Bem-Vindos a Panorama do Cinema"


Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).

 

Editorial


Estamos de Volta!

Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades. Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts. Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo". Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês. Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza. Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre. Boas leituras e boa diversão!
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quarta-feira, 5 de junho de 2019

Crítica: O Homem Que Matou Don Quixote | Quixote vive!


Miguel de Cervantes Saavedra, que passou à história com o nome de Miguel de Cervantes (1547-1616), é considerado o maior escritor de língua espanhola de sempre. Suas principais obras são Novelas Exemplares (publicado em 1613) e, a sua obra prima, O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote de La Mancha (publicado em duas partes: a primeira em 1605 e a segunda em 1615). 

Dom Quixote narra, em modo de paródia, a história desse fidalgo que perdeu a razão de tanto ler romances de cavalaria e pretendia imitar os feitos de seus heróis literários. Armado de lança e vestindo uma velha armadura, cavalgava um cavalo magro chamado Rocinante. Acompanhava-o em suas aventuras o fiel escudeiro Sancho Pança, sempre viajando em seu burrico. 

A dupla viveu várias aventuras - e muito mais desventuras. Enquanto Dom Quixote tinha uma visão idealista e sonhadora de tudo - como, por exemplo, na famosa cena a qual confunde moinhos de vento com gigantes -, Sancho Pança tinha a visão realista, representando o bom senso. Através do humor e da ironia, Cervantes criticava o mundo de então.

O livro foi, e ainda é, um grande sucesso, ultrapassando as fronteiras da Espanha, transformou-se em um clássico universal e as figuras do Cavaleiro da Triste Figura (alcunha de Dom Quixote) e de seu escudeiro tornaram-se extremamente populares. O termo "quixotesco" tornou-se sinônimo de alguém com intenções boas e ideais nobres, mas sonhador e afastado da realidade.

Toby Grisone (Adam Driver de Star Wars: Os Últimos Jedis. Veja a crítica aqui) é um cineasta talentoso, mas arrogante e mulherengo, que está na Espanha fazendo um filme para uma campanha comercial inspirado no livro Dom Quixote de La Mancha e envolve-se com Jacqui, a esposa (Olga Kurylenko, de 007 - Quantum of Solace) de seu chefe (Stellan Skarsgård, da franquia Thor). Um cigano (Óscar Jaenada, de Águas Rasas) vende a Toby um DVD de um filme chamado O Homem Que Matou Don Quixote que, por coincidência, foi o filme que fez também na Espanha quando ainda era estudante para a formatura de seu curso de cinema.

Depois de quase ser pego em flagrante junto com Jacqui pelo chefe, Toby decide ir para o pequeno povoado onde realizou O Homem Que Matou Don Quixote para encontrar inspiração e também algumas das pessoas que atuaram no filme. Descobre que a bonita Angélica (a portuguesa Joana Ribeiro, de O Caderno Negro), que interpretou Dulcinéia, foi embora do povoado. Também descobre que o intérprete de Dom Quixote, o sapateiro Javier (Jonathan Pryce, de A Esposa. Veja a crítica aqui), enlouqueceu e acredita ser o próprio personagem. 

Ao ver na estrada um letreiro escrito "Quixote vive", Toby segue a trilha e vê que Javier, vestido com a armadura de Dom Quixote, é explorado por uma velha em um cinema-poeira. Ao ver Toby, Javier o confunde com o escudeiro Sancho Pança, escapa do lugar, mas, durante a fuga, provoca um incêndio. Ao retornar ao local das filmagens, Toby é preso pela polícia acusado de ter provocado o incêndio no cinema-poeira. A partir daí, começa a sua bizarra aventura.

O livro de Miguel de Cervantes teve várias adaptações para o teatro, balé, ópera e, claro, cinema, sendo que uma das versões mais conhecidas é a do cineasta e ator Orson Welles (Cidadão Kane), que trabalhou no filme durante anos, teve várias interrupções devido à falta de verba para a produção e ficou inacabado. No papel de dom Quixote estava o ator espanhol Francisco Reiguera (Simão do Deserto) e no de Sancho Pança estava o russo Akim Tamiroff (Por Quem os Sinos Dobram).  Embora estivessem incompletas, as fitas foram posteriormente reunidas, montadas  e exibidas no Festival de Cannes, em 1992, com o nome de Dom Quixote, de Orson Welles

O Homem Que Matou Don Quixote é um filme que entrou para a história por razões semelhantes às do filme de Welles: foram várias tentativas frustradas de realização e produção, além de vários nomes envolvidos - além do próprio diretor Terry Gilliam (Os 12 Macacos) - como os intérpretes Jean Rochefort (Asterix e Obelix: Ao Serviço de Sua Majestade), Johnny Depp (franquia Piratas do Caribe), Vanessa Paradis (Rio, Eu Te amo), Robert Duvall (saga O Poderoso Chefão), Michael Palin (Um Peixe Chamado Wanda), John Hurt (V de Vingança) e Ewan McGregor (Moulin Rouge).

