Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 3: Um Time Show de Bola (Argentina - 2013)

 

Amadeo é um menino que mora em uma pequena cidade do interior e gosta de sua amiga Laura. Amadeo é “fera” no pebolim e vence, de virada, uma partida contra seu rival, Ezequiel, que é um bom futebolista. Furioso, Ezequiel deixa a cidade e retorna anos depois, já como um craque consagrado, para construir um mega-estádio de futebol no local e, para isso, terá que demolir todas as construções. Amadeo tenta impedir e é desafiado por Ezequiel para um jogo de futebol no qual o vencedor ganha tudo. Para vencer seu adversário, Amadeo terá ajuda dos bonequinhos de pebolim, que ganharam vida.
O diretor Juan José Campanella (de O Segredo de Seus Olhos) se inspirou no conto Memorias de Un Wing Derecho (Memórias de Um Ponta-Direita, em tradução livre), do escritor Roberto Fontanarrosa e se utilizou de duas paixões populares neste desenho animado argentino produzido junto com a Espanha: o futebol e sua versão de mesa, o pebolim (Metegol, em espanhol, que também é o nome original do filme). Os Hermanos fizeram uma animação competente e divertida com os bonecos de pebolim caracterizados como jogadores de verdade, cada um com sua respectiva personalidade (o capitão mandão, o vaidoso, etc.).
Um Time Show de Bola foi um grande sucesso de bilheteria na Argentina – também foi bem no Brasil – e conquistou o Prêmio Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Filme de Animação e o Prêmio Sur (o Oscar argentino) de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Canção e Melhor Som.


Veja aqui o trailer de Um Time Show de Bola (dublado):


terça-feira, 3 de agosto de 2021

DC Super Hero Girls | Cuidado, vilania! As heroínas são demais no cinema!


DC Super Hero Girls é uma série em desenho animado de curta-metragem da DC Comics criada em 2019 (que dá sequência a uma série de mesmo nome lançada em 2015) o qual apresenta super-heroínas tais quais a Mulher-Maravilha, Supergirl, Batgirl e Abelha - assim como vilãs como Mulher-Gato, Giganta e Arlequina - como adolescentes que dividem seus deveres escolares e vida social com as tarefas de super-heroínas.

E como todas adolescentes que se prezem, as DC Super Hero Girls curtem roupas da moda, milk shakes, baladas, os gatinhos lindos da escola e, como não podia deixar de ser, cinema! Panorama do Cinema selecionou dois divertidos desenhos das DC Super Hero Girls que passam-se no escurinho da sala de projeção. E elas descobrem que ir ao cinema pode ser um desafio tão duro quanto enfrentar um supervilão!


DC Super Hero Girls - A Chata do Cinema 



DC Super Hero Girls - Confusão no Cinema



#PanoramaDoCinema

#ForaBolsonaro

#MarioFriasNaCadeia


sexta-feira, 11 de junho de 2021

Animação libanesa "bomba" na net e revoluciona cinema árabe


A Primavera Árabe foi um movimento político e social ocorrido em 2011 em países do Oriente Médio e norte da África (que possuem língua e cultura árabes) que gerou uma onda de protestos e revoluções que derrubaram ditadores e/ou pediam melhores condições de vida. Os países envolvidos no movimento foram Tunísia, Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Em alguns desses países o processo revolucionário ainda está em curso.

A Primavera Árabe foi a principal inspiração para o recém-lançado desenho animado do Líbano Alephia 2053 feita pela empresa libanesa Spring Entertainment com a colaboração do estúdio francês de animação Malil'Art e tem a direção do cineasta Jorj Abou Mhaya.

Alephia 2053 conta a história do fictício país árabe Alephia no ano de 2053 que vive sob uma sangrenta ditadura liderada pelo tirano hereditário Alaa Ibn Ismail. O movimento de resistência elabora uma meticulosa operação para derrubar o ditador e envia seus agentes para executar o plano.

