Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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domingo, 12 de julho de 2026

Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 4: Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos (EUA - 2006)


 Nos EUA, o Soccer (como o futebol é chamado lá) nunca foi um esporte de massas tais como o futebol americano, o basquete e o beisebol. Ainda assim, na virada da década de 1960 para a 1970, bravos entusiastas organizavam e mantinham campeonatos locais, mesmo com públicos minguados nos estádios (para se ter uma ideia, a maior média de público era de 3000 pessoas). Em 1970, a coisa começou a mudar com o surgimento da equipe New York Cosmos, com base na cidade de Nova York de propriedade da Warner Communications, um empresa ligada ao estúdio de cinema Warner Brothers e que tinha à frente Steve Ross, um empresário carismático e fanático por esportes. Tido como visionário, Ross acreditava que tudo era possível, inclusive o Soccer nos EUA e, para provar isso, contratou aquele que era simplesmente considerado o maior jogador de futebol de todos os tempos: Pelé. E, de quebra, ainda trouxe o alemão Franz Beckenbauer, o brasileiro Carlos Alberto Torres e o italiano Giorgio Chinaglia. Com essa equipe milionária, Steve Ross esperava conquistar o mundo. E conquistou. Mas, talvez não da forma que pensava.
Este documentário narrado no original em inglês por Matt Dillon (de O Selvagem da Motocicleta), um novaiorquino "da gema", conta a história do Cosmos com precisão e detalhes inclusive com muitas curiosidades e polêmicas como, por exemplo, seu goleiro ter posado nu para uma revista erótica. O filme também conta com várias imagens feitas pela Warner com qualidade de cinema e ângulos até então inéditos, que influenciou as atuais transmissões futebolísticas. E ainda tem depoimentos dos principais protagonistas menos Steve Ross, que havia falecido alguns anos antes, e Pelé que, curiosamente, não quis se manifestar. 
Bem recebido por público e crítica, o filme foi indicado para o prêmio de melhor roteiro de documentário do Writers Guild of America, em 2007.

NOTA
Para quem quiser saber um pouco mais, escrevi uma matéria tendo o filme como base chamado New York Cosmos: O Retorno do Rei e que está em meu outro blog chamado Panorama BR.

A seguir: O Jogo

Veja aqui o trailer de Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos (original em inglês - HD):





Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo de 2026


A Copa do Mundo de 2026 está em seus momentos decisivos. E durante a competição, a internet esteve a todo vapor nas redes sociais com a criação de Animes (desenhos animados no estilo japonês) vídeos de Inteligência Artificial (IA) divertidos e muito criativos tendo como personagens principais os grandes craques do Campeonato Mundial.

Panorama do Cinema fez uma seleção de alguns desses (muitos) Animes e vídeos de IA com seus respectivos temas. Divirtam-se e bola pra frente!

Noruega x Inglaterra. Haaland x Kane

Noruega x Inglaterra foi dos jogos mais aguardados da fase de oitavas-de finais da Copa do Mundo, principalmente pelas circunstâncias que o cercam. O English Team veio de um jogo tenso e dramático no qual venceu o México, um dos anfitriões (os outros eram Canadá e EUA, que também ficaram pelo caminho), em pleno Estádio Asteca por 3x2 com um gol de seu principal jogador, Harry Kane. Já os Vikings chegaram lá após uma convincente vitória sobre o Brasil por 2x1, com dois gols e um show de seu artilheiro Erling Haaland e que ainda teve um papelão do jogador brasileiro NeyMALA, ops, quer dizer Neymar.
Os vídeos remetem à história antiga. No século VIII d.C., os Vikings iniciaram uma onda de invasões e saques contra a Inglaterra que teve como seu primeiro alvo o mosteiro de Lindisfarne, no verão do ano 793. A rapidez e a violência dessa pilhagem chocaram toda a Europa. A partir daí, sempre que o verão começava, era comum ouvir a população inglesa fazer a seguinte oração "Livrai-nos, Senhor, da fúria dos homens do norte". No século seguinte começou a conquista do território britânico, onde os Vikings ficaram até o ano de 1066 quando foram, finalmente, derrotados.
O primeiro vídeo mostra Haaland e demais jogadores noruegueses como poderosos guerreiros vikings (reparem em um dos saques que Haaland faz questão de mostrar) em seus barcos soltando gritos de guerra, preparando-se para atacar, enquanto Kane e seus companheiros são mostrados como grande cavaleiros ingleses prontos para a batalha.
Já o segundo vídeo mostra o combate direto entre Kane e Haaland, que acabou por mostrar-se um dos embates mais aguardados da Copa do Mundo: a máquina de fazer gols norueguesa contra o grande artilheiro inglês (que, apenas para lembrar, foi o maior goleador da Copa do Mundo de 2018, disputada na Rússia).

Não é de arrepiar?

