Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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domingo, 12 de setembro de 2021

A saga do menino Fidel e seu cavalo, Che


Fidel Canteros é um menino paraguaio de 12 anos que imigrou para a Argentina, na província de Misiones, junto com seu irmão mais velho para ganhar dinheiro e enviá-lo para ajudar sua mãe e irmã que vivem no Paraguai

Fidel Canteros trabalha no campo como peão e participa de corridas de cavalos vestido com uma camiseta de futebol com o nome do futebolista argentino Diego Maradona (1960-2020) e conduz um veloz alazão que é chamado de Che.

É nessa premissa simples, mas com elementos impactantes, que baseia-se o documentário Fidel, Niño Valiente (literalmente Fidel, Menino Valente), dirigido pelo estreante Mario Verón

Verón conta que, ao ouvir falar sobre a dupla Fidel Canteros e Che, viajou ao nordeste da Argentina - onde está localizada a província de Misiones - para ver de perto o menino e seu cavalo correrem em hipódromos (pistas de corridas para cavalos) improvisados e, segundo o cineasta, viu a ambos transformados em "cavaleiro e cavalo do povo".

Verón também conta que, além de sentir-se atráido por Fidel Canteros e Che, viu em Fidel, Niño Valiente a oportunidade de "falar da feroz desigualdade entre as condições de vida dos camponeses e o poder das grandes empresas multinacionais na provícia". 

O cineasta refere-se principalmente à multinacional Alto Paraná S. A., que, além de possuir 10% do território da província de Misiones (o equivalente a dez vezes a área da capital Buenos Aires), causa constantes desmatamentos (cujas cenas são mostradas em Fidel, Niño Valiente), o que desaloja os camponeses e as comunidades indígenas de seus lares e aldeias.

Para filmar Fidel, Niño Valiente, Mario Verón passou quatro meses na região - tendo, inclusive, passado o Natal e Ano Novo - para, segundo ele, "aproximar-se da sua dor para poder filmar. Algo que não tem nada a ver com heroísmo cinematográfico, mas que foi indispensável para contar esta história". Verón garante que escapou da espetacularização da miséria e da pena.

Quando perguntado se Fidel Canteros vestido com a camiseta de Maradona e o cavalo chamado Che são símbolos da luta dos humildes contra a opressão, Mario Verón responde que ambos representam a luta face ao injusto. 

E Verón acrescenta: "O que sabemos de Guevara (Ernesto "Che" Guevara, médico e guerrilheiro argentino e herói da Revolução Cubana. - N. do A.) juntamente com o sentido de classe de Maradona, é o de não esquecer sua origem e estar sempre ao lado dos mais fracos".

Fidel, Niño Valiente faz sua estreia comercial em 16 de novembro próximo em Buenos Aires. Ainda não há previsão para a sua estreia no Brasil.


Veja aqui o trailer oficial de Fidel, Niño Valiente (em espanhol e guarani com legendas em espanhol):



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quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Wim Wenders é homenageado em Sarajevo


O cineasta alemão Wim Wenders foi homenageado no Festival de Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegovina, com o prêmio Coração de Honra por sua contribuição ao cinema.

Afastado das salas de exibição e do público há um ano e meio devido à pandemia do Covid-19, Wim Wenders disse que "Esta noite parece-me um sonho tornado realidade depois de um ano e meio sem sair de casa nem assistir um filme com outras pessoas. Custo a acreditar na sorte que finalmente tenho". 

Na cerimônia, Wim Wenders compareceu vestido de terno e uma camiseta com o desenho de um coração, que é o formato dos prêmios distribuídos no festival. Sobre esse mesmo formato, Wim Wenders comentou: "É assim que faço filmes, com o meu coração. Por isto que isto é especial para mim".

Wim Wenders ainda realizou uma masterclass no festival e houve exibição de vários de seus filmes tais como Paris, Texas (1984) e Buena Vista Social Club (1999).


Veja aqui o trailer oficial de Buena Vista Social Club dirigido por Wim Wenders (legendado - HD):



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#MarioFriasNaCadeia

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

ULTRAPASSAMOS AS 110.000 VISUALIZAÇÕES!!!