Em entrevista para o canal de notícias Euronews, o produtor Rabih Sweidan disse que a obra do quadrinista britânico Alan Moore (autor de Watchmen e V de Vingança, ambos transformados em filme) e a franquia Matrix foram igualmente grandes influências para a realização de Alephia 2053. Ele conta como surgiu a ideia para a animação:

"Não existe nada sobre o futuro, nunca ninguém fala sobre o que poderá ser. E essa foi a ideia, do tipo 'Não seria bom desenvolvermos algo que não fale de um passado improvável, mas, talvez, de um futuro plausível?' Foi assim que toda a ideia começou. Tudo gira à volta do questionamento: 'para onde vamos? Como seria o amanhã?'"

E acrescenta:

"A ideia do filme surgiu de uma pergunta: 'Como será o mundo árabe daqui a 20 ou 30 anos?' No meu modo de ver, o futuro é promissor. O filme tenta expressar isso através da classificação por cores: as cenas do final incorporam um tom gradiente mais vivo do que o tema escuro e poirento que predomina na primeira parte do filme".

Alephia 2053 foi muito bem recebido pela crítica local que considerou a animação "um marco" e "uma revolução" do cinema árabe.

Desde que foi lançado no YouTube, em 21 de março último (e até o momento em que este texto foi escrito), Alephia 2053 tem mais de 8 milhões de visualizações e continua a "bombar" na rede. Vale a pena conhecer esta interessante animação libanesa.


Assista aqui, na íntegra, Alephia 2053 (original em árabe com legendas em alemão, francês, inglês, italiano e português. Clique no botão "Detalhes" para configurar - HD):



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quarta-feira, 30 de maio de 2018

Crítica - Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim | É elementar, meus caros!


Gnomos são criaturas mitológicas inclusas entre os seres elementais (ligados à natureza) da terra no folclore europeu. Segundo a crença, são pessoas de tamanho minúsculo que vivem embaixo da terra, em minas ou em troncos ocos de árvores onde também guardam seus tesouros. Sua função principal é equilibrar as energias das plantas e dos minerais. Existem três tipos de gnomos: da casa (cuidam das pessoas e animais domésticos e, em troca, recebem alimento), do jardim (cuidam das flores) e da floresta (cuidam das árvores, plantas e animais silvestres e evitam contato com os humanos).

Os gnomos estão presentes na literatura. O texto mais antigo conhecido sobre essas criaturas é  o Ex Livro de Nymphis, Sylvanis, Pygmaeis, Salamandris et Gigantibus, etc, de autoria do místico suíço Paracelsus (1493-1541), escrito no século XVI. Foi a partir dessa época que iniciou-se o costume das pessoas colocarem imagens de gnomos feitos de porcelana e/ou gesso para enfeitar os jardins das casas. Por aqui, essas imagens receberam o infame nome de "anões de jardim".

Pode-se encontrar menção sobre eles na série de livros sobre o reino encantado de Oz - o mais conhecido é O Mágico de Oz - de autoria de L. Frank Baum (1856-1919); na série As Crônicas de Nárnia, de autoria de C. S. Lewis (1898-1963); no livro Cartas de Papai Noel, o escritor J. R. R. Tolkien (1892-1973, autor da saga O Senhor dos Anéis) apresenta os gnomos como ajudantes do Bom Velhinho. Os gnomos também aparecem nos livros de Harry Potter, escritos pela autora J. K. Rowling. Muitos desses livros, como o bom cinéfilo sabe, foram adaptados para o cinema. 

Em 1976, o escritor holandês Wil Huygen, em conjunto com seu compatriota, o ilustrador Rien Poortvliet, lançaram com grande sucesso internacional o livro Gnomos (lançado no Brasil em 1987 pela Editora Siciliano que, atualmente, está fora de catálogo), um verdadeiro "tratado" sobre as simpáticas criaturinhas, que acabou por gerar o desenho animado de mesmo nome, em 1980, indicado ao prêmio Emmy (o Oscar da televisão estadunidense) de Melhor Animação. 

Em 2011, os gnomos reapareceram no cinema na animação Gnomeu e Julieta. Dirigido por Kelly Asbury (Shrek 2), este desenho animado fazia uma original adaptação da peça teatral Romeu e Julieta, de autoria de William Shakespeare (1564-1616). Os personagens-título eram dublados por James McAvoy (O Último Rei da Escócia) e Emily Blunt (A Garota no Trem), os consagrados Michael Caine (franquia Kingsman) e Maggie Smith (série Downton Abbey) dublaram Lorde Tijolinho e Lady Azulejo; além do rockeiro Ozzy Osbourne, que dublava o personagem Corça, e Patrick Stewart (franquia X-Men) que fazia a voz do Bardo de Stratford-Upon-Avon.