O Homem Que Matou Don Quixote inicia com uma auto-ironia "Após 25 anos de espera...". Mas, a espera valeu a pena? A resposta é: Depende do seu ponto vista.

Se você é daqueles que espera uma superprodução digna dos maiores estúdios de Hollywood ou um filme revolucionário, prepare-se para ficar decepcionado. O Homem Que Matou Don Quixote teve um custo de "apenas" U$ 16 milhões, baixo para padrões hollywoodianos. Não chega a ser revolucionário, mas é daqueles filmes que, com o passar do tempo e as posteriores revisões, tem tudo para tornar-se um Cult Movie.

O Homem Que Matou Don Quixote segue a linha de trabalhos anteriores de Gilliam, uma fantasia imaginativa na qual seus personagens andam por uma linha muito estreita que separa a sanidade da loucura. As críticas à sociedade materialista e seus interesses mesquinhos por dinheiro, fama, poder e sexo também são mantidas.

O Homem Que Matou Don Quixote por vezes lembra as produções do próprio Gilliam da década de 1980 tais como Bandidos do Tempo (1981) e As Aventuras do Barão de Munchausen (1988), daí a impressão de parecer "datado", mas trata-se do estilo do diretor. O ritmo é um pouco arrastado, o que pode cansar a platéia. 

Filmado na Espanha e em Portugal, O Homem Que Matou Don Quixote mostra fartamente as belas e variáveis paisagens da Península Ibérica que vão desde regiões semidesérticas a outras exuberantemente verdes, em um belo trabalho de fotografia do velho colaborador de Terry Gilliam, Nicola Pecorini (Ra.One).

Desde que iniciou o seu trabalho na saga Star Wars, Adam Driver vem sendo cada vez mais requisitado para novos filmes que mostram o seu grande talento de interpretação que, inclusive, lhe valeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante deste ano por Infiltrado na Klan (2018).

Porém, em O Homem Que Matou Don Quixote, ele parece um pouco deslocado. Sua atuação continua competente (embora em algumas cenas esteja exagerado), mas a impressão que deixa é que comédia não é a praia dele. Mas, ainda assim, a balança pende a favor.

Joana Ribeiro é ainda muito pouco conhecida fora de Portugal, mas mostra que é tão bonita quanto competente e, se conseguir mais  trabalhos de destaque, pode muito bem ter uma boa carreira internacional tal como sua predecessora, Maria de Medeiros (Pulp Fiction).

Quem dá um verdadeiro show e rouba todas as cenas em que aparece é, sem dúvida, Jonathan Pryce. Vencedor do prêmio de Melhor Ator em Cannes por Carrington (1995) e também um costumeiro colaborador de Gilliam, esse veterano e sempre ótimo ator do País de Gales está tão bem no papel-título que é difícil acreditar que ele não seja o próprio Dom Quixote!

Olga Kurylenko faz um papel um tanto ingrato como a mulher bonita e infiel do chefe que quer, a todo custo transar com o empregado de seu marido. Ingrato por não ser a primeira vez que interpreta esse tipo de personagem, mas não compromete, assim como o restante do elenco.

O Homem Que Matou Don Quixote teve sua première mundial no Festival de Cannes deste ano e teve críticas mornas da imprensa internacional. Pode ser considerado um trabalho menor de Gilliam, mas, para mim, sem ser uma obra-prima, é um bom filme que vai melhorar com o tempo. 

Seu maior mérito é mostrar, através do Cavaleiro da Triste Figura, que, se sonhar demais pode alienar-nos da realidade que nos cerca, inclusive a servir como uma espécie de fuga, viver sem um sonho é simplesmente horrível e triste, pois são os sonhos que nos tornam humanos e faz com que vida ainda valha a pena ser vivida.

Por tudo isso é que o engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha vive. E viverá para sempre!

FICHA TÉCNICA
  • Título Original: The Man Who Killed Don Quixote
  • Direção: Terry Gilliam
  • Elenco: Adam Driver (Toby Grisoni), Jonathan Pryce (Javier/Dom Quixote), Stellan Skarsgård (chefe de Toby), Olga Kurylenko (Jacqui), Joana Ribeiro (Angélica), Óscar Jaenada (o cigano)
  • RoteiroTerry Gilliam, Tony Grisoni
  • Música: Roque Baños
  • Fotografia: Nicola Pecorini
  • Duração: 132 minutos
  • Ano: 2018
  • Lançamento comercial no Brasil: 06/06/2019

          RESUMO DO FILME

Toby Grisoni, um talentoso e arrogante cineasta, dirige seu novo filme na Espanha, onde esteve dez anos antes como um estudante de cinema e fez seu primeiro filme usando os habitantes locais no elenco. Ao reencontrar com os antigos intérpretes desse filme, entra em uma aventura bizarra.
 
COTAÇÃO
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Veja aqui o trailer oficial de O Homem Que Matou Don Quixote (legendado - HD):


Publicado no AdoroCinema e no LinkedIn em 05/06/2019.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Crítica: A Esposa | A Hora e a Vez da Mulher Invisível


O ex-beatle John Lennon (1940-1980), em uma das várias entrevistas concedidas após a dissolução do grupo, disse que "Há sempre uma grande mulher atrás de cada idiota". Ao conhecer sua segunda esposa, a japonesa Yoko Ono (1933- ), o próprio John reconheceu que tornou-se mais feminista, pois Yoko abriu-lhe os olhos quanto ao machismo e a opressão que as mulheres sofrem em nossa sociedade até os dias de hoje, mesmo com as muitas conquistas obtidas por elas. Esse feminismo de Lennon está refletido na canção de autoria do casal, Woman is The Nigger of The World (A Mulher é o Negro do Mundo).

Em um daqueles casos no qual a vida imita a arte, a frase de Lennon pode ser encaixada na premissa d' A Esposa.

Joan Castleman (Glenn Close, de Ligações Perigosas) é a esposa do afamado escritor Joe Castleman (Jonathan Pryce, da franquia Piratas do Caribe), que foi indicado ao Prêmio Nobel de Literatura. Joseph conquista o prêmio e ele, Joan e o filho, David (Max Irons, de Colheita Amarga - Veja a crítica aqui), viajam para a capital da Suécia, Estocolmo, para receber o prêmio. No mesmo avião, segue o jornalista Nathaniel Bone (Christian Slater, de Jovens Demais Para Morrer) que insiste em escrever uma biografia de Joseph. Ao chegarem ao seu destino, vários fatos que lá ocorrem fazem com que Joan comece a questionar e repensar a sua vida com Joseph desde quando conheceram-se até aquele momento.

Baseado no romance da escritora Meg Wolitzer, A Esposa é uma produção independente que retrata um tema ainda muito em voga nos tempos atuais: a mulher posta em situação de inferioridade em relação ao homem independente de sua cor, raça, credo, origem, condição intelectual, social e/ou financeira.

Uma cena que retrata bem esse tema é quando a jovem Joan (Annie Starke, de A Beira do Abismo) vai pedir conselhos com a escritora Elaine Mozell (Elizabeth McGovern, da série Downton Abbey) e esta a desencoraja,  pois, mesmo sendo ela mesma uma autora talentosa, respeitada e de opiniões firmes, foi posta em um patamar abaixo dos autores masculinos.

O diretor sueco Björn Runge é pouco conhecido fora de sua terra natal, mas tem uma sólida carreira tanto no cinema quanto na TV locais. Chamou atenção ao conquistar o prêmio "Blue Angel" no Festival de Berlim, em 2003, com o filme Ao Romper do Dia. A Esposa é a sua primeira produção internacional de destaque na qual trabalha com grandes astros e estrelas (embora já tenha feito vários filmes com a sua conterrânea Pernilla August, da saga Star Wars).

Runge tem uma mão experiente e segura em seu trabalho de direção e faz o filme fluir bem, inclusive na transição para as cenas de flashback. A Estocolmo que mostra ao público é bela e fria, mas não de uma frieza indiferente, mas que envolve e toca as emoções. Nisso é ajudado pela bonita fotografia de Ulf Brantas (de Nós Somos as Melhores!).

Ainda que sem nenhuma intenção deliberada, Runge insere o feminismo de John Lennon na trama para que todos - em particular os homens - possam tanto acompanhar como compreender o sacrifício e a submissão de Joan a Joe desde que esse era um jovem professor universitário (vivido por Harry Lloyd, da série Game of Thrones).

No início, Joan nos passa a impressão que é um mulher  tímida e decididamente caseira, dedicada ao lar, os filhos, o marido ("Já tomou o seu remédio?") o qual, com sua personalidade dominadora, sempre a deixa sob sua sombra, como uma medíocre "mulher invisível". 

Porém, à medida que o filme corre, pode-se perceber que Joan é realmente tímida, mas não é "invísivel" ou medíocre - embora pareça assim aos parentes e amigos. É muito inteligente e tem tanta nobreza dentro de si que está disposta a fazer os maiores sacrifícios, o que incluía uma possível carreira brilhante como escritora em sua juventude, para apoiar a do marido. Por amor, fica submissa.

