Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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quarta-feira, 28 de julho de 2021

Filmes para ver durante os Jogos Olímpicos


Os Jogos Olímpicos surgiram na Antiga Grécia por volta do ano 776 a.C. na cidade de Olímpia. Os jogos eram realizados a cada quatro anos, duravam cinco dias durante os quais eram disputadas provas como corridas e lutas e eram realizados em honra de Zeus, o maior dos deuses gregos. 

Os Jogos Olímpicos continuaram a serem disputados mesmo depois da conquista da Grécia pelo Império Romano. Duraram até o ano de 393 d.C. quando o imperador romano Teodósio I, convertido ao Cristianismo, proibiu a sua realização por considerá-los uma manifestação do paganismo.

O interesse pelos Jogos Olímpicos voltaria somente no século XIX de nossa era quando um jovem aristocrata francês que também era pedagogo e historiador, viu que o interesse pelos Jogos Olímpicos aumentava à medida que eram encontradas mais ruínas arqueológicas na Grécia. 

Em um congresso realizado em Paris em 1894, o jovem propôs que se organizasse uma competição multidesportiva nos moldes dos antigos Jogos Olímpicos a serem realizadas a cada quatro anos em um país diferente. A proposta foi aceita e o local escolhido para a realização dos primeiros Jogos Olímpicos da era moderna foi o local de seu nascimento, a Grécia, no ano de 1896.

O aristocrata responsável pelo renascimento dos Jogos Olímpicos chamava-se Pierre de Frédy, mais conhecido pelo seu título de nobreza com o qual entrou para a história: Barão de Coubertin (1863-1937).

Panorama do Cinema fez, para esta época de Olimpíadas, uma seleção de filmes sobre os Jogos Olímpicos que, esperamos, acenda a chama do espírito olímpico dentro de todos nós. E como diz a famosa frase:

"O importante não é vencer, mas competir. E com dignidade"


Olympia (1938)


De todos os filmes de nossa lista Olympia é, disparado, o mais polêmico. E não é para menos, pois trata-se do documentário oficial das Olimpíadas de 1936, realizadas em Berlim, capital da Alemanha, na época governada pelo ditador nazista e maníaco Adolf Hitler (1889-1945). A direção coube à cineasta e documentarista Leni Riefenstahl (1902-2003) que, em 1935, já havia deslumbrado e assustado o mundo com outro documentário: O Triunfo da Vontade, que retratava o congresso do partido nazista em Nuremberg.

Com cerca de três horas e quarenta e cinco minutos de duração, Olympia foi dividido em duas partes: a primeira chama-se "Fest der Völker" ("Festa dos Povos") e a segunda chama-se "Fest der Schönheit" ("Festa da Beleza"). Mostrava uma novidade que tornou-se uma tradição nas Olimpíadas seguintes: a condução da tocha olímpica para acender a pira do estádio. Mostrava também uma tradição que terminou: a saudação olímpica, que assemelhava-se demais com a saudação nazista e caiu em desuso.

Olympia é um filme que inovava em vários campos: foi a primeira vez que um competição esportiva era assunto de documentário, foram usadas técnicas avançadas de cinema inovadoras para a época (que depois tornariam-se padrão) tais como uso de ângulos de câmera inusitados, trilhos de filmagens para acompanhar corpos em movimento, câmera lenta, close-ups, cortes rápidos e câmeras subaquáticas que faziam imagens embaixo d'água.

É fato largamente conhecido que os nazistas usaram as Olimpíadas para propagandear sua odiosa doutrina. Olympia até hoje é objeto de discussão se, tal como O Triunfo da Vontade, seria uma obra de propaganda nazista. Embora apareça várias vezes a imagem de Hitler assistindo as provas disputadas no estádio, Leni tomou o cuidado de dar destaque igual tanto aos atletas alemães quanto aos estrangeiros, incluindo o negro estadunidense Jesse Owens (1913-1980), que conquistou quatro medalhas de ouro.

Ficaram famosas as brigas de Leni Riefenstahl com o infame ministro da propaganda nazista, Joseph Goebbels (1897-1945), que não queria que ela filmasse os atletas negros dos EUA, principalmente Jesse Owens. Mas, Leni ficou firme e não cedeu à pressão de Goebbels, no que fez muito bem, pois o mundo merecia e devia saber que a ideologia de superioridade de raças não passava de uma grandíssima estupidez.


Assista aqui um raro trailer de Olympia:




Carruagens de Fogo (1981)


A equipe de atletismo da Grã-Bretanha prepara-se para a disputa das Olimpíadas de 1924 em Paris, França. Entre os atletas, dois destacam-se: o escocês Eric Liddel (Ian Charleson, de Gandhi) e o inglês Harold Abrahams (Ben Cross, da saga Star Trek). Cada um tem os seus motivos para competir: Liddel, um cristão devoto, corre para a glória de Deus; enquanto Abrahams, um judeu, corre para superar o preconceito.