Veja os vídeos (original em inglês com legendas embutidas. Basta acessar):





O goleiro Vozinha, o orgulho de Cabo Verde


Cabo Verde é um pequeno país insular do Oceano Atlântico próximo da África Ocidental. Antiga colônia de Portugal, tornou-se independente em 1975. Muitos caboverdianos vivem nos EUA, para onde foram tentar a sorte e, sempre que podem, enviam dinheiro para suas famílias, o que também ajuda a economia do país.
No futebol, o palmarés da seleção de Cabo Verde é modesto: uma conquista da Taça Amílcar Cabral (antiga competição disputada entre nações da África Ocidental), em 2000, e a medalha de ouro dos Jogos da Lusofonia, em 2009.  
Porém, a situação começou a mudar em 2024. Sob o comando do técnico Bubista, os Tubarões Azuis (como a seleção é conhecida) chegaram, pela primeira vez às quartas-de-finais da Copa Africana de Nações, quando enfrentou a África do Sul, perdendo apenas na disputa por pênaltis.
Em 2026, veio o grande sonho: pela primeira vez Cabo Verde disputava a Copa do Mundo de Futebol. Os africanos estavam no grupo H junto com Espanha, Uruguai e Arábia Saudita. Dois campeões mundiais e favoritos ao título e uma equipe com mais tradição na competição. As análises da imprensa esportiva eram, praticamente, unânimes: Cabo Verde seria o "saco de pancadas" do grupo. 
Porém, não foi o que aconteceu. Cabo Verde surpreendeu o mundo ao empatar seus três jogos, ficar em segundo lugar no grupo e desclassificar uruguaios e árabes. 
Um dos responsáveis por esses resultados foi o veterano (40 anos de idade) goleiro Vozinha que, com defesas espetaculares, ajudou sua seleção a seguir em frente no Campeonato Mundial. Vozinha tem esse apelido por ter sido criado pelos avós e também pelo fato que, como não havia meninos de sua idade na região onde morava e era obrigado a jogar contra garotos mais velhos e quando perdia, ia se queixar com os avós, daí o apelido que, com o tempo se acostumou e adotou.
Na fase de dezesseis-avos-de-finais, Cabo Verde teve à frente a então campeã do mundo, a seleção da Argentina, que contava com ninguém menos que o magnífico Lionel Messi. E foi o gênio argentino quem marcou o gol que abriu o placar dando a impressão que sua equipe venceria sem dificuldades. 
Porém, Cabo Verde voltou a surpreender empatando a partida. A Argentina fez 2x1, mas Cabo Verde empatou de novo, levando o jogo para a prorrogação. Mas, a infelicidade de um gol contra acabou por dar a vitória ao time platino por 3x2, mas foi por pouco que os caboverdianos quase empataram de novo, o que levaria a uma disputa de pênaltis, onde a estrela de Vozinha poderia brilhar de novo.
O anime - intitulado A Última Defesa -  mostra Vozinha (com um uniforme no estilo Dragon Ball Z) em lágrimas após o jogo quando aparece o espírito de sua saudosa e amada avó para consolá-lo. É difícil não chegar às lágrimas também.

Parabéns, Vozinha! Parabéns, Cabo Verde!

Veja o vídeo (dublado e legendado em português):



O adeus de Cristiano Ronaldo


Ao longo da história pouquíssimos futebolistas foram tão espetaculares quanto o português Cristiano Ronaldo. Campeoníssimo, além dos muitos títulos em clubes, levou a seleção de Portugal a conquistas inéditas tais como a Liga das Nações da UEFA e, principalmente, a Eurocopa. Quebrador sistemático de recordes, é o maior artilheiro da história do futebol em jogos oficiais. Até o momento em que este texto foi escrito, tinha 976 tentos marcados e pretende chegar aos 1000 gols e tudo leva crer que vai conseguir e antes do que muita gente pensa. É o jogador com mais jogos disputados e mais gols marcados por seleções. Maior artilheiro da Eurocopa, também é o único jogador a marcar gols em seis Copas do Mundo diferentes (2006. 2010, 2014, 2018, 2022, 2026). Conquistou por cinco vezes a Liga do Campeões da UEFA e também é o jogador com mais partidas disputadas e mais gols marcados na competição, além de ser o maior artilheiro em uma única edição quando marcou 17 gols na temporada 2013-2014. Vence o troféu Bola de Ouro e foi escolhido melhor jogador do mundo pela FIFA também por cinco vezes (superado somente por Messi). Além de tudo isso, é o jogador português que mais marcou em Copas do Mundo, com 11 gols feitos, superando o legendário Eusébio (que marcou 9).
Está bom ou quer mais?
Para CR7 (sigla feita com as iniciais de seu nome com o número de sua camisa) o único título que falta em sua vitoriosa carreira é o da Copa do Mundo. Chegou perto em 2006, quando a Seleção de Portugal terminou em 4º lugar, o seu segundo melhor resultado na competição (o melhor foi o 3º lugar na Copa do Mundo de 1966). A equipe era então dirigida pelo técnico brasileiro Luís Felipe Scolari, campeão mundial quatro anos antes com o Brasil.
Em 2026, CR7 tinha a esperança de realizar seu sonho. Entretanto, Portugal fez uma campanha irregular na fase de grupo, com dois empates e uma vitória. Na fase de dezesseis-avos-de-finais, a boa vitória sobre a Croácia reacendeu as esperanças lusas. Na fase seguinte, as oitavas-de-finais, o adversário era a arquirrival Espanha. Quando todos achavam que o jogo iria para a prorrogação, os espanhóis marcaram no final e os portugueses encerraram sua participação na Copa.
A imagem de Cristiano Ronaldo em lágrimas percorreu o mundo e milhões de torcedores juntaram-se a ele em sua dor. 
O megacraque confirmou ao público que a Copa do Mundo de 2026 foi a sua última, mas que ainda continuaria sua carreira em clubes. 
Para se ter do prestígio e importância de CR7 para esse Campeonato Mundial, o preço dos ingressos caiu simplesmente pela metade após a sua partida.
Outros grandes jogadores como o croata Luka Modric e o egípcio Mohamed Salah e até o brasileiro NeyMALA, ops, isto é, Neymar, também encerram sua carreira em copas, mas nada se compara com o adeus de Cristiano Ronaldo.
E a internet mostrou todo esse impacto em animes, vídeos de IA, desenhos entre outras produções audiovisuais. 
Cristiano Ronaldo pode não ter vencido a Copa do Mundo, mas seu legado é uma inspiração para os jogadores de hoje e dos que ainda virão. Ele jamais será esquecido. Jamais.

