigido pelo estreante Mario Verón. 

Verón conta que, ao ouvir falar sobre a dupla Fidel Canteros e Che, viajou ao nordeste da Argentina - onde está localizada a província de Misiones - para ver de perto o menino e seu cavalo correrem em hipódromos (pistas de corridas para cavalos) improvisados e, segundo o cineasta, viu a ambos transformados em "cavaleiro e cavalo do povo".

Verón também conta que, além de sentir-se atráido por Fidel Canteros e Che, viu em Fidel, Niño Valiente a oportunidade de "falar da feroz desigualdade entre as condições de vida dos camponeses e o poder das grandes empresas multinacionais na provícia". 

O cineasta refere-se principalmente à multinacional Alto Paraná S. A., que, além de possuir 10% do território da província de Misiones (o equivalente a dez vezes a área da capital Buenos Aires), causa constantes desmatamentos (cujas cenas são mostradas em Fidel, Niño Valiente), o que desaloja os camponeses e as comunidades indígenas de seus lares e aldeias.

Para filmar Fidel, Niño Valiente, Mario Verón passou quatro meses na região - tendo, inclusive, passado o Natal e Ano Novo - para, segundo ele, "aproximar-se da sua dor para poder filmar. Algo que não tem nada a ver com heroísmo cinematográfico, mas que foi indispensável para contar esta história". Verón garante que escapou da espetacularização da miséria e da pena.

Quando perguntado se Fidel Canteros vestido com a camiseta de Maradona e o cavalo chamado Che são símbolos da luta dos humildes contra a opressão, Mario Verón responde que ambos representam a luta face ao injusto. 

E Verón acrescenta: "O que sabemos de Guevara (Ernesto "Che" Guevara, médico e guerrilheiro argentino e herói da Revolução Cubana. - N. do A.) juntamente com o sentido de classe de Maradona, é o de não esquecer sua origem e estar sempre ao lado dos mais fracos".

Fidel, Niño Valiente faz sua estreia comercial em 16 de novembro próximo em Buenos Aires. Ainda não há previsão para a sua estreia no Brasil.


Veja aqui o trailer oficial de Fidel, Niño Valiente (em espanhol e guarani com legendas em espanhol):



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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Wim Wenders é homenageado em Sarajevo


O cineasta alemão Wim Wenders foi homenageado no Festival de Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegovina, com o prêmio Coração de Honra por sua contribuição ao cinema.

Afastado das salas de exibição e do público há um ano e meio devido à pandemia do Covid-19, Wim Wenders disse que "Esta noite parece-me um sonho tornado realidade depois de um ano e meio sem sair de casa nem assistir um filme com outras pessoas. Custo a acreditar na sorte que finalmente tenho". 

Na cerimônia, Wim Wenders compareceu vestido de terno e uma camiseta com o desenho de um coração, que é o formato dos prêmios distribuídos no festival. Sobre esse mesmo formato, Wim Wenders comentou: "É assim que faço filmes, com o meu coração. Por isto que isto é especial para mim".

Wim Wenders ainda realizou uma masterclass no festival e houve exibição de vários de seus filmes tais como Paris, Texas (1984) e Buena Vista Social Club (1999).


Veja aqui o trailer oficial de Buena Vista Social Club dirigido por Wim Wenders (legendado - HD):



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quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Ken Loach é expulso do Partido Trabalhista Britânico

O cineasta inglês Ken Loach, 85 anos, conhecido por sua ideologia marxista, seus filmes politicamente e socialmente engajados, duas vezes vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes por Ventos da Liberdade (2006) e Eu, Daniel Blake (2016. Veja aqui uma matéria a respeito), foi expulso do Partido Trabalhista Britânico no qual era filiado desde a década de 1960. 

Depois de um tempo afastado da militância, Ken Loach voltou a ter participação ativa quando Jeremy Corbyn tornou-se líder do partido. Ambos, além de muitos outros militantes, dedicaram-se ao apoio à Palestina contra as agressões do Estado de Israel. Isso provocou um "racha" no partido e iniciou uma onda de difamação por membros da ala conservadora, que tem relações próximas com o estado judeu.

Dezenas de militantes do Partido Trabalhista foram suspensos ou expulsos. Em contrapartida, milhares de outros saíram do partido em um gesto de solidariedade e como resposta às perseguições lideradas pelo atual líder Trabalhista, Keir Starmer, a figuras do movimento sindical e de boicote a Israel.

Em sua página no Twitter Ken Loach disse sobre a sua expulsão que "(...) o quartel-general do Partido Trabalhista finalmente decidiu que não sou digno de ser membro do seu partido, já que me recusei a renegar aqueles que têm vindo a ser expulsos. Tenho orgulho de encontrar-me ao lado de bons amigos e camaradas, vítimas deste expurgo. É, sem dúvida, uma caça às bruxas... O Starmer e a sua turma nunca dirigirão um partido do povo. Somos muitos, eles são poucos. Solidariedade!".

Podemos ter certeza de uma coisa: além de solidário, Ken Loach é um homem fiel aos seus princípios. 


Veja aqui o trailer oficial de Eu, Daniel Blake, dirigido por Ken Loach e vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes (legendado - HD):



Veja aqui o trailer oficial de Você Não Estava Aqui, o mais recente filme dirigido por Ken Loach (legendado):



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segunda-feira, 16 de agosto de 2021

ULTRAPASSAMOS AS 110.000 VISUALIZAÇÕES!!!


