Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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sexta-feira, 17 de julho de 2026

Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo de 2026 - A Grande Final


Finalmente, o grande momento chegou: a finalíssima da Copa do Mundo de 2026 tendo frente a frente duas nações de língua espanhola: Argentina x Espanha.
A internet não perdeu tempo em produzir vídeos de IA deste grande evento. E Panorama do Cinema, com igual rapidez, selecionou quatro vídeos que tem como tema este jogaço e seus respectivos representantes.
Espanha ou Argentina? Futebol cerebral ou passional? Messi ou Yamal? Quem vencerá?Domingo, 19 de julho, teremos a resposta. 
Que vença o melhor! 
 

Dublado em espanhol com legendas em inglês:







Este tem uma pequena surpresa no final (dublado em espanhol com legendas em inglês):



quarta-feira, 15 de julho de 2026

Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 5: O Jogo (Argentina - 2026)

 


Em 1986, a Copa do Mundo de Futebol foi disputada pela segunda vez no México. A primeira vez foi em 1970 e teve como vencedor o Brasil, que conquistou seu terceiro título e, com isso, tornou-se o detentor definitivo da Taça Jules Rimet (que, anos depois, teve um trágico destino. Foi roubada e, muito provavelmente, derretida pelos ladrões).

Essa Copa foi a consagração daquele que é considerado ao lado de Lionel Messi como o maior futebolista argentino de sempre, Diego Maradona. E essa consagração teve uma partida que tornou-se emblemática por  motivos tanto esportivos quanto políticos.

Este documentário argentino, chamado O Jogo (El Partido no original em espanhol), foi feito e lançado para comemorar os 40 anos daquela que é considerada a mais icônica das partidas disputadas em Copas do Mundo: Argentina x Inglaterra e o forte simbolismo e importância que essa mesma partida tem.

Antes, voltemos um pouco no tempo.

O ano é 1982. A ditadura militar argentina, tal qual a brasileira, oprimia, tiraniza e infernizava o país desde 1976. Depois de seis anos no poder, as coisas começaram a correr mal para os milicos platinos, tanto política quanto economicamente. Para tentar desviar a atenção do povo dos problemas, as forças armadas argentinas, lideradas pelo ditador de plantão, general Leopoldo Galtieri, invadiram o arquipélago conhecido como Ilhas Malvinas - que estavam sob domínio da Inglaterra desde 1833 e que a Argentina sempre reivindicou como suas - e iniciaram uma onda de nacionalismo febril.

Na Inglaterra - que chamava esse arquipélago de Ilhas Falklands - o Partido Conservador estava no poder tendo à frente Margaret Thatcher, primeira mulher a ser Primeira-Ministra da nação. Ela governava com um pacote de medidas neoliberais, seguindo o exemplo do presidente dos EUA, o ex-ator Ronald Reagan, mas essas medidas não estavam funcionando e a popularidade de Thatcher estava em baixa. Então, a Argentina invadiu o arquipélago.

Essa invasão foi o ponto de virada para a "Dama de Ferro". Para recuperar as ilhas e, ao mesmo tempo, salvar seu governo, Thatcher enviou uma enorme frota naval para as Ilhas Falklands/Malvinas para expulsar os argentinos e retomar o controle do arquipélago.

A guerra foi rápida: durou 72 dias com vitória acachapante inglesa e derrota e humilhação argentina. Galtieri renunciou da presidência quatro dias depois do fim do conflito e, mais tarde, foi processado e preso. A derrota platina acelerou a queda da ditadura e a volta da Democracia, que dura até hoje.

