Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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sexta-feira, 16 de julho de 2021

Oliver Stone garante: "Prisão de Lula foi um projeto dos EUA"


O Festival de Cannes está a todo o vapor com suas habituais estreias de novos filmes e o desfilar de astros e estrelas de cinema. Dentre estes últimos destaca-se o cineasta e roteirista estadunidense Oliver Stone, duas vezes vencedor do Oscar de Melhor Diretor por Platoon (1986) e Nascido em Quatro de Julho (1989) e do Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por O Expresso da Meia-Noite (1978). Oliver Stone está no festival do famoso balneário francês para lançar o seu mais recente filme, o documentário JFK Revisited: Through The Looking Glass (ainda sem título em português e sem data de estreia prevista).

Além das suas qualidades como diretor e escritor de roteiros cinematográficos, Oliver Stone é conhecido por ser um feroz crítico da política estadunidense e do "American way of life" ("modo de vida americano") como pode ser visto em filmes como Salvador, o Martírio de Um Povo (1986), a franquia Wall Street (1987/ 2010), Assassinos Por Natureza (1994), Nixon (1995), Um Domingo Qualquer (1999) e Snowden, Herói ou Traidor? (2016).

Oliver Stone tem fama de ser um artista "de esquerda", principalmente devido a filmes como Comandante (2003), uma entrevista com o então presidente de Cuba Fidel Castro (1926-2016); Ao Sul da Fronteira (2009), no qual retrata a ascensão de governos esquerdistas na América do Sul; Mi Amigo Hugo (2014), um documentário feito para a rede de TV venezuelana TeleSur em homenagem ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez (1954-2013), morto um ano antes; e a série televisiva A História Não Contada dos Estados Unidos (2012-2013).

JFK Revisited: Through The Looking Glass trata do assassinato do presidente dos EUA, John Kennedy (1917-1963), um tema que Oliver Stone já tinha abordado, mas de forma dramatizada, no filme JFK, a Pergunta Que Não Quer Calar (1991). Em entrevista à prestigiosa revista de entretenimento Variety, Stone diz que seu novo trabalho é um bom final para o filme de 1991, pois "amarra muitos fios soltos" e espera que afaste muito sobre "a ignorância sobre o caso e o filme".

Aos 74 anos de idade, Oliver Stone não pára. Seu próximo filme, que ainda não tem nome, mas tem previsão de lançamento para o primeiro semestre de 2022, será sobre ninguém menos que o ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva e sua condenação à prisão pelo ex-juiz Sérgio Moro. Segundo Stone, a prisão de Lula foi parte do projeto dos EUA de patrulhar o mundo. "É uma guerra em curso que está acontecendo", diz o cineasta. 

Oliver Stone queixa-se que a chamada grande mídia dos EUA é parcial com países governados pela esquerda, além de uma censura enorme auto-imposta pela indústria cultural. "A mentalidade ocidental agora é completamente anti-Rússia, anti-China, anti-Irã, anti-Cuba, anti-Venezuela. Não pode-se falar nada de bom sobre eles. O que mais está na lista? No Brasil, Lula foi para a cadeia, eles livraram-se do Lula. Eles policiam o mundo", complementa.

Pode estar certo de uma coisa, Oliver: qualquer semelhança entre a grande mídia estadunidense e a grande mídia brasileira, NÃO é mera coincidência...


Assista aqui ao trailer oficial de JFK Revisited: Through The Glass Door (original em inglês - HD):



#PanoramaDoCinema

#ForaBolsonaro

#BolsonaroGenocida

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Cuba realizará seu filme mais ambicioso


Desde o triunfo da Revolução Socialista liderada por Fidel Castro (1926-2016), em 1959, o cinema de Cuba vem se destacando com filmes de qualidade, dentre os quais podemos destacar Memórias do Subdesenvolvimento (1968), Morango e Chocolate (1993) e Papá: Hemingway em Cuba (2015), a primeira produção de Hollywood realizada na Ilha Comunista em muitos anos (veja a matéria aqui). 