Joe é o idiota ao qual se referia Lennon. Carreirista, mulherengo, cínico e ganancioso, é o perfeito estereótipo do macho bobo que, com sua dominação sobre a mulher aliado ao seu carisma pessoal, consegue disfarçar seus defeitos de caráter e adquirir fama, mas, no fundo, sabe que ele é o medíocre ao invés de Joan.

Seu domínio tirânico atinge igualmente o filho, David que, apesar de estar a par de como o pai trata a ele e a mãe, quer desesperadamente seu amor e aprovação para que, assim, possa libertar-se da dominação paterna e ter sua própria vida e carreira.

Max Irons é daqueles atores que vão melhorando a cada filme e, em um curioso paralelo com seu personagem, deixa gradativamente de ser o filho de Jeremy Irons (Liga da Justiça) para ser um astro com brilho próprio. O mesmo vale para Annie Starke que - para aqueles que ainda não sabem - é filha de Glenn Close, e para Harry Lloyd, tetraneto (!) do escritor Charles Dickens (1812-1870).


Não é a primeira vez que Christian Slater interpreta um jornalista (fez um papel semelhante em Entrevista Com o Vampiro) que, aqui, é também uma mistura de biógrafo com paparazzo, doido para descobrir algum "podre" da família Castleman e incluí-lo no livro que quer escrever sobre Joe. Ele também é a ponte que leva o público a descobrir o segredo de Joe e Joan.

O inglês Jonathan Pryce foi uma ótima escolha para interpretar Joe Castleman. Mesmo fazendo bem o sotaque estadunidense (Joe é dessa nacionalidade), mantém a fleuma britânica, o que dá um toque blasé que aumenta a autenticidade do personagem interpretado.

Afinal, mas não por último, temos Glenn Close.

Atriz versátil e extremamente talentosa que interpreta com a mesma convicção personagens tão díspares como a psicopata sexy Alex Forrest, de Atração Fatal (1987); a rainha Gertrude, em Hamlet (1990); a primeira-dama dos EUA Marsha Dale, em Marte Ataca! (1996); e traveste-se em homem no filme Albert Nobbs (2011).

Em A Esposa, Glenn está na sua maturidade e no seu auge  como mulher e atriz em um trabalho magnífico de interpretação. Na cena em que Joe faz o discurso de agradecimento do Prêmio Nobel e o dedica a Joan, Glenn, sem dizer uma única palavra, consegue transmitir emoções tão fortes e conflitantes que é difícil não ficar impressionado e comovido.

Nesse conflito de emoções podemos perceber a grandeza da mulher que durante tantos anos acompanhou e apoiou um idiota e que, finalmente, liberta-se de sua "invisibilidade" e tem a sua hora e vez.

A atuação de Glenn já lhe valeu os prêmios de melhor atriz dramática no Satellite Awards, em 2018, e o Globo de Ouro deste ano, no qual derrotou a favorita Lady Gaga, de Nasce Uma Estrela (2018).

Falta o Oscar, prêmio para o qual já foi indicada seis vezes. Desta vez virá? Ainda é preciso aguardar as indicações, mas, se Glenn for indicada, atrevo-me a dizer que ela será a grande favorita ao prêmio. Porém, o Oscar é conhecido por suas injustiças...

A Esposa é um filme que leva a várias reflexoes sobre amor, casamento, solidão, machismo como intsrumento de opressão que atinge principalmente as mulheres, mas também minorias como a comunidade LGBT, afrodescendentes e os índios; e o feminismo como instrumento de compreensão das almas das mulheres.

Nesta era das trevas a qual vivemos atualmente e sob um governo fascista que quer destruir os direitos sociais que tão arduamente foram conquistados pelo povo, A Esposa é um filme que nos dá a certeza que a opressão e a tirania, por mais tempo que durem, inevitavelmente caem e nem mesmo uma "invisibilidade" imposta pode impedir essa queda.


FICHA TÉCNICA
  • Título Original: The Wife
  • Direção: Björn Runge
  • Elenco: Glenn Close (Joan Castleman), Jonathan Pryce (Joe Castleman), Christian Slater (Nathaniel Bone), Elizabeth McGovern (Elaine Mozell), Max Irons (David Castleman), Harry Lloyd (Joe Castleman jovem), Annie Starke (Joan Castleman jovem)
  • RoteiroJane Anderson (baseado no livro de Meg Wolitzer)
  • Fotografia: Ulf Brantas
  • Duração: 100 minutos
  • Ano: 2017
  • Lançamento comercial no Brasil: 10/01/2019

RESUMO DO FILME

Joan Castleman é a esposa do escritor Joe Castleman e, quando o marido ganha o Prêmio Nobel de literatura, Joan começa a fazer um balanço de sua vida.


COTAÇÃO
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Veja aqui o trailer oficial de A Esposa (legendado):


Publicado no AdoroCinema e no LinkedIn em 10/01/2019.