No futebol, as relações entre Inglaterra e Argentina também sempre foram de atrito. A primeira vez em que se enfrentaram foi nas quartas-de-finais da Copa do Mundo de 1966, disputada em território inglês, em plena "Era dos Beatles". A Inglaterra venceu por 1x0, gol do atacante Geoff Hurst. O jogo ficou marcado pela expulsão do volante argentino Antonio Rattín, ídolo da equipe Boca Juniors. O juiz, que era alemão, expulsou Rattín após uma segunda advertência. Como o árbitro não falava espanhol, somado ao inconformismo de Rattín, somente depois de 10 minutos o argentino saiu de campo. Ao sair, ele amassou uma das bandeirinhas de escanteio - que tinha o desenho da Union Jack, a bandeira do Reino Unido - e sentou-se em um tapete que estava reservado para a então Rainha Elizabeth II. Após a partida, o técnico da seleção inglesa, Alf Ramsey, não permitiu que seus jogadores fizessem a tradicional troca de camisas com seus adversários e chamou os argentinos de "Animales de La Plata".

Uma curiosidade: devido a essa confusão linguística com a expulsão de Rattín, foram criados os cartões amarelo e vermelho, simbolizando, respectivamente, advertência e expulsão, que foram utilizados pela primeira vez na Copa do Mundo de 1970.


Antonio Rattín: sua expulsão fez surgirem os cartões amarelo e vermelho 

As duas nações voltaram a encontrarem-se 20 anos depois na segunda Copa do Mundo disputada no México, em 1986, novamente nas quartas-de-finais, no Estádio Asteca. As lembranças da Guerra das Malvinas ainda estavam frescas nas memórias do ingleses e, principalmente, nas dos argentinos, que viram como uma oportunidade para vingarem-se da derrota do conflito militar. E, para isso, contavam com seu maior jogador, Maradona, que não decepcionou. E foi além. 

O jogo, como não podia deixar de ser, era tenso, e o primeiro tempo terminou em 0x0. Quando o segundo tempo começou, logo aos seis minutos, o zagueiro inglês, Steve Hodge, tentou afastar a bola chutando para o alto, mas esta pegou efeito e foi para dentro da área. Maradona correu, saltou junto com o goleiro Peter Shilton, que era mais alto, deu um soco na bola, que foi para o gol. Os ingleses reclamaram veementemente, mas o juiz tunisiano validou o gol. 

Após o jogo, Maradona chamou esse gol de "Mão de Deus". Já os ingleses chamaram de "Mão de um trapaceiro". 
Se naquela época houvesse VAR, o árbitro de vídeo, esse gol infame teria sido, sem dúvida, anulado.


Veja abaixo o vídeo do infame gol "Mão de Deus" feito por Maradona (narração em espanhol com legendas em português embutidas)


Porém, quatro minutos depois, não houve o que contestar, nem mesmo pelos ingleses. Muito pelo contrário!
Maradona recebeu a bola no meio de campo, passou driblando por quatro jogadores de linha da Inglaterra - Peter Beardsley, Peter Reid, Terry Butcher, Terri Fenwick - e também o goleiro Shilton e marcou aquele que ficou conhecido como O Gol do Século!

Veja abaixo o vídeo do Gol do Século (narração em espanhol com legendas em português):


A Inglaterra pressionou e descontou com um gol de Gary Lineker (que terminou a competição como o artilheiro da Copa com 6 gols marcados), mas não foi o suficiente para tirar o triunfo argentino. A derrota na Guerra das Malvinas estava vingada. A partir daí, a Argentina embalou e tornou-se bicampeã mundial ao vencer a Alemanha na grande final por 3x2.
Dirigido a quatro mãos pelos cineastas argentinos Juan Cabral e Santiago Franco, O Jogo mostra imagens da época de antes desse memorável jogo, incluindo uma discussão do técnico da seleção argentina, Carlos Bilardo, em um programa de TV e tem depoimentos de oito protagonistas, testemunhas diretas daquela memorável partida. Pelo lado inglês falam os jogadores Gary Lineker, John Barnes e Peter Shilton. Entre os argentinos estão presentes Jorge Burruchaga, Jorge Valdano (que foi convocado para a Copa por insistência de Maradona), Oscar Ruggeri, Ricardo Giusti e Julio  Olarticoechea
O Jogo teve sua estreia mundial no Festival de Cannes deste ano e recebeu ótimas críticas. Depois foi lançado em 21 de maio último na capital argentina, Buenos Aires, também com ótimas críticas e sucesso de público. 
Ainda não há previsão para sua estreia no Brasil, mas esperemos que seja breve.
O Jogo, além de um registro de uma partida icônica, é também um registro de um gênio que nos deixou cedo demais.