De qual modo Panorama do Cinema pode, mais uma vez, agradecer às cinéfilas e cinéfilos que nos honram com suas visitas e nos fizeram ultrapassar as 110.000 visualizações? A resposta é: independente de que maneira seja, nunca será suficiente. Por isso será aumentada a dedicação ao trabalho, trabalho esse dedicado a todos vocês, que compartilham o amor ao cinema conosco.

E como não poderia deixar de ser, vamos abrir nossa tradional champagne para celebrar:



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sábado, 7 de agosto de 2021

terça-feira, 3 de agosto de 2021

DC Super Hero Girls | Cuidado, vilania! As heroínas são demais no cinema!


DC Super Hero Girls é uma série em desenho animado de curta-metragem da DC Comics criada em 2019 (que dá sequência a uma série de mesmo nome lançada em 2015) o qual apresenta super-heroínas tais quais a Mulher-Maravilha, Supergirl, Batgirl e Abelha - assim como vilãs como Mulher-Gato, Giganta e Arlequina - como adolescentes que dividem seus deveres escolares e vida social com as tarefas de super-heroínas.

E como todas adolescentes que se prezem, as DC Super Hero Girls curtem roupas da moda, milk shakes, baladas, os gatinhos lindos da escola e, como não podia deixar de ser, cinema! Panorama do Cinema selecionou dois divertidos desenhos das DC Super Hero Girls que passam-se no escurinho da sala de projeção. E elas descobrem que ir ao cinema pode ser um desafio tão duro quanto enfrentar um supervilão!


DC Super Hero Girls - A Chata do Cinema 



DC Super Hero Girls - Confusão no Cinema



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domingo, 1 de agosto de 2021

Manifesto dos trabalhadores da Cinemateca Brasileira sobre o incêndio na unidade da Vila Leopoldina

CRIME ANUNCIADO! - O incêndio que acometeu o edifício da Cinemateca Brasileira na Vila Leopoldina na noite de 29 de julho de 2021 foi um crime anunciado, que culminou na perda irreparável de inúmeras obras e documentos da história do cinema brasileiro. Essas instalações são parte fundamental e complementar em relação ao espaço da Vila Clementino, onde se encontra armazenada a maior parte do acervo da Cinemateca Brasileira. Recentemente, em fevereiro de 2020, uma enchente já havia afetado grande parte do acervo documental e audiovisual lá depositado.

Há mais de um ano denunciamos publicamente a possibilidade de incêndio nas dependências da Cinemateca pela ausência de quaisquer trabalhadores de documentação, preservação e difusão. Houve o alerta sobre a chance de o sinistro ocorrer nos acervos de nitrato da Vila Clementino, pois trata-se de material inflamável que pode entrar em autocombustão sem revisão periódica. Não foi o caso deste, o quinto incêndio na instituição. No entanto, as causas são as mesmas. Seguramente, muitas perdas poderiam ter sido evitadas se os trabalhadores estivessem contratados e participando do dia a dia da instituição.

No próximo dia 8 de agosto completará um ano do abandono da Cinemateca Brasileira pelo Governo Federal e a demissão de todo seu corpo técnico, que sequer recebeu os salários não pagos e as rescisões pela anterior gestora, Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto - Acerp. Ainda assim foi noticiada a contratação de equipes de manutenção, bombeiros e limpeza. Apesar de serem fundamentais para o funcionamento do arquivo de filmes, não são suficientes para suas demandas específicas, como evidenciado neste dia fatídico.

A situação se torna mais crítica se pensarmos que essa ausência de equipe técnica especializada por um ano possivelmente teve consequências irreversíveis para o estado de conservação dos materiais. Certos danos são silenciosos, porém tão trágicos quanto um incêndio, e igualmente irrecuperáveis. Trata-se do tempo de vida dos diversos materiais, diminuindo drasticamente, e da perigosa deterioração dos filmes de nitrato e de acetato. Apenas com o retorno da equipe especializada será possível avaliar as extensões das perdas e danos para que então as atividades de conservação sejam retomadas.

O acervo que estava armazenado na Vila Leopoldina, apesar de em menor número, possuía igual relevância e importância ao da Vila Clementino. Abaixo listamos alguns dos materiais possivelmente perdidos ou afetados no incêndio de 29 de julho de 2021:

- Do acervo documental: grande parte dos arquivos de órgãos extintos do audiovisual como parte do Arquivo Embrafilme - Empresa Brasileira de Filmes S.A. (1969 - 1990), parte do Arquivo do Instituto Nacional do Cinema - INC (1966 - 1975) e Concine - Conselho Nacional de Cinema (1976 - 1990), além de documentos de arquivo ainda em processo de incorporação. Para evitar que novas enchentes atingissem o acervo, parte desses materiais foi transferida do térreo para os depósitos climatizados no primeiro andar, principal área atingida pelo incêndio. Tal medida ocorreu após uma grave enchente em fevereiro de 2020. Parte do acervo de documentos oriundos do arquivo Tempo Glauber, do Rio de Janeiro, inclusive duplicatas da biblioteca de Glauber Rocha e documentos da própria instituição.