O nome Carruagens de Fogo foi baseado em uma frase do poeta inglês William Blake (1757-1827) que diz "Traga-me a carruagem de fogo" e de versículos da Bíblia Sagrada (2 Reis 2:11 e 6:17). 

O diretor Hugh Hudson (Greystoke, a Lenda de Tarzan) tem um grande trabalho de direção que gerou várias cenas poéticas e memoráveis dentre as quais destacam-se o discurso inspirador de Eric Liddel após uma corrida para um público composto de pessoas da classe trabalhadora (o ator Ian Charleson, morto precocemente aos 40 anos pela AIDS, estudou intensamente a Bíblia para preparar-se para o papel), Liddel sendo pressionado pelo comitê olímpico britânico e pelo Príncipe da Inglaterra para correr no domingo, o que não queria fazer por razões religiosas; o monólogo de Harold Abrahams no qual duvida de si mesmo antes de disputar a final dos 100 metros rasos e, por fim, a famosíssima cena dos atletas britânicos correndo descalços na praia.

Carruagens de Fogo conquistou quatro Oscars: Melhor Filme, Roteiro Original, Figurino e Trilha Sonora, composta pelo grego Vangelis, cujo tema do filme fez um sucesso tão grande que tornou-se um hino olímpico, tanto que foi executado na cerimônia de abertura das Olimpíadas de 2012, realizadas em Londres, Inglaterra.


Veja aqui o vídeo oficial da música-tema de Carruagens de Fogo executada por Vangelis e com cenas do filme: 




Voando Alto (2016) 


Desde criança Eddie Edwards (Taron Egerton, de Rocketman) tem o sonho de ser um atleta olímpico pela Grã-Bretanha. Após tentar vários esportes, opta pelo salto em esqui para disputar os Jogos Olímpicos de Inverno de 1988 em Calgary, Canadá. O problema é essa é uma modalidade na qual os britânicos não se classificam desde 1928. Para ajudá-lo a realizar seu sonho, Eddie pede ajuda ao ex-atleta dos EUA e alcoólatra Bronson Peary (Hugh Jackman, da franquia X-Men). 

Um nerd quatro-olhos, troncudo, desengonçado e atrapalhado pode ser um herói olímpico? Voando Alto mostra que sim e também que, independente de ganhar ou não uma medalha, pode-se superar preconceitos e esteriótipos. Taron Egerton pegou todos os trejeitos e maneirismos do verdadeiro Eddie e tem uma atuação simplesmrnte ótima!

Leia a crítica completa de Voando Alto aqui.


Veja aqui o trailer oficial de Voando Alto (legendado - HD):




4x100: Correndo Por Um Sonho (2021)


Adriana (Thalita Carauta, de S.O.S. Mulheres ao Mar 2. Veja a crítica aqui) e Maria Lúcia (Fernanda de Freitas, de Malu de Bicicleta) são duas atletas que correm na equipe brasileira de 4x100 metros rasos que chegou à final dessa prova nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro e com chance de ganhar uma medalha. Porém, durante a corrida o bastão cai e a equipe perde a prova. Após os jogos, Maria Lucia continua como destaque do atletismo nacional, enquanto uma frustrada Adriana faz bicos em lutas de MMA. Entretanto, as Olimpíadas de 2020 em Tóquio, Japão, se aproximam e surge uma nova chance para as atletas conquistarem a sonhada medalha e obterem a redenção.

Dramas esportivos são muito raros no cinema brasileiro - com exceção de filmes sobre futebol - o que faz de 4x100: Correndo por um sonho, uma grata surpresa. O cineasta Tomas Portella (Qualquer Gato Vira-Lata) faz um bom trabalho de direção fugindo do padrão televisivo que costuma predominar em produções recentes de nosso cinema. Thalita Carauta dá um show de interpretação e a química com Fernanda de Freitas funciona à perfeição. 4x100: Correndo Por Um Sonho é um filme que vale a pena conhecer!


Veja aqui o trailer oficial de 4x100: Correndo Por Um Sonho (HD):



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#ForaBolsonaro

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sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Crítica: Transtorno Explosivo | A Menina-Hulk


Benni (a atriz-mirim Helena Zengel, de Die Tochter) tem nove anos e sofre de uma doença que a faz ter grandes ataques de raiva - o que leva-a a agredir todos ao seu redor - a ponto de sua mãe, Bianca (Lisa Hagmeister, de Counterpart: Mundo Paralelo), ter medo de viver com ela, o que faz com que Benni passe por diversos tratamentos médicos e por vários lares adotivos, mas ela insiste em viver com a mãe. Sua assistente social, Sra. Bafané (Gabriela Maria Schmeide, de Henrique IV, o Grande Rei da França), faz todo o possível para ajudar a menina a viver novamente com sua mãe ou em um lar adotivo que aceite-a. O acompanhante escolar de Benni, Michael, apelidado Misha (Albrecht Schuch, de Berlin Alexanderplatz), é especializado em tratar de jovens delinquentes e tenta ajudar a criança levando-a para passar um tempo em uma cabana no campo.