NOTA: No dia em que este texto foi escrito, houve o jogo semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina x Inglaterra com vitória dos Hermanos, liderados por Lionel Messi, de virada, por 2x1


Anterior: Uma Vez na Vida - A Extraordinária História do New York Cosmos


Veja aqui o trailer oficial de O Jogo (falado e legendado em espanhol e inglês - HD):



sexta-feira, 10 de julho de 2026

Série Especial | Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar 3: Um Time Show de Bola (Argentina - 2013)

 

Amadeo é um menino que mora em uma pequena cidade do interior e gosta de sua amiga Laura. Amadeo é “fera” no pebolim e vence, de virada, uma partida contra seu rival, Ezequiel, que é um bom futebolista. Furioso, Ezequiel deixa a cidade e retorna anos depois, já como um craque consagrado, para construir um mega-estádio de futebol no local e, para isso, terá que demolir todas as construções. Amadeo tenta impedir e é desafiado por Ezequiel para um jogo de futebol no qual o vencedor ganha tudo. Para vencer seu adversário, Amadeo terá ajuda dos bonequinhos de pebolim, que ganharam vida.
O diretor Juan José Campanella (de O Segredo de Seus Olhos) se inspirou no conto Memorias de Un Wing Derecho (Memórias de Um Ponta-Direita, em tradução livre), do escritor Roberto Fontanarrosa e se utilizou de duas paixões populares neste desenho animado argentino produzido junto com a Espanha: o futebol e sua versão de mesa, o pebolim (Metegol, em espanhol, que também é o nome original do filme). Os Hermanos fizeram uma animação competente e divertida com os bonecos de pebolim caracterizados como jogadores de verdade, cada um com sua respectiva personalidade (o capitão mandão, o vaidoso, etc.).
Um Time Show de Bola foi um grande sucesso de bilheteria na Argentina – também foi bem no Brasil – e conquistou o Prêmio Goya (o Oscar espanhol) de Melhor Filme de Animação e o Prêmio Sur (o Oscar argentino) de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Fotografia, Melhor Canção e Melhor Som.


Veja aqui o trailer de Um Time Show de Bola (dublado):


domingo, 12 de setembro de 2021

A saga do menino Fidel e seu cavalo, Che


Fidel Canteros é um menino paraguaio de 12 anos que imigrou para a Argentina, na província de Misiones, junto com seu irmão mais velho para ganhar dinheiro e enviá-lo para ajudar sua mãe e irmã que vivem no Paraguai

Fidel Canteros trabalha no campo como peão e participa de corridas de cavalos vestido com uma camiseta de futebol com o nome do futebolista argentino Diego Maradona (1960-2020) e conduz um veloz alazão que é chamado de Che.

É nessa premissa simples, mas com elementos impactantes, que baseia-se o documentário Fidel, Niño Valiente (literalmente Fidel, Menino Valente), dirigido pelo estreante Mario Verón

Verón conta que, ao ouvir falar sobre a dupla Fidel Canteros e Che, viajou ao nordeste da Argentina - onde está localizada a província de Misiones - para ver de perto o menino e seu cavalo correrem em hipódromos (pistas de corridas para cavalos) improvisados e, segundo o cineasta, viu a ambos transformados em "cavaleiro e cavalo do povo".

Verón também conta que, além de sentir-se atráido por Fidel Canteros e Che, viu em Fidel, Niño Valiente a oportunidade de "falar da feroz desigualdade entre as condições de vida dos camponeses e o poder das grandes empresas multinacionais na provícia". 

O cineasta refere-se principalmente à multinacional Alto Paraná S. A., que, além de possuir 10% do território da província de Misiones (o equivalente a dez vezes a área da capital Buenos Aires), causa constantes desmatamentos (cujas cenas são mostradas em Fidel, Niño Valiente), o que desaloja os camponeses e as comunidades indígenas de seus lares e aldeias.

