Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Dica de Leitura | O Cinema Soviético - Uma Arte a Serviço da Cultura Popular


Panorama do Cinema vem com mais uma Dica de Leitura, na qual indicamos livros, revistas, matérias ou artigos relacionados ao cinema. E a nossa dica de hoje vai para o artigo O Cinema Soviético - Uma Arte a Serviço da Cultura Popular, que pode ser lido no jornal O Poder Popular nº 26, órgão oficial do Partido Comunista Brasileiro (PCB). Esta é uma edição comemorativa ao centenário da Revolução Russa.

O artigo destaca o impulso dado ao cinema pelo líder da Revolução, Vladimir Lênin (1870-1924), que viu na Sétima Arte um poderoso instrumento de educação e de divulgação da Revolução Cultural; o desenvolvimento da indústria cinematográfica ao cargo da esposa de Lênin, a pedagoga Nadezhda Krupskaia (1869-1939) que culminou com a fundação da primeira escola profissional de cinema do mundo, o Instituto de Cinematografia de Todos os Estados da União, de onde veio o seu mais famoso aluno: o cineasta e filmólogo Serguei Eisenstein (1898-1948), cujos filmes desse período são verdadeiros clássicos do cinema soviético e mundial: A Greve (1924), O Encouraçado Potemkin (1925, considerado o maior filme de todos os tempos ao lado de Cidadão Kane, de Orson Welles) e Outubro (1927).

O Poder Popular nº 26 (assim como as edições anteriores), pode ser obtido gratuitamente por meio de download no site oficial do PCB. Acesse o link aqui.

                                       
Veja aqui o trailer de Outubro (legendas em espanhol):

                                            


Publicado no LinkedIn em 20/10/2017.

domingo, 8 de maio de 2016

Dica de Leitura | Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba – Momentos, Linguagens e Caminhos



Panorama do Cinema volta com mais uma Dica de Leitura, na qual fazemos indicações de livros ou revistas ou matérias sobre assuntos relacionados ao Cinema. E a nossa dica de hoje vai para a matéria Momentos, Linguagens e Caminhos, que pode ser lida na revista Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba.
Desde o triunfo de sua Revolução Comunista em 1º de janeiro de 1959, Cuba tornou-se uma verdadeira pedra no sapato dos EUA, independente do governo deste país ser do Partido Democrata ou do Partido Republicano. Após a decretação do caráter Socialista da Revolução Cubana, os EUA instalaram um severo e cruel bloqueio econômico à ilha caribenha (impedindo até mesmo a entrada de comida e remédios) e ameaçaram retaliar todos os países e/ou empresas que fizessem qualquer tipo de negócio como o governo liderado por Fidel Castro. Cuba respondeu a esse bloqueio – considerado uma agressão pelos cubanos - com a solidariedade internacional e a sua determinação.