Obrigado, CR7, pelos grandes, fantásticos e maravilhosos gols e momentos que proporcionou a pessoas de todo o mundo! 

O primeiro e comovente vídeo, chamado O Último Guerreiro, mostra CR7 como um cavaleiro medieval desolado após uma árdua luta. Um companheiro (aqui representado pelo técnico luso José Mourinho) pergunta para onde ele vai. Cristiano diz que vai embora e que não há mais nada pelo que lutar. Mourinho diz que ele lutou o suficiente e lembra-o  que sua vida é cheia de vitórias. Cristiano concorda, mas diz que não venceu a luta mais importante. Mourinho responde que ele sempre será lembrado e enfatiza que jamais será esquecido. Ele entrega a CR7 uma pequena bandeira de Portugal, que agradece, se despede e finalmente parte. 

Veja o vídeo O Último Guerreiro (falado e legendado em inglês):



Neste vídeo, um bebê chorando diz (em tradução livre): "Tenho saudades do meu herói do futebol". Seus pais aparecem, dizem que está tudo bem e que "Seu herói sempre irá nos inspirar". 



Futebol como famosas séries de TV

Séries de TV como Game of Thrones, Casa de Papel, Peak Blinders, The Boys, entre outras são um grande sucesso e serviram de inspiração para este divertido vídeo no qual os astros da Copa do Mundo dão suas versões dessas séries.



E o Brasil nessa história toda?

Vamos ser francos, sinceros e honestos. O Brasil nunca esteve bem nessa Copa do Mundo. Embora tenha terminado em primeiro lugar no seu grupo, a seleção não jogava um futebol que empolgava. Dava mais atenção ao popstar da equipe, NeyMALA, ops, isto é, Neymar, do que para a equipe em si.
NeyMALA, ops, isto é, Neymar, por sua vez, estava mais interessado em ir a uma churrascaria em Nova York, aos cassinos de Las Vegas jogar pôquer (sua paixão) e a ostentar um relógio que comprou ao custo de U$ 1 milhão (pouco mais de R$ 5 milhões no câmbio atual).
O fatídico jogo contra a Noruega colocou o Brasil em seu devido lugar. Além da derrota, tivemos que testemunhar o papelão do NeyMALA, ops, isto é, Neymar, agredindo Martin Odegaard (considerado o melhor jogador da partida ao lado de Haaland) e provocando o goleiro Orjan Nyland. Embora tenha marcado o gol, toda essa encenação mostrou-se inútil para o time e tinha um único objetivo: fazer com que o NeyMALA, ops, isto é, o Neymar, tivesse seu momento na Copa. E, de fato, teve, mas a que preço?
E a internet, como todos sabem, não perdoou essa atitude do jogador como mostra o anime a seguir com inspiração na série Dragon Ball Z.

Haaland acaba com o Brasil (falado em japonês e com legendas em inglês e japonês):



Publicado no LinkedIn em 12/07/2026

 

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 3: Um Time Show de Bola (Argentina - 2013)

 

Amadeo é um menino que mora em uma pequena cidade do interior e gosta de sua amiga Laura. Amadeo é “fera” no pebolim e vence, de virada, uma partida contra seu rival, Ezequiel, que é um bom futebolista. Furioso, Ezequiel deixa a cidade e retorna anos depois, já como um craque consagrado, para construir um mega-estádio de futebol no local e, para isso, terá que demolir todas as construções. Amadeo tenta impedir e é desafiado por Ezequiel para um jogo de futebol no qual o vencedor ganha tudo. Para vencer seu adversário, Amadeo terá ajuda dos bonequinhos de pebolim, que ganharam vida.
O diretor Juan José Campanella (de O Segredo de Seus Olhos) se inspirou no conto Memorias de Un Wing Derecho (Memórias de Um Ponta-Direita, em tradução livre), do escritor Roberto Fontanarrosa e se utilizou de duas paixões populares neste desenho animado argentino produzido junto com a Espanha: o futebol e sua versão de mesa, o pebolim (Metegol, em espanhol, que também é o nome original do filme). Os Hermanos fizeram uma animação competente e divertida com os bonecos de pebolim caracterizados como jogadores de verdade, cada um com sua respectiva personalidade (o capitão mandão, o vaidoso, etc.).
Um Time Show de Bola foi um grande sucesso de bilheteria na Argentina – também foi bem no Brasil – e conquistou o Prêmio Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Filme de Animação e o Prêmio Sur (o Oscar argentino) de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Canção e Melhor Som.