O Transtorno Explosivo Intermitente (cuja sigla é TEI) é uma doença mental na qual uma pessoa, por pouca ou nenhuma razão aparente, tenha ataques de raiva imensos agredindo outras pessoas verbalmente, fisicamente ou de ambas as formas. Até o momento, a medicina não sabe com exatidão o que origina o TEI. O tratamento consiste de medicamentos apropriados e psicoterapia e quanto antes o problema for diagnosticado, melhor. Infelizmente, aqueles que sofrem de TEI geralmente procuram tratamento quando suas vidas familiar e profissional já estão arruinadas e/ou quando respondem a processos judiciais. O TEI é popularmente conhecido como “Síndrome do Hulk”, personagem de histórias em quadrinhos da Marvel conhecido por ter problemas em lidar com sua raiva. E, antes que algum engraçadinho de plantão pergunte, quem sofre de TEI não fica verde.

Nos últimos cinco anos, o cinema alemão passa por excelente fase com filmes que são sucesso de público e crítica tendo, inclusive, ganho o Prêmio da Crítica do Festival de Cannes com Toni Erdman (2016), que também foi indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro (que agora chama-se Melhor Filme Internacional). Transtorno Explosivo confirma essa fase e, com justiça, foi premiado em vários festivais de cinema dos quais participou. Em 2019, recebeu o Prêmio de Contribuição Artística do prestigioso Festival de Berlim e o Prêmio do Júri de Melhor Filme na 43ª Mostra de Cinema de São Paulo. Em 2020, Transtorno Explosivo foi consagrado na sua Alemanha natal com oito vitórias no festival Prêmios do Cinema Alemão, o mais importante do país: Melhor Filme, Diretor (Fingsheid), Atriz (Zegel), Ator (Schuch), Atriz Coadjuvante (Schmeide), Roteiro Original, Edição, Edição de Som.

No cinema mundial, filmes sobre doenças físicas e/ou mentais tais como o estadunidense Sentimentos Que Curam (2014. Leia a crítica aqui) ou de jovens problemáticos como o francês De Cabeça Erguida (2015. Leia a crítica aqui), sempre tiveram a atenção do público, em particular do público brasileiro, que sempre assiste esses gêneros de filme com grande interesse, portanto Transtorno Explosivo é, com certeza, um filme que vai cair no gosto nacional.

A jovem e talentosa diretora Nora Fingscheid (de Boulevard’s End), que também é a autora do roteiro, fez com que todas as peças de Transtorno Explosivo encaixassem umas nas outras e funcionassem com perfeição. Sua direção é segura e precisa e faz com que as duas horas de filme fluam muitíssimo bem sem cansar o espectador. Fingscheid trata esse tema com a seriedade que merece e com emoção sem apelar para o dramalhão ou sentimentalismo apelativo. Seu trabalho com os intérpretes da película é igualmente excelente, no que é ajudada pelo ótimo elenco.

Albrecht Schuch e Gabriela Maria Schmeide estão muito bem em seus papéis de acompanhante escolar e de assistente social que tentam de todas as formas ajudar Benni e mostram que fizeram por merecer os prêmios que receberam. Gabriela, em particular, é responsável por uma das cenas mais comoventes de Transtorno Explosivo. Porém, sem dúvida alguma, é Helena Zengel a grande estrela do filme.

Helena Zengel tem apenas 12 anos de idade, mas já é uma veterana em atuação com um currículo de mais de 10 filmes para o cinema e a TV. Em Transtorno Explosivo, sua personagem, Benni, reflete com impressionante – e, por vezes, assustadora - exatidão o que é alguém que sofre de TEI. De criança fofa, engraçadinha, simpática e amorosa, passa, em um estalar de dedos, a uma criatura amedrontadora de fúria incontrolável, uma autêntica Menina-Hulk capaz de apavorar até mesmo os adultos mais experientes em lidar com crianças-problemas. Sua atuação é tão boa que chamou a atenção de Hollywood, que, sabendo que o público dos EUA ama uma criança precoce (basta lembrar de Shirley Temple e Macaulay Calkin), a escalou como protagonista principal ao lado de Tom Hanks (Forrest Gump) no Western Relatos do Mundo (2020). Se for bem guiada, Helena irá além de ser uma estrela-mirim e terá uma carreira longa e premiada tal como Jodie Foster (O Silêncio dos Inocentes) que teve um início de carreira semelhante.

