Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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sábado, 2 de junho de 2018

The Cleaners | Documentário alemão com produtores brasileiros reflete sobra a limpeza digital na internet


Vocês sabiam, caros amigos e amigas de Panorama do Cinema, que, a cada minuto são carregadas 500 horas de vídeo no YouTube,  450.000 tweets são escritos no Twitter e 2,5 milhões de posts são publicados no Facebook? E isso falando apenas dos gigantes da internet

Há informações de todos os tipos na rede mundial de computadores, o que inclui conteúdos violentos, racistas, de ódio r pornográficos, considerados anti-éticos. Quem faz a chamada limpeza digital desse tipo de dados na internet é o que mostra o documentário alemão de língua inglesa The Cleaners (literalmente, Os limpadores).

Dirigido a quatro mãos pelos estreantes Hans Block e Moritz Riesewieck, The Cleaners mostra o cotidiano dessas pessoas que trabalham nessa indústria oculta (a maioria dessas firmas tem sede nas Filipinas) em uma relação indireta com Facebook, Twitter e YouTube e que decidem, em questão de segundos, o que fica e o que não fica na internet.

Esta situação levanta vários questionamentos e reflexões sobre quais são os critérios utilizados nessa tarefa e quais são os possíveis impactos em nossa sociedade. Segundo Moritz Riesewieck:

"Este público virtual não está organizado de forma democrática - quem ou o que pode ter voz online não é decidido por uma maioria, não é decidido por um parlamento ou uma instituição como no mundo analógico e democrático. É decidido por um pequeno círculo de pessoas em Sillicon Valley que deixa nas mãos de jovens filipinos a responsabilidade de fazer esse controle".

The Cleaners teve sua Première mundial no prestigioso Festival de Sundance, dedicado ao cinema independente, recebeu boas críticas e ainda foi indicado ao prêmio do júri para documentários; e, no Festival de Tessalônica (Grécia), foi indicado ao prêmio Anistia Internacional, voltado aos direitos humanos.

Além da Alemanha, The Cleaners tem co-produção da Holanda, Itália, EUA e Brasil - por meio dos produtores Fernando Dias (Cantoras do Brasil) e Maurício Souza Dias (Doutores da Alegria). O documentário já está em exibição nos cinemas da Alemanha e Holanda e com previsão para estréia nos EUA e Canadá ainda este mês.

The Cleaners ainda não tem previsão para estréia no Brasil. 


Veja aqui o trailer oficial de The Cleaners (original em inglês com legendas em alemão - HD):


Publicado no LinkedIn em 02/06/2018.

domingo, 3 de julho de 2016

"Amor & Amizade", uma deliciosa comédia sobre casamento


A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) autora de clássicos tais como Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito - adaptados com sucesso para o cinema e a TV - sempre fez o deleite tanto de leitores como de espectadores. Agora, podemos conferir mais uma adaptação de um livro dela para o cinema chamada Amor & Amizade.

Baseada na obra Lady Susan, uma obra menos conhecida escrita no período da juventude de Jane Austen, Amor & Amizade conta a história de Lady Susan Vernon (a atriz inglesa Kate Beckinsale, de O Aviador), uma nobre decadente, mas inteligente e sem escrúpulos e que tem como seu principal objetivo arrumar dois maridos: um para a sua filha, Frederica (a atriz galesa Morfydd Clark, de Orgulho e Preconceito e Zumbis - veja a crítica aqui), e outro para ela própria. Para isso, terá a ajuda de sua amiga, Alicia Johnson (a estadunidense Chloë Sevigny, da série Amor Imenso). O filme também tem a presença do ator inglês Stephen Fry (de V de Vingança).

Kate Beckinsale conta como foi interpretar Lady Susan em Amor & Amizade:

"De certa forma, ela sente-se confortável com seu próprio charme, com suas habilidades e com o seu próprio poder. Sabe o que quer e faz de tudo para obter o que deseja e há algo de impressionante nisso. Apesar de ser um pouco cruel, ninguém é magoado por ela. No final do filme, percebe-se que ela é apenas obstinada e isso é engraçado".

Filmada em grande parte na Irlanda, esta deliciosa comédia sobre casamento tem uma excelente direção do estadunidense Whit Stillman (de Barcelona, que também é o autor do roteiro e um dos produtores) e, desde a sua premiére no Festival de Sundance deste ano, esta produção independente vem dando lucro, sendo aclamada pela crítica especializada - tendo, até o momento, recebido uma indicação de Melhor Filme no Festival de Rotterdam (Holanda) e uma de Melhor Atriz para Kate Beckinsale no Festival de Seattle (EUA) - e colhendo aplausos entusiasmados do público.

Amor & Amizade tem estreia no Brasil prevista para 27 de outubro.

Veja aqui o trailer oficial de Amor & Amizade (original em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 03/07/2016.

domingo, 5 de junho de 2016

O Legado de Muhammad Ali no Cinema


Foi com uma imensa tristeza que o mundo recebeu a notícia da morte por problemas respiratórios do boxeador estadunidense Muhammad Ali, considerado por muitos especialistas e fãs de boxe como o maior pugilista de todos os tempos.

Nascido em 17 de janeiro de 1942 na cidade de Louisville, estado de Kentucky, nos EUA, com nome de Cassius Marcellus Clay Jr., Ali começou a lutar desde cedo e, em 1960, com apenas 18 anos de idade, conquistou a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Roma. Em 1964 sagrou-se campeão mundial dos pesos-pesados pela primeira vez ao derrotar Sonny Liston e, logo em seguida, anunciou publicamente sua conversão ao Islamismo (por influência do líder negro Malcolm X) e a mudança de seu nome para Muhammad Ali.

Ali recusou-se a servir o exército estadunidense durante a Guerra do Vietnã e, em 1967, foi proibido de lutar. Em protesto, o pugilista atirou sua medalha de ouro no rio. Voltou a lutar somente em 1970, quando recuperou seu título, mas, em seguida, o perdeu para o pugilista Joe Frazier naquela que foi chamada "A Luta do Século".

Após vencer a revanche contra Frazier, lutou contra Ken Norton e foi novamente derrotado, mas, assim como ocorreu contra Frazier, também venceu a revanche contra Norton que, um pouco antes havia perdido seu título para o fenômeno George Foreman. A luta pelo título entre Ali e Foreman realizada em 1974, no Zaire (atual República Democrática do Congo), na qual Ali conquistou pela segunda vez o título mundial entrou para a história tanto do boxe quanto do esporte mundial.

Em 1978, o boxeador Leon Spinks tirou o cinturão de campeão de Ali. Nesse mesmo ano, em nova revanche, Ali derrotou Spinks e conquistou o título mundial pela terceira vez. Muhammad Ali encerrou sua carrira profissional em 1981 com um cartel de 61 lutas, sendo 56 vitórias (37 por nocaute) e apenas 5 derrotas. 

Ali foi o primeiro esportista a fazer largo uso de marketing pessoal, uma novidade na época. Frases como "voar como uma borboleta e picar como uma abelha" e "Eu sou o lutador mais forte e mais bonito" e, principalmente, "Eu sou o maior" foram usadas para autopromoção e lhe renderam tantos admiradores quanto críticos. Ali sempre usou a polêmica a seu favor.

Antes mesmo de se tornar campeão mundial, Ali já chamava a atenção de Hollywood e convites para o cinema logo vieram. Em 1962, participou do filme Réquiem Para Um Lutador, dirigido por Ralph Nelson (de Charly) e com roteiro de Rod Serling (seriado Além da Imaginação), no qual atuou junto com Anthony Quinn (Zorba, o Grego), Jackie Gleason (Desafio à Corrupção) e Mickey Rooney (O Corcel Negro). Neste filme ainda usava o nome de Cassius Clay.

Poster do filme The Greatest (1977)

Em 1977, Ali atuou no filme The Greatest, película autobiográfica com roteiro de sua própria autoria que retrata sua vida desde o início de sua carreira até a luta contra Foreman, dirigido a quatro mãos por Tom Gries (100 Rifles) e Monte Hellman (Caminho Para o Nada) e que tinha em seu elenco nomes como Ernest Borgnine (Marty), Robert Duvall (saga O Poderoso Chefão), Ben Johnson (Louca Escapada), James Earl Jones (A Grande Esperança Branca) e Paul Winfield (Jornada nas Estrelas II: A Ira de Khan). A canção-tema do filme, The Greatest Love of All, seria regravada anos depois pela cantora Whitney Houston com grande sucesso. A crítica recebeu o filme friamente, mas o fãs de Ali garantiram a bilheteria.