Veja aqui o trailer de Um Time Show de Bola (dublado):


Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 2 - Boleiros: Era Uma Vez o Futebol (Brasil - 1998)

            


    Um grupo de amigos (composta por Adriano Stuart, Flávio Migliaccio, Rogério Cardoso, João Acaibe, Oswaldo Campozana, e César Negro) – quase todos ex-futebolistas – se reúne regularmente em um bar para beber umas cervejinhas e fazer aquilo que mais gostam: contarem, uns para os outros, histórias de futebol.

O diretor Ugo Giorgetti (de Sábado) se utilizou desse hábito muito comum em países – particularmente o Brasil - onde o futebol é um esporte popular para realizar esta produção e acertou na mosca, pois o filme é bastante divertido. Todo o mundo do futebol é mostrado: do juiz ladrão (Otávio Augusto, hilário), passando pelo pai-de-santo (André Abujamra, igualmente hilário) para curar lesões, a “Maria Chuteira” (Marisa Orth, sexy) sempre a correr atrás de jogadores, até os programas de mesa redonda nos quais os jornalistas (Claudio Curi e Serginho Leite) querem aparecer mais que os craques convidados.
Embora tenha sido considerado “paulista demais” (principalmente pelos cariocas) ao retratar equipes de São Paulo, Boleiros conquistou o Prêmio Especial do Júri no Festival de D’Amiens (França) e o prêmio de Melhor Roteiro da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA). O filme teve uma sequência em 2006 chamada Boleiros 2: Vencedores e Vencidos.


Veja aqui o trailer de Boleiros: Era Uma Vez o Futebol (original em português):


Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 1: Fuga Para a Vitória (EUA - 1981)

           


       Panorama do Cinema retorna com a Série Especial tendo novamente o futebol como tema, visto que, neste ano da graça de 2026, está sendo disputada a 23ª Copa do Mundo de Futebol, pela primeira vez em três países - Canadá, México e EUA - com um número recorde de 48 equipes. 

       Os filmes escolhidos para esta série são Boleiros: Era uma Vez o Futebol (Brasil - 1998), Um Time Show de Bola (Argentina - 2013), Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos (EUA - 2006) e se inicia com Fuga Para a Vitória (EUA - 1981)

      No momento em que este texto foi publicado, a Copa do Mundo está em sua fase de oitavas-de-finais, por isso aproveite para ver esses filmes antes que o Campeonato Mundial de Futebol acabe!


      Em um campo de prisioneiros de guerra durante a Segunda Guerra Mundial, o ex-futebolista e general das forças alemãs, Karl Von Steiner (o sueco Max Von Sidow, de Star Wars: O Despertar da Força), propõe a um prisioneiro, o capitão britânico John Colby (o inglês Michael Caine, de Kingsman – Serviço Secreto), também ele um ex-jogador, realizar uma partida de futebol entre seus soldados e os outros prisioneiros. De modo relutante, Colby aceita e começa a formar a sua equipe que conta, entre outros, com o cabo Luiz Hernandez (o ex-futebolista brasileiro Pelé). O alto comando nazista que usar a partida para fazer propaganda do regime. O capitão e agente secreto dos EUA, Robert Hatch (o estadunidense Sylvester Stallone, das franquias Rocky e Rambo) quer entrar no time e aproveitar a oportunidade para ajudar os prisioneiros a fugirem.

Fuga Para a Vitória foi inspirado em um fato real: o jogo de futebol que ficou conhecido como “A Partida da Morte”. No ano de 1942, em plena guerra, os nazistas organizaram um jogo de futebol entre a equipe da Luftwaffe (a aviação militar da época), um dos melhores times das forças armadas alemãs, e o Dínamo de Kiev, principal equipe da Ucrânia que, naquele tempo, fazia parte da União Soviética (URSS). O juiz da partida era um oficial da Gestapo, a temida polícia secreta nazista.
Os jogadores do Dínamo sabiam que, se vencessem, os nazistas não os perdoariam e ajustariam as contas. Mas, decidiram, assim mesmo, jogar para ganhar. No início, os alemães, com melhor preparação física e mais bem nutridos, levaram a melhor e abriram uma vantagem de 2x0. Porém, com muita garra, raça e técnica, os valentes futebolistas soviéticos conseguiram virar o placar e vencer a partida por 3x2! A reação nazista não se fez esperar: a equipe do Dínamo de Kiev foi executada. Esses valorosos jogadores perderam a vida (com exceção de uns poucos que se salvaram por milagre), mas entraram para a história.

Acima, uma foto do monumento em homenagem aos valentes futebolistas do Dínamo de Kiev que está localizado em frente ao estádio do clube.

Além do elenco de astros, o diretor John Huston (A Honra do Poderoso Prizzi) contou também com grandes craques para a realização do filme. Além de Pelé, estavam presentes o inglês Bobby Moore (campeão mundial em 1966), o polonês Kazimierz Deyna (campeão olímpico em 1972) e o argentino Osvaldo Ardiles (campeão mundial em 1978), que ajudaram nas filmagens das cenas da bola em jogo. Embora seja considerado um trabalho menor de Huston e tenha recebido críticas mornas, Fuga Para a Vitória teve uma boa recepção por parte do público e foi indicado ao prêmio de Melhor Filme no Festival de Moscou daquele ano.
Para encerrar, uma historinha de bastidores: durante um intervalo das filmagens, o elenco decidiu disputar uma pelada. Sylvester Stallone jogava como goleiro (tal como seu personagem no filme). Pelé mandou uma “bomba” em direção ao gol. Sly defendeu, mas o chute foi tão forte que o ator teve um dos dedos deslocado!