- Do acervo audiovisual: parte do acervo da distribuidora Pandora Filmes, de cópias de filmes brasileiros e estrangeiros em 35mm. Matrizes e cópias de cinejornais únicos, trailers, publicidade, filmes documentais, filmes de ficção, filmes domésticos, além de elementos complementares de matrizes de longas-metragens, todos estes potencialmente únicos. Essa parcela do acervo já havia sido parcialmente afetada pela enchente recente. Parte do acervo da ECA/USP - Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo da produção discente em 16mm e 35mm. Parte do acervo de vídeo do jornalista Goulart de Andrade.

- Do acervo de equipamentos e mobiliário de cinema, fotografia e processamento laboratorial: além do seu valor museológico, muitos desses objetos eram fundamentais para consertos de equipamentos em uso corrente, pois, para exibir ou mesmo duplicar materiais em película ou vídeo, é necessário maquinário já obsoleto e sem reposição no mercado.

O incêndio da noite de ontem é mais um motivo pelo qual não podemos esperar para dar um basta à política de terra arrasada e de apagamento da memória nacional! Estamos em luto, pela perda de mais de meio milhão de brasileiros, e agora pela perda de parte da nossa história. Incêndio na Cinemateca Brasileira em 2016, no Museu Nacional em 2018 e, novamente, na Cinemateca em 2021. Além de todas as mortes evitáveis, nossa história vem sendo continuamente 2/3 extirpada – como um projeto. Infelizmente, perdemos mais uma parte do patrimônio histórico-cultural brasileiro.

A Cinemateca Brasileira não pode ficar à mercê de novas intempéries. A gestão da instituição por meio de terceirização via Organização Social, da forma como foi realizada, mostrou como pode ser frágil essa relação, e que tal modelo não dá conta da complexidade de um órgão cultural desse porte. O edital prometido pelo Governo Federal, sem debate, ferramentas de transparência, a participação da população, de pessoas da área de patrimônio cultural e, principalmente, do coletivo dos ex-trabalhadores da instituição, não será a solução. Alerta-se ainda que o orçamento anunciado é significativamente inferior ao necessário. É preciso estabilidade e garantia de equipe técnica a longo prazo, oferecendo à instituição um orçamento compatível com os necessários serviços de preservação e difusão do audiovisual brasileiro.

Sem trabalhadores não se preservam acervos!


Trabalhadores da Cinemateca Brasileira


São Paulo, 30 de julho de 2021


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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Frank Grillo contra Mel Gibson em "Mate ou Morra", uma alucinante aventura no tempo


Roy Pulver (Frank Grillo, de Vingadores: Ultimato) é um agente especial que enfrenta assassinos de todos os tipos. Até aí poderia ser considerado os ossos do ofício, mas o problema é que isso acontece todos os dias que sempre terminam do mesmo jeito: com sua morte. A ex-esposa de Roy, Jemma (Naomi Watts, de Birdman), enviou-lhe uma mensagem dizendo que o cientista Ventor (Mel Gibson, da franquia Mad Max) está envolvido nesse ciclo infinito.

Com a participação da artista marcial Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão) e com direção de Joe Carnahan (Esquadrão Classe A), Mate ou Morra (título original Boss Level) é uma divertida aventura bem recebida pela crítica que mistura elementos da franquia Duro de Matar com Feitiço do Tempo (veja uma matéria sobre esse filme aqui) com uma pitada de vídeo game. 

Mate ou Morra tem estreia prevista para outubro de 2021 em dia ainda a ser definido.


Veja aqui o trailer oficial de Mate ou Morra (dublado - HD):



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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Oliver Stone garante: "Prisão de Lula foi um projeto dos EUA"


O Festival de Cannes está a todo o vapor com suas habituais estreias de novos filmes e o desfilar de astros e estrelas de cinema. Dentre estes últimos destaca-se o cineasta e roteirista estadunidense Oliver Stone, duas vezes vencedor do Oscar de Melhor Diretor por Platoon (1986) e Nascido em Quatro de Julho (1989) e do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por O Expresso da Meia-Noite (1978). Oliver Stone está no festival do famoso balneário francês para lançar o seu mais recente filme, o documentário JFK Revisited: Through The Looking Glass (ainda sem título em português e sem data de estreia prevista).

Além das suas qualidades como diretor e escritor de roteiros cinematográficos, Oliver Stone é conhecido por ser um feroz crítico da política estadunidense e do "American way of life" ("modo de vida americano") como pode ser visto em filmes como Salvador, o Martírio de Um Povo (1986), a franquia Wall Street (1987/ 2010), Assassinos Por Natureza (1994), Nixon (1995), Um Domingo Qualquer (1999) e Snowden, Herói ou Traidor? (2016).

Oliver Stone tem fama de ser um artista "de esquerda", principalmente devido a filmes como Comandante (2003), uma entrevista com o então presidente de Cuba Fidel Castro (1926-2016); Ao Sul da Fronteira (2009), no qual retrata a ascensão de governos esquerdistas na América do Sul; Mi Amigo Hugo (2014), um documentário feito para a rede de TV venezuelana TeleSur em homenagem ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez (1954-2013), morto um ano antes; e a série televisiva A História Não Contada dos Estados Unidos (2012-2013).