Gnomeu e Julieta foi um grande sucesso de bilheteria e muitos perguntavam quando viria uma sequência. Foi preciso esperar até o ano da graça de 2018 para essa continuação chegar às telas dos cinemas, mas a espera valeu a pena, como pode ser visto no igualmente original Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim.

Gnomeu (McAvoy), Julieta (Blunt); seus pais, Lorde Tijolinho (Caine) e Lady Azulejo (Smith); e demais gnomos de jardim, mudaram-se de Stratford-Upon-Avon para Londres. O casal de namorados é escolhido como os novos líderes do jardim. Julieta leva a responsabilidade muito a sério e, devido a isso, Gnomeu sente-se rejeitado.

Paralelamente a esses acontecimentos, o grande detetive Sherlock Gnomes (Johnny Depp, de Era Uma Vez no México) e seu assistente, o Dr. Gnomes Watson (Chiwetel Ejiofor, de Doze Anos de Escravidão) estão a perseguir o arqui-inimigo de Sherlock, Moriarty (Jamie Demetriou, de Paddington 2). Durante a perseguição, Moriarty, aparentemente, se quebra ao cair. Tudo parece terminado, mas Sherlock e Watson logo tomam conhecimento de um novo caso: vários gnomos de jardim desaparecem misteriosamente.

Assim como Shakespeare, o criador de Sherlock Holmes, Sir Arthur Conan Doyle (1859-1930), é um dos grandes autores dos países de língua inglesa. Seu personagem inseriu-se de tal forma no imaginário popular a ponto de, até os dias de hoje, muita gente achar que ele é real e enviarem cartas ao seu endereço na rua Baker 221-B (a rua existe, mas o número não), para pedir sua ajuda para resolver um caso.

Nenhum outro personagem literário teve tantas adaptações nas telas grandes ou pequenas, seja em filmes live action ou desenhos animados - dentre estas está uma elogiadíssima série de TV produzida na antiga União Soviética (URSS), na década de 1970. 

Muitos grandes atores interpretaram Holmes e Watson ao longo dos anos, indo desde Basil Rathebone e Nigel Bruce (de uma série de 14 filmes nas décadas de 1930 e 1940 e considerados os seus melhores intérpretes), passando por Nicol Williamson e Robert Duvall (Visões de Sherlock Holmes, 1974), Roger Moore e Patrick Macnee (Sherlock Holmes em Nova York, 1976), Christopher Plummer e James Mason (Assassinato Por Decreto, 1979), Joaquim de Almeida e Anthony O'Donnell (no filme brasileiro O Xangô de Baker Street, 2001) e chegando até Ian McKellen (Sr. Holmes, 2015). 


Devo dizer que eu mesmo sou um grande fã do detetive e de seu assistente médico. Sou de uma geração que, quando criança, conhecia Holmes pela sua aparência (chapéu e capa), manias (cachimbo e violino), grande inteligência e seu infalível bordão: "Elementar, meu caro Watson". Comecei a ler os seus romances e contos quando era um pouco mais velho, no início da adolescência, o que aumentou meu fascínio.

Sem querer ser saudosista, a grande dificuldade em Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim está justamente no pouco conhecimento da obra de Conan Doyle pela geração atual. 

Embora, de uns anos para cá, haja um "renascimento" da dupla Holmes-Watson com filmes como os da franquia Sherlock Holmes (2009), com Robert Downey Jr (Homem de Ferro) e Jude Law (A. I. - Inteligência Artificial); e séries de TV como Sherlock (2010), com Benedict Cumberbatch (Dr. Estranho) e Martin Freeman (Pantera Negra), e estejamos em uma era tecnológica com informações em tempo real, a garotada de hoje lê muito pouco os livros do investigador da rua Baker e seu melhor amigo.

Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim está cheio de referências aos romances e contos de Sherlock Holmes como, por exemplo, "O Problema Final" e "Um Escândalo na Boêmia", com a personagem Irene (dublada pela cantora Mary J. Blige), que é a astuta Irene Adler do conto, e, no desenho, é uma ex-namorada de Sherlock. Essas referências podem deixar as crianças menores um pouco no ar.