Veja aqui o trailer de Fuga Para a Vitória (original em inglês):



quarta-feira, 20 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 6: Copa 78 - O Poder do Futebol (Brasil - 1979)


Se a Copa do Mundo de 1978 pudesse ser resumida em uma única palavra, seria: polêmica. A Argentina foi país escolhido para sediar a copa daquele ano, um período em que os argentinos viviam sob o jugo de uma feroz ditadura militar sob o comando do infame  general carniceiro Jorge Videla (1925-2013). Apesar de protestos de organizações de direitos humanos internacionais, o igualmente infame e truculento presidente da FIFA, João Havelange (1916-2016), confirmou o evento na nação platina.

A Copa do Mundo de 1978 tem fatos polêmicos do começo até o fim da competição, que vão desde uso da copa por Videla e seus cúmplices para desviar a atenção do povo argentino dos problemas do país, passando pelo gol anulado na partida Brasil x Suécia, na primeira fase; até a fase decisiva, com a partida mais lembrada dessa copa, superando até mesmo a final: Argentina 6 x 0 Peru

Para disputar a final contra a Holanda (vice-campeã da copa anterior), a Argentina precisava não só vencer o Peru, mas também ter um saldo de gols maior que o seu concorrente direto, o Brasil, que jogaria contra a Polônia. As partidas seriam disputadas no mesmo horário, mas, estranhamente, Argentina x Peru foi transferida para duas horas depois de Brasil x Polônia. 

O Brasil venceu os poloneses por 3 x 1 e, para passar à final, os argentinos precisavam vencer os peruanos com, pelo menos quatro gols de diferença. Fizeram seis e classificaram-se. Mal a partida acabou e começaram a aparecer várias histórias sobre um suposto suborno para facilitar a vitória da seleção anfitriã. Com ou sem "mala preta", a Argentina venceu a aplicada seleção da Holanda e conquistou seu primeiro título mundial.

Um ano depois, o triunfo dos Hermanos continuava a ser um assunto quente nas rodas de conversa brasileiras e esquentou ainda mais quando foi lançado nos cinemas de nosso país o documentário Copa 78 - O Poder do Futebol (que, no restante do mundo, ganhou o título em inglês, World Cup - The Power of Football).

Dirigido a quatro mãos por Maurício Sherman (mini-série A, E, I, O... Urca, também autor do roteiro) e Victor di Mello (Solidão, Uma Linda História de Amor) e com narração do jornalista Sérgio Chapelin (Globo Repórter), Copa 78 - O Poder do Futebol põe mais lenha na fogueira com imagens detalhadas e cutuca várias feridas ainda mal cicatrizadas, destacando a trégua negociada da ditadura com o grupo guerrilheiro esquerdista Montoneros, que lhe fazia oposição e a combatia; além das polêmicas citadas anteriormente, e complementa lembrando que o goleiro da seleção do Peru, Ramón Quiroga, era argentino naturalizado peruano...

Se formos dar ouvidos a todas as teorias da conspiração surgidas desde aquela época, a Argentina não comprou apenas a partida contra o Peru, mas a copa inteira e, ainda por cima, pagou adiantado. Até hoje, nada foi provado e, como qualquer estudante de Direito sabe, uma pessoa (neste caso, uma equipe) é inocente até que prove sua culpa. A não ser que surjam fatos novos e comprovados, todas essas histórias e acusações não passam de especulação. 

Porém, é preciso lembrar que, em uma festa, quem manda são os donos da casa, uma lição que o Brasil, apesar de já ter organizado duas Copas do Mundo (em 1950 e 2014, ambas com resultados traumáticos), ainda não aprendeu.


P. S. - Embora eu tenha feito uma pesquisa ampla, não consegui encontrar o  vídeo com o trailer oficial de Copa 78 - O Poder do Futebol (se alguém souber onde encontrar, não se acanhe e envie um e-mail para panoramadocinema@gmail.com). Por isso, postei abaixo dois vídeos, um com os gols da partida Argentina x Peru e outro da final, Argentina x Holanda.

Anterior: Todos os corações do Mundo 

Veja aqui os gols da partida Argentina 6 x 0 Peru na Copa do Mundo de 1978 (narração em espanhol):



Veja aqui o vídeo dos gols e melhores momentos da partida Argentina 3 x 1 Holanda, a grande final da Copa do Mundo de 1978 (narração em inglês):




Publicado no LinkedIn em 20/06/2018.

Atualizado em 10/06/2026.

sábado, 16 de junho de 2018

Copa do Mundo de 2018 | Seleção da Islândia tem um goleiro de cinema!



Islândia é uma ilha-nação localizada no norte da Europa conhecida principalmente por seu clima muito frio, pela crise econômica-financeira ocorrida em 2008 causada pelos bancos que levou à prisão vários "graúdos" locais e pela forte influência feminina na política do país.