JFK Revisited: Through The Looking Glass trata do assassinato do presidente dos EUA, John Kennedy (1917-1963), um tema que Oliver Stone já tinha abordado, mas de forma dramatizada, no filme JFK, a Pergunta Que Não Quer Calar (1991). Em entrevista à prestigiosa revista de entretenimento Variety, Stone diz que seu novo trabalho é um bom final para o filme de 1991, pois "amarra muitos fios soltos" e espera que afaste muito sobre "a ignorância sobre o caso e o filme".

Aos 74 anos de idade, Oliver Stone não pára. Seu próximo filme, que ainda não tem nome, mas tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022, será sobre ninguém menos que o ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva e sua condenação à prisão pelo ex-juiz Sérgio Moro. Segundo Stone, a prisão de Lula foi parte do projeto dos EUA de patrulhar o mundo. "É uma guerra em curso que está acontecendo", diz o cineasta. 

Oliver Stone queixa-se que a chamada grande mídia dos EUA é parcial com países governados pela esquerda, além de uma censura enorme auto-imposta pela indústria cultural. "A mentalidade ocidental agora é completamente anti-Rússia, anti-China, anti-Irã, anti-Cuba, anti-Venezuela. Não pode-se falar nada de bom sobre eles. O que mais está na lista? No Brasil, Lula foi para a cadeia, eles livraram-se do Lula. Eles policiam o mundo", complementa.

Pode estar certo de uma coisa, Oliver: qualquer semelhança entre a grande mídia estadunidense e a grande mídia brasileira, NÃO é mera coincidência...


Assista aqui ao trailer oficial de JFK Revisited: Through The Glass Door (original em inglês - HD):



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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Animação libanesa "bomba" na net e revoluciona cinema árabe


A Primavera Árabe foi um movimento político e social ocorrido em 2011 em países do Oriente Médio e norte da África (que possuem língua e cultura árabes) que gerou uma onda de protestos e revoluções que derrubaram ditadores e/ou pediam melhores condições de vida. Os países envolvidos no movimento foram Tunísia, Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Em alguns desses países o processo revolucionário ainda está em curso.

A Primavera Árabe foi a principal inspiração para o recém-lançado desenho animado do Líbano Alephia 2053 feita pela empresa libanesa Spring Entertainment com a colaboração do estúdio francês de animação Malil'Art e tem a direção do cineasta Jorj Abou Mhaya.

Alephia 2053 conta a história do fictício país árabe Alephia no ano de 2053 que vive sob uma sangrenta ditadura liderada pelo tirano hereditário Alaa Ibn Ismail. O movimento de resistência elabora uma meticulosa operação para derrubar o ditador e envia seus agentes para executar o plano.

Em entrevista para o canal de notícias Euronews, o produtor Rabih Sweidan disse que a obra do quadrinista britânico Alan Moore (autor de Watchmen e V de Vingança, ambos transformados em filme) e a franquia Matrix foram igualmente grandes influências para a realização de Alephia 2053. Ele conta como surgiu a ideia para a animação:

"Não existe nada sobre o futuro, nunca ninguém fala sobre o que poderá ser. E essa foi a ideia, do tipo 'Não seria bom desenvolvermos algo que não fale de um passado improvável, mas, talvez, de um futuro plausível?' Foi assim que toda a ideia começou. Tudo gira à volta do questionamento: 'para onde vamos? Como seria o amanhã?'"

E acrescenta:

"A ideia do filme surgiu de uma pergunta: 'Como será o mundo árabe daqui a 20 ou 30 anos?' No meu modo de ver, o futuro é promissor. O filme tenta expressar isso através da classificação por cores: as cenas do final incorporam um tom gradiente mais vivo do que o tema escuro e poirento que predomina na primeira parte do filme".

Alephia 2053 foi muito bem recebido pela crítica local que considerou a animação "um marco" e "uma revolução" do cinema árabe.

Desde que foi lançado no YouTube, em 21 de março último (e até o momento em que este texto foi escrito), Alephia 2053 tem mais de 8 milhões de visualizações e continua a "bombar" na rede. Vale a pena conhecer esta interessante animação libanesa.


Assista aqui, na íntegra, Alephia 2053 (original em árabe com legendas em alemão, francês, inglês, italiano e português. Clique no botão "Detalhes" para configurar - HD):



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domingo, 23 de maio de 2021

Ultrapassamos as 100.000 visualizações!!!

 


Quando iniciei este blog chamado Panorama do Cinema, logicamente tinha esperanças que chamasse a atenção dos amantes da Sétima Arte para que dessem pelo menos uma olhadinha aqui. Mas, ultrapassar as 100.000 visualizações foi muito além do que eu esperava! Principalmente levando-se em conta que este é um trabalho independente e, dentro das possibilidades deste mesmo tipo de trabalho, feito com cuidado, capricho e, principalmente, amor e paixão ao Cinema.

E é a vocês, cinéfilas e cinéfilos de todas as partes, a quem devo agradecer por estes resultados maravilhosos. Deus abençoe a todos vocês e, de minha parte, comprometo-me a melhorar cada vez mais o trabalho neste espaço onde recebo sua honrosa e prestigiosa visita.

Como é de praxe, vamos comemorar com a nossa tradicionalíssima champagne!



