A Revista Digital da Sétima Arte fundada em 06/02/2016
Bem-Vindos a Panorama do Cinema"
Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).
Editorial
Estamos de Volta!
Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades.
Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts.
Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo".
Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês.
Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza.
Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre.
Boas leituras e boa diversão!
Panorama do Cinema envia seus pêsames aos familiares e amigos das vítimas do massacre da Escola Estadual RaulBrasil na cidade de Suzano, SP, Brasil.
A tragédia de Suzano é um triste reflexo desta era das trevas pela qual o Brasil passa atualmente, com a "filosofia" de resolver assuntos de qualquer tipo na bala. Também reflete a triste tendência mundial de assassinatos em massa nas escolas, sejam públicas ou particulares.
Em 2002, o polêmico e genial documentarista estadunidense Michael Moore já havia alertado seu país e o mundo sobre o culto às armas em nossa sociedade no documentário Tiros em Columbine.
Neste filme, vencedor do Oscar de melhor documentário, mostra-se a facilidade de compra de armas nos EUA, país que tem uma legislação flexível desse tipo de comércio e como isso está relacionado ao célebre - e de triste memória - massacre na escola Columbine High School, localizada na cidade de mesmo nome nos EUA onde, em 1999, dois jovens na faixa de 18 anos de idade e armados até os dentes, invadiram o lugar, mataram 13 pessoas, feriram outras 21 e, em seguida, suicidaram-se.
Mais do que a vida que imita a arte, é um caso que, aqui, a vida imita a realidade. Desde o massacre de Columbine, esse tipo de ocorrência multiplicou-se ao redor do mundo e, infelizmente, chegou ao Brasil.
O atual "governo" de Jair Bolsonaro quer flexibilizar o porte de armas no Brasil com a desculpa de aumentar a segurança da população. Mas, é um argumento que não se sustenta pois, se com a legislação atual já ocorre esse tipo de desgraça, imaginem como será quando a lei for flexibilizada!
Panorama do Cinema opõe-se radicalmente a essa flexibilização e sugere à sociedade brasileira organizar-se e manifestar-se contra ela. Precisamos de leis para diminuir a violência e não aumentá-la.
Veja abaixo, na íntegra o documentário Tiros em Columbine (dublado):
ESTE TEXTO É RESPEITOSAMENTE DEDICADO ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE DA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL EM SUZANO, SP, BRASIL.
O polêmico e genial diretor e documentarista vencedor do Oscar e da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o estadunidense Michael Moore (Capitalismo, Uma História de Amor), esteve recentemente em Londres, Inglaterra, para o lançamento de seu mais recente filme, Quem Vamos Invadir Agora?, que, recentemente, ganhou o Prêmio do Público de Melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Chicago (EUA).
Quem Vamos Invadir Agora? fala da política de invasões dos EUA a vários países nos últimos anos e, por meio de uma comparação com oito países europeus e um árabe, vê os aspectos positivos de cada cultura que poderiam melhorar o estilo de vida do povo estadunidense:
“Os EUA têm sido uma força invasora nos últimos quinze anos ou mais. Porque não invadir países, de forma não violenta, para aprender algo lá fora e aplicá-lo em casa? É essa a explicação para o título do filme”, disse o cineasta durante a coletiva de imprensa.
Moore, que apoiou publicamente o candidato socialista do Partido Democrata, Bernie Sanders, para a presidência dos EUA (veja aqui), não perdeu a oportunidade para falar sobre o candidato do Partido Republicano, o magnata Donald Trump:
“Penso que ele é exímio na utilização dos meios de comunicação e estes por seu lado não param de lhe dar atenção. Ele não é tão estúpido como parece. Devemos levá-lo a sério. A manipulação que está a acontecer e a utilização da propaganda é excelente no sentido em que ele é que sai a se beneficiar”.
Michael Moore é a favor da permanência da Grã-Bretanha na União Europeia (UE) e apelou aos britânicos para votarem pelo "sim" no referendo a ser realizado em 23 de junho próximo:
“Qual é a justificação para deixar a União Europeia? Os britânicos salvaram a Europa. A UE existe em larga medida por causa das pessoas que se sacrificaram e sofreram nos anos 30 e 40 para salvar a Europa. Porque razão deveriam abandoná-la?”, questionou.
Após ser exibido em vários festivais de cinema (Incluindo os Festivais de Berlim e Toronto), Quem Vamos Invadir Agora? teve seu lançamento comercial em 12 de fevereiro último, no EUA. No Brasil, ainda não há uma data definida para a estreia do filme.