Apesar disso - ou talvez por causa disso -, o diretor John Stevenson (Kung-Fu Panda) consegue fazer a historia fluir muito bem, quase não se sente o tempo passar com cenas movimentadas e divertidas e  ritmo dinâmico. O roteiro de Ben Zazove (O Fada do Dente 2) mescla com sucesso e muita naturalidade personagens de gêneros literários tão díspares e de épocas tão distantes um do outro.

A dublagem original feita por grandes astros e estrelas (no Brasil, não haverá nenhum nome conhecido na dublagem em português) é muito bem feita, o que garante a qualidade por si só. Chamou-me a atenção que o estadunidense Johnny Depp tenha sido escolhido para dublar Sherlock ao invés de um britânico "da gema" como Colin Firth (O Discurso do Rei), ou o próprio Benedict Cumberbatch. Mas, Depp faz bem o sotaque da terra de Avalon e não compromete. 

A trilha sonora de Chris Bacon (sériede TV O Tick) é bem adequada a essa produção, mas o que chama mais a atenção são as canções do excêntrico, engraçado e supertalentoso cantor de Pop-Rock Elton John (O Rei Leão) feitas em parceria com o seu velho chapa, o letrista Bernie Taupin. É possível identificar grandes sucessos de Elton tais como Crocodile Rock e Saturday Night's Alright for Fighting, entre outros.

A propósito, Elton John é o produtor-executivo de Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim por meio de sua companhia, a Rocket Pictures, que já havia produzido o desenho anterior e que vai continuar investindo em filmes do universo infantil e infanto-juvenil, sendo que uma de suas próximas produções será uma adaptação de uma série de livros infantis chamada N.E.R.D.S. - bem ao gosto de Elton - em data ainda a ser anunciada.

Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim é o tipo de filme que as crianças vão amar - mesmo não conhecendo muito os livros de Arthur Conan Doyle - e os adultos vão curtir pacas devido ao seu apelo fácil e divertido, afinal ninguém resiste a um caso policial cheio de mistério e aventuras. É elementar, caros leitores e leitoras. 


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: Sherlock Gnomes
  • Direção: John Stevenson
  • Elenco (dubladores originais): James McAvoy (Gnomeu), Emily Blunt (Julieta), Johnny Depp (Sherlock Gnomos), Chiwetel Ejiofor (Gnomo Watson), Michael Caine (Lorde Tijolinho), Maggie Smith (Lady Azulejo), Ozzy Osbourne (Corça), Jamie Demetriou (Moriarty)
  • RoteiroBen Zazove
  • Música: Chris Bacon (trilha sonora), Elton John e Bernie Taupin (canções)
  • Duração: 88 minutos
  • Ano: 2018
  • Lançamento comercial no Brasil: 31/05/2018

RESUMO DO FILME
Quando vários gnomos começam a desaparecer do jardim sem nenhuma explicação, Gnomeu e Julieta chamam o grande detetive Sherlock Gnomes e seu assistente, Gnomo Watson, para resolverem o mistério.

          COTAÇÃO
           ✪✪✪✪½


Veja aqui o trailer oficial de Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim (dublado - HD):



Publicado no LinkedIn e no AdoroCinema em 30/05/2018.

segunda-feira, 14 de maio de 2018

Um Gato de Rua Chamado Bob | Gato de Rua Bob ganha desenho animado


O conto de fadas do músico e escritor James Bowen e seu gato cor de laranja, Bob, continua. Após a boa recepção do filme Um Gato de Rua Chamado Bob (veja a crítica aqui), adaptado do best seller de mesmo nome, que conquistou o prêmio de Melhor Filme Britânico do National Film Awards UK superando o vencedor do Festival de Cannes e favorito ao prêmio, Eu, Daniel Blake, do cineasta Ken Loach (veja aqui), o felino mais famoso do mundo agora parte para conquistar o público infantil.

Foi lançado em abril último, uma série de desenhos animados em curta-metragem de Bob na internet chamado Streetcat Bob (Gato de Rua Bob). Nesta série, Bob vive no parque Bowen, onde se passa as divertidas estórias, junto com seus amigos: o zangão Buzz, o ouriço Spike, a raposa Scarlett, os esquilos Nutty & Crunch e o pombo Dave.

Criado pelos animadores Debbie MacDonald e Gary Jenkins, e com produção executiva do próprio James Bowen, Streetcat Bob não tem diálogos, mas é perfeitamente compreensível tanto pelas crianças britânicas quanto as de outros países, o que acaba por ter um alcance universal. E, para delírio dos fãs, o Bob animado não deixa de fazer o seu famoso cumprimento "high five"!

Usando uma expressão antiga, o desenho é recomendado para crianças de 7 a 77 anos...

Os desenhos de Streetcat Bob podem ser vistos gratuitamente em seu site oficial ou no seu canal de vídeos no YouTube


Veja aqui o making of de Streetcat Bob (HD):





Veja aqui o trailer de Streetcat Bob (HD):




Publicado no LinkedIn em 14/05/2018.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Submarino Amarelo 50 Anos | Desenho animado clássico dos Beatles voltará às telas do cinema!


Atenção fãs de Cinema, de Rock 'n'Roll e dos Beatles: em comemoração aos 50 anos de seu lançamento, o clássico desenho animado Submarino Amarelo (1968) voltará a ser exibido nos cinemas da Grã-Bretanha e Irlanda em um evento especial no próximo dia 8 de julho!

O filme mostra as aventuras do Beatles (John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr) no reino de Pepperland, onde tudo é repleto de cores, vida e música, Mas que está sob a ameaça dos Malvados Azuis, que odeiam todas as cores e músicas do mundo.

Dirigido pelo animador canadense George Dunning (1920-1979), que já havia feito desenhos da banda para a televisão, e com trilha sonora instrumental composta pelo maestro e produtor do grupo, George Martin (1926-2016), Submarino Amarelo foi aclamado por público e crítica quando lançado - e permanece assim - e é considerado, até os dias de hoje, um dos maiores desenhos animados de todos os tempos. 

Com visual Pop Art e um apelo fácil e divertido, o filme tem as maravilhosas canções dos quatro jovens de Liverpool tais como Nowhere Man, Eleanor Rigby, Lucy in The Sky With Diamonds, Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band, All You Need is Love, além da canção-título. A geração atual terá a oportunidade de ver com seus próprios olhos um registro da banda que fez, e ainda faz, a cabeça da juventude de todo o mundo.

Os ingressos começarão a serem vendidos em 17 de abril na Irlanda e Reino Unido. Ainda não há previsão de exibição desse evento especial em outros países, inclusive o Brasil.


Veja aqui o trailer de Submarino Amarelo (original em inglês):


sábado, 4 de novembro de 2017

Homenagem | Laika, a valente cadelinha cosmonauta


Neste último dia 3 de novembro, foi celebrado em todo o mundo os 60 anos da viagem do primeiro ser vivo do planeta Terra no espaço. E se por acaso pensou em um cosmonauta como o soviético Yuri Gagarin, você está meio certo. Essa pioneira tinha em comum com Gagarin a nacionalidade: também era da então União Soviética (URSS). Trata-se da cadela Laika, que fez o primeiro voo orbital tripulado a bordo do satélite Sputnik 2.

Em 1957, a URSS tinha lançado com sucesso o primeiro satélite artificial da história a orbitar nosso planeta, o Sputnik 1. Entusiasmado com esse sucesso, o líder soviético Nikita Khrushchev ordenou que se lançasse um novo satélite - o Sputnik 2 - mas, dessa vez levando um ser vivo a bordo. Esse voo deveria coincidir com o aniversário da Revolução Russa para comemorar de modo espetacular essa data. A Corrida Espacial entre URSS e EUA tinha acabado de começar.

Os cientistas do programa espacial soviético já há algum vinham fazendo testes com animais em voos sub-orbitais no qual eram utilizados, em sua maior parte, cachorros que andavam soltos e abandonados pelas ruas e que foram levados para o programa. Laika era um desses cachorros e tinha cerca de três anos de idade quando foi levada.