O cineasta e documentarista cubano Rigoberto López (de Roble de Olor), em entrevista ao canal de notícias Telesur, disse que, neste mês de fevereiro, começarão as filmagens de uma produção do Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográficos (ICAIC), para a qual foi convidado a dirigir, e que chamará El Mayor.

El Mayor será a história de um militar cubano chamado Ignacio Agramonte y Loináz (1841-1873), mais conhecido como El Mayor General Ignacio Agramonte ("El Mayor" é um título honorífico), brilhante estrategista e herói da Guerra dos Dez Anos, na qual Cuba lutou pela sua independência contra a Espanha. 

O filme contará a história de Agramonte desde a sua infância até sua morte, em uma emboscada, com apenas 32 anos de idade incompletos. Segundo López, "Apenas serão ficcionados alguns elementos da história, que não alterarão a realidade".

López contou que El Mayor "É uma iniciativa que surgiu há muitos anos e que foi proposta pelo [então] General de Exército Raúl Castro". E acrescentou que o filme terá um duração de cerca de duas horas e as filmagens levarão por volta de quatro meses. E garante: "Este é o projeto cinematográfico mais ambicioso dos últimos 30 anos em Cuba".

Rigoberto López é um dos mais destacados profissionais de cinema em Cuba na atualidade. Seu filme mais recente chama-se Vuelos Prohibidos (Voos Proibidos, em espanhol), lançado em 2015, que conta a história de amor entre um cubano e uma francesa e que foi bem recebido pela crítica. 

Enquanto El Mayor não chega, vamos curtir o trailer de Vuelos Prohibidos (original em espanhol):



Publicado no LinkedIn em 08/02/2018.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Danny Glover é condecorado em Cuba


O ator estadunidense Danny Glover (de A Cor Púrpura), conhecido pelos filmes da franquia Máquina Mortífera que fez junto com o astro Mel Gibson (Coração Valente) e também pelo seu ativismo político a favor da justiça social e direitos humanos, foi condecorado hoje em Havana, no Instituto Cubano de Amizade com os Povos, com a Medalha da Amizade, concedida pelo Conselho de Estado de Cuba, pela sua luta em favor da libertação dos chamados “Cinco Cubanos”, que ficaram vários anos presos nos EUA devido a acusações falsas de espionagem e conspiração para assassinato, e também pela defesa da Revolução e do povo cubano.
                 Cartaz pedindo a libertação dos Cinco Cubanos
Além de Glover, também foram condecorados o casal de cineastas e documentaristas Estela Bravo (do documentário Fidel) e Ernesto Bravo (Mandela e Fidel) – ela, de nacionalidade estadunidense, e ele, argentino – que residem há mais de 50 anos na ilha comunista. Após a cerimônia, todos posaram para as câmeras segurando fotos do recém-falecido ex-presidente de Cuba e líder revolucionário Fidel Castro, com quem os homenageados tinham fortes vínculos de amizade.

Veja aqui o vídeo do telejornal venezuelano Telesur Noticias com a reportagem sobre a condecoração de Danny Glover em Cuba (original em espanhol):




Publicado no LinkedIn em 29/12/2016.

sábado, 25 de junho de 2016

Papa: Hemingway in Cuba - Hollywood volta a filmar na Ilha Comunista




O estadunidense Ernest Hemingway foi um dos maiores escritores de seu país em todos os tempos. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1954, teve várias de suas obras adaptadas em filmes para o cinema e a TV tais como Adeus Às Armas, Por Quem Os Sinos Dobram e O Velho e O Mar

Hemingway teve uma vida muito agitada. Esteve na I e II Guerra Mundial, na Guerra Civil Espanhola e, além dos EUA, viveu em Toronto, no Canadá; em Paris, França (onde conheceu os escritores James Joyce, Gertrude Stein e Ezra Pound; além dos artistas plásticos Pablo Picasso, Joan Miró e Juan Gris); e, entre 1939 e 1960, viveu em Cuba. E é sobre este período de sua vida que trata o filme Papa: Hemingway in Cuba