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quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Crítica: Unidas Pela Esperança | Coral Afinado


Kate (Kristin Scott Thomas, de Quatro Casamentos e Um Funeral) é a esposa de um coronel do exército britânico cujo filho, também militar, morreu em uma missão. Após seu marido partir para o Afeganistão, ela e sua amiga Lisa (Sharon Horgan, da série Criminal: Reino Unido), também esposa de um oficial, decidem organizar um coral juntas com outras esposas de militares como forma de manterem-se ocupadas enquanto seus maridos estão em serviço.

A premissa de Unidas Pela Esperança parte de um fato verdadeiro: The Military Wives Choir (Coral das Esposas Militares, em inglês ou, em uma tradução mais livre, Coral das Esposas de Militares) é um coral feminino composto de esposas de militares britânicos surgido em 2010 em uma base onde os oficiais e as mulheres residiam com suas famílias.

Em 2011, apresentaram-se em Londres na magnífica sala de espetáculos Royal Albert Hall, que contou com a presença do Príncipe Charles e de sua esposa, Camila Parker Bowes, quando interpretaram a canção “Wherever You Are” (“Onde Quer Que Você Esteja”), que depois entrou nas paradas de sucesso do Reino Unido. A ideia espalhou-se entre as outras bases que logo trataram de constituir seus próprios corais. Atualmente, há 75 corais ativos com cerca de 2200 membros.

O diretor Peter Cattaneo tem uma carreira sólida no cinema e TV britânicos. Alcançou a fama mundial, em 1997, com a comédia dramática Ou Tudo Ou Nada (The Full Monty, no original em inglês), o qual contava história de um grupo de amigos desempregados que decidem fazer um show de striptease em um clube de mulheres para conseguir algum dinheiro. Sucesso absoluto, o filme foi indicado para quatro Oscars: Melhor Filme, Diretor, Roteiro Original e Trilha Sonora, tendo conquistado este último.

Em Unidas Pela Esperança, Cattaneo tenta repetir a fórmula de seu maior sucesso, mas não é bem-sucedido. Não que o filme seja ruim, ao contrário. É bem dirigido e tem boas cenas tanto de drama quanto de humor, mas, neste quesito, falta aquele senso anárquico que fez com que Ou Tudo Ou Nada alcançasse o sucesso. Além disso tinha um tema que fazia com que milhões de pessoas identificassem-se com as personagens do filme: o desemprego, uma chaga que atingia praticamente todo o mundo e continua presente nesta era das trevas que vivemos hoje.

Já em Unidas Pela Esperança, as pessoas, em particular as mulheres casadas, até podem identificarem-se com as personagens femininas do filme, mas, ainda assim, é um tema que diz mais respeito aos britânicos, pois, volta e meia, estão envolvidos em alguma guerra, geralmente puxados para ela pelos EUA, que sempre dão um jeito do Reino Unido participarem com eles em algumas de suas campanhas militares.

Mas, como dito antes, Unidas Pela Esperança não é um filme ruim, principalmente devido às boas interpretações da dupla Kristin Scott Thomas e Sharon Horgan, que, no papel de uma esposa certinha até demais e outra não muito afeita a detalhes, são a espinha dorsal deste trabalho. Sem elas, provavelmente, Unidas Pela Esperança passaria batido pelas salas de cinema.

A trilha sonora com canções de artistas como a cantora estadunidense Cindy Lauper, da dupla inglesa Tears For Fears e, claro, das Military Wives, dão o clima descontraído ao filme. E, como não podia deixar de ser, a apresentação no Royal Albert Hall é o ponto alto de Unidas Pela Esperança.

Só para variar, o título do filme no Brasil deixa a desejar, visto que chama-se, originalmente, Military Wives. Em Portugal, deram o título de Mulheres de Armas. Chamem o pelotão de fuzilamento!

Unidas Pela Esperança não é a Grande Arte, mas vai agradar ao público em geral. É outro daqueles filmes que vai ajudar a aliviar o clima tenso que vivemos nestes dias de pandemia e de um governo fascista.

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Military Wives
  • Direção: Peter Cattaneo
  • Elenco: Kristin Scott Thomas (Kate), Sharon Horgan (Lisa)
  • Roteiro: Rachel Tunnard, Rosanne Flynn
  • Música: Lorne Balf
  • Fotografia: Hubert Taczanowski
  • Duração: 112 minutos
  • País: Inglaterra
  • Ano: 2019
  • Lançamento comercial no Brasil: 14/01/2021

RESUMO DO FILME
Esposas de oficiais das forças armadas britânicas reúnem-se para formar um coral.

COTAÇÃO
✪✪✪

Veja abaixo o trailer oficial de Unidas Pela Esperança (legendado - HD):



Veja aqui a apresentação das verdadeiras Military Wives no Royal Albert Hall (original em inglês - HD):



Publicado no AdoroCinema em 15/01/2021

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domingo, 3 de janeiro de 2021

ULTRAPASSAMOS AS 90.000 VISUALIZAÇÕES!!!


Panorama do Cinema começa este ano da graça de 2021 com uma ótima notícia: nosso espaço acaba de ultrapassar as 90.000 visualizações!!!

E isso deve-se a vocês, cinéfilos, que fazem com que o sonho de um modesto crítico e fã de cinema torne-se realidade. Todos os agradecimentos do mundo ainda são poucos para retribuir sua confiança e carinho nos trabalhos apresentados.

E, como de praxe, vamos comemorar abrindo uma garrafa de champagne! 