Transtorno Explosivo lida muito bem com um tema difícil – como são, aliás, filmes sobre doenças e crianças e jovens raivosos. Quem for ao cinema assistir ao filme sairá da sala impressionado e alertado sobre esse problema mental, mas também consciente que viu um grande filme cujas imagens e sons ficarão sempre retidos em sua retina e memória.


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: System Sprenger
  • Direção: Nora Fingsheid
  • Elenco: Helena Zengel (Benni), Albrecht Schuch (Misha), Gabriela Maria Schmeid (Sra. Bafané), Lisa Hagmeister (Bianca)
  • Roteiro: Nora Fingsheid
  • Música: John Gürtler
  • Fotografia: Yunus Roy Imer
  • Duração: 119 minutos
  • País: Alemanha
  • Ano: 2019
  • Lançamento comercial no Brasil: 05/11/2020

RESUMO DO FILME
Benni é uma menina de nove anos que sofre de uma doença que a faz ter terríveis ataques de raiva. Uma assistente social e um rapaz que trata de jovens delinquentes tentam ajudar Benni a controlar-se.

COTAÇÃO
✪✪✪✪✪

Veja abaixo o trailer oficial de Transtorno Explosivo (legendado - HD):



Publicado no AdoroCinema em 06/11/2020


#PanoramaDoCinema

#ForaBolsonaro

#BolsonaroOut


quinta-feira, 23 de maio de 2019

Werner Herzog dirige documentário sobre Mikhail Gorbachov


Em 11/03/1985, o Politburo da União Soviética (URSS) elegeu o novo secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética (PCUS), que também era o novo líder da nação, Mikhail Sergeevitch Gorbachov (1931- ), que ficou internacionalmente conhecido como Mikhail Gorbatchov. Quem acompanhou atentamente essa escolha logo percebeu que iriam soprar ventos da mudança no estado comunista.

E sopraram mesmo! Com as políticas da Glasnost (transparência, em russo) e Perestroika (reestruturação), Gorbachov queria reformar o burocratizado sistema soviético para algo mais simples e dinâmico e teve apoio popular tanto dentro como fora da URSS. Sob seu governo, as tropas soviéticas foram retiradas do Afeganistão após anos de luta e houve uma grande redução de armas nucleares, em um acordo assinado com os EUA.

Foi nessa mesma época que a chamada "cortina de ferro" começou ser rasgada. Os países-satélites da URSS rejeitaram os governos socialistas que vigoravam na época. O Caso mais notório foi o da então República Democrática da Alemanha, mais conhecida como Alemanha Oriental, que era nada mais que a metade leste da então dividida Alemanha - a metade oeste era a República Federal da Alemanha ou Alemanha Ocidental

Os ventos da mudança vindos de Moscou permitiram que as duas metades fossem novamente um único país e foi feito de forma pacífica. O símbolo dessa reunificação, assim como da queda do chamado "socialismo real", foi a queda do Muro de Berlim. Com o fim da URSS, em 1991, a Guerra Fria - período de tensão entre os soviéticos e estadunidenses - terminou.

Foi lançado recentemente o documentário Meeting Gorbachev (literalmente Encontrando Gorbachov, mas ainda sem título em português), que retrata o homem e o período em que viveu. O filme é dirigido a quatro mãos pelo britânico André Singer (A Noite Cairá) e pelo alemão Werner Herzog (Fitzcarraldo), a quem todos esses acontecimentos tiveram grande impacto:

"Ele conseguiu a reunificação sem violência, sem derramamento de sangue. Noutros tempos, os tanques da União Soviética teriam invadido a Hungria, a Polônia, a Tchecoslováquia e a Alemanha Oriental. Incarnou uma nova maneira de lidar com os monumentais problemas históricos e políticos. As pessoas na Rússia e no Ocidente começam a perceber a importância deste homem, a magnitude das coisas que conseguiu"

Para Herzog, a atual demonização da Rússia pela mídia e políticos ocidentais é um erro:

"Não deveria haver uma nova Guerra Fria. Se consideram a Rússia um inimigo, falem com eles".

Meeting Gorbachev teve sua estreia comercial no último dia 3 de maio, nos EUA. Ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil e demais países lusófonos.

Veja aqui o trailer oficial de Meeting Gorbachev (falado e legendado em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 23/05/2019.

