Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
Mostrando postagens com marcador Michael Moore. Mostrar todas as postagens
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quinta-feira, 14 de março de 2019

Luto por Suzano | Quando a vida imita a realidade



Panorama do Cinema envia seus pêsames aos familiares e amigos das vítimas do massacre da Escola Estadual Raul Brasil na cidade de Suzano, SP, Brasil.

A tragédia de Suzano é um triste reflexo desta era das trevas pela qual o Brasil passa atualmente, com a "filosofia" de resolver assuntos de qualquer tipo na bala. Também reflete a triste tendência mundial de assassinatos em massa nas escolas, sejam públicas ou particulares.

Em 2002, o polêmico e genial documentarista estadunidense Michael Moore já havia alertado seu país e o mundo sobre o culto às armas em nossa sociedade no documentário Tiros em Columbine. 

Neste filme, vencedor do Oscar de melhor documentário, mostra-se a facilidade de compra de armas nos EUA, país que tem uma legislação flexível desse tipo de comércio e como isso está relacionado ao célebre - e de triste memória - massacre na escola Columbine High School, localizada na cidade de mesmo nome nos EUA onde, em 1999, dois jovens na faixa de 18 anos de idade e armados até os dentes, invadiram o lugar, mataram 13 pessoas, feriram outras 21 e, em seguida, suicidaram-se.

Mais do que a vida que imita a arte, é um caso que, aqui, a vida imita a realidade. Desde o massacre de Columbine, esse tipo de ocorrência multiplicou-se ao redor do mundo e, infelizmente, chegou ao Brasil.

O atual "governo" de Jair Bolsonaro quer flexibilizar o porte de armas no Brasil com a desculpa de aumentar a segurança da população. Mas, é um argumento que não se sustenta pois, se com a legislação atual já ocorre esse tipo de desgraça, imaginem como será quando a lei for flexibilizada!

Panorama do Cinema opõe-se radicalmente a essa flexibilização e sugere à sociedade brasileira organizar-se e manifestar-se contra ela. Precisamos de leis para diminuir a violência e não aumentá-la.

Veja abaixo, na íntegra o documentário Tiros em Columbine (dublado):


ESTE TEXTO É RESPEITOSAMENTE DEDICADO ÀS VÍTIMAS DO MASSACRE DA ESCOLA ESTADUAL RAUL BRASIL EM SUZANO, SP, BRASIL.

#ForaBolsonaro
#BolsonaroOut


Publicado no LinkedIn em 14/03/2019.

domingo, 19 de junho de 2016

Michal Moore fala sobre seu novo filme, Donald Trump e UE


O polêmico e genial diretor e documentarista vencedor do Oscar e da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o estadunidense Michael Moore (Capitalismo, Uma História de Amor), esteve recentemente em Londres, Inglaterra, para o lançamento de seu mais recente filme, Quem Vamos Invadir Agora?, que, recentemente, ganhou o Prêmio do Público de Melhor documentário no Festival Internacional de Cinema de Chicago (EUA).

Quem Vamos Invadir Agora? fala da política de invasões dos EUA a vários países nos últimos anos e, por meio de uma comparação com oito países europeus e um árabe, vê os aspectos positivos de cada cultura que poderiam melhorar o estilo de vida do povo estadunidense:

“Os EUA têm sido uma força invasora nos últimos quinze anos ou mais. Porque não invadir países, de forma não violenta, para aprender algo lá fora e aplicá-lo em casa? É essa a explicação para o título do filme”, disse o cineasta durante a coletiva de imprensa.

Moore, que apoiou publicamente o candidato socialista do Partido Democrata, Bernie Sanders, para a presidência dos EUA (veja aqui), não perdeu a oportunidade para falar sobre o  candidato do Partido Republicano, o magnata Donald Trump:

“Penso que ele é exímio na utilização dos meios de comunicação e estes por seu lado não param de lhe dar atenção. Ele não é tão estúpido como parece. Devemos levá-lo a sério. A manipulação que está a acontecer e a utilização da propaganda é excelente no sentido em que ele é que sai a se beneficiar”.

Michael Moore é a favor da permanência da Grã-Bretanha na União Europeia (UE) e apelou aos britânicos para votarem pelo "sim" no referendo a ser realizado em 23 de junho próximo:

“Qual é a justificação para deixar a União Europeia? Os britânicos salvaram a Europa. A UE existe em larga medida por causa das pessoas que se sacrificaram e sofreram nos anos 30 e 40 para salvar a Europa. Porque razão deveriam abandoná-la?”, questionou.

Após ser exibido em vários festivais de cinema (Incluindo os Festivais de Berlim e Toronto), Quem Vamos Invadir Agora? teve seu lançamento comercial em 12 de fevereiro último, no EUA. No Brasil, ainda não há uma data definida para a estreia do filme. 

Veja o trailer oficial de Quem Vamos Invadir Agora? (legendado em Português Europeu):



domingo, 17 de abril de 2016

Dica de Leitura | O Mundo na Visão de Michael Moore



Panorama do Cinema vem com mais uma Dica de Leitura, na qual indicamos livros, revistas ou artigos sobre cinema. E a nossa dica de hoje vai para o livro O Mundo na Visão de Michael Moore.
Desde a sua estreia no cinema, em 1989, com o documentário Roger & Eu, o ativista, cineasta e documentarista estadunidense Michael Moore vem se notabilizando como defensor das boas e grandes causas, a favor dos pobres e contra os ricos. Crítico ferino e mordaz do american way of life (modo de vida americano, em inglês) e dos políticos de direita (principalmente do Partido Republicano), Moore já foi chamado de antiamericano, panfletário, comunista, vagabundo, gordo nojento, polêmico e genial.
Até então com uma fama restrita aos EUA, o reconhecimento mundial veio em 2002, quando venceu o Oscar de Melhor Documentário com Tiros em Columbine, no qual denuncia o comércio de armas em seu país como uma coisa prostituída e que levou à tragédia da pequena cidade de Columbine, onde dois jovens armados promoveram um massacre em uma escola e, em seguida, suicidaram-se.
A consagração definitiva veio em 2004, quando conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes com Fahrenheit 9/11, o segundo documentário a conquistar esse prêmio (o primeiro foi Le Monde Du Silence, do oceanógrafo francês Jacques Cousteau e de seu compatriota, o cineasta Louis Malle, em 1956).
O filme denuncia as manipulações nas eleições presidenciais de 2000 nos EUA que foram vencidas por George W. Bush, as relações da família do presidente estadunidense com famílias influentes da Arábia Saudita, especialmente a família Bin Laden (a mesma do terrorista Osama Bin Laden) e os verdadeiros motivos das invasões do Afeganistão, em 2001, e do Iraque, em 2003.
Com o subtítulo de Um Autorretrato Não Autorizado nas Palavras do Próprio Cineasta (pois não teve a participação do mesmo em sua edição), O Mundo na Visão de Michael Moore é uma coletânea de frases sobre vários temas ditas por Moore entre 1989 e 2004 e que foram organizadas pelo jornalista Ken Lawrence, que também é o autor da introdução do livro. As frases estão subdivididas em assuntos tais como “Sobre o Presidente George W. Bush”, “Sobre os Estados Unidos”, “Sobre Tiros em Columbine”, etc.
Na introdução, Lawrence limitou-se a escrever uma breve biografia de Moore, sem acrescentar nenhum fato novo ou relevante. Poderia ter aproveitado o espaço e a oportunidade para escrever um estudo sobre o artista. Da mesma forma, as frases selecionadas poderiam ter tido mais observações além das informações de praxe sobre as datas, locais e veículos onde foram ditas e/ou publicadas.
Apesar destes furos, O Mundo na Visão de Michael Moore serve como uma excelente introdução tanto aos filmes do documentarista quanto aos livros que ele escreveu tais como Stupid White Man – Uma Nação de Idiotas; Cara, Cadê Meu País?; e Adoro Problemas - todos publicados no Brasil. A leitura é fácil, agradável e rápida, sendo que as letras grandes e o tamanho do livro (122 páginas) ajudam nisso.
Publicado pela Editora Best Seller (que pertence ao Grupo Editorial Record) em 2005, O Mundo na Visão de Michael Moore encontra-se, infelizmente, esgotado. Porém, é possível ainda encontrá-lo em sebos físicos e/ou virtuais. Como o preço varia de um lugar ao outro, recomenda-se fazer uma boa pesquisa antes de comprar.
Enquanto isso, Michael Moore não sossega. Além de ter lançado seu mais recente filme, Where to Invade Next (ver o trailer abaixo), também anunciou publicamente o seu apoio ao pré-candidato Socialista do Partido Democrata, Bernie Sanders, à presidência dos EUA nas eleições que irão ocorrer em 8 de novembro deste ano (veja aqui). Tudo em nome dos pobres, fracos e oprimidos.

FICHA TÉCNICA
·      Título: O Mundo na Visão de Michael Moore – Um Autorretrato Não Autorizado nas Palavras do Próprio Cineasta
·         Autor: Lawrence, Ken (organização)
·         Assunto: Cinema, Política, Sociologia
·         Idioma: Português
·         Ano: 2005
·         Editora: Best Seller
·         Edição: 1
·         Nº de páginas: 122
·         Status: esgotado
·         Preço: variável (sebos físicos e virtuais)

COTAÇÃO
Bom.

Veja aqui o trailer oficial do mais recente filme de Michael Moore Where to Invade Next (original em inglês - HD):


Publicado no LinkedIn em 17/04/2016.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Michael Moore Apoia o Socialista Bernie Sanders para Presidente dos EUA

Michael Moore

O polêmico e genial documentarista, cineasta e ativista estadunidense Michael Moore, vencedor do Oscar de Melhor Documentário por Tiros em Columbine e da Palma de Ouro no Festival de Cannes por Fahrenheit 9/11, declarou oficialmente seu apoio ao pré-candidato à presidência dos EUA, Bernie Sanders, do Partido Democrata e tido como Socialista.

Em seu site oficial, Michael Moore diz que as elites – inclusive os outros pré-candidatos, o bilionário Donald Trump, do Partido Republicano; e a ex-primeira-dama dos EUA, Hilary Clinton, colega de Sanders no Partido Democrata – agem de forma baixa ao “acusar” o candidato de Socialista. E explica porque acha que Sanders pode ser eleito:

“Quando eu era criança, eles disseram que não havia nenhuma maneira deste nosso país de maioria protestante eleger um católico como presidente. Em seguida, John Fitzgerald Kennedy foi eleito presidente.

(...)

Em 1980, eles disseram que os eleitores nunca escolheriam um presidente divorciado que casou novamente. O país tinha modos muito religiosos para isso, disseram. Bem-vindo, presidente Ronald Reagan, 1981-1989.

Eles diziam que você não poderia ser eleito presidente se não tivesse servido nas Forças Armadas. Ninguém conseguia se lembrar de alguém que não servira eleito Comandante-em-chefe. Ou quem tinha confessado fumar (mas não tragar!) drogas ilegais. Presidente Bill Clinton, 1993-2001.
E, por fim, “eles” disseram que não havia maneira de os democratas ganharem se um homem negro fosse o indicado para a Presidência – e um homem negro cujo nome do meio era Hussein! Os Estados Unidos da América seriam ainda muito racistas pra isso. “Não faça isso!”, pessoas se advertiam discretamente entre si.

BOOM!

Você já se perguntou por que os especialistas e a classe política sempre afirmam que o povo americano “simplesmente não está preparado” para alguma coisa – e eles estão sempre tão errados? Dizem o que dizem para proteger o status quo. Eles não querem distúrbios.

Tentam assustar as pessoas comuns para que elas votem contra o seu melhor julgamento.
Agora, neste ano, “eles” estão alegando que não há como um “socialista democrático” ser eleito presidente Estados Unidos. Essa é a principal afirmação que chega agora da campanha de Hillary Clinton.

Mas todas as pesquisas mostram Bernie Sanders realmente batendo Donald Trump por duas vezes mais votos do que se Hillary Clinton fosse a candidata”.

Michael Moore, um crítico feroz do Partido Republicano e de candidatos considerados de direita (o que inclui Hilary Clinton, tida como à direita do atual presidente estadunidense, Barack Obama), justifica seu apoio a Bernie Sanders:

“Eu apoiei pela primeira vez Bernie Sanders a um cargo público em 1990, quando ele, como prefeito de Burlington, me pediu para ir até um comício na sua corrida eleitoral para se tornar congressista de Vermont. Eu acho que muitos não estavam dispostos a discursar por um declarado socialista democrático naquele momento.

Provavelmente alguém de seu escritório de campanha cheio de hippies disse: “Eu aposto que Michael Moore vai topar”. Eles estavam certos. Fiz o meu melhor para explicar por que precisávamos Bernie Sanders no Congresso dos EUA. Ele ganhou e eu tenho sido um defensor seu desde então – e ele nunca me deu razão para não continuar com esse apoio. Sinceramente, pensei que nunca escreveria começando com as palavras: “Por favor, vote no senador Bernie Sanders para ser o nosso próximo Presidente dos Estados Unidos da América”.

Eu não pediria isso para vocês se não achasse que nós real e verdadeiramente precisamos dele. E nós precisamos. Talvez mais do que imaginamos”.

O mais recente filme de Michael Moore chama-se Where to Invade Next (Onde é a Próxima Invasão, em tradução livre), foi lançado em 2015 e fala sobre as invasões militares estadunidenses em outros países.
As eleições presidenciais dos EUA estão marcadas para o dia 8 de novembro de 2016.

Veja o trailer oficial de Where to Invade Next (original em inglês):

Publicado em Panorama BR e no LinkedIn.