A Revista Digital da Sétima Arte fundada em 06/02/2016
Bem-Vindos a Panorama do Cinema"
Panorama do Cinema dá as boas-vindas aos seu leitores e amigos por meio deste vídeo gerado pela Inteligência Artificial (IA).
Editorial
Estamos de Volta!
Olá a todos! Depois de um longo hiato, Panorama do Cinema está de volta! Esta ausência deveu-se a motivos pessoais que impediram a continuidade do trabalho. Mas, agora estamos de volta no melhor estilo "a volta dos que não foram", com mais de 10 anos anos nas costas e com novidades.
Vocês já devem ter reparado que a página teve uma "turbinada" que inclui este editorial, o vídeo de boas vindas feito com a Inteligência Artificial (IA) e atualizações das redes sociais e, em breve, novas edições de podcasts.
Como estamos em plena Copa do Mundo, iniciamos o nosso retorno com posts sobre futebol tais como a Série Especial "Filmes sobre futebol para assistir antes da Copa do Mundo acabar" e a matéria "Veja os criativos, divertidos e irados animes e vídeos de IA da Copa do Mundo".
Mas, não nos limitaremos apenas à paixão nacional. Logo voltaremos com mais artigos, matérias e críticas de filmes, que são a razão de ser deste espaço. E, neste retorno, nos comprometemos a fazer, pelo menos, um texto por mês.
Não deu para não notar que, apesar da longa ausência, vocês nunca deixaram de nos visitar e ver nossos textos publicados anteriormente. Panorama do Cinema se comove e agradece de todo o coração pela sua fidelidade e gentileza.
Panorama do Cinema espera que vocês apreciem esta nova fase e que continuem a nos visitar sempre.
Boas leituras e boa diversão!
Queridas e queridos amigas e amigos leitores de Panorama do Cinema, talvez vocês estejam se perguntado o porque de nosso espaço estar sem publicações durante todo esse tempo. Devido a isso, estou publicando esta explicação: devido a problemas de saúde, estava impossibilitado de produzir e postar novos textos, críticas e artigos. Porém, já estou recuperado e voltarei a publicar novamente.
Quero aproveitar para agradecer a todos vocês pelas visitas a Panorama do Cinema durante a minha ausência (quase 14.000 visitas até o momento da publicação deste texto) e, estejam certos, retribuirei a sua gentileza com a publicação de novos textos feitos com o mesmo amor, carinho e confiança que vocês demostraram pelo meu trabalho.
Mais uma vez, muito obrigado e que Deus abençoe a todos!
Finalmente foram lançados o primeiro poster oficial (imagem acima) e o primeiro trailer oficial do filme Um Gato de Rua Chamado Bob e também mais fotos da produção.
Com direção de Roger Spottiswoode (Pare, Senão Mamãe Atira) e com Luke Treadaway (Invencível) à frente do elenco que tem também Ruta Gedmintas (The Strain: Noite Absoluta) - além do próprio gato Bob - Um Gato de Rua Chamado Bob conta a historia verdadeira do cantor, músico e escritor James Bowen, que era um morador de rua e viciado em drogas até o dia em que encontrou um gatinho cor de laranja que mudou toda a sua vida.
Quando foi junto com Bob, dois meses atrás, aos estúdios da Sony Pictures ver a pré-exibição do filme, James disse “Eu juro, eu
estava rindo, chorando e gritando em todas as horas certas. UAU!” (em tradução
livre - veja aqui). E esse primeiro trailer parece confirmar as palavras do escritor e promete fazer uma boa carreira nas salas de cinema repetindo o sucesso do livro.
Totalmente filmado em Londres, Inglaterra, Um Gato de Rua Chamado Bob tem estreia prevista no ReinoUnido em 4 de novembro próximo.No Brasil e em Portugal ainda não há uma data definida para a estreia.
Veja, a seguir, mais fotos do filme Um Gato de Rua Chamado Bob:
Veja aqui o trailer oficial de Um Gato de Rua Chamado Bob (original em inglês - HD):
Além da vitória do cineasta inglês Ken Loach pelo filme I, Daniel Blake (veja aqui), o Festival de Cannes também ficou marcado pelo brasileiros, por dois motivos: o primeiro, pelo protesto feito por atores, atrizes, técnicos e produtores contra o impeachment da Presidente Dilma Rouseff por entenderem ser esse mesmo impeachment, na verdade, um golpe de estado (veja foto abaixo). O segundo motivo, foi a exibição do filme Aquarius, que foi aclamado pela crítica e além de ser um dos finalistas do prêmio máximo do festival, a Palma de Ouro.