Para filmar Fidel, Niño Valiente, Mario Verón passou quatro meses na região - tendo, inclusive, passado o Natal e Ano Novo - para, segundo ele, "aproximar-se da sua dor para poder filmar. Algo que não tem nada a ver com heroísmo cinematográfico, mas que foi indispensável para contar esta história". Verón garante que escapou da espetacularização da miséria e da pena.

Quando perguntado se Fidel Canteros vestido com a camiseta de Maradona e o cavalo chamado Che são símbolos da luta dos humildes contra a opressão, Mario Verón responde que ambos representam a luta face ao injusto. 

E Verón acrescenta: "O que sabemos de Guevara (Ernesto "Che" Guevara, médico e guerrilheiro argentino e herói da Revolução Cubana. - N. do A.) juntamente com o sentido de classe de Maradona, é o de não esquecer sua origem e estar sempre ao lado dos mais fracos".

Fidel, Niño Valiente faz sua estreia comercial em 16 de novembro próximo em Buenos Aires. Ainda não há previsão para a sua estreia no Brasil.


Veja aqui o trailer oficial de Fidel, Niño Valiente (em espanhol e guarani com legendas em espanhol):



#PanoramaDoCinema

#ForaBolsonaro

#BolsonaroGenocida

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Série Especial | Filmes de Futebol Para Ver Durante a Copa do Mundo 6: Copa 78 - O Poder do Futebol (Brasil - 1979)


Se a Copa do Mundo de 1978 pudesse ser resumida em uma única palavra, seria: polêmica. A Argentina foi país escolhido para sediar a copa daquele ano, um período em que os argentinos viviam sob o jugo de uma feroz ditadura militar sob o comando do infame  general carniceiro Jorge Videla (1925-2013). Apesar de protestos de organizações de direitos humanos internacionais, o igualmente infame e truculento presidente da FIFA, João Havelange (1916-2016), confirmou o evento na nação platina.

A Copa do Mundo de 1978 tem fatos polêmicos do começo até o fim da competição, que vão desde uso da copa por Videla e seus cúmplices para desviar a atenção do povo argentino dos problemas do país, passando pelo gol anulado na partida Brasil x Suécia, na primeira fase; até a fase decisiva, com a partida mais lembrada dessa copa, superando até mesmo a final: Argentina 6 x 0 Peru

Para disputar a final contra a Holanda (vice-campeã da copa anterior), a Argentina precisava não só vencer o Peru, mas também ter um saldo de gols maior que o seu concorrente direto, o Brasil, que jogaria contra a Polônia. As partidas seriam disputadas no mesmo horário, mas, estranhamente, Argentina x Peru foi transferida para duas horas depois de Brasil x Polônia. 

O Brasil venceu os poloneses por 3 x 1 e, para passar à final, os argentinos precisavam vencer os peruanos com, pelo menos quatro gols de diferença. Fizeram seis e classificaram-se. Mal a partida acabou e começaram a aparecer várias histórias sobre um suposto suborno para facilitar a vitória da seleção anfitriã. Com ou sem "mala preta", a Argentina venceu a aplicada seleção da Holanda e conquistou seu primeiro título mundial.

Um ano depois, o triunfo dos Hermanos continuava a ser um assunto quente nas rodas de conversa brasileiras e esquentou ainda mais quando foi lançado nos cinemas de nosso país o documentário Copa 78 - O Poder do Futebol (que, no restante do mundo, ganhou o título em inglês, World Cup - The Power of Football).

Dirigido a quatro mãos por Maurício Sherman (mini-série A, E, I, O... Urca, também autor do roteiro) e Victor di Mello (Solidão, Uma Linda História de Amor) e com narração do jornalista Sérgio Chapelin (Globo Repórter), Copa 78 - O Poder do Futebol põe mais lenha na fogueira com imagens detalhadas e cutuca várias feridas ainda mal cicatrizadas, destacando a trégua negociada da ditadura com o grupo guerrilheiro esquerdista Montoneros, que lhe fazia oposição e a combatia; além das polêmicas citadas anteriormente, e complementa lembrando que o goleiro da seleção do Peru, Ramón Quiroga, era argentino naturalizado peruano...