O lançamento deu-se no dia 3 de novembro. Os cientistas monitoravam os sinais vitais de Laika por telemetria. Ao alcançar a órbita, a ponta do foguete desprendeu-se com sucesso, mas outra seção da nave não e isso fez com que a temperatura interna do Sputnik 2 aumentasse muito. Esse aumento de temperatura somado ao estresse que Laika vinha sofrendo desde a o início da missão terminaram por serem fatais. Laika morreu entre cinco e sete horas após a decolagem.

A tragédia da cadelinha cosmonauta soviética comoveu o mundo inteiro, gerou protestos de associações de proteção aos animais, o que fez as agências espaciais soviética e estadunidense não enviassem mais animais ao espaço sem garantir que estes voltassem em segurança. Laika foi homenageada em toda a União Soviética e em outros países. Na atual Rússia, há vários monumentos em sua memória.

Panorama do Cinema não poderia deixar passar este momento em branco e faz uma singela homenagem a essa corajosa cachorrinha que, com seu sacrifício, auxiliou, e muito, as viagens e estudos pelo espaço. Abaixo vocês verão o vídeo de uma comovente animação japonesa de 2010 baseada na história de Laika.

Veja o vídeo da animação Laika (legendas em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 04/11/2017.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Mostra Internacional de Cinema de São Paulo | Realidade Virtual, o Cinema do Futuro


A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo é um dos mais tradicionais e importantes festivais de cinema do Brasil e do mundo, sempre apresentando os lançamentos de filmes mais recentes e novas tendências e tecnologias da indústria cinematográfica. E uma dessas novas tecnologias, que promete ser a grande onda para o cinema do futuro é a Realidade Virtual (RV).

RV não é algo novo. Se fizermos uma pesquisa pela internet, veremos que seus primórdios datam da década de 1950, mas foi na década de 1980, com o músico e cientista da computação estadunidense Jaron Lanier, considerado um dos precursores dessa tecnologia, que a RV deu o grande salto em frente com o uso de simuladores multi-usuários em ambiente compatilhado e equipamentos tais como capacetes e luvas digitais (que começaram a serem vendidas comercialmente em 1987) que permitiam tanto a imersão quanto a interação com esse novo mundo. Atualmente, é possível adquirir óculos especiais para RV em lojas de equipamentos eletro-eletrônicos e digitais de grandes fabricantes de telefones celulares, notebooks, tablets, etc.

Em 29 de outubro último, fui com minha namorada a uma sessão da 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, no CineSesc, uma das melhores salas de cinema da capital paulista e, sem dúvida, do país. A sessão que escolhi chamava-se HTC apresentava quatro filmes de curta-metragem: a animação francesa Planet (Infinit), da França e dirigido pela cineasta japonesa radicada na França, Momoko Seto; Nothing Happens, animacão co-produzida por Dinamarca e França dirigido a quatro mãos pelo casal israelense Urit e Michelle Kranot; o documentário After Solitary, dirigido igualmente a quatro mãos pela jornalista e cineasta estadunidense Cassandra Herman e pela também estadunidense Lauren Mucciolo, cineasta e documentarista; e, por fim, mais um documentário, Out of Exile: Daniel's Story, de mais uma jornalista e documentarista estadunidense, Nonny de La Peña (indicada ao Oscar de Melhor Documentário de 1992 por Death On The Job).

As exibições desses curtas não foram na sala de exibição habitual do CineSesc e foi permitida a entrada de somente sete pessoas por vez, de modo que o ingresso - que era gratuito - devia ser retirado com uma hora de antecedência à sessão que iria ser assistida. Entramos por uma porta e subimos por uma escada onde estava instalada a sala para exibição das películas em RV.

Conforme vocês verão nas fotos abaixo, haviam cinco cadeiras giratórias com os óculos especiais e fones de ouvidos. Eu e minha namorada ficamos em pé, pois, segundo explicado, era necessário para a interação dos filmes que iríamos ver. Nas paredes, no alto, haviam duas pequenas caixas que, depois soube, transmitiam as imagens para os óculos. Também foi explicado que nos moveríamos durante a exibição, mas por um espaço limitado que poderia ser visto com os óculos especiais. Foram colocados os óculos, que, apesar de um pouco pesados, não eram desconfortáveis e cobriam os olhos por completo. Por sobre eles, os fones de ouvido.