Entretanto, em 17 de dezembro de 2014, com a intermediação do Papa Francisco, o governos dos EUA, liderado por Barak Obama; e o de Cuba, liderado por Raúl Castro; anunciaram oficialmente o fim de mais de 50 anos de hostilidades e a retomada das relações diplomáticas. Após o anúncio, Obama disse que “a Guerra Fria acabou”. Em 21 de março deste ano, o presidente estadunidense realizou uma visita histórica à ilha comunista e, em seguida, a banda de Rock inglesa The Rolling Stones realizou um show igualmente histórico na capital cubana, Havana.
Embora seja pouco conhecida pelo grande público, Cuba possui uma rica produção cinematográfica, feita e distribuída pelo Instituto Cubano de Arte e Indústria Cinematográfica (ICAIC). O cinema cubano já legou aos cinéfilos de todo o mundo grande filmes como, por exemplo, Memórias do Subdesenvolvimento (1968), Lucía (1969) e, mais recentemente, Morango e Chocolate (1993), tendo sido este o primeiro filme de Cuba a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro. Além disso, o Festival de Havana (cujo link para a sua página oficial na internet pode ser acessado na coluna Sites de Prêmios e Festivais de Cinema, no lado direito deste site), que ocorre desde 1979, prestigia e premia as melhores obras do cinema latino-americano.
A revista Caros Amigos, é uma publicação mensal sobre Cultura, Economia, Política e Sociologia com ponto de vista esquerdista. A revista publicou há pouco a edição temática chamada Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba, na qual jornalistas e articulistas (incluindo o religioso Frei Betto) fazem a análise do atual momento de Cuba e suas perspectivas futuras após a retomada das relações diplomáticas com os EUA. Dentre as matérias apresentadas, se destaca Momentos, Linguagens e Caminhos, de autoria da jornalista Mónica Rivero, na qual examina as expressões artísticas, dentre estas o cinema, na atual conjuntura política cubana.
A matéria conta que o cinema, assim como a música, é um trabalho artístico que sofreu grandes transformações nos últimos anos em Cuba. Com uma infraestrutura precária devido ao embargo econômico e à crise que se seguiu a este, que se reflete em salas mal conservadas e tecnologia obsoleta, fez com que um grupo de cineastas cubanos fizessem propostas para uma reestruturação do parque cinematográfico local com modos de financiamento, produção e gestão distintos do ICAIC.
Mónica Rivero mostra o dilema do atual cinema em Cuba: como fazer filmes – assim como outros tipos de arte - sem cair no economicismo que pode vir na atual abertura econômica cubana?  Esse é o principal desafio que esses cineastas têm que encarar nessa reestruturação, que ainda não está devidamente regulada pelo governo local.
É uma matéria bem escrita que vale a pena ler, principalmente por aqueles que acham que Cinema é uma manifestação artística que não se limita apenas aos Blockbusters.
Esta edição temática de Caros Amigos pode ser encontrada em bancas, livrarias ou no site oficial da revista. No momento em que esta matéria foi escrita, o preço estava em R$ 13,50.