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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Crítica: Transtorno Explosivo | A Menina-Hulk


Benni (a atriz-mirim Helena Zengel, de Die Tochter) tem nove anos e sofre de uma doença que a faz ter grandes ataques de raiva - o que leva-a a agredir todos ao seu redor - a ponto de sua mãe, Bianca (Lisa Hagmeister, de Counterpart: Mundo Paralelo), ter medo de viver com ela, o que faz com que Benni passe por diversos tratamentos médicos e por vários lares adotivos, mas ela insiste em viver com a mãe. Sua assistente social, Sra. Bafané (Gabriela Maria Schmeide, de Henrique IV, o Grande Rei da França), faz todo o possível para ajudar a menina a viver novamente com sua mãe ou em um lar adotivo que aceite-a. O acompanhante escolar de Benni, Michael, apelidado Misha (Albrecht Schuch, de Berlin Alexanderplatz), é especializado em tratar de jovens delinquentes e tenta ajudar a criança levando-a para passar um tempo em uma cabana no campo.

O Transtorno Explosivo Intermitente (cuja sigla é TEI) é uma doença mental na qual uma pessoa, por pouca ou nenhuma razão aparente, tenha ataques de raiva imensos agredindo outras pessoas verbalmente, fisicamente ou de ambas as formas. Até o momento, a medicina não sabe com exatidão o que origina o TEI. O tratamento consiste de medicamentos apropriados e psicoterapia e quanto antes o problema for diagnosticado, melhor. Infelizmente, aqueles que sofrem de TEI geralmente procuram tratamento quando suas vidas familiar e profissional já estão arruinadas e/ou quando respondem a processos judiciais. O TEI é popularmente conhecido como “Síndrome do Hulk”, personagem de histórias em quadrinhos da Marvel conhecido por ter problemas em lidar com sua raiva. E, antes que algum engraçadinho de plantão pergunte, quem sofre de TEI não fica verde.

Nos últimos cinco anos, o cinema alemão passa por excelente fase com filmes que são sucesso de público e crítica tendo, inclusive, ganho o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes com Toni Erdman (2016), que também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (que agora chama-se Melhor Filme Internacional). Transtorno Explosivo confirma essa fase e, com justiça, foi premiado em vários festivais de cinema dos quais participou. Em 2019, recebeu o Prêmio de Contribuição Artística do prestigioso Festival de Berlim e o Prêmio do Júri de Melhor Filme na 43ª Mostra de Cinema de São Paulo. Em 2020, Transtorno Explosivo foi consagrado na sua Alemanha natal com oito vitórias no festival Prêmios do Cinema Alemão, o mais importante do país: Melhor Filme, Diretor (Fingsheid), Atriz (Zegel), Ator (Schuch), Atriz Coadjuvante (Schmeide), Roteiro Original, Edição, Edição de Som.

No cinema mundial, filmes sobre doenças físicas e/ou mentais tais como o estadunidense Sentimentos Que Curam (2014. Leia a crítica aqui) ou de jovens problemáticos como o francês De Cabeça Erguida (2015. Leia a crítica aqui), sempre tiveram a atenção do público, em particular do público brasileiro, que sempre assiste esses gêneros de filme com grande interesse, portanto Transtorno Explosivo é, com certeza, um filme que vai cair no gosto nacional.

A jovem e talentosa diretora Nora Fingscheid (de Boulevard’s End), que também é a autora do roteiro, fez com que todas as peças de Transtorno Explosivo encaixassem umas nas outras e funcionassem com perfeição. Sua direção é segura e precisa e faz com que as duas horas de filme fluam muitíssimo bem sem cansar o espectador. Fingscheid trata esse tema com a seriedade que merece e com emoção sem apelar para o dramalhão ou sentimentalismo apelativo. Seu trabalho com os intérpretes da película é igualmente excelente, no que é ajudada pelo ótimo elenco.

Albrecht Schuch e Gabriela Maria Schmeide estão muito bem em seus papéis de acompanhante escolar e de assistente social que tentam de todas as formas ajudar Benni e mostram que fizeram por merecer os prêmios que receberam. Gabriela, em particular, é responsável por uma das cenas mais comoventes de Transtorno Explosivo. Porém, sem dúvida alguma, é Helena Zengel a grande estrela do filme.

Helena Zengel tem apenas 12 anos de idade, mas já é uma veterana em atuação com um currículo de mais de 10 filmes para o cinema e a TV. Em Transtorno Explosivo, sua personagem, Benni, reflete com impressionante – e, por vezes, assustadora - exatidão o que é alguém que sofre de TEI. De criança fofa, engraçadinha, simpática e amorosa, passa, em um estalar de dedos, a uma criatura amedrontadora de fúria incontrolável, uma autêntica Menina-Hulk capaz de apavorar até mesmo os adultos mais experientes em lidar com crianças-problemas. Sua atuação é tão boa que chamou a atenção de Hollywood, que, sabendo que o público dos EUA ama uma criança precoce (basta lembrar de Shirley Temple e Macaulay Calkin), a escalou como protagonista principal ao lado de Tom Hanks (Forrest Gump) no Western Relatos do Mundo (2020). Se for bem guiada, Helena irá além de ser uma estrela-mirim e terá uma carreira longa e premiada tal como Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes) que teve um início de carreira semelhante.