Papa: Hemingway in Cuba conta a história de um repórter (o estadunidense Giovanni Ribisi, de Avatar) que vai até Cuba para encontrar o escritor e ídolo Ernest Hemingway (o inglês Adrian Sparks, de Sobrenatural: A Origem), que vive na ilha caribenha com sua esposa, Mary (a inglesa Joely Richardson, de Maggie: A Transformação) no período que antecede a Revolução Comunista liderada por Fidel Castro e logo após do triunfo de movimento.

Este é o segundo filme dirigido pelo produtor iraniano naturalizado estadunidense, Bob Yari (de Crash: No Limite), que disse sobre Papa: Hemingway in Cuba:

“O filme conta a histórica verídica de um jovem repórter amigo de Mary e Ernest Hemingway que convive com o escritor e que se torna quase como um filho, nos últimos dois anos em que Hemingway viveu em Cuba. Através do olhar desse jovem repórter, podemos ver um lado privado e pessoal do escritor que ele não deixava que o público conhecesse”.

Papa: Hemingway in Cuba é uma co-produção entre EUA e Canadá e a primeira produção hollywoodiana feita na Ilha Comunista desde 1959. As filmagens da película ocorreram entre 2013 e 2014, antes mesmo do presidente dos EUA, Barak Obama, e de Cuba, Raúl Castro, anunciarem oficialmente a retomada das relações diplomáticas entre as duas nações.

Durante o período de produção e filmagem, Yari viu de perto a indústria cinematográfica cubana e sua atual infraestrutura, sobre as quais, aliás, Panorama do Cinema já havia chamado a atenção do público leitor em sua Dica de Leitura (veja aqui):

“A falta de infraestruturas e de equipamentos foi um grande desafio. Um dos aspetos interessantes foi perceber que a ética de trabalho dos cubanos é diferente da dos norte-americanos. Nas nossas produções trabalha-se entre 14 e 16 horas por dia. Os técnicos cubanos são pessoas talentosas e apaixonadas pelo cinema mas estão habituados a trabalhar de forma mais lenta”, contou o diretor e produtor. 

Como não poderia deixar de ser em se tratando de dois assuntos tão polêmicos - Cuba e Hemingway - a recepção a Papa: Hemingway in Cuba dividiu as opiniões: a crítica especializada estadunidense não recebeu bem o filme, mas o público, em geral, gostou. E, além disso, essa produção conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Key West, na Flórida, EUA (um dos locais no qual Hemingway morou), em 2015, e no Festival de Sonoma, na Califórnia, também nos EUA, neste ano.

Papa: Hemingway in Cuba teve seu lançamento oficial em 19/11/2015 no Festival de Key West, e, cerca de um mês depois, no Festival de Havana, Cuba. Seu lançamento comercial foi em 29 de abril deste ano, nos EUA. Ainda não há uma data prevista para o seu lançamento no Brasil. 

Veja aqui o trailer oficial de Papa: Hemingway in Cuba (original em inglês - HD):


domingo, 8 de maio de 2016

Dica de Leitura | Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba – Momentos, Linguagens e Caminhos