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Crítica: Safári | Matança para turistas


Sáfari é uma palavra com origem na língua africana Swahli que, por sua vez, vem do árabe سفر (pronuncia-se "safara"), e que significa viagem ou jornada. Na cultura ocidental, os safáris se tornaram sinônimos de caçada a animais selvagens da savana (tipo de vegetação rasteira) africana. É sob essa premissa que se baseia o documentário Safári

São dois os tipos de safáris mais conhecidos: o fotográfico, no qual turistas e amantes da natureza apenas fotografam ou filmam os animais selvagens em seu habitat natural; e o de caça, no qual é permitido atirar e matar nesses mesmos animais. 

O primeiro tipo é bastante comum em países como a África do Sul e o Quênia, que possui grandes projetos de preservação da fauna e flora. O segundo tipo é mais comum em países como a Namíbia, país africano que faz fronteira com Angola, Botswana, Zâmbia e África do Sul. A Namíbia, recentemente, veio às manchetes por ter sido o cenário de filmagens do grande sucesso vencedor de seis Oscars Mad Max: Estrada da Fúria (2015).

Safári passa-se em um resort de férias chamado "Leopard Lodge", localizado no interior da Namíbia. E é um típico resort onde os hóspedes descansam, tomam banho de sol, bebem uma cerveja gelada e, vão desfrutar a atração local, neste caso o safári.

Os turistas que aparecem no filme são austríacos e alemães, de idades variadas que vão desde um jovem casal em lua-de-mel até um casal de idosos. São os típicos turistas branquelos de países de primeiro mundo de clima frio que vão passar as férias em um país de terceiro mundo de clima quente, "onde tudo é exótico".

O cineasta e documentarista - embora diga que não se considera um - austríaco Ulrich Seidl (Import Export) ainda é pouco conhecido no Brasil, mas é um nome muito respeitado lá fora, tendo recebido, entre outros, o prêmio especial do júri do Festival de Veneza, além de indicações ao Urso de Ouro do Festival de Berlim e à Palma de Ouro do Festival de Cannes. É conhecido por seu estilo de direção naturalista e, não raro, perturbador, tanto em filmes de ficção quanto os de não-ficção.

Em Safári, seu estilo está bastante explícito seja nas cenas de caçadas, quanto nos diálogos dos turistas passando pelas de descarnação das caças abatidas - e aqui é preciso ter um estômago forte, pois mostram as peles e vísceras dos animais sendo arrancadas pelos funcionários do resort que, diga-se de passagem, o fazem com muita habilidade.

A expressão "macumba para turista", muito utilizada no Brasil, significa uma encenação de ritos dessa crença com objetivo de ganhar dinheiro. Em outras palavras, charlatanismo. Em Safári, nos vemos uma verdadeira "matança para turistas", mas não há nenhum charlatanismo, o negócio é para valer.

Os turistas - sempre com espingardas pesadas em punho - vem a caçada como uma diversão tal qual em um parque de diversões onde, ao invés de réplicas em papelão ou madeira, os alvos estão vivos, respirando e, ao serem atingidos pelas balas, sangrando. E fazem questão de posarem sorridentes junto com as caças abatidas em fotos nos seus telefones celulares.

Ao assistir Safári, podemos ver que atitude de colonizador do europeus com relação aos seus antigos colonizados ainda é, em pleno século XXI, bastante forte seja na justificativa de matar os animais - sobre o direito à caça ou com "filosofices" sobre vida e morte - ou no tratamento dados aos negros, vistos como pobres coitados a quem os brancos "ajudam". 

O que Safári consegue mostrar com muita propriedade é, além do cinismo dessas justificativas e no tratamento aos funcionários do resort, é o chamado lado negro que cada pessoa - neste caso, os turistas - possui em seu interior, que vê nessa caçada uma oportunidade de matar sem sentir remorso e nem ser punido por isso. Sadismo puro.

Safári é um eficiente documentário de denúncia sobre a crueldade da caça (principalmente de animais em risco de extinção). Mas também serve como reflexão. Se estivéssemos no lugar desses turistas, com armas à mão e permissão para matar sem nenhuma restrição, faríamos o mesmo?



FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Safari
  • Direção: Ulrich Seidl
  • RoteiroUlrich Seidl, Veronica Franz
  • Duração: 90 minutos
  • Ano: 2016
  • Lançamento comercial no Brasil: 14/06/2018

RESUMO DO FILME
Ricos turista austríacos e alemães em férias participam de um safári na África em busca de caça, troféus e diversão sem nenhuma pena ou remorso.

          COTAÇÃO
           ✪✪✪✪


Veja aqui o trailer oficial de Safári (legendado - HD):



Publicado no LinkedIn e no AdoroCinema em 13/06/2018.

domingo, 3 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 3: O Milagre de Berna (Alemanha - 2003)



Alemanha, 1954. Nove anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o país está dividido e em reconstrução. Esse também é o ano da Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada na Suíça. O pequeno Matthias Lubanski (Louis Klamroth) vive com sua família na cidade industrial de Essen e, como todo menino de sua idade, ama o futebol. Ele é amigo do futebolista Helmut Rahn (Sacha Gopel, de Aceleração Máxima), que foi convocado pelo técnico da seleção alemã, Josef “Sepp” Herberger (Peter Franke, de Prisioneiro do Amor) para disputar o campeonato mundial. A grande favorita para conquistar o título é a seleção da Hungria. Nesse meio tempo, o pai de Matthias, Richard (Peter Lohmeyer, de A Jovem Rainha), um ex-soldado que ficou muitos anos como prisioneiro de guerra na URSS, retorna para casa, mas tem muitas dificuldades de readaptação à vida civil. Paralelamente, Paul Ackermann (Lucas Gregorowicz, da minissérie Os Filhos da Guerra), um jornalista esportivo recém-casado com Annete (Katharina Wackernagel, de O Grupo Baader Meinhoff), é forçado a adiar sua lua-de-mel para fazer a cobertura da Copa. Annete, que nunca foi entusiasta de futebol, decide ir com ele.
Após viver o pesadelo nazista, os alemães tinham que reconstruir mais do que uma nação arrasada pela guerra, tinham também que reconstruir seu orgulho e amor-próprio. Embora já estivessem em plena recuperação econômica, foi a épica vitória na Copa do Mundo sobre os Magiares Mágicos (alcunha da seleção húngara, uma equipe que, além de ter sido campeã olímpica em 1952, não perdia uma partida há quatro anos e meio e que, na primeira fase da Copa, havia vencido a mesma Alemanha por 8x3!) que trouxe de volta esses sentimentos ao país, mostrando que não havia nada de errado em ser alemão e amar a Alemanha - mesmo estando separada em um lado capitalista e outro comunista - e foi também o pontapé inicial ao período do país conhecido como “Milagre Econômico”.
O diretor Sönke Wortmann (de A Papisa Joana) reproduziu com precisão esse momento decisivo da história alemã mostrando tanto o reerguimento das cidades (que inclui o surgimento de usinas nucleares) quanto do povo com a aparição de líderes muito diferentes dos nazistas como o capitão da seleção, Fritz Walter (interpretado por Knut Hartwigem sua estreia no cinema), que comandava pelo exemplo ao invés da força. As cenas de jogo são muito bem filmadas e bastante emocionantes, provavelmente, as melhores do tipo já feitas pelo cinema.
O Milagre de Berna conquistou Deutscher Filmpreis (principal premiação de cinema da Alemanha) de Filme Alemão do Ano, entre outros prêmios, mostrou que o milagre do futebol também pode ser o milagre da vida.

O Milagre de Berna foi dedicado a Helmut Rahn, que faleceu dois meses antes da estréia.


A seguir: A Copa

Anterior: Mundialito



Veja aqui o trailer de O Milagre de Berna (original em alemão):



Publicado no LinkedIn em 04/06/2018.

sábado, 2 de junho de 2018

The Cleaners | Documentário alemão com produtores brasileiros reflete sobra a limpeza digital na internet


Vocês sabiam, caros amigos e amigas de Panorama do Cinema, que, a cada minuto são carregadas 500 horas de vídeo no YouTube,  450.000 tweets são escritos no Twitter e 2,5 milhões de posts são publicados no Facebook? E isso falando apenas dos gigantes da internet

Há informações de todos os tipos na rede mundial de computadores, o que inclui conteúdos violentos, racistas, de ódio r pornográficos, considerados anti-éticos. Quem faz a chamada limpeza digital desse tipo de dados na internet é o que mostra o documentário alemão de língua inglesa The Cleaners (literalmente, Os limpadores).

Dirigido a quatro mãos pelos estreantes Hans Block e Moritz Riesewieck, The Cleaners mostra o cotidiano dessas pessoas que trabalham nessa indústria oculta (a maioria dessas firmas tem sede nas Filipinas) em uma relação indireta com Facebook, Twitter e YouTube e que decidem, em questão de segundos, o que fica e o que não fica na internet.

Esta situação levanta vários questionamentos e reflexões sobre quais são os critérios utilizados nessa tarefa e quais são os possíveis impactos em nossa sociedade. Segundo Moritz Riesewieck:

"Este público virtual não está organizado de forma democrática - quem ou o que pode ter voz online não é decidido por uma maioria, não é decidido por um parlamento ou uma instituição como no mundo analógico e democrático. É decidido por um pequeno círculo de pessoas em Sillicon Valley que deixa nas mãos de jovens filipinos a responsabilidade de fazer esse controle".

The Cleaners teve sua Première mundial no prestigioso Festival de Sundance, dedicado ao cinema independente, recebeu boas críticas e ainda foi indicado ao prêmio do júri para documentários; e, no Festival de Tessalônica (Grécia), foi indicado ao prêmio Anistia Internacional, voltado aos direitos humanos.

Além da Alemanha, The Cleaners tem co-produção da Holanda, Itália, EUA e Brasil - por meio dos produtores Fernando Dias (Cantoras do Brasil) e Maurício Souza Dias (Doutores da Alegria). O documentário já está em exibição nos cinemas da Alemanha e Holanda e com previsão para estréia nos EUA e Canadá ainda este mês.

The Cleaners ainda não tem previsão para estréia no Brasil. 


Veja aqui o trailer oficial de The Cleaners (original em inglês com legendas em alemão - HD):


Publicado no LinkedIn em 02/06/2018.

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Crítica: De Encontro Com a Vida | Superação a Olhos Vistos


Salia Kahawatte (Kotja Ullmann, de O Homem Mais Procurado), chamado carinhosamente de Sali por sua família e amigos, é um jovem alemão filho de um imigrante cingalês que tem um sonho para depois de tornar-se no ensino secundário: trabalhar no ramo hoteleiro. Tudo seguia de acordo com seus planos quando algo inesperado acontece: ele começa a perder a visão. 

Um exame oftalmológico revela que houve um descolamento de retina e uma cirurgia é necessária, mas o médico desengana Sali: mesmo com a cirurgia ficará com apenas 5% da visão.

Apesar deste trágico acontecimento, Sali está disposto a ir atrás de seu sonho e, sem revelar o seu problema de vista, consegue um estágio no hotel mais luxuoso de Munique. Lá, conhece e torna-se amigo do paquerador Max (Jacob Matschenz, de A Onda) e apaixona-se pela entregadora de verduras e legumes, Laura (Ana Maria Mühe, de A Condessa). 

Sali agora terá de esforçar-se para ser aprovado no estágio sem que percebam a sua vista quase inexistente. Mas, para isso, terá que enfrentar o rigoroso e arrogante gerente responsável pelo bar, Kleinschmidt (Johan von Bulow, de 13 Minutos).

Segundo o site oficial do Dr. Drauzio Varela, "Descolamento de retina é uma alteração que se carateriza pelo desprendimento dessa estrutura da superfície interna do globo ocular. (...) Os sintomas  são outros: visão turva e embaçada, sombra central ou periférica (...), flashes luminosos, "moscas volantes" (...) e, nos casos mais graves, perda total da visão" (veja aqui).

No Brasil, o caso mais famoso de descolamento da retina é o do futebolista Tostão que, devido a esse infortúnio, foi obrigado a encerrar prematuramente sua carreira com apenas 27 anos de idade.

Esse esclarecimento foi necessário para uma melhor compreensão da análise que se segue.

De alguns anos para cá, o cinema alemão passa por boa fase, com ótimas produções tais como o thriller As Mentiras dos Vencedores (2014), que questiona o papel da mídia na vida das pessoas; Ele Está de Volta (2015), comédia política que imagina como seria a volta de Adolf Hitler aos dias atuais; e o drama indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro Toni Erdmann (2016), que conta a história de um homem bem humorado que tenta aproximar-se de sua filha carrancuda e viciada em trabalho.

Baseado em uma história real, De Encontro Com a Vida confirma e dá continuidade a essa boa fase do cinema da Alemanha com esta produção recente, que, embora seja de tons românticos e cômicos, ainda assim levanta vários assuntos e questionamentos importantes.

O primeiro, obviamente, é a questão de pessoas com algum tipo de deficiência. Desde o início podemos acompanhar Sali com seus recém-adquiridos problemas de visão, as dificuldades que os mesmos trazem e a superação deles usando de recursos criativos como por exemplo, a dica de estender a mão para uma entrevista de trabalho sem que alguém perceba o seu problema.

Um dos méritos de De Encontro Com a Vida é mostrar sem melodramas ou pieguices que, se uma deficiência física e/ou mental pode trazer transtornos, não significa que pode ser um impedimento para levar-se uma vida normal, sadia e produtiva, tal como é mostrado no filme Sentimentos Que Curam (2015. Veja a crítica aqui). 

De Encontro Com a Vida, também mostra uma questão que vem sendo abordada em muitos filmes europeus, em particular no cinema francês: a vida de imigrantes, refugiados e seus descendentes como no recente Uma Temporada na França (2017. Veja aqui). Entretanto, como a premissa principal não é essa, o assunto é mostrado de modo bem menos incisivo, mas, ainda assim, podemos constatar a situação desses mesmos imigrantes e/ou refugiados desde aqueles que já estão perfeitamente estabelecidos na Alemanha como os que lutam contra as adversidades para permanecer no país, mesmo tendo qualificações para isso.