Transtorno Explosivo lida muito bem com um tema difícil – como são, aliás, filmes sobre doenças e crianças e jovens raivosos. Quem for ao cinema assistir ao filme sairá da sala impressionado e alertado sobre esse problema mental, mas também consciente que viu um grande filme cujas imagens e sons ficarão sempre retidos em sua retina e memória.


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: System Sprenger
  • Direção: Nora Fingsheid
  • Elenco: Helena Zengel (Benni), Albrecht Schuch (Misha), Gabriela Maria Schmeid (Sra. Bafané), Lisa Hagmeister (Bianca)
  • Roteiro: Nora Fingsheid
  • Música: John Gürtler
  • Fotografia: Yunus Roy Imer
  • Duração: 119 minutos
  • País: Alemanha
  • Ano: 2019
  • Lançamento comercial no Brasil: 05/11/2020

RESUMO DO FILME
Benni é uma menina de nove anos que sofre de uma doença que a faz ter terríveis ataques de raiva. Uma assistente social e um rapaz que trata de jovens delinquentes tentam ajudar Benni a controlar-se.

COTAÇÃO
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Veja abaixo o trailer oficial de Transtorno Explosivo (legendado - HD):



Publicado no AdoroCinema em 06/11/2020


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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Crítica: Bill & Ted – Encare a Música | Bill e Ted envelheceram. E seu humor também


Cerca de 30 anos após suas aventuras pelo tempo, Bill (o inglês Alex Winter, de Grand Piano) e Ted (Keanu Reeves, da franquia John Wick) chegaram à meia-idade casados respectivamente com as princesas Joanna (Jayma Mays, da série Glee) e Elizabeth (Erinn Hayes, de Band Aid) que lhes deram as filhas Thea (a australiana Samara Weaving, da franquia A Babá. e sobrinha do ator Hugo Weaving da saga O Senhor dos Anéis) e Billie (Brigette Lundy-Paine, de Homem Irracional. Leia a crítica aqui). Os dois amigos vivem uma vida monótona e ainda não conseguiram compor a música perfeita. 

Então, recebem a visita de uma visitante do futuro, Kelly (a atriz e dubladora Kristen Schaal, da série O Último Cara da Terra), filha de Rufus (o comediante George Carlin, de O Príncipe das Marés, já falecido e que aparece em imagens de arquivo), e diz a ambos que devem compor a música perfeita ou o universo será destruído pela Grande Líder (Holland Taylor, de Para Todos os Garotos: P.S. Ainda Amo Você). 

Bill e Ted decidem viajar para o futuro na cabine telefônica do tempo para pegar a música de si mesmos e trazê-la ao presente. Thea e Billie decidem ajudar seus pais viajando igualmente pelo tempo para formar a banda que tocará a música e recrutam músicos como Jimi Hendrix (DazMann Still, de Manifesto), Mozart (Daniel Dorr, de Counterpart: Mundo Paralelo), Louis Armstrong (Jeremiah Craft, da série Luke Cage), Kid Cudi (de Rampage: Destruição Total, que interpreta a si mesmo) e um velho conhecido de Bill e Ted, Morte (William Sadler, de Estrada Sem Lei). 

A franquia Bill & Ted iniciou-se em 1989 com Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica e teve uma continuação em 1991 chamada Bill & Ted: Dois Loucos no Tempo. Voltados para o público adolescente, esses filmes tinham bons efeitos especiais, trilha sonora com sucessos de Hard Rock, brincavam com a temática de viagens no tempo tal como a trilogia De Volta Para o Futuro, de Robert Zemeckis (de A Travessia. Veja a crítica aqui) com a participação de várias figuras históricas e foram pioneiros do chamado “humor besteirol”, que eu chamo de “humor retardado”, pois os protagonistas eram exatamente isso: retardados. Como exemplos principais temos o filme Debi & Loide – Dois Idiotas em Apuros (1994) e a série de animação Beavis & Butt-Head (1993-1997). Reparam que tanto essas produções quanto a que analisamos aqui tem duplas como personagens principais?

O “humor besteirol” ou “retardado” dominou a década de 1990, um tempo em que, por incrível que pareça, tinha gente que achava que ser débil mental era o máximo. É um tipo de comédia muito datada e talvez seja esse o maior problema de Bill & Ted – Encare a Música. A dupla de amigos, obviamente, envelheceu e o seu senso de humor também. Este estilo de comédia não funciona muito bem para o público da década de 2020, o período da era das trevas do século XXI. Irá agradar mesmo aos fãs dos atores e aqueles que cresceram assistindo aos filmes anteriores e semelhantes a estes.

Entretanto, apesar desse problema, Bill & Ted – Encare a Música consegue ser uma diversão agradável. Os efeitos especiais continuam bons, a presença de figuras históricas ajuda a história a fluir bem sem confundir com tantas idas e vindas no tempo, a trilha sonora vem com o tradicional Hard Rock e a dupla Reeves-Winter continua afinada e entrosada no besteirol retardado de seus personagens.

É justamente o seu elenco que ajuda a salvar  Bill & Ted – Encare a Música. Para mim, o destaque vai para outra dupla: Weaving & Lundy-Paine como Thea e Billie, as filhas tão retardadas quanto seus pais. Chamou-me particularmente a atenção Samara Weaving como Thea, que tem o mesmo corte de cabelo, trejeitos e maneirismos de Ted embora seja filha de Bill! O outro destaque vai para Jeremiah Craft, convincente como o jovem Louis “Satchmo” Armstrong.