Aquarius conta a história de Clara (Sônia Braga, de O Beijo da Mulher-Aranha), mulher de 65 anos, escritora e crítica musical aposentada, viúva, mãe de três filhos adultos e que vive em um edifício chamado Aquarius na Praia de Boa Viagem, em Recife, capital do estado de Pernambuco. Clara é uma mulher forte, independente, sensual e que, recentemente, sobreviveu a um câncer. É o tipo de pessoa que não sente necessidade de aprovação de terceiros - sejam amigos, parentes ou mesmo os filhos - para defender e lutar por aquilo em que acredita. Clara persa em curtir tranquilamente a sua aposentadoria até que um dia, recebe a proposta para vender seu apartamento a uma construtora que quer construir um condomínio de luxo no local. Com a recusa de sua proprietária em vender, a empreiteira declara uma verdadeira guerra contra a ex-jornalista, que irá defender com unhas e dentes o local que é parte inseparável de sua vida.
Segundo longa metragem do diretor Kleber Mendonça Filho (seus trabalhos anteriores eram, em sua maior parte, curtas-metragens), Aquarius, além de ser a primeira produção totalmente brasileira a concorrer em Cannes desde 2008, é também um filme que reflete bastante a situação atual do Brasil: muito incerta, com um governo cuja legitimidade é frequentemente contestada, uma crise política e econômica ainda longe de acabar, além de uma crise moral com a violência da luta de classes ("coxinhas" x "mortadelas"), nepotismo e corrupção - uma verdadeira praga dos tempos atuais. Mas também é um filme sobre assuntos íntimos e pessoais como, por exemplo, a memória de tempos passados.
Aquarius não conquistou a Palma de Ouro em Cannes, mas, em compensação, como obra maior do Cinema Brasileiro, vem conquistando o público e a crítica do mundo inteiro. Foi o grande vencedor do Festival de Sydney (Austrália) e do Festival Transatlantik, em Lodz (Polônia), conquistando, nesses dois eventos, o prêmio de Melhor Filme.
Aquarius tem estréia prevista no Brasil para 1º de setembro e, posteriormente, em mais de 50 países.
Veja aqui o trailer oficial de Aquarius (original em português com legendas - HD):
A série de TV anglo-estadunidense Penny Dreadful fez sua estreia na telinha em 2014 e apresentava uma história de terror e suspense passada na Londres da Era Vitoriana e que, de um modo bastante original e verossímil, misturava na trama personagens clássicos das literaturas romântica e gótica tais como Drácula (de autoria do irlandês Bram Stoker), Frankenstein (da inglesa Mary Shelley), O Retrato de Dorian Gray (do também irlandês Oscar Wilde) e O Médico e O Monstro (do escocês Robert Louis Stevenson) com personagens novos criados especialmente para o seriado.
Para aqueles que não sabem, o nome Penny Dreadful vem de uma publicação popular da época de histórias de horror e que custavam um penny, uma subdivisão do sistema monetário britânico que também tinha a libra e o shilling (somente muitos anos depois a divisão em centavos seria adotada). Em uma tradução livre, Penny Dreadful pode ser traduzido como "Penny Assustador".
A série contava a história de Vanessa Ives (a atriz francesa Eva Green, de Os Sonhadores), uma bela jovem com fortes ligações com o mundo sobrenatural que vive na mansão do aristocrata e caçador Sir Malcolm Murray (o ator galês Timothy Dalton, da franquia James Bond 007), que tem como seu criado e aliado o africano Sembene (o inglês Danny Sapani, de Em Transe). A melhor amiga de Vanessa e filha de Sir Malcolm, Mina (a inglesa Olivia Llewellyn, de Beethoven), foi raptada por estranhas criaturas e, para resgatá-la e enfrentar as tais criaturas, o veterano caçador contrata um pistoleiro de passado obscuro vindo dos EUA, Ethan Chandler (o estadunidense Josh Harnett, de Falcão Negro em Perigo), e o jovem médico e cientista brilhante Victor Frankenstein (o inglês Harry Treadaway, de O Cavaleiro Solitário), que faz macabras experiências de ressureição de cadáveres.