FICHA TÉCNICA
·         Título: Caros Amigos Especial: Desafios de Cuba – Momentos, Linguagens e Caminhos
·         Autor: Vários
·         Assunto: Cultura, Economia, Política, Sociologia
·         Idioma: Português
·         Ano: 2016
·         Editora: Caros Amigos Editora
·         Edição: 1
·         Nº de páginas: 31
·         Status: à venda em bancas, livrarias e no site da editora
·         Preço: R$ 13,50 (maio/2016)

COTAÇÃO
Excelente.  

Veja aqui o trailer de Morango e Chocolate (original em espanhol):



Veja aqui, na íntegra, o filme Memórias do Subdesenvolvimento (Legendado):


Publicado no LinkedIn em 08/05/2016.


domingo, 17 de abril de 2016

Dica de Leitura | O Mundo na Visão de Michael Moore



Panorama do Cinema vem com mais uma Dica de Leitura, na qual indicamos livros, revistas ou artigos sobre cinema. E a nossa dica de hoje vai para o livro O Mundo na Visão de Michael Moore.
Desde a sua estreia no cinema, em 1989, com o documentário Roger & Eu, o ativista, cineasta e documentarista estadunidense Michael Moore vem se notabilizando como defensor das boas e grandes causas, a favor dos pobres e contra os ricos. Crítico ferino e mordaz do american way of life (modo de vida americano, em inglês) e dos políticos de direita (principalmente do Partido Republicano), Moore já foi chamado de antiamericano, panfletário, comunista, vagabundo, gordo nojento, polêmico e genial.
Até então com uma fama restrita aos EUA, o reconhecimento mundial veio em 2002, quando venceu o Oscar de Melhor Documentário com Tiros em Columbine, no qual denuncia o comércio de armas em seu país como uma coisa prostituída e que levou à tragédia da pequena cidade de Columbine, onde dois jovens armados promoveram um massacre em uma escola e, em seguida, suicidaram-se.
A consagração definitiva veio em 2004, quando conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes com Fahrenheit 9/11, o segundo documentário a conquistar esse prêmio (o primeiro foi Le Monde Du Silence, do oceanógrafo francês Jacques Cousteau e de seu compatriota, o cineasta Louis Malle, em 1956).
O filme denuncia as manipulações nas eleições presidenciais de 2000 nos EUA que foram vencidas por George W. Bush, as relações da família do presidente estadunidense com famílias influentes da Arábia Saudita, especialmente a família Bin Laden (a mesma do terrorista Osama Bin Laden) e os verdadeiros motivos das invasões do Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2003.
Com o subtítulo de Um Autorretrato Não Autorizado nas Palavras do Próprio Cineasta (pois não teve a participação do mesmo em sua edição), O Mundo na Visão de Michael Moore é uma coletânea de frases sobre vários temas ditas por Moore entre 1989 e 2004 e que foram organizadas pelo jornalista Ken Lawrence, que também é o autor da introdução do livro. As frases estão subdivididas em assuntos tais como “Sobre o Presidente George W. Bush”, “Sobre os Estados Unidos”, “Sobre Tiros em Columbine”, etc.
Na introdução, Lawrence limitou-se a escrever uma breve biografia de Moore, sem acrescentar nenhum fato novo ou relevante. Poderia ter aproveitado o espaço e a oportunidade para escrever um estudo sobre o artista. Da mesma forma, as frases selecionadas poderiam ter tido mais observações além das informações de praxe sobre as datas, locais e veículos onde foram ditas e/ou publicadas.
Apesar destes furos, O Mundo na Visão de Michael Moore serve como uma excelente introdução tanto aos filmes do documentarista quanto aos livros que ele escreveu tais como Stupid White Man – Uma Nação de Idiotas; Cara, Cadê Meu País?; e Adoro Problemas - todos publicados no Brasil. A leitura é fácil, agradável e rápida, sendo que as letras grandes e o tamanho do livro (122 páginas) ajudam nisso.
Publicado pela Editora Best Seller (que pertence ao Grupo Editorial Record) em 2005, O Mundo na Visão de Michael Moore encontra-se, infelizmente, esgotado. Porém, é possível ainda encontrá-lo em sebos físicos e/ou virtuais. Como o preço varia de um lugar ao outro, recomenda-se fazer uma boa pesquisa antes de comprar.
Enquanto isso, Michael Moore não sossega. Além de ter lançado seu mais recente filme, Where to Invade Next (ver o trailer abaixo), também anunciou publicamente o seu apoio ao pré-candidato Socialista do Partido Democrata, Bernie Sanders, à presidência dos EUA nas eleições que irão ocorrer em 8 de novembro deste ano (veja aqui). Tudo em nome dos pobres, fracos e oprimidos.

FICHA TÉCNICA
·      Título: O Mundo na Visão de Michael Moore – Um Autorretrato Não Autorizado nas Palavras do Próprio Cineasta
·         Autor: Lawrence, Ken (organização)
·         Assunto: Cinema, Política, Sociologia
·         Idioma: Português
·         Ano: 2005
·         Editora: Best Seller
·         Edição: 1
·         Nº de páginas: 122
·         Status: esgotado
·         Preço: variável (sebos físicos e virtuais)

COTAÇÃO
Bom.

Veja aqui o trailer oficial do mais recente filme de Michael Moore Where to Invade Next (original em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 17/04/2016.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Dica de Leitura | Eu Sou Spock



Panorama do Cinema vem com mais uma novidade: trata-se da nossa Dica de Leitura, na qual indicamos livros, revistas ou artigos sobre cinema. E a nossa primeira dica vai para a autobiografia do saudoso ator Leonard Nimoy (1931-2015), da saga Jornada nas Estrelas/Star Trek (que, em 2016, completa seu 50º aniversário) na qual ele fazia questão de afirmar: Eu Sou Spock.