Se formos dar ouvidos a todas as teorias da conspiração surgidas desde aquela época, a Argentina não comprou apenas a partida contra o Peru, mas a copa inteira e, ainda por cima, pagou adiantado. Até hoje, nada foi provado e, como qualquer estudante de Direito sabe, uma pessoa (neste caso, uma equipe) é inocente até que prove sua culpa. A não ser que surjam fatos novos e comprovados, todas essas histórias e acusações não passam de especulação. 

Porém, é preciso lembrar que, em uma festa, quem manda são os donos da casa, uma lição que o Brasil, apesar de já ter organizado duas Copas do Mundo (em 1950 e 2014, ambas com resultados traumáticos), ainda não aprendeu.


P. S. - Embora eu tenha feito uma pesquisa ampla, não consegui encontrar o  vídeo com o trailer oficial de Copa 78 - O Poder do Futebol (se alguém souber onde encontrar, não se acanhe e envie um e-mail para panoramadocinema@gmail.com). Por isso, postei abaixo dois vídeos, um com os gols da partida Argentina x Peru e outro da final, Argentina x Holanda.

Anterior: Todos os corações do Mundo 

Veja aqui os gols da partida Argentina 6 x 0 Peru na Copa do Mundo de 1978 (narração em espanhol):



Veja aqui o vídeo dos gols e melhores momentos da partida Argentina 3 x 1 Holanda, a grande final da Copa do Mundo de 1978 (narração em inglês):




Publicado no LinkedIn em 20/06/2018.

Atualizado em 10/06/2026.

sábado, 16 de junho de 2018

Copa do Mundo de 2018 | Seleção da Islândia tem um goleiro de cinema!



Islândia é uma ilha-nação localizada no norte da Europa conhecida principalmente por seu clima muito frio, pela crise econômica-financeira ocorrida em 2008 causada pelos bancos que levou à prisão vários "graúdos" locais e pela forte influência feminina na política do país.

Nos últimos anos, a Islândia vem se destacando em outros campos a começar pelo cinema: o filme Rams (veja aqui) conquistou, em 2015, o prêmio Un Certain Regard no prestigioso Festival de Cannes. O outro campo, é justamente aquele feito de grama no qual duas equipes compostas de 11 jogadores praticam um esporte que consiste em correr atrás de uma bola. Em outras palavras, o futebol

Em 2016, a Islândia participou pela primeira vez em sua história do Campeonato Europeu de Futebol, mais conhecida como Eurocopa. Os islandeses fizeram bonito na competição. Na primeira fase, empataram em 1x1 contra os tradicionais times da Hungria e de Portugal (que seria o campeão), do megacraque Cristiano Ronaldo, e venceu a Áustria por 2x1. Nas oitavas-de-final, venceram a poderosa Inglaterra, também por 2x1. A equipe viking cairia nas quartas-de-final diante da anfitriã, a França, mas caiu em pé e fez história.

E os "Vikings do futebol" continuam a fazer história! Primeiro, conquistaram uma inédita vaga para disputar a Copa do Mundo de 2018, que tem lugar na Rússia. E já em sua partida inaugural na competição, fizeram a sua primeira "vítima", a Argentina, seleção de outro megacraque futebolista, Lione Messi.

A Argentina saiu na frente com um gol de Sergio "Kun" Aguero. A Islândia empatou com Alfred Finnbogason. Os islandeses endureciam a partida para os "Hermanos" até que, aos 19 minutos do segundo tempo, Messi sofre falta dentro da área. Pênalti indiscutível. O próprio Messi cobrou e o goleiro islandês, Hannes Thór Halldórsson defendeu! Resultado final: 1x1 e a história continua a ser feita!

Ao terminar a partida, todos, naturalmente, queriam saber mais sobre o goleiro de 34 anos que defendeu o pênalti daquele que é considerado o maior jogador do mundo ao lado de Cristiano Ronaldo. E ficaram de queixo caído quando souberam que, além de ser futebolista profissional, Hannes Thór Halldórsson é também... Cineasta!

Aos 14 anos, como todos os jovens de sua idade, Hannes Thór Halldórsson sonhava em ser jogador de futebol, mas um acidente de snowboarding deslocou seu ombro e, toda vez que treinava, sentia muitas dores, tendo que, mais tarde, fazer uma cirurgia. Nessa mesma época já fazia curta-metragens, outra paixão.

Incentivado pelo pai, Hannes Thór Halldórsson voltou a tentar a carreira de goleiro e, muitos altos e baixos depois, chegou à situação que conhecemos hoje. Porém, a paixão pela direção de filmes não foi abandonada. Em 2012, dirigiu um vídeo musical chamado Never Forget (literalmente "Nunca esqueça") da dupla Greta Salome & Jonsi, que foi o representante da Islândia no Festival Eurovisão da Canção daquele ano.

Hannes Thór Halldórson também dirigiu um vídeo da banda feminina Nylon, uma série de TV chamada Nossos Jogadores, na qual mostrava islandeses importantes que ganham a vida no mundo da bola; e, a pedido de uma companhia multinacional de refrigerantes, um comercial a ser exibido durante a Copa deste ano. 

Desde 2013, trabalha em um filme de longa-metragem. Ele não dá muitos detalhes, mas diz que é um "thriller sobrenatural que acontece em algum lugar da Islândia" e garante que "não é um filme de zumbis".

Hannes Thór Halldórsson ainda vai dar muito o que falar, dentro e fora dos campos de futebol. Panorama do Cinema faz uma sugestão ao goleiro-cineasta (ou cineasta-goleiro): Que tal fazer um filme sobre a saga da Islândia na Copa do Mundo de 2018, mostrando a sua defesa no pênalti batido por Lionel Messi?


Veja aqui os gols e melhores momentos da partida Argentina x Islândia, com destaque para a defesa de Hannes Thór Halldórsson no pênalti cobrado por Lionel Messi, no vídeo oficial da FIFA (em inglês - HD):



Veja aqui o vídeo da canção Never Forget, dirigido por Hannes Thór Halldórsson e interpretado pela dupla Greta Salome & Jonsi, que foram os candidatos do Festival Eurovisão da Canção (em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 16/06/2018.

sábado, 19 de maio de 2018

Amazon vai produzir série sobre Diego Maradona


A Amazon Prime Video, canal streaming do grupo Amazon, vai produzir uma série biográfica do maior futebolista argentino de sempre, Diego Maradona. A série irá destacar os momentos mais destacados, obscuros, polêmicos e gloriosos do "Pibe de Oro"("Garoto de Ouro", em espanhol), que inclui a conquista da Copa do Mundo de 1986.

Segundo o vice-presidente da Amazon Prime Video, Brad Beale, "Há poucos jogadores cuja notoriedade transcende gerações e fronteiras geográficas. Diego Maradona é um nome muito conhecido ao redor do mundo e os melhores momentos de sua carreira são tidos entre os maiores momentos da história do futebol".

Não é a primeira vez que fazem um filme sobre Diego Maradona. O futebolista portenho já apareceu em El Día que Maradona Conoció a Gardel (1996), dirigido por Rodolfo Pagliere; e em vários documentários tais como Amando a Maradona (2005), de Javier Vásquez; Maradona by Kusturica (2008), do documentarista sérvio Emir Kusturica (Zavet); e, para breve - está em processo de pós-produção -,  Maradona, de Asif Kapadia, vencedor do Oscar pelo documentário Amy (2015) e do Bafta (o Oscar britânico) por Senna (2010).

Diego Maradona demostra, mais uma vez, que é mesmo um megacraque, dentro ou fora de campo.



Veja aqui o Gol do Século marcado por Diego Maradona na Copa do Mundo de 1986 (legendado - HD):



Publicado no LinkedIn em 19/05/2018.