O monstro criado e abandonado por Frankenstein (o inglês Rory Kinnear, de O Jogo da Imitação) - chamado nos países de língua inglesa de "criatura" - retorna para atormentar e vingar-se de seu criador por condená-lo a uma vida solitária e miserável e, ao mesmo tempo, exigir que este faça uma companheira para ele. Chandler - que revela ser um lobisomem - envolve-se emocionalmente com a prostituta irlandesa Brona Croft (a inglesa Billie Piper, da série Dr. Who), que sofre de tuberculose, na época uma doença incurável, e termina por falecer devido à sua enfermidade sendo, posteriormente, ressuscitada por Frankenstein, que rebatiza-a como Lily. Simultaneamente, Vanessa envolve-se com o rico, belo, amoral e vaidoso Dorian Gray (o estadunidense Reeve Carney, de A Tempestade), que possui a vida eterna, mas, como preço a ser pago, sofre de modo infinito com o tédio, a melancolia e a desilusão pela vida - sentimentos esses que podem ser resumidos e reunidos na palavra inglesa Spleen.
Após seu relacionamento com Gray, Vanessa apaixona-se por Chandler - que corresponde - e, durante esse tempo, é alvo de várias investidas sobrenaturais e descobre que o grande responsável pelo seu sofrimento é ninguém menos que Drácula (o estadunidense Christian Camargo, da série Dexter). A jovem compreende que o único modo de deter o mal é entregar-se a ele, mesmo que isso custe-lhe a própria vida.
Essa era a premissa básica e, à medida que o seriado continuava, outros personagens - novos ou clássicos - foram incorporados à trama tais como a bruxa Evelyn Poole, também chamada Madame Kali (a inglesa Helen McCrory, da franquia Harry Potter); a eremita e feiticeira Joan Clayton (a estadunidense Patti LuPone, de Conduzindo Miss Daisy), a Dra. Seward (novamente Patti LuPone), o Dr. Abraham Van Helsing (o inglês David Warner, de Titanic), o chefe índio apache Kaetenay (o estadunidense Wes Studi, de Dança Com Lobos) e o Dr. Henry Jekill (o inglês de ascendência paquistanesa Shazad Latif, de O Exótico Hotel Marigold 2).
Penny Dreadful teve aceitação, elogios e sucesso imediatos com o público e a crítica especializada graças a uma produção impecável com uma excelente reprodução de época, roteiros muito bem elaborados e escritos, uma direção firme e segura e a seu elenco de primeiríssima linha.
De seu excelente elenco, aliás, dois nomes, para mim, se destacaram de
sobremaneira: Eva Green e Rory Kinnear. Eva fez de Vanessa Ives uma
heroína não apenas bonita, mas também sexy, inteligente e muito
carismática. Já o respeitado Rory fez de seu Monstro/Criatura um
personagem de uma sensibilidade ímpar, talvez a interpretação mais
próxima do original imaginado por Mary Shelley.
Penny Dreadful teve o último episódio da terceira temporada exibido em 19 de junho passado. Este último episódio teve tudo aquilo que seus fãs esperavam: combate explosivo entre heróis e vilões, reviravoltas e um final emocionante e comovente como há muito tempo não se via tanto na tela pequena quanto na tela grande.
O que ninguém esperava e que causou igualmente igual comoção é que o último episódio da temporada também foi o último da série. Essa decisão surpreendente foi tomada pelo produtir do seriado, John Logan. Este alegou que, com a morte de Vanessa Ives não há mais história a ser contada. Mas, será que é mesmo assim?
Alguém que esteja lendo estas linhas pode pensar que seu autor é um fã inconformado com o fim da série. Bem, não nego que, de fato, sou um grande fã de Penny Dreadful e que, como todos os outros admiradores do seriado, senti-me órfão com o fim do mesmo. Não obstante, os leitores que acompanharem as próximas linhas poderão ver que a pergunta feita no parágrafo anterior, assim como no título deste texto, tem fundamento.