Após o fim da série clássica de Jornada nas Estrelas em 1969, Nimoy continuou trabalhando em outros filmes e séries (com destaque para Missão: Impossível), além do teatro, e foi durante esse período que a série clássica começou a ser reprisada nas redes de TVs estadunidenses tornando-se o fenômeno que todos conhecem.
Ao contrário do que muitos Trekkies (fãs de Jornada nas Estrelas/Star Trek) pensam, Eu Sou Spock não foi o primeiro livro de memórias do ator. Em 1975, Leonard Nimoy lançou sua primeira autobiografia que se chamava... Eu Não Sou Spock. O livro, além das memórias em si, trazia divertidos diálogos entre “criador” e “criatura”, e Leonard Nimoy ainda se dava ao luxo de fazer um jogo de palavras:
“Eu não sou Spock.
Então por que viro a cabeça na rua quando alguém me chama por esse nome? Por que fico perturbado quando alguém pergunta: ‘O que aconteceu com suas orelhas?’
Eu não sou Spock.
Então por que sinto uma sensação maravilhosa quando ouço ou leio um elogio em relação ao vulcano?
SPOCK PARA PRESIDENTE é a inscrição de um adesivo colado no carro que vejo à minha frente. Fico inchado de orgulho e sorrio. Eu não sou Spock.
Mas se eu não sou, quem é? E se não sou Spock, então quem sou eu?”.
Legal, não é? Porém, aconteceu algo inusitado: pessoas que leram o livro apenas por cima – ou simplesmente não leram – começaram a dizer que o ator rejeitava o personagem que interpretava. Como pudemos ver acima, isso não era verdade. Leonard Nimoy chegou a se arrepender e a dizer que foi uma besteira escrever o livro. Somente 20 anos depois, teve coragem de tentar novamente, e a espera valeu a pena.
Lançado em 1995, Eu Sou Spock começa contando a história de Leonard Nimoy durante a sua infância pobre durante o período da Grande Depressão Econômica ocorrida nos EUA naquela época (bastante semelhante à crise que o Brasil vive atualmente). Porém, como o autor já havia se referido a esse período em seu primeiro livro, sabiamente não se estendeu muito sobre esse assunto. Após falar também de modo breve sobre sua estreia no cinema no modesto filme Kid Monk Baroni (1952) e de outros trabalhos no cinema e na TV, Nimoy vai direto ao assunto pelo qual todos esperam: a série clássica da TV Jornada nas Estrelas.
Com uma simplicidade maravilhosa, Nimoy leva ao leitor para dentro do universo interior de Jornada nas Estrelas: a origem do seriado; como Spock foi criado, o que inclui as orelhas pontudas, a famosa saudação de Spock - que foi inspirada em um ritual judaico – e outras “vulcanices”. E como não poderia deixar de ser, Nimoy fala de sua amizade com o elenco da série, dentre eles com Deforest Kelley (“um cavalheiro gentil”) e, principalmente, William Shatner (“o mais infame piadista do mundo”).
Sempre mantendo o interesse do leitor, Nimoy fala de sua carreira após o fim da série clássica que, direta ou indiretamente, estava sempre ligada a Spock. Assim como no primeiro livro, “criador” e “criatura” também dialogam neste de uma forma muito divertida.
Nimoy também fala também de modo simples e cativante dos filmes de Jornada nas Estrelas para o cinema (só não inclui os filmes do reboot da saga feitos pelo diretor J.J. Abrams visto que estes apareceram bem depois do lançamento do livro) e dos outros filmes que dirigiu, dentre estes o sucesso Três Solteirões e um Bebê e o polêmico O Preço da Paixão.
Talvez a única parte da qual o leitor não venha a gostar muito seja da viagem que Leonard Nimoy fez à Ucrânia para conhecer os seus parentes de lá. Mesmo o mais fanático Trekkie boceja nessa parte.
Em resumo, Eu Sou Spock é uma leitura ótima e muito agradável indicada tanto para os fãs de Jornada nas Estrelas, de Leonard Nimoy e de cinema, quanto para o público em geral.
Eu Sou Spock foi lançado no Brasil em 1997 pela Editora Mercuryo e, infelizmente, encontra-se esgotado. Mas, ainda é possível encontrá-lo em sebos. Como o preço pode variar de um sebo a outro, é recomendado fazer uma boa pesquisa antes de comprar.

FICHA TÉCNICA
·         Título: Eu Sou Spock
·         Autor: Nimoy, Leonard
·         Assunto: Biografia
·         Idioma: Português
·         Ano: 1997
·         Editora: Mercuryo
·         Edição: 1
·         Nº de páginas: 288
·         Status: esgotado
·         Preço: variável (sebos)

COTAÇÃO
Ótimo.

Veja aqui o trailer oficial do filme Jornada nas Estrelas IV: A Volta Para Casa, dirigido e estrelado por Leonard Nimoy (original em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 09/03/2016.