Veja o trailer oficial de Quem Vamos Invadir Agora? (legendado em Português Europeu):
Panorama do Cinema
vem com mais uma Dica de Leitura, na
qual indicamos livros, revistas ou artigos sobre cinema. E a nossa dica de hoje
vai para o livro O Mundo na Visão de
Michael Moore.
Desde
a sua estreia no cinema, em 1989, com o documentário Roger & Eu, o ativista, cineasta e documentarista estadunidense
Michael Moore vem se notabilizando
como defensor das boas e grandes causas, a favor dos pobres e contra os ricos.
Crítico ferino e mordaz do american way
of life (modo de vida americano,
em inglês) e dos políticos de direita (principalmente do Partido Republicano), Moore
já foi chamado de antiamericano, panfletário, comunista, vagabundo, gordo
nojento, polêmico e genial.
Até
então com uma fama restrita aos EUA, o reconhecimento mundial veio em 2002,
quando venceu o Oscar de Melhor Documentário com Tiros em Columbine, no qual denuncia o comércio de armas em seu
país como uma coisa prostituída e que levou à tragédia da pequena cidade de
Columbine, onde dois jovens armados promoveram um massacre em uma escola e, em
seguida, suicidaram-se.
A
consagração definitiva veio em 2004, quando conquistou a Palma de Ouro no
Festival de Cannes com Fahrenheit 9/11,
o segundo documentário a conquistar esse prêmio (o primeiro foi Le Monde Du Silence, do oceanógrafo
francês Jacques Cousteau e de seu
compatriota, o cineasta Louis Malle, em
1956).
O
filme denuncia as manipulações nas eleições presidenciais de 2000 nos EUA que
foram vencidas por George W. Bush, as
relações da família do presidente estadunidense com famílias influentes da
Arábia Saudita, especialmente a família Bin Laden (a mesma do terrorista Osama Bin Laden) e os verdadeiros
motivos das invasões do Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2003.
Com
o subtítulo de Um Autorretrato Não
Autorizado nas Palavras do Próprio Cineasta (pois não teve a participação
do mesmo em sua edição), O Mundo na
Visão de Michael Moore é uma coletânea de frases sobre vários temas ditas
por Moore entre 1989 e 2004 e que foram organizadas pelo jornalista Ken Lawrence, que também é o autor da
introdução do livro. As frases estão subdivididas em assuntos tais como “Sobre
o Presidente George W. Bush”, “Sobre os Estados Unidos”, “Sobre Tiros em
Columbine”, etc.
Na
introdução, Lawrence limitou-se a escrever uma breve biografia de Moore, sem
acrescentar nenhum fato novo ou relevante. Poderia ter aproveitado o espaço e a
oportunidade para escrever um estudo sobre o artista. Da mesma forma, as frases
selecionadas poderiam ter tido mais observações além das informações de praxe
sobre as datas, locais e veículos onde foram ditas e/ou publicadas.
Apesar
destes furos, O Mundo na Visão de
Michael Moore serve como uma excelente introdução tanto aos filmes do documentarista
quanto aos livros que ele escreveu tais como Stupid White Man – Uma Nação de Idiotas; Cara, Cadê Meu País?; e Adoro Problemas - todos publicados no
Brasil. A leitura é fácil, agradável e rápida, sendo que as letras grandes e o
tamanho do livro (122 páginas) ajudam nisso.
Publicado
pela Editora Best Seller (que pertence ao Grupo Editorial Record) em 2005, O Mundo na Visão de Michael Moore encontra-se,
infelizmente, esgotado. Porém, é possível ainda encontrá-lo em sebos físicos e/ou
virtuais. Como o preço varia de um lugar ao outro, recomenda-se fazer uma boa
pesquisa antes de comprar.
Enquanto
isso, Michael Moore não sossega. Além
de ter lançado seu mais recente filme, Where
to Invade Next (ver o trailer abaixo), também anunciou publicamente o seu
apoio ao pré-candidato Socialista do Partido Democrata, Bernie Sanders, à presidência dos EUA nas eleições que irão ocorrer
em 8 de novembro deste ano (veja aqui).
Tudo em nome dos pobres, fracos e oprimidos.
FICHA TÉCNICA
·Título:
O Mundo na Visão de Michael Moore – Um Autorretrato Não Autorizado nas Palavras
do Próprio Cineasta
·Autor:
Lawrence, Ken (organização)
·Assunto:
Cinema, Política, Sociologia
·Idioma:
Português
·Ano:
2005
·Editora:
Best Seller
·Edição:
1
·Nº
de páginas: 122
·Status:
esgotado
·Preço:
variável (sebos físicos e virtuais)
COTAÇÃO
Bom.