Não é a primeira vez que alguém anuncia oficialmente o fim de uma série ou franquia e acaba por voltar atrás. Por exemplo: em 1982, o astro estadunidense de filmes de ação Sylvester Stallone, logo após as filmagens de Rocky III - o grande sucesso daquele ano - anunciou oficialmente que era o fim dessa série de cinema. Sly admitiu que sentiria falta de Rocky Balboa (do mesmo modo, Eva Green disse que sentiria falta de Vanessa Ives). Porém, como sabemos, o ator e diretor voltou atrás e não só realizou mais três filmes dessa franquia como também o spin-off Creed, que lhe valeu neste ano a conquista do Globo de Ouro de Melhor Ator Coadjuvante além de uma indicação ao Oscar nessa mesma categoria.
"E o que faz você pensar que Penny Dreadful tem chance de retornar?", pode perguntar alguém. Antes de responder essa pergunta, quero deixar claro que estou perfeitamente ciente que qualquer seriado, por melhor que seja, um dia, mais cedo ou mais tarde, tem o seu encerramento definitivo (a exceção é o seriado britânico Coronation Street, um fenômeno que está no ar há mais de 60 anos e sobre o qual Panorama do Cinema pretende falar futuramente). E, respondendo à pergunta feita no início deste parágrafo, Penny Dreadful deixou muitas brechas e lacunas que fazem acreditar em um possível retorno.
Vamos começar por Lily e Dorian Gray. Após ter sido poupada por Victor Frankenstein de se tornar uma zumbi dócil e ter seus planos de um movimento revolucionário conduzido por mulheres frustrado por seu amante Dorian, ela o abandonou deixando-o com seu Spleen eterno. Porém, como ambos são imortais, eles não só podem reencontrarem-se futuramente como também virem a se relacionar com outros personagens que tem a sua mesma condição de imortalidade tal qual veremos adiante.
Ainda que suas experiências conjuntas com Henry Jekill tenham sido bem sucedidas, Victor Frankenstein não conquistou quem mais desejava: Lily. Embora Jekill o tivesse estimulado a continuar com o trabalho, Victor, amargurado e triste, decidiu partir logo após os funerais de Vanessa Ives. Mas, com sua obsessão em vencer a morte, o solitário médico e cientista pode muito bem usar seus conhecimentos e habilidades cirúrgicas para ressuscitar a amiga recém-falecida.
O Monstro/Criatura de Frankenstein, não atendeu o pedido de sua esposa, Marjorie, de levar Jack, o pequeno filho falecido de ambos, até Victor para que este o ressuscitasse. Entretanto, com a ameaça da esposa de renegá-lo caso não levasse o menino ao laboratório de seu criador, conseguirá o angustiado ser continuar negando o pedido-exigência feito por ela?
Sir Malcolm Murray e Ethan Chandler foram, de longe, os que mais sofreram com a morte de Vanessa Ives. Com a decisão de Ethan de permanecer na Inglaterra, ele e Sir Malcolm podem partir em uma caçada para vingarem-se do vampiro, que fugiu logos após ver o corpo morto de Vanessa nos braços de Chandler.
E o próprio Príncipe das Trevas pode retornar para encontrar uma substituta para Vanessa e aliados em sua luta contra Sir Malcolm e Ethan. Essa substituta pode ser Lily, que, assim como ele, é imortal. Um dos aliados pode ser o sem escrúpulos e igualmente imortal Dorian Gray. Outro possível aliado pode ser, como disse um dos servos de Drácula, o menino-vampiro, "o velho Jack, o Estripador".
Uma grande sacada desta temporada de Penny Dreadful foi o de tornar o Dr. Henry Jekill um amigo de infância de Victor Frankenstein que, anos depois, seria seu colega de faculdade. Também foi uma grande sacada torná-lo um filho mestiço de um nobre inglês, que o despreza, com uma humilde mulher indiana, que o ama, condição essa que o faz sofrer todo o preconceito racial da sociedade britânica do século XIX (algo que, infelizmente, em pleno século XXI, ainda está longe de acabar), mesmo sendo, como seu amigo Victor, um médico e um cientista brilhante. Tudo isso faz crescer uma grande raiva em seu interior. Jekill - que tornou-se Lorde Hyde após herdar os bens e o título de nobreza de seu pai - pode continuar suas experiências sobre raiva e loucura, mesmo sem a ajuda de Frankenstein, com consequências imprevisíveis.
E, finalmente, vem a pergunta que não quer calar: Vanessa Ives, realmente, descansa em paz?