Assim como nos filmes franceses, este filme alemão tem em seu elenco atores e atrizes que são, justamente, imigrantes ou ascendentes destes e que, por isso, entendem bem essa situação. O próprio Kotja Ullmann é um deles (seu pai é da Alemanha e sua mãe da Índia). Uma cena interessante é aquela na qual Sali e Max vão a uma danceteria e, uma garota que gostou de Sali diz para a amiga que vai ficar com "o indiano" (embora o personagem seja descente de cingalês).

O cineasta Marc Rothemud tem um trabalho de direção muito bom no filme fazendo a história fluir bem, sem momentos de tédio, e tratando de modo leve, mas com seriedade, a deficiência visual, no que é ajudado pelo ótimo roteiro de Oliver Ziegenbald (Amizade) e Ruth Toma (3096 Dias de Cativeiro). Do tenso Uma Mulher contra Hitler (2005) ao suave De Encontro Com a Vida, Rothemud mostra a mesma excelência. 

Mas o ponto forte de De Encontro Com a Vida é, sem dúvida, o seu elenco. Todos os intérpretes tem experiência internacional, o que já garante a qualidade de seu trabalho. 

Apesar de jovem - 34 anos - Kotja Ullmann é um veterano nas telas grandes e pequenas, com quase 70 filmes em seu currículo e usa toda a sua experiência em sua atuação, que é muito competente, honesta e sincera, indo do dramático ao cômico e vice-versa com muita naturalidade. 

Em pé de igualdade está Jacob Matschenz. Quem o viu como um fanático fascista em A Onda e o vê agora como o engraçado "galinha" em De Encontro Com a Vida fica agradavelmente surpreso com a mesma convicção com que atua em ambos os filmes.

Ana Maria Mühe é igualmente talentosa, dá para ver isso de cara, e também é simpática. Porém, em uma das poucas falhas do filme é o de terem limitado a sua personagem, Laura, a interesse romântico de Sali. Com o talento que tem, poderia ser melhor aproveitada.

Uma outra falha para mim foi com respeito ao motivo que o pai de Sali ficou tão aborrecido com o filho após o seu infortúnio. Não ficou muito clara a razão disso e tampouco o motivo que o fez divorciar-se de sua esposa de modo tão abrupto e repentino.

É claro que não podia faltar o antipático que ninguém suporta e quase estraga tudo para os heróis do filme. E Joham von Bulow não desaponta com o seu Kleinschmidt, daqueles personagens que dá vontade de esganar (embora se redima no final).

De Encontro Com a Vida é um filme leve, descontraído, divertido, despretensioso, romântico e muito inspirador,  com uma mensagem extremamente positiva ao dizer que, apesar de obstáculos que parecem ser monumentais e até mesmo intransponíveis, vale a pena acreditar e ir atrás de seus sonhos e seguir as direções mostradas por seu coração. Quem for ao cinema não irá se arrepender e ainda irá querer rever esta maravilhosa comédia romântica da Alemanha.

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Mein Blind Date Mit Dem Leben
  • Direção: Marc Rothemund
  • Elenco: Kostja Ullmann (Salia Kahawatte), Jacob Matschenz (Max), Ana Maria Mühe (Laura), Johan von Bulow (Kleinschmidt)
  • RoteiroOliver Ziegenbalg, Ruth Toma
  • Música: Michael Geldreich, Jean-Christof Ritter
  • Fotografia: Bernhard Jasper
  • Duração: 111 minutos
  • Ano: 2017
  • Lançamento comercial no Brasil: 19/04/2018


RESUMO DO FILME

Em um infortúnio, Salia Kahawatte perde quase toda a sua visão, mas, ainda assim, está disposto a realizar seu sonho de trabalhar no ramo hoteleiro.

  COTAÇÃO
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Veja aqui o trailer oficial de De Encontro Com a Vida (legendado - HD):


Publicado no AdoroCinema e LinkedIn em 20/04/2018.

quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

Estreia | Encolhi a Professora


Estreia em 25/01/2018 nos cinemas brasileiros a comédia infanto-juvenil alemã Encolhi a Professora (Help, I Shurunk My Teacher - 2015), na qual Felix  (Oskar Keymar, de Conni & Co.), um menino de 11 anos, passa um mau bocado com a diretora da escola onde estuda (Anja Kling, de Os Cinco Amigos), até o dia em que, ao usar um objeto estranho, acaba por encolher a megera. Boa diversão para as crianças neste final de férias e que terá uma continuação a ser lançada ainda neste ano.

Veja aqui o trailer oficial de Encolhi a Professora (dublado - HD):