Veja
aqui o trailer oficial do mais recente filme de Michael MooreWhere to Invade
Next (original em inglês - HD):
O polêmico e genial documentarista, cineasta e ativista estadunidense Michael Moore, vencedor do Oscar de Melhor Documentário por Tiros em Columbine e da Palma de Ouro no Festival de Cannes por Fahrenheit 9/11, declarou oficialmente seu apoio ao pré-candidato à presidência dos EUA, Bernie Sanders, do Partido Democrata e tido como Socialista.
Em seu site oficial, Michael Moore diz que as elites – inclusive os outros pré-candidatos, o bilionário Donald Trump, do Partido Republicano; e a ex-primeira-dama dos EUA, Hilary Clinton,
colega de Sanders no Partido Democrata – agem de forma baixa ao
“acusar” o candidato de Socialista. E explica porque acha que Sanders
pode ser eleito:
“Quando eu era criança, eles disseram que não
havia nenhuma maneira deste nosso país de maioria protestante eleger um
católico como presidente. Em seguida, John Fitzgerald Kennedy foi
eleito presidente.
(...)
Em 1980, eles
disseram que os eleitores nunca escolheriam um presidente divorciado que
casou novamente. O país tinha modos muito religiosos para isso,
disseram. Bem-vindo, presidente Ronald Reagan, 1981-1989.
Eles
diziam que você não poderia ser eleito presidente se não tivesse
servido nas Forças Armadas. Ninguém conseguia se lembrar de alguém que
não servira eleito Comandante-em-chefe. Ou quem tinha confessado fumar
(mas não tragar!) drogas ilegais. Presidente Bill Clinton, 1993-2001.
E,
por fim, “eles” disseram que não havia maneira de os democratas
ganharem se um homem negro fosse o indicado para a Presidência – e um
homem negro cujo nome do meio era Hussein! Os Estados Unidos da América
seriam ainda muito racistas pra isso. “Não faça isso!”, pessoas se
advertiam discretamente entre si.
BOOM!
Você
já se perguntou por que os especialistas e a classe política sempre
afirmam que o povo americano “simplesmente não está preparado” para
alguma coisa – e eles estão sempre tão errados? Dizem o que dizem para
proteger o status quo. Eles não querem distúrbios.
Tentam assustar as pessoas comuns para que elas votem contra o seu melhor julgamento.
Agora,
neste ano, “eles” estão alegando que não há como um “socialista
democrático” ser eleito presidente Estados Unidos. Essa é a principal
afirmação que chega agora da campanha de Hillary Clinton.
Mas
todas as pesquisas mostram Bernie Sanders realmente batendo Donald
Trump por duas vezes mais votos do que se Hillary Clinton fosse a
candidata”.
Michael Moore, um crítico feroz
do Partido Republicano e de candidatos considerados de direita (o que
inclui Hilary Clinton, tida como à direita do atual presidente
estadunidense, Barack Obama), justifica seu apoio a Bernie Sanders:
“Eu
apoiei pela primeira vez Bernie Sanders a um cargo público em 1990,
quando ele, como prefeito de Burlington, me pediu para ir até um comício
na sua corrida eleitoral para se tornar congressista de Vermont. Eu
acho que muitos não estavam dispostos a discursar por um declarado
socialista democrático naquele momento.
Provavelmente
alguém de seu escritório de campanha cheio de hippies disse: “Eu aposto
que Michael Moore vai topar”. Eles estavam certos. Fiz o meu melhor para
explicar por que precisávamos Bernie Sanders no Congresso dos EUA. Ele
ganhou e eu tenho sido um defensor seu desde então – e ele nunca me deu
razão para não continuar com esse apoio. Sinceramente, pensei que nunca
escreveria começando com as palavras: “Por favor, vote no senador Bernie
Sanders para ser o nosso próximo Presidente dos Estados Unidos da
América”.
Eu não pediria isso para vocês se não achasse
que nós real e verdadeiramente precisamos dele. E nós precisamos. Talvez
mais do que imaginamos”.
O mais recente filme de Michael Moore chama-se Where to Invade Next (Onde é a Próxima Invasão, em tradução livre), foi lançado em 2015 e fala sobre as invasões militares estadunidenses em outros países.
As eleições presidenciais dos EUA estão marcadas para o dia 8 de novembro de 2016.
Veja o trailer oficial de Where to Invade Next (original em inglês):