É claro que tudo isso, embora possível, é mera especulação, um exercício de imaginação. Penny Dreadful pode realmente ter acabado definitivamente. Mas, como dizem, sonhar é de graça, e os fãs de Penny Dreadful sonham muito com a volta desse incrível seriado com seus personagens maravilhosos. Quem sabe John Logan não pode dar um jeitinho...
Veja aqui um supertrailer com as três temporadas de Penny Dreadful (original em inglês - HD):
Panorama
do Cinema
vem com mais uma Dica
de Cinema,
a nossa sugestão de bons filmes com bons preços. E a nossa dica de
hoje vai para o Cine
Ciclo Benfica - Regimes Ditatorias: Ações e Reações,
que será realizada em Recife,
Pernambuco.
O
Cine
Ciclo Benficaé
um projeto do Centro Cultural Benfica, em parceria com a Diretoria de Cultura/ProExC, da Universidade Federal de Pernambuco e o cineclube Cineciclo. Nesta primeira edição o tem será Regimes Ditatoriais: Ações e Reações, que destaca o período da Ditadura Civil-Militar brasileira, considerado o mais negro de nossa história.
A exibição dos filmes será entre os dias 9 e 30 de julho, no Teatro Joaquim Cardozo, sempre aos sábados, a partir das 16 hrs., com entrada franca e em cada sessão serão exibidos um curta e um longa metragem. Dentre os filmes que serão exibidos destaca-se o documentário da rede de televisão britânica BBCMuitoAlém do Cidadão Kane. Com a direção de Simon Hartog, o documentário conta a história do empresário Roberto Marinho (1904-2003), dono das Organizações Globo - que inclui a Rede Globo de Televisão - e suas relações econômicas e influência política durante o regime ditatorial.
Confira a programação:
Dia 9 de julho
Curta:Noite e Neblina. Direção: Alain Resnais.
Longa:Videogramas de Uma Revolução. Direção: Harun Farocki e Andrei Ujica.
Dia 16 de julho
Curta: Episódio de Lutas.doc (série de TV). Direção: Luiz Bolognesi e Daniel Augusto.
Longa:MuitoAlém do Cidadão Kane. Direção: Simon Hartog
Dia 23 de julho
Curta:Mato Eles. Direção: Sergio Bianchi.
Longa:Utopia e Barbárie. Direção: Silvio Tendler.
Dia 30 de julho
Curta:Lajotas em Buenos Aires. Direção: Carmen Guarini.
Longa:Batismo de Sangue. Direção: Helvécio Ratton.
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A escritora inglesa Jane Austen (1775-1817) autora de clássicos tais como Razão e Sensibilidade e Orgulho e Preconceito - adaptados com sucesso para o cinema e a TV - sempre fez o deleite tanto de leitores como de espectadores. Agora, podemos conferir mais uma adaptação de um livro dela para o cinema chamada Amor & Amizade.
Baseada na obra Lady Susan, uma obra menos conhecida escrita no período da juventude de Jane Austen, Amor & Amizade conta a história de Lady Susan Vernon (a atriz inglesa Kate Beckinsale, de O Aviador), uma nobre decadente, mas inteligente e sem escrúpulos e que tem como seu principal objetivo arrumar dois maridos: um para a sua filha, Frederica (a atriz galesa Morfydd Clark, de Orgulho e Preconceito e Zumbis - veja a crítica aqui), e outro para ela própria. Para isso, terá a ajuda de sua amiga, Alicia Johnson (a estadunidense Chloë Sevigny, da série Amor Imenso). O filme também tem a presença do ator inglês Stephen Fry (de V de Vingança).
Kate Beckinsale conta como foi interpretar Lady Susan em Amor & Amizade:
"De certa forma, ela sente-se confortável com seu próprio charme, com suas habilidades e com o seu próprio poder. Sabe o que quer e faz de tudo para obter o que deseja e há algo de impressionante nisso. Apesar de ser um pouco cruel, ninguém é magoado por ela. No final do filme, percebe-se que ela é apenas obstinada e isso é engraçado".