Quando o equipamento foi ligado, surgiu um cenário branco cortado por linhas pretas que podia ser visto em um ângulo de 360 graus, alem de em cima e em baixo (esse ângulo de visão também aparecia nos filmes exibidos). Olhando para o chão era possível ver a linha branca que delimitava os movimentos.

O primeiro filme a ser exibido, foi Nothing Happens, que contava a história de pessoas que se reuniram para uma possível celebração em um dia de inverno, mas, como o próprio título já diz, nada acontece. O filme retrata a tremenda solidão nesse local isolado, com uma rotina triste.

O filme mostrava um descampado com várias árvores e corvos voando enquanto nevava. Era possível olhar para cima e ver a neve caindo além dos corvos voando bem para o alto. Algumas vezes apareciam cenas em uma árvore, com os corvos pousados nela e dentro de um buraco que, de vez quando, tremia e com pessoas de olhos esbugalhados que nos observava do lado de fora. Uma cena particularmente marcante é a revoada dos corvos na árvore.

O filme seguinte foi o documentário After Solitary, que contava a história de um ex-condenado por assalto em uma prisão dos EUA, de seu confinamento na solitária - que o leva a surtar - e da dificuldade em readaptar-se à vida normal após cumprir sua pena.

A tridimensionalidade do filme era impressionante, a começar pelo ex-condenado, que narrava a sua própria história e aparecia em tamanho natural. A cela da solitária foi reproduzida com uma perfeição clautrofóbica: muito pequena, com uma cama, uma mesinha, uma janela muito estreita, um vaso sanitário que precisava de limpeza e a porta de aço. Todos esses elementos ajudavam a reforçar a angustiante história.

A seguir veio Planet (Infinit). Esta animação mostrava um planeta na qual proliferam cogumelos gigantes e onde os insetos não conseguem sobreviver. Repentinamente, começa a chover e a chuva rapidamente se transforma em um dilúvio que inunda tudo. A chegada da água faz surgir os peixes e, então, tão rápido quanto a sua chegada, a água desaparece e os cogumelos retornam em um círculo infinito.

O filme mexeu bastante com a sensações. Vai de alto a baixo como uma montanha russa. A chegada da chuva fez com que "mergulhássemos" na água, onde podíamos ver o surgimento dos peixes que, foram crescendo até um tamanho gigante e ficavam nos olhando tão fixamente que davam a impressão que iriam nos atacar a qualquer momento, o que não aconteceu. Mas, se tivesse acontecido, é bem possível que tívessemos gritado...

Para terminar, veio o documetário Out of Exile: Daniel's Story, que contava a história de Daniel, um jovem gay que foi expulso de casa após revelar à sua família a sua orientação sexual e tornou-se um sem-teto até refazer a sua vida.

O filme mostrava uma animação computadorizada em tamanho natural bastante semelhante à de alguns games que reproduz o dia em que Daniel fez a revelação ao seus familiares. Há uma discussão e, em seguida, uma briga na qual o jovem é ofendido e fisicamente agredido por sua própria mãe. Quando a briga começou, nós nos afastamos, como se estivéssemos realmente testemunhando tudo. Após essa cena, apareceu o próprio Daniel dando um depoimento juntamente com outras pessoas da comunidade LGBT. E mais uma a tridimensionalidade das pessoas impressionou.

Posto tudo isso, posso afirmar a vocês: o atual 3D está morto, pois nenhum filme nesse formato pode competir com a RV. Basta imaginar como seria assistir a, por exemplo, um filme da saga Star Wars que venham a fazer em RV imergindo e interagindo com os personagens, os cenários e a trama de um modo que o 3D jamais conseguirá.

O que chateia é que filmes em  RV ainda vão levar um tempo para estarem disponíveis em escala massiva, pois os óculos especiais ainda são muito caros o que, por sua vez, encareceria o preço dos ingressos - que já não são tão baratos...

Ainda assim, o futuro é esse: é virtual e é uma realidade.

Veja abaixo as fotos do evento:




Cartazes das sessões dos filmes em RV



Cadeiras giratórias na sala de exibição


Notebook usado para a exibição dos filmes


Com os óculos especiais e os fones de ouvido




Os óculos especiais




Veja aqui o vídeo oficial da vinheta da 41a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo (HD):



Publicado no LinkedIn em 31/10/2017.