Panorama do Cinema volta com mais uma Dica de Leitura, na qual fazemos indicações de livros ou revistas ou matérias sobre assuntos relacionados ao Cinema. E a nossa dica de hoje vai para a matéria Momentos, Linguagens e Caminhos, que pode ser lida na revista Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba.
Desde o triunfo de sua Revolução Comunista em 1º de janeiro de 1959, Cuba tornou-se uma verdadeira pedra no sapato dos EUA, independente do governo deste país ser do Partido Democrata ou do Partido Republicano. Após a decretação do caráter Socialista da Revolução Cubana, os EUA instalaram um severo e cruel bloqueio econômico à ilha caribenha (impedindo até mesmo a entrada de comida e remédios) e ameaçaram retaliar todos os países e/ou empresas que fizessem qualquer tipo de negócio como o governo liderado por Fidel Castro. Cuba respondeu a esse bloqueio – considerado uma agressão pelos cubanos - com a solidariedade internacional e a sua determinação.
Entretanto, em 17 de dezembro de 2014, com a intermediação do Papa Francisco, o governos dos EUA, liderado por Barak Obama; e o de Cuba, liderado por Raúl Castro; anunciaram oficialmente o fim de mais de 50 anos de hostilidades e a retomada das relações diplomáticas. Após o anúncio, Obama disse que “a Guerra Fria acabou”. Em 21 de março deste ano, o presidente estadunidense realizou uma visita histórica à ilha comunista e, em seguida, a banda de Rock inglesa The Rolling Stones realizou um show igualmente histórico na capital cubana, Havana.
Embora seja pouco conhecida pelo grande público, Cuba possui uma rica produção cinematográfica, feita e distribuída pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC). O cinema cubano já legou aos cinéfilos de todo o mundo grande filmes como, por exemplo, Memórias do Subdesenvolvimento (1968), Lucía (1969) e, mais recentemente, Morango e Chocolate (1993), tendo sido este o primeiro filme de Cuba a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, o Festival de Havana (cujo link para a sua página oficial na internet pode ser acessado na coluna Sites de Prêmios e Festivais de Cinema, no lado direito deste site), que ocorre desde 1979, prestigia e premia as melhores obras do cinema latino-americano.
A revista Caros Amigos, é uma publicação mensal sobre Cultura, Economia, Política e Sociologia com ponto de vista esquerdista. A revista publicou há pouco a edição temática chamada Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba, na qual jornalistas e articulistas (incluindo o religioso Frei Betto) fazem a análise do atual momento de Cuba e suas perspectivas futuras após a retomada das relações diplomáticas com os EUA. Dentre as matérias apresentadas, se destaca Momentos, Linguagens e Caminhos, de autoria da jornalista Mónica Rivero, na qual examina as expressões artísticas, dentre estas o cinema, na atual conjuntura política cubana.
A matéria conta que o cinema, assim como a música, é um trabalho artístico que sofreu grandes transformações nos últimos anos em Cuba. Com uma infraestrutura precária devido ao embargo econômico e à crise que se seguiu a este, que se reflete em salas mal conservadas e tecnologia obsoleta, fez com que um grupo de cineastas cubanos fizessem propostas para uma reestruturação do parque cinematográfico local com modos de financiamento, produção e gestão distintos do ICAIC.
Mónica Rivero mostra o dilema do atual cinema em Cuba: como fazer filmes – assim como outros tipos de arte - sem cair no economicismo que pode vir na atual abertura econômica cubana?  Esse é o principal desafio que esses cineastas têm que encarar nessa reestruturação, que ainda não está devidamente regulada pelo governo local.
É uma matéria bem escrita que vale a pena ler, principalmente por aqueles que acham que Cinema é uma manifestação artística que não se limita apenas aos Blockbusters.
Esta edição temática de Caros Amigos pode ser encontrada em bancas, livrarias ou no site oficial da revista. No momento em que esta matéria foi escrita, o preço estava em R$ 13,50.

FICHA TÉCNICA
·         Título: Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba – Momentos, Linguagens e Caminhos
·         Autor: Vários
·         Assunto: Cultura, Economia, Política, Sociologia
·         Idioma: Português
·         Ano: 2016
·         Editora: Caros Amigos Editora
·         Edição: 1
·         Nº de páginas: 31
·         Status: à venda em bancas, livrarias e no site da editora
·         Preço: R$ 13,50 (maio/2016)

COTAÇÃO
Excelente.  

Veja aqui o trailer de Morango e Chocolate (original em espanhol):



Veja aqui, na íntegra, o filme Memórias do Subdesenvolvimento (Legendado):


Publicado no LinkedIn em 08/05/2016.