Filmada em grande parte na Irlanda, esta deliciosa comédia sobre casamento tem uma excelente direção do estadunidense Whit Stillman (de Barcelona, que também é o autor do roteiro e um dos produtores) e, desde a sua premiére no Festival de Sundance deste ano, esta produção independente vem dando lucro, sendo aclamada pela crítica especializada - tendo, até o momento, recebido uma indicação de Melhor Filme no Festival de Rotterdam (Holanda) e uma de Melhor Atriz para Kate Beckinsale no Festival de Seattle (EUA) - e colhendo aplausos entusiasmados do público.
Amor & Amizade tem estreia no Brasil prevista para 27 de outubro. Veja aqui o trailer oficial de Amor & Amizade (original em inglês - HD):
Morreu 28/06/2016, aos 86 anos de
idade, o ator, diretor, músico, nadador e advogado italiano Bud
Spencer, famoso por seus filmes de comédia de pancadaria dentre
os quais os que fez com Terence Hill. Segundo seus familiares
a causa da morte foi pneumonia.
Bud Spencer nasceu com o
nome de Carlo Pedersoli em 31 de outubro de 1929 em Nápoles, Itália.
Aos 18 anos, em 1947, Carlo veio ao Brasil para trabalhar no
consulado da Itália, em Recife, onde ficou até 1949, e
aprendeu a falar português fluentemente (também falava inglês, francês, espanhol e alemão). Foi campeão de natação,
tendo sido o primeiro nadador italiano a nadar os 100 metros em menos
de um minuto e participou pelo seu país dos Jogos Olímpicos
de 1952 (disputados em Helsinque, na Finlândia) e 1956 (Melbourne,
Austrália). Também foi jogador da seleção italiana de polo
aquático. Em 2005, foi homenageado pela
federação italiana de natação por sua contribuição a esse
esporte.
Sua carreira no cinema começou
em 1949, na comédia Quel Fantasma di mio Marito. Além de
filmes na Itália, participou de produções internacionais tais como
Quo Vadis? (1951), Adeus Ás Armas (1957) e Aníbal, o Conquistador
(1959), quando conheceu o ator Mario Girotti, que ficou conhecido
como Terence Hill, e se tornaria seu grande amigo e parceiro em
filmes. A partir daí Carlo começou a usar o nome artístico de Bud
Spencer que, segundo ele, foi uma homenagem à sua marca de
cerveja favorita, Budweiser, e ao ator estadunidense Spencer Tracy
(de Adivinhe Quem Vem Para Jantar?).
Seu primeiro filme com Terence
Hill foi em 1967 em Deus Perdoa… Eu, Não!, um “Western
Spaghetti” (filme de faroeste de produção italiana), gênero
bastante em voga naquela época. O primeiro grande sucesso do duo
Hill-Spencer foi em 1970 com Meu Nome é Trinity, outro
“Western Spaghetti”, mas desta vez uma comédia com cenas de
grandes pancadarias, que se tornaria uma especialidade da dupla.
Os filmes feitos por Bud
Spencer e Terence
Hill eram produções bem
baratas com roteiros muito simples – às vezes simplórios – mas
com um grande apelo popular, possuíam um humor pastelão que parecia uma mistura de O Gordo & O Magro com Os Três Patetas e que rendiam bem. Dentre os filmes
feitos pelos dois destacam-se Trinity
Ainda é Meu Nome
(1971), A Dupla Explosiva
(1974), Dois Tiras Fora
de Ordem (1977), Nós
Jogamos Com Os Hipopótamos
(1979), Quem Encontra Um
Amigo, Encontra Um Tesouro
(1981), Os Dois
Super-Tiras em Miami
(1985) e A
Volta de Trinity(1994,
também
conhecido como Os Encrenqueiros), sendo que este foi o seu último trabalho conjunto e que teve a direção do próprio Hill. Bud e Terence realizaram mais de 20 filmes juntos.
Já
entre seus filmes solo destacam-se Uma
Razão Para Viver, Uma Razão Para Morrer
(1972, no qual dividia os holofotes com os atores estadunidenses
James Coburn
e Telly
Savalas), Os
Anjos Também Comem Feijão
(1973, quando atuou com outro grande astro do cinema italiano,
Giuliano Gemma),
Charleston – O
Super-Vigarista (1977),
Bulldozer
(1978), O Xerife e o
Pequeno Extraterrestre (1979),
Banana Joe
(1982) e Aladin
(1986).