Nos últimos anos, a Islândia vem se destacando em outros campos a começar pelo cinema: o filme Rams (veja aqui) conquistou, em 2015, o prêmio Un Certain Regard no prestigioso Festival de Cannes. O outro campo, é justamente aquele feito de grama no qual duas equipes compostas de 11 jogadores praticam um esporte que consiste em correr atrás de uma bola. Em outras palavras, o futebol

Em 2016, a Islândia participou pela primeira vez em sua história do Campeonato Europeu de Futebol, mais conhecida como Eurocopa. Os islandeses fizeram bonito na competição. Na primeira fase, empataram em 1x1 contra os tradicionais times da Hungria e de Portugal (que seria o campeão), do megacraque Cristiano Ronaldo, e venceu a Áustria por 2x1. Nas oitavas-de-final, venceram a poderosa Inglaterra, também por 2x1. A equipe viking cairia nas quartas-de-final diante da anfitriã, a França, mas caiu em pé e fez história.

E os "Vikings do futebol" continuam a fazer história! Primeiro, conquistaram uma inédita vaga para disputar a Copa do Mundo de 2018, que tem lugar na Rússia. E já em sua partida inaugural na competição, fizeram a sua primeira "vítima", a Argentina, seleção de outro megacraque futebolista, Lione Messi.

A Argentina saiu na frente com um gol de Sergio "Kun" Aguero. A Islândia empatou com Alfred Finnbogason. Os islandeses endureciam a partida para os "Hermanos" até que, aos 19 minutos do segundo tempo, Messi sofre falta dentro da área. Pênalti indiscutível. O próprio Messi cobrou e o goleiro islandês, Hannes Thór Halldórsson defendeu! Resultado final: 1x1 e a história continua a ser feita!

Ao terminar a partida, todos, naturalmente, queriam saber mais sobre o goleiro de 34 anos que defendeu o pênalti daquele que é considerado o maior jogador do mundo ao lado de Cristiano Ronaldo. E ficaram de queixo caído quando souberam que, além de ser futebolista profissional, Hannes Thór Halldórsson é também... Cineasta!

Aos 14 anos, como todos os jovens de sua idade, Hannes Thór Halldórsson sonhava em ser jogador de futebol, mas um acidente de snowboarding deslocou seu ombro e, toda vez que treinava, sentia muitas dores, tendo que, mais tarde, fazer uma cirurgia. Nessa mesma época já fazia curta-metragens, outra paixão.

Incentivado pelo pai, Hannes Thór Halldórsson voltou a tentar a carreira de goleiro e, muitos altos e baixos depois, chegou à situação que conhecemos hoje. Porém, a paixão pela direção de filmes não foi abandonada. Em 2012, dirigiu um vídeo musical chamado Never Forget (literalmente "Nunca esqueça") da dupla Greta Salome & Jonsi, que foi o representante da Islândia no Festival Eurovisão da Canção daquele ano.

Hannes Thór Halldórson também dirigiu um vídeo da banda feminina Nylon, uma série de TV chamada Nossos Jogadores, na qual mostrava islandeses importantes que ganham a vida no mundo da bola; e, a pedido de uma companhia multinacional de refrigerantes, um comercial a ser exibido durante a Copa deste ano. 

Desde 2013, trabalha em um filme de longa-metragem. Ele não dá muitos detalhes, mas diz que é um "thriller sobrenatural que acontece em algum lugar da Islândia" e garante que "não é um filme de zumbis".

Hannes Thór Halldórsson ainda vai dar muito o que falar, dentro e fora dos campos de futebol. Panorama do Cinema faz uma sugestão ao goleiro-cineasta (ou cineasta-goleiro): Que tal fazer um filme sobre a saga da Islândia na Copa do Mundo de 2018, mostrando a sua defesa no pênalti batido por Lionel Messi?


Veja aqui os gols e melhores momentos da partida Argentina x Islândia, com destaque para a defesa de Hannes Thór Halldórsson no pênalti cobrado por Lionel Messi, no vídeo oficial da FIFA (em inglês - HD):



Veja aqui o vídeo da canção Never Forget, dirigido por Hannes Thór Halldórsson e interpretado pela dupla Greta Salome & Jonsi, que foram os candidatos do Festival Eurovisão da Canção (em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 16/06/2018.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 5: Todos os Corações do Mundo (Brasil / EUA - 1995)


Na Copa do Mundo de 1994, depois de um jejum de 24 anos, o Brasilcom o craque baixinho e invocado Romário a frente, finalmente conquistou o tão sonhado tetracampeonato ao vencer a Itália - que também buscava o tetra - na disputa de pênaltis após um empate em 0x0  no tempo normal e na prorrogação.

Em 1995, foi lançado o filme Todos os Corações do Mundo, cujo título em inglês é Two Billion Hearts (literalmente Dois Bilhões de Corações), documentário oficial da FIFA sobre essa histórica competição. Além do tetracampeonato do Brasil, essa copa entrou para a história por ter tido, pela primeira vez, uma decisão de título na decisão por pênaltis e por ter sido realizado nos EUA, país onde o futebol nunca foi um esporte popular e que, ainda assim, levou multidões aos estádios.

Com produção conjunta de Brasil e EUA, dirigido pelo cineasta brasileiro Murilo Salles (Como Nascem os Anjos), com narração em português de Antônio Grassi (Gatão de Meia Idade) e, em inglês de Liev Schreiber (Spotlight - Segredos Revelados), Todos os Corações do Mundo mostra além de cenas bem filmadas das partidas realizadas, lembrando o antigo e saudoso noticiário Canal 100, entrevistas com os participantes e com o publico estadunidense.

Nestas entrevistas com o público não dá para não rir quando repórter pergunta "Você conhece [Diego] Maradona?" (o megacraque argentino que terá uma série biográfica produzida pela Amazon Prime Video. Veja aqui) e as pessoas respondem "[A cantora] Madonna? Claro!". Tudo isso fez com que Todos os Corações do Mundo fosse bem recebido por público e crítica.

Embora eu tenha feito uma pesquisa ampla, não consegui encontrar o trailer oficial de Todos os Corações do Mundo, a não ser trechos do filme (se alguém souber onde encontrar, não se acanhe em fazer contato pelo e-mail panoramadocinema@gmail.com) que não primam pela qualidade de imagem. Abaixo postei um desses vídeos com trechos e, para compensar, postei um vídeo oficial da FIFA em alta definição com os melhores momentos da grande final.

A seguir: Copa 78 - O Poder do Futebol
Anterior: A Copa


Veja aqui um trecho de Todos os Corações do Mundo (em português com legendas em inglês):




Veja aqui os melhores momentos da grande final da Copa do Mundo de 1994 com narração de Galvão Bueno (HD):




Publicado no LinkedIn em 14/06/2018.

Atualizado em 10/06/2026.

terça-feira, 5 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 4: A Copa (Butão - 1999)


Em um mosteiro budista na Índia, onde vivem monges tibetanos refugiados, um pequeno noviço fanático por futebol convence seus colegas a alugarem uma televisão para assistirem a final da Copa do Mundo de 1998.
Por esta ninguém esperava: um filme vindo do Butão, pequeno país asiático que, até então, nunca havia produzido uma película sequer. E surpreendeu a todo o mundo do cinema com um filme original, de qualidade, muito bem dirigido por Khyentse Norbu (que também é um Lama, isto é, um guia espiritual do Budismo tibetano), com boas atuações de seu elenco e roteiro bem estruturado com humor, mas sem esquecer a crítica social e política (a invasão do Tibete pela China). A Copa foi, merecidamente, um grande sucesso e, como recompensa, foi indicado para o Prêmio do Cinema Europeu de Melhor Filme Estrangeiro.

A Seguir: Todos os Corações do Mundo
Anterior: O Milagre de Berna

Veja aqui o trailer de A Copa (narrado e legendado em inglês):



Publicado no LinkedIn em 05/06/2018.

domingo, 3 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 3: O Milagre de Berna (Alemanha - 2003)



Alemanha, 1954. Nove anos após o fim da Segunda Guerra Mundial, o país está dividido e em reconstrução. Esse também é o ano da Copa do Mundo de Futebol, a ser realizada na Suíça. O pequeno Matthias Lubanski (Louis Klamroth) vive com sua família na cidade industrial de Essen e, como todo menino de sua idade, ama o futebol. Ele é amigo do futebolista Helmut Rahn (Sacha Gopel, de Aceleração Máxima), que foi convocado pelo técnico da seleção alemã, Josef “Sepp” Herberger (Peter Franke, de Prisioneiro do Amor) para disputar o campeonato mundial. A grande favorita para conquistar o título é a seleção da Hungria. Nesse meio tempo, o pai de Matthias, Richard (Peter Lohmeyer, de A Jovem Rainha), um ex-soldado que ficou muitos anos como prisioneiro de guerra na URSS, retorna para casa, mas tem muitas dificuldades de readaptação à vida civil. Paralelamente, Paul Ackermann (Lucas Gregorowicz, da minissérie Os Filhos da Guerra), um jornalista esportivo recém-casado com Annete (Katharina Wackernagel, de O Grupo Baader Meinhoff), é forçado a adiar sua lua-de-mel para fazer a cobertura da Copa. Annete, que nunca foi entusiasta de futebol, decide ir com ele.
Após viver o pesadelo nazista, os alemães tinham que reconstruir mais do que uma nação arrasada pela guerra, tinham também que reconstruir seu orgulho e amor-próprio. Embora já estivessem em plena recuperação econômica, foi a épica vitória na Copa do Mundo sobre os Magiares Mágicos (alcunha da seleção húngara, uma equipe que, além de ter sido campeã olímpica em 1952, não perdia uma partida há quatro anos e meio e que, na primeira fase da Copa, havia vencido a mesma Alemanha por 8x3!) que trouxe de volta esses sentimentos ao país, mostrando que não havia nada de errado em ser alemão e amar a Alemanha - mesmo estando separada em um lado capitalista e outro comunista - e foi também o pontapé inicial ao período do país conhecido como “Milagre Econômico”.
O diretor Sönke Wortmann (de A Papisa Joana) reproduziu com precisão esse momento decisivo da história alemã mostrando tanto o reerguimento das cidades (que inclui o surgimento de usinas nucleares) quanto do povo com a aparição de líderes muito diferentes dos nazistas como o capitão da seleção, Fritz Walter (interpretado por Knut Hartwigem sua estreia no cinema), que comandava pelo exemplo ao invés da força. As cenas de jogo são muito bem filmadas e bastante emocionantes, provavelmente, as melhores do tipo já feitas pelo cinema.
O Milagre de Berna conquistou Deutscher Filmpreis (principal premiação de cinema da Alemanha) de Filme Alemão do Ano, entre outros prêmios, mostrou que o milagre do futebol também pode ser o milagre da vida.

O Milagre de Berna foi dedicado a Helmut Rahn, que faleceu dois meses antes da estréia.


A seguir: A Copa

Anterior: Mundialito



Veja aqui o trailer de O Milagre de Berna (original em alemão):



Publicado no LinkedIn em 04/06/2018.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 2: Mundialito (Uruguai - 2010)


Em 1980, o então presidente da FIFA, o brasileiro de ascendência belga João Havelange (1916-2016), decidiu criar um torneio oficial comemorativo dos 50 anos da Copa do Mundo. A sede escolhida foi o país onde se realizou o primeiro campeonato mundial de futebol, o Uruguai, que também foi o primeiro campeão mundial vencendo na final seu arquirival, a Argentina, por 4x2 e levando o público presente no Estádio Centenário (construído especialmente para essa competição) ao delírio.

A competição reuniu cinco dos seis países campeões mundiais até então: o anfitrião Uruguai, a Argentina, o Brasil, a Itália, e a Alemanha. A Inglaterra, também campeã mundial, declinou do convite e foi substituída pela Holanda, vice-campeã mundial nas Copas do Mundo de 1974 e 1978. 

A competição foi batizada de Copa de Ouro, mas passou para a história pelo nome criado pela população local: Mundialito. Com uma grande atuação, o Uruguai venceu o Brasil na final por 2x1, conquistou a taça e, mais uma vez, levou seu povo ao delírio.

Em 2010, como parte das comemorações dos 30 anos dessa grande conquista, foi lançado nas salas de cinemas uruguaias o documentário Mundialito, com direção de Sebastián Bednarik (Maracaná). 

Mundialito não se concentra apenas no aspecto esportivo, também trata dos aspectos sociais e políticos da época. Assim como os outros países sul-americanos (com exceção da Venezuela), o Uruguai era governado por uma ditadura militar que, como é de praxe nesse tipo de governo, prendia, torturava, matava e/ou fazia desaparecer opositores do regime.

Querendo dar um aspecto legal - ainda que com tom de farsa - à ditadura, os militares queriam usar o Mundialito para propaganda própria e para um plebiscito que seria realizado logo após a competição para eternizá-los no poder. 

A grande imprensa local, que apoiava os "milicos" (o affair da chamada "grande imprensa"com movimentos reacionários e/ou de extrema-direita não é de hoje...), incentivava a população a votar sim para dar continuidade ao governo fardado. Porém, o tiro saiu pela culatra. 

Nos estádios, os espectadores, que não caíram na conversa dos ditadores nem da mídia e estavam sedentos por um governo democrático, gritavam a plenos pulmões "Queremos votar", "Abaixo a ditadura" e outras palavras de ordem. No plebiscito o NÃO teve uma vitória esmagadora.

Mundialito mostra, além de imagens daquele tempo, entrevista com jogadores, historiadores e personalidades. Dentre as entrevistas, três se destacam: a do ex-presidente uruguaio José "Pepe" Mujica, de Havelange (que demonstra a truculência que o tornou famoso), e a do ex-futebolista brasileiro Sócrates, que fala da alienação política dos futebolistas em geral.


A seguir: O Milagre de Berna
Anterior: Ruth


Veja aqui o trailer de Mundialito (original em espanhol com legendas em inglês):


Publicado no LinkedIn em 01/06/2018.

sábado, 19 de maio de 2018

Amazon vai produzir série sobre Diego Maradona


A Amazon Prime Video, canal streaming do grupo Amazon, vai produzir uma série biográfica do maior futebolista argentino de sempre, Diego Maradona. A série irá destacar os momentos mais destacados, obscuros, polêmicos e gloriosos do "Pibe de Oro"("Garoto de Ouro", em espanhol), que inclui a conquista da Copa do Mundo de 1986.

Segundo o vice-presidente da Amazon Prime Video, Brad Beale, "Há poucos jogadores cuja notoriedade transcende gerações e fronteiras geográficas. Diego Maradona é um nome muito conhecido ao redor do mundo e os melhores momentos de sua carreira são tidos entre os maiores momentos da história do futebol".

Não é a primeira vez que fazem um filme sobre Diego Maradona. O futebolista portenho já apareceu em El Día que Maradona Conoció a Gardel (1996), dirigido por Rodolfo Pagliere; e em vários documentários tais como Amando a Maradona (2005), de Javier Vásquez; Maradona by Kusturica (2008), do documentarista sérvio Emir Kusturica (Zavet); e, para breve - está em processo de pós-produção -,  Maradona, de Asif Kapadia, vencedor do Oscar pelo documentário Amy (2015) e do Bafta (o Oscar britânico) por Senna (2010).

Diego Maradona demostra, mais uma vez, que é mesmo um megacraque, dentro ou fora de campo.



Veja aqui o Gol do Século marcado por Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986 (legendado - HD):



Publicado no LinkedIn em 19/05/2018.