Na televisão, Ali teve participação em séries como Vegas e O Toque de Um Anjo. Em 1977, teve sua própria série de desenho animado chamado I Am The Greatest: The Adventures of Muhammad Ali com 13 episódios feitos. No Brasil, o desenho foi exibido pela Rede Globo e chamou-se apenas Muhammad Ali.

Em 1979, atuou na minissérie Road to Freedom, dirigida pelo húngaro Ján Kádar (A Pequena Loja da Rua Principal) e baseada no livro do escritor Howard Fast, na qual interpretou o papel de Gideon Jackson, um ex-escravo que lutou na Guerra Civil Americana e que se tornou senador apesar da oposição de latifundiários e do odioso grupo racista Ku-Klux Klan. No elenco, destacavam-se os nomes do ator, cantor e ativista Kris Kristorffeson (franquia Blade) e da atriz Gracie Zabriskie (série Twin Peaks).

Muhammad Ali também estrelou os elogiados documentários Um Fenômeno Chamado Cassius Clay (1970), feito durante o exílio do campeão no período em que estava proibido de lutar; Facing Ali (2009), um curioso documentário sobre dez adversários de Ali (incluindo Frazier, Foreman, Norton e Spinks); When Ali Came to Ireland (2012), que conta a primeira vez em que Ali esteve na Irlanda quando lutou contra o pugilista estadunidense Alvin Lewis; The Trials of Muhammad Ali (2013), que retrata o período da conversão de Ali ao Islamismo e a sua recusa em lutar na Guerra do Vietnã; Eu Sou Ali: A História de Muhammad Ali (2014), que conta a história d' "O Maior" com imagens inéditas de seu acervo pessoal.

Poster do filme Quando Éramos Reis (1996)

De todos os documentários o que mais se destaca, sem dúvida, é Quando Éramos Reis, que fala da histórica e legendária luta de Muhammad Ali contra George Foreman no Zaire e que conquistou o Oscar de Melhor Documentário, em 1996 e o prêmio de Melhor Direção do Festival de Sundance (dedicado ao cinema independente) nesse mesmo ano. 
 
Dentre os atores que interpretaram Muhammad Ali no cinema, o grande destaque é para Will Smith (Homens de Preto), que interpretou o campeão no filme Ali (2001), dirigido por Michael Mann (Miami Vice). Por sua atuação, Smith foi indicado ao Oscar de Melhor Ator.

Para 2016, está previsto o lançamento de mais um filme sobre um episódio da vida de Muhammad Ali: The Bleeder (ainda sem título em português), que conta a vida do boxeador Chuck Wepner (interpretado pelo ator estadunidense Liev Schreiber, de Spotlight - Segredos Revelados) que, em 1975, desafiou Ali pela disputa do título mundial. A direção é do canadense Philippe Falardeau (Uma Boa Mentira) e o papel de Muhammad Ali será interpretado pelo ator e rapper Pooch Hall (da série The Game).

Entre as outras formas de mídia e cultura popular que Ali participou estão livros (que inclui sua autobiografia The Greatest: My Own Story, de 2015), músicas (com destaque para a canção The Black Superman (Muhammad Ali), de Johnny Wakelin), video games e histórias em quadrinhos, em que se destaca Superman vs Muhammad Ali (1978), na qual "O Maior" faz o Homem de Aço beijar a lona!

Para a geração atual deve ser um pouco difícil entender a importância de uma personalidade como Muhammad Ali, visto que seus membros nasceram já depois do campeão ter encerrado sua carreira. Apesar da fama de arrogante, Ali não lutou somente contra seus adversários no ringue, mas também contra o racismo, a intolerância religiosa, a guerra, a violência, a hipocrisia da sociedade, a pobreza e, nos últimos anos de sua vida, contra a doença do Mal Parkinson. Tanto nas vitórias quanto na derrotas sempre permaneceu em pé, sem nunca perder sua dignidade e seu orgulho.

Muhammad Ali podia ser um fanfarrão, mas em uma coisa estava certo: nunca houve um lutador - tanto no boxe como na vida - igual a ele. E, provavelmente, nunca mais haverá. Que Alá receba Seu filho Muhammad Ali em Seus braços.

Veja aqui o trailer oficial do filme The Greatest (original em inglês):



Veja aqui um episódio do desenho animado I Am The Greatest: The Adventures of Muhammad Ali (original em inglês):



Veja aqui o trailer oficial do documentário Quando Éramos Reis (original em inglês):



Publicado no LinkedIn em 05/06/2016.