Bud Spencer e
Terence Hill eram
muito populares no Brasil, tanto que, em 1984, eles realizaram um
filme inteiramente em território tupiniquim chamado Eu,
Você, Ele e os Outros
no qual a dupla aparece em… dose dupla! O filme contava a história
de dois pares de irmãos gêmeos que causam a maior confusão. E,
como não poderia deixar de ser, as cenas de pancadaria se fazem
presente.
Nos
seus últimos anos de vida, Bud Spencer dedicou-se
mais a séries e filmes feitos para a televisão. Em 2010, recebeu junto com Terence o prêmio
David di Donatello,
um dos mais importantes do cinema italiano, pelo conjunto de sua
obra. Seu último trabalho foi o curta-metragem de animação Zoe, no
qual dublava um dos personagens, e que ainda estava em processo de
filmagem. Em sua carreira, Bud Spencer realizou um total de 78 filmes.
Além
de ator e esportista, Bud Spencer também era advogado, músico, piloto de avião
e helicóptero (chegou
a ter sua própria companhia aérea)
e criador de patentes. Em 2005, tentou iniciar uma carreira na
política pelo
partido de centro-direita Forza
Italia
(do polêmico empresário e ex-primeiro-ministro Silvio
Berlusconi).
Bud
justificou o motivo dessa decisão:
“Em
minha vida, fiz de tudo. As
únicas três coisas que não fiz foi ser bailarino, jóquei e
político. Como as duas primeiras estão fora de questão, atirei-me
na política”.
Entretanto,
apesar de dedicar-se bastante na campanha, não foi eleito.
Bud Spencer viveu
uma vida plena e, ao partir, estava cercado de sua amada família: a esposa Maria (com quem era casado desde 1960), três filhos, cinco netos e seis bisnetos. Os cinéfilos do
mundo inteiro vão sentir – e muito! - falta daquele grandalhão
(tinha 1,92 m) barbudo, gorducho e bonachão que fez a delícia tanto
das matinês do cinema quanto da televisão. Que ele descanse em paz.
Veja
aqui uma entrevista concedida por Bud Spencer e
Terence Hill no
programa de TV do quarteto cômico brasileiro Os Trapalhões,
em 1984:
Veja
aqui, na íntegra, o filme Eu,
Você, Ele e os Outros (dublado):
O estadunidense Ernest Hemingway foi um dos maiores escritores de seu país em todos os tempos. Vencedor do Prêmio Nobel de Literatura em 1954, teve várias de suas obras adaptadas em filmes para o cinema e a TV tais como Adeus Às Armas, Por Quem Os Sinos Dobram e O Velho e O Mar.
Hemingway teve uma vida muito agitada. Esteve na I e II Guerra Mundial, na Guerra Civil Espanhola e, além dos EUA, viveu em Toronto, no Canadá; em Paris, França (onde conheceu os escritores James Joyce, Gertrude Stein e Ezra Pound; além dos artistas plásticos Pablo Picasso, Joan Miró e Juan Gris); e, entre 1939 e 1960, viveu em Cuba. E é sobre este período de sua vida que trata o filme Papa: Hemingway in Cuba.
Papa: Hemingway in Cuba conta a história de um repórter (o estadunidense Giovanni Ribisi, de Avatar) que vai até Cuba para encontrar o escritor e ídolo Ernest Hemingway (o inglês Adrian Sparks, de Sobrenatural: A Origem), que vive na ilha caribenha com sua esposa, Mary (a inglesa Joely Richardson, de Maggie: A Transformação) no período que antecede a Revolução Comunista liderada por Fidel Castro e logo após do triunfo de movimento.
Este é o segundo filme dirigido pelo produtor iraniano naturalizado estadunidense, Bob Yari (de Crash: No Limite), que disse sobre Papa: Hemingway in Cuba:
“O filme conta a histórica verídica de um jovem repórter amigo de Mary e Ernest Hemingway que convive com o escritor e que se torna quase como um filho, nos últimos dois anos em que Hemingway viveu em Cuba. Através do olhar desse jovem repórter, podemos ver um lado privado e pessoal do escritor que ele não deixava que o público conhecesse”.
Papa: Hemingway in Cuba é uma co-produção entre EUA e Canadá e a primeira produção hollywoodiana feita na Ilha Comunista desde 1959. As filmagens da película ocorreram entre 2013 e 2014, antes mesmo do presidente dos EUA, Barak Obama, e de Cuba, Raúl Castro, anunciarem oficialmente a retomada das relações diplomáticas entre as duas nações.