De qual modo Panorama do Cinema pode, mais uma vez, agradecer às cinéfilas e cinéfilos que nos honram com suas visitas e nos fizeram ultrapassar as 110.000 visualizações? A resposta é: independente de que maneira seja, nunca será suficiente. Por isso será aumentada a dedicação ao trabalho, trabalho esse dedicado a todos vocês, que compartilham o amor ao cinema conosco.

E como não poderia deixar de ser, vamos abrir nossa tradional champagne para celebrar:



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quinta-feira, 22 de julho de 2021

Frank Grillo contra Mel Gibson em "Mate ou Morra", uma alucinante aventura no tempo


Roy Pulver (Frank Grillo, de Vingadores: Ultimato) é um agente especial que enfrenta assassinos de todos os tipos. Até aí poderia ser considerado os ossos do ofício, mas o problema é que isso acontece todos os dias que sempre terminam do mesmo jeito: com sua morte. A ex-esposa de Roy, Jemma (Naomi Watts, de Birdman), enviou-lhe uma mensagem dizendo que o cientista Ventor (Mel Gibson, da franquia Mad Max) está envolvido nesse ciclo infinito.

Com a participação da artista marcial Michelle Yeoh (O Tigre e o Dragão) e com direção de Joe Carnahan (Esquadrão Classe A), Mate ou Morra (título original Boss Level) é uma divertida aventura bem recebida pela crítica que mistura elementos da franquia Duro de Matar com Feitiço do Tempo (veja uma matéria sobre esse filme aqui) com uma pitada de vídeo game. 

Mate ou Morra tem estreia prevista para outubro de 2021 em dia ainda a ser definido.


Veja aqui o trailer oficial de Mate ou Morra (dublado - HD):



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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Oliver Stone garante: "Prisão de Lula foi um projeto dos EUA"


O Festival de Cannes está a todo o vapor com suas habituais estreias de novos filmes e o desfilar de astros e estrelas de cinema. Dentre estes últimos destaca-se o cineasta e roteirista estadunidense Oliver Stone, duas vezes vencedor do Oscar de Melhor Diretor por Platoon (1986) e Nascido em Quatro de Julho (1989) e do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por O Expresso da Meia-Noite (1978). Oliver Stone está no festival do famoso balneário francês para lançar o seu mais recente filme, o documentário JFK Revisited: Through The Looking Glass (ainda sem título em português e sem data de estreia prevista).

Além das suas qualidades como diretor e escritor de roteiros cinematográficos, Oliver Stone é conhecido por ser um feroz crítico da política estadunidense e do "American way of life" ("modo de vida americano") como pode ser visto em filmes como Salvador, o Martírio de Um Povo (1986), a franquia Wall Street (1987/ 2010), Assassinos Por Natureza (1994), Nixon (1995), Um Domingo Qualquer (1999) e Snowden, Herói ou Traidor? (2016).

Oliver Stone tem fama de ser um artista "de esquerda", principalmente devido a filmes como Comandante (2003), uma entrevista com o então presidente de Cuba Fidel Castro (1926-2016); Ao Sul da Fronteira (2009), no qual retrata a ascensão de governos esquerdistas na América do Sul; Mi Amigo Hugo (2014), um documentário feito para a rede de TV venezuelana TeleSur em homenagem ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez (1954-2013), morto um ano antes; e a série televisiva A História Não Contada dos Estados Unidos (2012-2013).

JFK Revisited: Through The Looking Glass trata do assassinato do presidente dos EUA, John Kennedy (1917-1963), um tema que Oliver Stone já tinha abordado, mas de forma dramatizada, no filme JFK, a Pergunta Que Não Quer Calar (1991). Em entrevista à prestigiosa revista de entretenimento Variety, Stone diz que seu novo trabalho é um bom final para o filme de 1991, pois "amarra muitos fios soltos" e espera que afaste muito sobre "a ignorância sobre o caso e o filme".

Aos 74 anos de idade, Oliver Stone não pára. Seu próximo filme, que ainda não tem nome, mas tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022, será sobre ninguém menos que o ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva e sua condenação à prisão pelo ex-juiz Sérgio Moro. Segundo Stone, a prisão de Lula foi parte do projeto dos EUA de patrulhar o mundo. "É uma guerra em curso que está acontecendo", diz o cineasta. 

Oliver Stone queixa-se que a chamada grande mídia dos EUA é parcial com países governados pela esquerda, além de uma censura enorme auto-imposta pela indústria cultural. "A mentalidade ocidental agora é completamente anti-Rússia, anti-China, anti-Irã, anti-Cuba, anti-Venezuela. Não pode-se falar nada de bom sobre eles. O que mais está na lista? No Brasil, Lula foi para a cadeia, eles livraram-se do Lula. Eles policiam o mundo", complementa.

Pode estar certo de uma coisa, Oliver: qualquer semelhança entre a grande mídia estadunidense e a grande mídia brasileira, NÃO é mera coincidência...


Assista aqui ao trailer oficial de JFK Revisited: Through The Glass Door (original em inglês - HD):



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sexta-feira, 11 de junho de 2021

Animação libanesa "bomba" na net e revoluciona cinema árabe


A Primavera Árabe foi um movimento político e social ocorrido em 2011 em países do Oriente Médio e norte da África (que possuem língua e cultura árabes) que gerou uma onda de protestos e revoluções que derrubaram ditadores e/ou pediam melhores condições de vida. Os países envolvidos no movimento foram Tunísia, Líbia, Egito, Argélia, Iêmen, Marrocos, Bahrein, Síria, Jordânia e Omã. Em alguns desses países o processo revolucionário ainda está em curso.

A Primavera Árabe foi a principal inspiração para o recém-lançado desenho animado do Líbano Alephia 2053 feita pela empresa libanesa Spring Entertainment com a colaboração do estúdio francês de animação Malil'Art e tem a direção do cineasta Jorj Abou Mhaya.

Alephia 2053 conta a história do fictício país árabe Alephia no ano de 2053 que vive sob uma sangrenta ditadura liderada pelo tirano hereditário Alaa Ibn Ismail. O movimento de resistência elabora uma meticulosa operação para derrubar o ditador e envia seus agentes para executar o plano.

Em entrevista para o canal de notícias Euronews, o produtor Rabih Sweidan disse que a obra do quadrinista britânico Alan Moore (autor de Watchmen e V de Vingança, ambos transformados em filme) e a franquia Matrix foram igualmente grandes influências para a realização de Alephia 2053. Ele conta como surgiu a ideia para a animação:

"Não existe nada sobre o futuro, nunca ninguém fala sobre o que poderá ser. E essa foi a ideia, do tipo 'Não seria bom desenvolvermos algo que não fale de um passado improvável, mas, talvez, de um futuro plausível?' Foi assim que toda a ideia começou. Tudo gira à volta do questionamento: 'para onde vamos? Como seria o amanhã?'"

E acrescenta:

"A ideia do filme surgiu de uma pergunta: 'Como será o mundo árabe daqui a 20 ou 30 anos?' No meu modo de ver, o futuro é promissor. O filme tenta expressar isso através da classificação por cores: as cenas do final incorporam um tom gradiente mais vivo do que o tema escuro e poirento que predomina na primeira parte do filme".

Alephia 2053 foi muito bem recebido pela crítica local que considerou a animação "um marco" e "uma revolução" do cinema árabe.

Desde que foi lançado no YouTube, em 21 de março último (e até o momento em que este texto foi escrito), Alephia 2053 tem mais de 8 milhões de visualizações e continua a "bombar" na rede. Vale a pena conhecer esta interessante animação libanesa.


Assista aqui, na íntegra, Alephia 2053 (original em árabe com legendas em alemão, francês, inglês, italiano e português. Clique no botão "Detalhes" para configurar - HD):



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domingo, 23 de maio de 2021

Ultrapassamos as 100.000 visualizações!!!

 


Quando iniciei este blog chamado Panorama do Cinema, logicamente tinha esperanças que chamasse a atenção dos amantes da Sétima Arte para que dessem pelo menos uma olhadinha aqui. Mas, ultrapassar as 100.000 visualizações foi muito além do que eu esperava! Principalmente levando-se em conta que este é um trabalho independente e, dentro das possibilidades deste mesmo tipo de trabalho, feito com cuidado, capricho e, principalmente, amor e paixão ao Cinema.

E é a vocês, cinéfilas e cinéfilos de todas as partes, a quem devo agradecer por estes resultados maravilhosos. Deus abençoe a todos vocês e, de minha parte, comprometo-me a melhorar cada vez mais o trabalho neste espaço onde recebo sua honrosa e prestigiosa visita.

Como é de praxe, vamos comemorar com a nossa tradicionalíssima champagne!



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