Quem for assistir Bill & Ted – Encare a Música não perderá seu tempo pois, apesar do humor datado, cumpre bem seu papel de descontrair o público que sairá satisfeito do cinema, embora Bill & Ted – Encare a Música não seja daquelas comédias de rolar no chão de tanto rir. E nestes tempos de pandemia e de era das trevas pelas quais passamos atualmente, Bill & Ted – Encare a Música pode ser uma boa válvula de escape em meio a tanta tensão.

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Bill & Ted Face The Music
  • Direção: Dean Parisot
  • Elenco: Keanu Reeves (Ted), Alex Winter (Bill), Samara Weaving (Thea), Brigette Lundy-Paine (Billie), William Sadler (Morte)
  • Roteiro: Chris Matheson, Ed Solomon
  • Música: Mark Isham
  • Fotografia: Shelly Johnson
  • Duração: 91 minutos
  • País: EUA
  • Ano: 2020
  • Lançamento comercial no Brasil: 05/11/2020

        RESUMO DO FILME

Bill e Ted devem compor a música perfeita para salvar o universo.

COTAÇÃO
✪✪✪

Veja aqui o trailer oficial de Bill & Ted - Encare a Música (legendado - HD):


Publicado no AdoroCinema em 05/11/2020


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terça-feira, 17 de março de 2020

O fusquinha Herbie em SP!


Atualizado em 06/11/2020.

Quem não conhece o fusca, um dos carros mais populares e amados do mundo? O nome "fusca" (em Portugal é chamado de "carocha") é derivado da palavra alemã Volkswagen, cuja sigla é VW, que significa literalmente "carro do povo". Criado pelo projetista e engenheiro automobilístico alemão Ferdinand Porsche, desde o início de sua produção, em 1938, o fusca conquistou corações, mentes e almas do público por seu preço acessível à classe trabalhadora, sua mecânica ao mesmo tempo robusta, simples e inovadora (o seu famoso motor refrigerado a ar marcou época) e seu design único.

A II Guerra Mundial interrompeu a produção do fusca, que foi retomada em 1948. No ano seguinte, começou a ser exportado para os EUA, onde tornou-se uma febre entre os consumidores. Os primeiros fuscas chegaram no Brasil em 1950, importados da Alemanha. A produção oficial do fusca em nosso país começou em 1959, foi interrompida em 1986, retomada em 1993 e encerrada novamente em 1996. O México continuou fabricando  o fusca até 2003, quando a produção do amado carro foi encerrada definitivamente. O fusca vendeu em todo mundo mais de 21 milhões de cópias e é, até hoje, o carro mais vendido de sempre.

O cinema, mais especificamente a Walt Disney Pictures, percebeu o potencial do simpático carinho e, em 1968, lançou o filme Se Meu Fusca Falasse (The Love Bug) com o ator Dean Jones (franquia Beethoven). Voltado para o público familiar, a crítica torceu o nariz para a premissa simples do filme, mas o público amou, principalmente seu grande astro, o fusquinha Herbie. Se Meu Fusca Falasse foi a terceira maior bilheteria do ano, perdendo apenas para o clássico 2001, Uma Odisseia no Espaço e Funny Girl - A Garota Genial.

Herbie fez tanto sucesso que apareceu em mais quatro filmes para o cinema; As Novas Aventuras do Fusca (1974), O Fusca Enamorado (1977), As Novas Diabruras do Fusca (1980) e, Herbie, Meu Fusca Turbinado (2005), com Lindsay Lohan (Meninas Malvadas) à frente do elenco. Apesar do intervalo de 25 anos entre os filmes, Herbie mostrou estar em plena forma, o que fez o filme ser um novo sucesso. 

Herbie também apareceu na televisão com a minissérie Herbie, The Love Bug (1982), novamente com Dean Jones no papel principal. Em 1997, houve um reboot de Se Meu Fusca Falasse feito para a TV, cuja história era narrada por Jones e, no papel principal, nada mais nada menos que o rei dos canastrões, Bruce Campbell (veja sua biografia aqui). Além disso, apareceu em dois games.

Neste ano da graça de 2020, Herbie pode ser visto no Brasil, mais especificamente em São Paulo. O Shopping Frei Caneca, na capital  paulista, em parceria com o Fusca Clube Brasil, iniciou em 6 de março último, a Exposição do Fusca, na qual são expostos vários modelos do fusca das décadas de 1960, 70, 80, 90, até o chamado New Beetle ou "o novo fusca".

Entre os fuscas expostos há uma réplica fiel de nosso querido Herbie, como vocês podem checar nas fotos abaixo. Quem quiser ver a Exposição do Fusca, cuja entrada é gratuita, o Shopping Frei Caneca fica Rua Frei Caneca 569, Consolação, São Paulo-SP, e funciona de segunda à sábado das 10hrs até as 22hrs e, domingos e feriados, das 14hrs até às 20 hrs. A exposição vai até o próximo dia 5 de abril.

Veja abaixo as fotos da réplica de Herbie:  











Veja aqui o trailer do filme Se Meu Fusca Falasse (original em inglês):



Veja aqui um trecho de Herbie, Meu Fusca Turbinado ao som de "Born to Be Wild" (original em inglês):





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