Durante o período de produção e filmagem, Yari viu de perto a indústria cinematográfica cubana e sua atual infraestrutura, sobre as quais, aliás, Panorama do Cinema já havia chamado a atenção do público leitor em sua Dica de Leitura (veja aqui):
“A falta de infraestruturas e de equipamentos foi um grande desafio. Um dos aspetos interessantes foi perceber que a ética de trabalho dos cubanos é diferente da dos norte-americanos. Nas nossas produções trabalha-se entre 14 e 16 horas por dia. Os técnicos cubanos são pessoas talentosas e apaixonadas pelo cinema mas estão habituados a trabalhar de forma mais lenta”, contou o diretor e produtor.
Como não poderia deixar de ser em se tratando de dois assuntos tão polêmicos - Cuba e Hemingway - a recepção a Papa: Hemingway in Cuba dividiu as opiniões: a crítica especializada estadunidense não recebeu bem o filme, mas o público, em geral, gostou. E, além disso, essa produção conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Key West, na Flórida, EUA (um dos locais no qual Hemingway morou), em 2015, e no Festival de Sonoma, na Califórnia, também nos EUA, neste ano.
Papa: Hemingway in Cuba teve seu lançamento oficial em 19/11/2015 no Festival de Key West, e, cerca de um mês depois, no Festival de Havana, Cuba. Seu lançamento comercial foi em 29 de abril deste ano, nos EUA. Ainda não há uma data prevista para o seu lançamento no Brasil.
Veja aqui o trailer oficial de Papa: Hemingway in Cuba (original em inglês - HD):
Se há alguém que é um verdadeiro ícone tanto na música quanto no cinema, esse alguém é o cantor e ator estadunidense Kris Kristofferson.
Nascido em 1936, em Browsville, no estado do Texas, EUA, filho de um militar, Kris Kristofferson também serviu o exército logo após graduar-se em Litertura Inglesa no Pomona College. Porém, a paixão pela música falou mais alto e ele mudou-se para Nashville, considerada a capital estadunidense da música country, onde iniciou sua carreira. Ao longo dos anos Kris já cantou e compôs com os maiores nomes desse estilo musical.
Sua estreia no cinema foi em 1971 com o drama O Último Filme, dirigido e estrelado por Dennis Hopper (Sem Destino). A partir daí, Kris não parou mais, tendo atuado em grandes sucessos como Nasce Uma Estrela (pelo qual conquistou o Globo de Ouro de Melhor Ator em Comédia e/ou Musical), Pat Garret e Billy The Kid e Comboio. A geração mais nova o conhece pelo papel de Abraham Whistler nos filmes da franquia Blade. Kris já atuou até o momento em 113 filmes para o cinema e a televisão e fez a trilha sonora de 119! Em 2014, conquistou um prêmio Grammy - considerado o Oscar da música - pelo conjunto de sua obra.
Em 2016, comemorando 80 anos de idade, Kris Kristofferson retorna à tela grande em um novo filme, no gênero em que mais atuou: o faroeste. Trata-se de Traded (ainda sem título em português).
Dirigido pelo ator e diretor Timothy Woodward Jr. (As 7 Faces de Jack, o Estripador), Traded conta a história de um cowboy (Michael Paré, de Ruas de Fogo) que abandona o seu rancho para resgatar sua filha que foi raptada por um antigo inimigo. Kris Kristofferson atua no papel do barman do saloon da cidade.
"Sempre gostei de atuar em faroestes porque ando a cavalo desde pequeno. Gostei do roteiro do filme. Foi divertido", conta Kris.
Desde a sua estreia em 10 de junho último, nos EUA, Traded recebeu boas críticas. Como todo filme de faroeste que se preze, tem muitos tiros, muitas brigas, mulheres bonitas e uma perseguição em uma locomotiva em movimento. A diversão é garantida para todos.
Ainda não há uma data prevista para a estreia do filme no Brasil.
Veja aqui o trailer oficial de Traded (original em inglês - HD):
E,em homenagem aos 80 anos de Kris Kristofferson, veja aqui o vídeo clip de um de seus grandes sucessos musicais, This Old Road: